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Tuesday, February 12, 2013

Sempre teremos um Papa!

Sempre teremos o trono de Pedro ocupado por aquele que o Espírito Santo designar. Não é uma questão de realeza, magia, ou outras fantasias mundanas. Foi Cristo quem constituiu Pedro a rocha sobre a qual construiria e confirmaria Sua Igreja até a Sua vinda.

O Papa é outro Cristo, o "doce Cristo na Terra", como amavelmente denominou Santa Catarina de Sena. Não importa que homem o represente, ele será o próprio Bom Pastor.

Tivemos agora um perfeito exemplo disso, do pastor, que, esgotado pelos muitos anos de serviço ao próximo, e sentindo suas forças lhe faltarem, preparou com prudente antecedência o seu sucessor. Não se agarrou a um pretenso poder, como o fazem muitos que vemos atualmente, mas abdicou com dignidade exemplar, para o bem maior das suas ovelhas.

Obrigada, Santo Padre Bento XVI, por sua dedicação heroica,  por sua bondade transbordante no seu sorriso tímido e doce, por sua humildade e sabedoria, por tudo que generosamente ofertou de seu, o que permanecerá em nossos corações como a imagem de Nosso Senhor. Deus o abençoe e o proteja, estamos rezando unidos por Vossa Santidade e por seu sucessor.
                                                                                                                Maria Teresa Serman








Saturday, January 19, 2013

Portal de Horário de Missas

O portal Horário de Missa surgiu da necessidade de muitos fiéis católicos de encontrar uma Missa numa cidade na qual está visitando, ou de encontrar uma Missa em um bairro da sua cidade que não conhece muito bem.

Há doze anos atrás, ao viajar para Boston, conheci um portal de horários de Missas para todas as cidades dos Estados Unidos e fiquei imaginando como seria bom ter algo similar para o Brasil”, conta um dos desenvolvedores do projeto.

Muitas vezes queremos assistir à Missa quando estamos viajando e não é fácil encontrar os horários”, diz Luís, um dos colaboradores do projeto.

Lançado com cerca de 2.000 Igrejas, o portal Horário de Missa (www.horariodemissa.com.br) tem como missão oferecer aos fiéis católicos, de maneira gratuita, uma forma moderna de consultarem os horários e os endereços das Igrejas em todo o território Nacional.

Nosso objetivo é ter 100% de cobertura até o fim de 2013”, afirma José Antonio Oliveira, líder de desenvolvimento do projeto. “Não é fácil porque muitas informações não estão online e é preciso fazer muitos telefonemas”, continua Oliveira.

O portal conta com uma área cooperativa onde os usuários podem fornecer informações sobre as paróquias que conhecem e ajudar a aumentar rapidamente a rede de Igrejas cobertas pelo serviço.

Algumas páginas legais do site:

Cadastre sua paróquia ou ajude pesquisando Igrejas:  http://www.horariodemissa.com.br/formcolabore.php
Todas as dioceses do Brasil: http://www.horariodemissa.com.br/paginas/dioceses.php
Curiosidades: http://www.horariodemissa.com.br/paginas/curiosidades.php

Algumas curiosidades que o site apresenta são a Igreja mais ao norte, mais ao sul, mais ao leste e ao oeste. A Missa mais cedo no Brasil e a mais tarde.





Tuesday, October 16, 2012

Ano da Fé

Em 11 de Outubro de 2012 o Papa Bento XVI inaugurou o ano da fé com o objetivo de celebrar os 50 anos do concílio Vaticano II e estimular aos cristãos de todo o mundo o aprofundamento no conhecimento das verdades da fé. Para isto o Papa publicou uma carta apostólica: Porta Fidei.

Também o Vaticano divulgou um discurso que o Papa proferiu próximo à inauguração do ano da fé.

Para estimular os cristãos a viverem bem este ano especial concedeu uma série de indulgências plenárias que vão abaixo:

"Ao longo de todo o Ano da Fé, anunciado para começar em 11 de outubro de 2012 e durar até findo o dia 24 de novembro de 2013, poderão ganhar a indulgência plenária da pena temporal pelos próprios pecados, concedida pela misericórdia de Deus, aplicável em sufrágio às almas dos fiéis defuntos, todos os fiéis verdadeiramente arrependidos, devidamente confessados, em comunhão sacramental, que rezarem pelas intenções do Sumo Pontífice:

a) Sempre que participarem de pelo menos três momentos de pregação durante as Santas Missões, ou de pelo menos três palestras sobre os atos do concílio Vaticano II e sobre os artigos do Catecismo da Igreja Católica, em qualquer igreja ou local adequado;

b) Sempre que visitarem, na forma de peregrinação, qualquer basílica papal, uma catacumba cristã, uma catedral, um lugar sagrado designado pelo ordinário local para o Ano da Fé (por exemplo, entre as basílicas menores e os santuários dedicados à Santíssima Virgem Maria, aos santos apóstolos e aos santos padroeiros) e ali participarem de qualquer função sagrada ou, pelo menos, dedicarem um tempo adequado de recolhimento para orar e meditar piedosamente, terminando com a oração do pai-nosso, o credo em qualquer forma legítima, as invocações à Virgem Maria e, conforme o caso, aos santos apóstolos ou padroeiros;

c) Sempre que, nos dias determinados pelo ordinário local para o Ano da Fé (por exemplo, nas solenidades do Senhor, da Santíssima Virgem Maria, nas festas dos santos apóstolos e padroeiros, na Cátedra de São Pedro), assistirem, em qualquer lugar sagrado, a uma celebração solene da eucaristia ou à liturgia das horas, acrescentando a profissão de fé em qualquer forma legítima;

d) um dia, livremente escolhido, durante o Ano da Fé, para a visita piedosa do batistério ou de outro local em que tenham recebido o sacramento do Batismo, desde que renovem as suas promessas batismais em qualquer fórmula legítima.


Tuesday, April 6, 2010

A Igreja e os ataques sobre os casos de pedofilia

Esse post, apesar de, à primeira vista, não parecer ter nenhuma relação com o tema do blog, tem tudo a ver com a família, uma vez que a pedofilia a atinge diretamente.

Diante do enorme estardalhaço que a mídia vem fazendo a respeito dos casos de abusos de menores por sacerdotes católicos, acho muito justo fazermos uma reflexão mais racional sobre esse tema, para que possamos discernir o que há de verdade nisso tudo e o que há de ataque de ódio à Igreja Católica.

Antes de qualquer coisa, é preciso dizer que houve sim vários casos de abusos de menores dentro da Igreja, não estamos querendo negar isso e tal fato é grave. Se tivesse havido apenas um caso desses, isso já seria gravíssimo.

No entanto, é preciso deixar bem claro o seguinte:
  1. Que o número de casos não foi tão alto como se está alardeando.
  2. Que esses casos não foram acobertados pela Igreja.
  3. Que o celibato sacerdotal não tem ligação alguma com o problema.
Vamos explicar cada um dos itens acima:

1) O número de casos não foi tão alto como se está alardeando.

Talvez esse seja o pior dos três argumentos, que tenta causar um pânico moral entre as pessoas, ao desmerecer a santidade e as virtudes de todo o clero por causa dos crimes de uma pequena parte dele que se desviou da virtude e cometeu barbaridades. Além do mais, a forma como as notícias são apresentadas, acaba condenando pessoas que foram apenas acusadas de forma injusta.

Entretanto, esse argumento é facilmente combatido também com números, como veremos a seguir.

No mês passado, Massimo Introvigne publicou um artigo sobre os casos de pedofilia nos Estados Unidos no Avvenire.

Ele conta que em 2004, o John Jay College of Criminal Justice da Universidade da Cidade de Nova York, a instituição de criminologia de maior autoridade dos Estados Unidos, fez um estudo do número de casos de pedofilia no país de 1950 a 2002.

Nesses cinquenta e dois anos, o número de padres católicos norte americanos acusados de manterem relações com menores foi de 4.392, num universo de aproximadamente 109.000 sacerdotes. Apesar disso, desses 4.392 padres acusados de crimes de pedofilia, apenas 21,8% (portanto apenas 958) teriam tido relações com menores de 17 anos. Finalmente, desse total inicial de 4.392 acusados, apenas 54 foram condenados pela justiça civil. Alguns casos não puderam ser concluídos porque os acusados já estavam mortos, mas um enorme número de padres acusados injustamente foi absolvido pelos tribunais civis.

Esse número mostra que ao invés de dizerem que 4% do clero norte americano é composto por pedófilos, apenas 0,05% do clero dos EUA foi condenado por crimes de pedofilia e merecia tal classificação.

Na Alemanha houve, desde 1995 até hoje, 94 casos de suspeita de crimes de pedofilia cometidos por sacerdotes. No mesmo período, houve na Alemanha um total de 210.000 casos de crimes contra menores. Com isso, o percentual de casos de pedofilia dentro da Igreja Alemã é 0,04% do total de crimes contra menores no país.

Na Irlanda, desde 1914 até 2000, o Informe Ryan recolheu 1090 casos de violência (não só sexual) contra menores de idade no sistema de colégios internos. Nas escolas femininas, apenas três pessoas (todas leigas) foram acusadas. Nas escolas masculinas, 23 religiosos foram acusados de violência (não se informa se foi sexual) em 2 dos 12 colégios mantidos por entidades católicas. Em outros quatro colégios, foram denunciados casos de abusos sexuais não por religiosos, mas por alunos mais velhos.

Por último, Mons. Scicluna, da Congregação para a Doutrina da Fé, afirmou em uma entrevista que de 2001 a 2010, a congregação trabalhou em cerca de 3.000 casos de sacerdotes diocesanos e religiosos relacionados com crimes cometidos nos últimos 50 anos. Desses 3.000 casos, somente 300 se tratavam de atos de pedofilia. Entretanto, o número de sacerdotes diocesanos e religiosos no mundo é de 400.000, resultando, portanto, num percentual de 0,08% sobre o total de sacerdotes diocesanos e religiosos.

2) Esses casos não foram acobertados pela Igreja

Existem várias instruções da Igreja que são bastante claras e duras com os crimes de pedofilia. Na instrução "Crimen Sollicitationis" (em latim), um texto de 1922 e novamente proposto em 1962 por João XXIII, chama-se essas faltas de “crimen pessimus” e é explícita no documento a obrigação de denunciar o delito.

Há ainda outro texto, "De delictis gravioribus" (em latim), escrito pelo, então Cardeal, Joseph Ratzinger e o Cardeal Tarcisio Bertone em 2001 para agir sobre o motu proprio "Sacramentorum Sanctitatis tutela" (em latim) do Papa João Paulo II, de forma a evitar os acobertamentos e designar a Congregação para a Doutrina da Fé como responsável para tratar de casos de pedofilia. Se houve omissões e acobertamentos, eles foram uma falta de lealdade às disposições do Papa e do Magistério da Igreja.

Ainda sobre esse assunto, na Carta Pastoral do Santo Padre o Papa Bento XVI aos Católicos na Irlanda, ele dirige um parágrafo duro aos que cometeram crimes de pedofilia:
"Aos sacerdotes e aos religiosos que abusaram dos jovens

Traístes a confiança que os jovens inocentes e os seus pais tinham em vós. Por isto deveis responder diante de Deus onipotente, assim como diante de tribunais devidamente constituídos."
3) Que o celibato sacerdotal não tem ligação alguma com o problema.

Por último, os "entendidos" da mídia tentam explicar tais problemas como resultado do celibato sacerdotal.

O psiquiatra Manfred Lütz, diretor do hospital psiquiátrico Alexian de Colônia na Alemanha, explicou numa recente entrevista como esta conexão não existe. Segundo ele, "todas as profissões e instituições que, de alguma forma, têm a ver com as crianças são afetadas pelo fenômeno. Por que certas profissões atraem pedófilos, temos de estar vigilantes." e continua:
"Alguns dizem que há uma ligação entre o celibato e a pedofilia e que, se você eliminar o celibato, muitos problemas seriam resolvidos.

Cientificamente, essa teoria não tem fundamento. Eu organizei em 2003, no Vaticano, na Academia Pontifícia para a Vida, um encontro com vários cientistas (muitos não-crentes) sobre "abuso de menores por sacerdotes e religiosos. Todos concordaram que cientificamente não há nenhuma conexão entre o celibato e a pedofilia.

A abstinência sexual, em particular, não causa os atos de abuso. Um cientista ateu bem conhecido na Alemanha disse que a probabilidade de sacerdotes molestadores é 36 vezes menor do que um pai."

Apesar de duras, tais palavras são o reflexo da realidade. No artigo citado acima, de Massimo Introvigne, ele diz que no estudo da John Jay College of Criminal Justice existe o dado de que foram condenados 6.000 professores e treinadores entre 1950 e 2002 por crimes de pedofilia, em sua maioria, pessoas casadas. Reparem que o termo usado não foi "acusados" e sim "condenados".

Concluo este longo post dizendo que o alarme que a mídia está fazendo a respeito dos casos de pedofilia na Igreja é injustificado. Ainda que haja esse grave problema entre os membros da Igreja, ela está colocando os meios necessários para corrigir a situação e prevenir novos casos.

Observação: A maior parte das referências desse texto foi extraída do texto em espanhol de Bruno Mastroianni publicado no portal Almundi.