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Thursday, April 1, 2010

Sugestão de Leitura: Sobrevivi para contar - Immaculée Ilibagiza

Definitivamente esse é um dos livros mais marcantes que eu já li até hoje.

Ele é a narração da história de Immaculée Ilibagiza, uma sobrevivente do genocídio de Ruanda, onde mais de um milhão de pessoas, a maioria da etnia Tutsi, foi brutalmente assassinada num conflito de tribos que durou pouco mais de 100 dias.

O livro não se propõe a ser um relato completo do genocídio. Ele é a história de Immaculée e de como ela consegui escapar da carnificina, escondendo-se por 91 dias num minúsculo banheiro de 1,2m x 0,9m, juntamente com mais 7 mulheres. Mais do que o relato de uma sobrevivente, o livro é a descrição do crescimento da fé de Immaculée e como essa sua fé a salvou do massacre que dizimou centenas de milhares de pessoas.

Apesar de ser um livro denso e de descrever várias cenas terríveis do holocausto de Ruanda, é quase impossível parar de ler "Sobrevivi para contar". Aliás, a palavra "impossível" não combina com Ilibagiza. No meio de tantas desgraças, o leitor se surpreenderá com os milagres que a sua imensa fé conseguiu. Além disso, o seu amor por sua família e por Deus é muito bem retratado nessas páginas. Perdão é outra palavra que aprendemos neste livro de forma gráfica.
Você não será o mesmo depois de ler "Sobrevivi para contar".

O livro é relativamente barato (achei esses preços na internet).

Tuesday, October 13, 2009

Pátria proíbida - A história dos meninos perdidos do Sudão



Pátria proibida (89 minutos, ano 2006), melhor em seu título original God grew tired of us (Deus se cansou de nós) narra a história de alguns garotos que escaparam dos massacres da guerra civil sudanesa, da fome nos campos de refugiados e foram levados aos EUA para recomeçar a vida.
Focado em acompanhar durante cinco anos dois jovens que foram viver em Pittsburgh e um que foi viver em Syracuse,NY; pátria proibida mostra de maneira simpática o choque cultural que implica conhecer interruptor de luz, geladeira, vaso sanitário, papel higiênico e mostra de maneira dura o horror de uma guerra civil genocida que busca exterminar os cristãos do Sudão.


É um documentário que deveria ser assistido por todos os adolescentes, para que vejam jovens iguais a eles que foram extremamente fortes e alegres ao enfrentar as adversidades. Jovens que questionam o individualismo da sociedade ocidental e que trabalham duro nos EUA para enviar recursos a seus colegas que vivem no Sudão.


Chama a atenção ver que o governo Lula nunca teve uma palavra de repúdio ao ditador sanguinário e genocida do Sudão Omar Bashir, e ainda encontrou no Sudão um grande parceiro comercial. Citando um trecho do jornal o Estado de São Paulo: "O ponto alto desse vexame se deu no final de 2007, quando o Brasil, no Conselho de Direitos Humanos, se absteve de votar uma resolução que exigia o julgamento dos sudaneses responsáveis pelo massacre em Darfur"