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Monday, February 18, 2013

O carnaval acabou e agora?

Estamos sempre em busca de feriados para descansar o corpo e repor as energias. Assim sendo, não podemos deixar de explorar o calendário e catar datas que prolonguem um final de semana.

O trabalho na vida diária preenche quase todo o nosso tempo, e é a mola do mundo; porém, o descanso e a mudança de atividade, se fazem necessários para recarregarmos nossas baterias internas e nos dar força e coragem para levar adiante as atividades incessantes do dia a dia.

Apesar disso, não podemos passar para os nossos filhos a imagem de que só  o descanso tem valor e de que o trabalho é um opressor, do qual devemos nos livrar sempre que possível.

O trabalho é muito importante e tem seu valor , sabendo guardar as devidas proporções. Ele é necessário para o nosso crescimento, seja em forma de trabalho remunerado, em trabalho no lar ou em estudo, todos são importantes e podem ser prazerosos,  na medida em que o fazemos com o coração e oferecemos a Deus por nós ou pelos próximos .

Férias e feriados são bons, mas voltar pra casa, viver a rotina diária, também é muito bom para o nosso relógio interior, com seu tic tac  funcionando sincronizado com as nossas tarefas e realizações .
Agora é a hora de tocarmos pra frente a vida, com galhardia e alegria tal qual fizemos durante estes dias de lazer e diversão. É o momento de fazermos nossas tarefas diárias com mais força e coragem, deixando a preguiça, oriunda de tantos descansos, de lado.

Vamos fazer de nossos lares lugares de paz e aconchego, com tudo em seus lugares, listando as prioridades e pondo tudo em prática. Agora sim, o ano começou de fato!

Saturday, February 18, 2012

Vai um pouquinho de educação aí?

Por Maria Teresa Serman

Ontem, sexta feira, nas vésperas do carnaval, precisei andar pelas ruas para inúmeros procedimentos e compras. O calor está insano, e essa insanidade anda contagiando as pessoas há muito tempo. É uma grosseria democrática: atinge todas as idades, com excepcional predileção pelos mais idosos. É verdade, não são os jovens os piores, não!

A terceira idade ganhou bastantes privilégios e está francamente abusando. O atendimento preferencial não isenta os mais velhos de respeitarem os direitos alheios, mas estão agindo, muitos deles, como se fossem os reis do pedaço e ninguém mais tivesse direitos.

Porém, essa é só uma face da moeda da indelicadeza que anda imperando. As pessoas se chocam nas ruas, ai de você se não desviar! Grupos andando juntos, parecendo acreditar que não podem se desgrudar, estão colados com Super Bonder. Então, o outro que vem em sentido oposto que vá pra rua, levite ou desapareça. Se não, tome encontrão. Se, pelo menos, andassem pelo lado direito das calçadas, como devemos fazê-lo no asfalto dirigindo, o fluxo seria mais rápido e civilizado. Não é exagero, seria bem melhor, pensem só. Até dentro de uma loja quase fui derrubada por uma funcionária espaçosa e nada gentil: nem pediu licença, nem desculpas.

No Rio de Janeiro, as pessoas desaprenderam as palavrinhas mágicas. “Por favor”, “COM LICENÇA” e “Obrigado" desapareceram do vocabulário carioca. Andar tornou-se esporte de risco, com ameaça de trombadas e quedas, devido aos buracos nas péssimas calçadas e à avalanche de obras que assola esta cidade. A fúria de reformas e mudanças que acometeu nosso jovem alcaide nos fez prisioneiros de seus desvarios. Pobres de nós!

Que tal, então, refletir sobre o modo como nos relacionamos com nossos concidadãos e tentar enxergar seres humanos, e não robôs, compartilhando nosso espaço físico? Seria mais agradável e atenuaria o efeito já irritante do calor nos ânimos! Não é preciso muita coisa, só prestar atenção nos outros e deixá-los passar com segurança; ceder um pouco o espaço que julgamos ser direito inalienável nosso, quando muitas vezes não é; diminuir o passo e aumentar o espírito de fraternidade; enfim, ter mais serenidade e agir em consequência.

Saturday, February 13, 2010

CARNAVAL – que festa é essa?

A origem do carnaval é ainda uma história com muitos inícios diferentes, pois por muito tempo os historiadores buscaram seus começos dentro e fora do Brasil. Alguns dizem que o começo das festas carnavalescas foi feito pelos antigos para louvar uma boa colheita agrária, outros dizem que seu início teria acontecido mais tarde, no Egito, com danças, festas e pessoas mascaradas. Ou até como um ritual que acontecia na Grécia, entre os anos 605 e 527 a.C.

Assim como a origem do carnaval, as raízes do termo também são objeto de discussão. Para uns, a palavra vem da expressão latina "carrum novalis" (carro naval), uma espécie de carro alegórico em forma de barco, com o qual os romanos inauguravam suas comemorações. Para outros, ela seria derivada da expressão do latim "carnem levare", modificada depois para "carne, vale!" (adeus, carne!), palavra originada entre os séculos XI e XII que designava a quarta-feira de cinzas e anunciava a supressão da carne devido à Quaresma.

No Brasil a origem do carnaval não é menos controversa. Alguns se baseiam na festa feita pelo povo para receber a Família Real no Brasil como o marco zero do carnaval, outros já citam o aparecimento dos primeiros cordões, no início dos anos 20, como o surgimento do que mais se aproxima do carnaval de hoje.

A popularização do carnaval no Brasil começa mesmo com o surgimento das marchinhas, com destaque para a primeira composição feita especialmente para o carnaval, “Abre Alas” de Chiquinha Gonzaga, feita sobre encomenda para o cordão “Rosas de Ouro”, em 1899. Em 1917 surge o samba, um novo gênero musical, nascido nas festas das baianas, com um ritmo que mistura o lundu, o frevo e a polca e que se tornou a identidade do povo brasileiro. Foi ao som do samba que o carnaval se consagrou com a festa mais brasileira das festas, marcando a identidade do país.

Atualmente o Carnaval está se transformando na “Festa da Carne” – pelo menos no Brasil, onde as mulheres, principalmente, estão cada vez mais nuas, expondo assim para que todos vejam todas as suas carnes. Deste modo a festa esta perdendo a finalidade da diversão saudável e do entretenimento geral, para se tornar uma época de orgias e degradação humana. Lamentável!

A beleza das escolas de samba, com seu samba no pé, com suas fantasias e carros alegóricos, foi substituída pelo: “Quem põe mais mulheres nuas na avenida tem mais IBOPE”. E com este lema, o carnaval atual, conseguiu afastar as famílias e pessoas bem intencionadas que gostam de se divertir, para bem longe desta festa.

É possível fazer um carnaval bem divertido, com músicas alegres, sem baixarias e sem nudez e sem muita bebida e drogas? Eu tenho certeza de que sim, mas para alguns, manter o povo iludido, insano, é bem melhor, pois assim podem manipular a todos, sem que sintam que se tornaram marionetes de um sistema enganoso.

Vejam a ironia da situação: No Rio de Janeiro estão prendendo quem for pego urinando fora dos poucos banheiros públicos que existem (porque atentam contra a saúde pública), mas as pessoas nuas, ou seminuas (atentam contra a moral e os bons costumes) podem continuar a vontade transitando pelas ruas. Pune-se o sujo, enquanto o “mal lavado” transita livremente.