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Thursday, November 22, 2012
Aula Básica de Ponto Cruz
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Ponto Cruz
Friday, May 25, 2012
Não maltrate o português!
Por Maria Teresa Serman
A vocação profissional enraíza-se em nós como parte integrante do ser, marcando nossa visão de mundo. Um médico analisa com olhos de médico; o advogado interpreta as questões sob o ponto de vista jurídico; professores nascem e morrem com o "vício" de ensinar. Por isso, esta alma de professora que vos escreve vem se rebelando contra o insidioso ataque à língua portuguesa, perpetrado por pessoas comuns, intelectuais e mídia. Todos, sem distinção, apunhalam essa que foi descrita pelo poeta Olavo Bilac como "inculta" - a cada dia mais, coitada - e "bela" - e difícil, reconheço - língua portuguesa. Querem ver?
A vocação profissional enraíza-se em nós como parte integrante do ser, marcando nossa visão de mundo. Um médico analisa com olhos de médico; o advogado interpreta as questões sob o ponto de vista jurídico; professores nascem e morrem com o "vício" de ensinar. Por isso, esta alma de professora que vos escreve vem se rebelando contra o insidioso ataque à língua portuguesa, perpetrado por pessoas comuns, intelectuais e mídia. Todos, sem distinção, apunhalam essa que foi descrita pelo poeta Olavo Bilac como "inculta" - a cada dia mais, coitada - e "bela" - e difícil, reconheço - língua portuguesa. Querem ver?"Para mim, fazer esse trabalho é muito difícil!"
"Deixa esta tarefa pra mim fazer."
Noprimeiro exemplo, a gramática está saudável, pois o pronome oblíquo (mim) vem depois de uma preposição, como deve ser, e não é sujeito do verbo fazer. Já o segundo é de dar náusea, parece o Tarzan falando. Trata-se de um período composto, em que a segunda oração está reduzida, de infinitivo. Desenvolvendo-a, descobre-se que o pronome deve ser de caso reto, pois é sujeito do verbo fazer: "Deixa esta tarefa para que EU faça" = "Deixa esta tarefa pra EU fazer."
Outro caso, na verdade dois erros crassos (de gente muito ignorante), é a péssima influência que os jornais, falados e escritos, tem sobre o povo,enfiando pelos olhos e ouvidos ingênuos, como se fosse certo. Os locutores, jornalistas e âncoras cometem um erro grave de pontuação quando falam, o que vem influenciando negativamente a população, que repete isso na escrita. Por exemplo,
"A presidente anunciou o nome do novo ministro." é lida da seguinte forma, e vou reproduzir na escrita o que foi dito, aparecendo assim o erro: " A presidente, (fazem uma pausa que leva as pessoas a colocarem um virgula no texto) anunciou (frequentemente se distingue outra pausa aqui) o nome do novo ministro." Quando se separa, na fala ou na escrita, o sujeito - a presidente - do verbo, e este de seu complemento - o nome do novo ministro - quebra-se a unidade na forma e no significado, tornando a comunicação confusa e o entendimento mais difícil. Sem falar no exemplo nefasto àqueles que ainda estão aprendendo. NÃO SE SEPARA, POR PAUSA NO FALAR OU VÍRGULA, O SUJEITO DO VERBO E ESTE DO SEU COMPLEMENTO.
A segunda lição errada é empregar o verbo perguntar na voz passiva: "O deputado, quando perguntado, respondeu que não sabia de nada." O verbo perguntar, do mesmo modo que o verbo obedecer, é transitivo indireto, pede preposição entre ele e seu complemento, e não pode ser conjugado na voz passiva. Ninguém é "perguntado", isso é abuso de ignorância, ainda mais de quem deve informar bem. Além de errado, soa mal. O correto, e fácil de enunciar, é "Ao LHE perguntarem ou Quando LHE perguntaram, o deputado etc."
Assistir é outro verbo assassinado. Engolimos o tempo todo "Assistam o filme.", quando o correto é "Assistam AO filme, À novela, ÀS notícias." Errar é humano, persistir no erro é burrice, e ensinar o que é errado é crime.
Assistir é outro verbo assassinado. Engolimos o tempo todo "Assistam o filme.", quando o correto é "Assistam AO filme, À novela, ÀS notícias." Errar é humano, persistir no erro é burrice, e ensinar o que é errado é crime.
Agora vamos examinar o desvio no uso do pobre pronome relativo ONDE. Nossa, quase o matam de exaustão! Serve pra tudo, virou trapo velho que só suja a coesão e atrapalha a coerência. Essa irmãs, integrantes da gramática, são responsáveis diretas e fundamentais na comunicação do conteúdo, sem confusão. Ter coesão implica empregar o conectivo adequado ( o elemento de ligação entre o verbo e o complemento, ou entre orações), exemplo: "A funcionária A QUEMme dirigi me orientou muito bem." É necessária a preposição que concorda com o antecedente, assim como o pronome certo. Porém, somos feridos por bombinhas fedorentas do tipo destas: "Aí então foi onde eu entendi o que ela queria dizer." Todo mundo já ouviu (não quero acusar ninguém de falar isso ) um horror desses. Corrigindo: "Aí então foi QUE ou QUANDOentendi o que ela queria dizer. ONDE indica LUGAR; ao se referir a TEMPO, emprega-se QUANDO; a MODO, COMO.
Voltaremos ao assunto em um próximo texto.
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Thursday, February 16, 2012
Colocando os filhos para arrumar
Por Maria Teresa Serman
As férias
acabaram e estamos de volta às atividades ditas normais. Se a virtude da ordem é sempre fundamental, nestes tempos de trabalho e estudo ela é como o ar que respiramos. E isso inclui os pequenos membros da família também, pois quem disse que crianças não podem participar do empenho coletivo em manter a casa arrumada? Vamos ver algumas iniciativas que envolvam os filhos nessa luta contínua, que tal?
1- Conselho às mulheres: não deixem os maridos de fora, eles são peças essenciais para o projeto familiar da ordem, além de serem corresponsáveis pela educação dos filhos. Peça ajuda, e estimule-o a dar exemplo aos pequenos, senão será "faça o que eu digo, não faça o que eu faço". O exemplo move, pressiona favoravelmente.
2- Não seja a voz da crítica, a chata, a insuportável. Tenha paciência com o aprendizado das crianças ( e do marido também) e seus fracassos. Elogie quando conseguem, cobre com delicadeza, oferecendo exemplos concretos de como podem ajudar e não os martirize com gritos e suspiros de incompreendida. Quanto aos adolescentes, encarne o bom humor e talvez sobreviva. Brincadeirinha!
3- Ensine desde cedo os pequeninos - pequeninos mesmo, meu neto de dois anos já guarda as coisas, a mãe vem treinando isso com persistência. Nada de brinquedos, papéis e lápis espalhados. O processo é lento, para ensinar e para guardar, mas vale a pena, eles aprendem e não esquecem. Outro dia, o Pedro tomou a iniciativa de catar as coisas sem que lhe pedissem.
4- Explique as vantagens da ordem no quarto deles, e das responsabilidades de cada um no cuidado da casa. Eles logo perceberão o quanto fica melhor um ambiente arrumado. Não se esqueça de elogiar cada sucesso e agradecer pela contribuição.
5- Em uma época difícil, trabalhando muito fora e sem auxiliar nos encargos da casa, ensinei meus filhos a fazerem várias tarefas variadas, como passar roupa, limpar, fazer compras. Deixava que escolhessem entre si, eram pré-adolescentes então. Se não chegavam a um acordo, eu sorteava os itens, ou os cômodos, no caso da limpeza. O resultado é que passaram a valorizar (na época, acho que vou fazer isso de
novo!) o esforço e aprenderam a executar bem vários desses trabalhos, o que até hoje sabem.
6- Não seja machista, distribua encargos entre meninos e meninas, mas pode fazê-lo de acordo com as aptidões e preferências também. Só varie de vez em quando para que todos aprendam principalmente aquilo que não valorizam ou de que não gostam. É uma excelente preparação para a vida.
7- Mesmo os mais pequeninos podem receber tarefas de acordo com suas possibilidades, como levar aos poucos a roupa lavada para o quarto, e até mesmo guardar uma peça ou outra, com a devida supervisão. Eles se sentirão importantes.
As tarefas do dia podem ser escritas em um quadro ou mural, para aqueles que já leem. Para os menores, é necessário dar instruções mais pormenorizadas, repetindo-as sempre que esquecerem, e corrigindo com afeto qualquer desvio de curso. E que fique claro que há responsabilidades individuais constantes e repetidas a cada dia, como fazer a cama, pendurar a toalha molhada, levar a roupa suja para o cesto, lavar o copo e prato utilizados e manter o material escolar e familiar em bom estado, além de evitar desperdícios e sujeiras por descuido.
As férias
1- Conselho às mulheres: não deixem os maridos de fora, eles são peças essenciais para o projeto familiar da ordem, além de serem corresponsáveis pela educação dos filhos. Peça ajuda, e estimule-o a dar exemplo aos pequenos, senão será "faça o que eu digo, não faça o que eu faço". O exemplo move, pressiona favoravelmente.
2- Não seja a voz da crítica, a chata, a insuportável. Tenha paciência com o aprendizado das crianças ( e do marido também) e seus fracassos. Elogie quando conseguem, cobre com delicadeza, oferecendo exemplos concretos de como podem ajudar e não os martirize com gritos e suspiros de incompreendida. Quanto aos adolescentes, encarne o bom humor e talvez sobreviva. Brincadeirinha!
3- Ensine desde cedo os pequeninos - pequeninos mesmo, meu neto de dois anos já guarda as coisas, a mãe vem treinando isso com persistência. Nada de brinquedos, papéis e lápis espalhados. O processo é lento, para ensinar e para guardar, mas vale a pena, eles aprendem e não esquecem. Outro dia, o Pedro tomou a iniciativa de catar as coisas sem que lhe pedissem.
4- Explique as vantagens da ordem no quarto deles, e das responsabilidades de cada um no cuidado da casa. Eles logo perceberão o quanto fica melhor um ambiente arrumado. Não se esqueça de elogiar cada sucesso e agradecer pela contribuição.
5- Em uma época difícil, trabalhando muito fora e sem auxiliar nos encargos da casa, ensinei meus filhos a fazerem várias tarefas variadas, como passar roupa, limpar, fazer compras. Deixava que escolhessem entre si, eram pré-adolescentes então. Se não chegavam a um acordo, eu sorteava os itens, ou os cômodos, no caso da limpeza. O resultado é que passaram a valorizar (na época, acho que vou fazer isso de
novo!) o esforço e aprenderam a executar bem vários desses trabalhos, o que até hoje sabem.6- Não seja machista, distribua encargos entre meninos e meninas, mas pode fazê-lo de acordo com as aptidões e preferências também. Só varie de vez em quando para que todos aprendam principalmente aquilo que não valorizam ou de que não gostam. É uma excelente preparação para a vida.
7- Mesmo os mais pequeninos podem receber tarefas de acordo com suas possibilidades, como levar aos poucos a roupa lavada para o quarto, e até mesmo guardar uma peça ou outra, com a devida supervisão. Eles se sentirão importantes.
As tarefas do dia podem ser escritas em um quadro ou mural, para aqueles que já leem. Para os menores, é necessário dar instruções mais pormenorizadas, repetindo-as sempre que esquecerem, e corrigindo com afeto qualquer desvio de curso. E que fique claro que há responsabilidades individuais constantes e repetidas a cada dia, como fazer a cama, pendurar a toalha molhada, levar a roupa suja para o cesto, lavar o copo e prato utilizados e manter o material escolar e familiar em bom estado, além de evitar desperdícios e sujeiras por descuido.
