Depois de recomendar vários filmes nos artigos que escrevi para o site, chegou a vez de submeter meu próprio filme para a avaliação dos leitores do Negócios de Família. Recentemente eu cumpri um sonho de garoto. Dirigi, atuei, produzi, escrevi e editei uma produção independente chamada Bora Bora. Mas apesar de aparentemente acumular tantas funções, eu não teria feito este filme sem a generosidade de familiares e amigos que ajudaram nas funções técnicas e, principalmente, da parceria com atriz Carol Salvador. Desde o lançamento do filme num cinema de Goiânia, em abril de 2009, faço questão de destacar a generosidade dela em toda a produção e a sua criatividade em construir tão bem a Laura, uma personagem bem à moda antiga: doce, amalucada e um tanto ingênua.
Bora Bora conta a história de um turista meio atrapalhado, Marcelo, que ao perder o carro do hotel, conhece uma jovem estudante, a Laura, que aparentemente mata aula. Ela tenta ajuda-lo a ir embora, mas algumas reviravoltas o fazem perder um táxi e até mesmo um avião.
O título faz referência à ilha de Bora Bora, no Pacífico. Em dois momentos do filme, Laura sugere a Marcelo que ele deveria ter passado suas férias naquela ilha. Mas no decorrer da história, a cumplicidade entre os personagens sugere outra coisa: ainda que tenha passado suas férias numa cidade que não é turística, e ainda que tenha perdido os meios de transporte que o levariam embora, Laura representa para Marcelo algo muito mais belo do que aquela ilha do Pacífico.
Vamos assistir, então, às duas primeiras partes do filme. Em breve, publicamos as outras partes. Ah! Bora Bora é recomendado para toda a família! Sem qualquer restrição. Caso alguém queira uma cópia do filme para assisti-lo em DVD, é só mandar um e-mail: raffacr@yahoo.com.br que eu o mando gratuitamente pelos correios.
Monday, January 4, 2010
Sunday, January 3, 2010
Histórias do cotidiano - Levando uns amigos para almoçar
Adoro a casa cheia. Gosto demais quando os filhos trazem seus amigos para almoçar, lanchar, brincar e fazer trabalhos escolares aqui, até entro no esquema das brincadeiras e dos trabalhos. Mas neste dia, especialmente, os armários e geladeira estavam vazios, ainda não tinha feito compras de mercado.É sempre assim, quando menos se espera, telefona um e diz: “Mãe posso levar uns amigos para almoçar? Vamos fazer um trabalho”.

Assim comecei a dar tratos a bolas para inventar algo com o que restava em casa. Sou famosa por minhas omeletes, minhas sessões de cachorro quente e noitadas de pizzas. Sem falar nas massas de pastéis abertas para colocarem recheios variados, um sucesso!
Agora a situação requeria uma ação rápida e satisfatória. Feijão e arroz sempre têm em casa, e como somos muitos, faço tudo em quantidade maior, e até congelo prontos. Maravilha! Uma farofinha para acompanhar, minha magnífica omelete de sobras e pronto! Já poderia alimentar a garotada a mais que chegaria.
Chegaram, esf
uziantes, vinham pra fazer mais um de seus trabalhos em grupo, juntaram-se aos outros meus filhos e todos almoçamos como se fosse o manjar dos céus! O que não faz uma boa caminhada da escola a casa e a companhia de amigos.Assim transcorreu a refeição, com todos alegres, trocando muitas informações , falando dos últimos acontecimentos escolares e eu ali sorvendo todas as informações e formando o perfil de cada amigo e de meus filhos também.
Estas reuniões são providenciais, através delas eu sei com quem andam, com quem brincam e proporcionam material para minhas dúvidas sobre o comportamento de meus filhos.

Estes amigos, normalmente oriundos de famílias reduzidas ficam encantados com os irmãos menores dos meus filhos, chegando a provocar ciúmes porque ao invés de começarem o trabalho, vão primeiro brincar com os pequenos e seus brinquedinhos de criança. Alguns chegam até a dizer: “Bem que eu queria ter um irmão”. Rebatido logo por um dos meus: “Umas pestinhas dessas? Ta louco!”. Mas bem que ficam orgulhosos de ver seus irmãos fazendo sucesso.
Muitas vezes estas idas e vindas de amigos cansa e muito, mas compensa pelo fato de ver os filhos felizes e também em saber com quem se relacionam e fazendo-me amigas deles também, poder suprir um pouco a falta de suas próprias mães que por alguma razão importante, não podem estar presentes em casa o dia inteiro.
Saturday, January 2, 2010
Um pouco de uma entrevista com Andy Garcia sobre arte, erotismo e pornografia
Transcrevo aqui uma parte de uma entrevista com o ator, que mostra exatamente que é possível fazer sucesso no meio artístico sem apelações.
As declarações do ator cubano-americano Andy García em uma entrevista feita por um jornal espanhol merecem ser ressaltadas. São como uma brisa fresca entre tanta intoxicação da atmosfera mental e tanta idéia falsa sobre a arte. Andy não tem papas na língua. Percebe-se, felizmente, que ele está imune ao pensamento dos que manipulam a
sexualidade para as massas despersonalizadas.
Andy Garcia está casado desde 1982, tem quatro filhos com sua es
posa Marivi e diz: “A paternidade é a atividade que mais me orgulha”. Andy não está disposto a sacrificar sua vida familiar pelo trabalho no cinema e reafirma: “Quando nos tornamos pais não podemos ter uma vida de nômade. Se eu tivesse aceitado todos os bons papéis que me ofereceram eu teria fracassado como pai e essa seria a última coisa que eu desejaria”.
Quando lhe perguntaram por que não quer interpretar cenas de nudez nos filmes, Andy demonstrou ter um alto senso da dignidade humana, que contrasta fortemente com o que tantos filmes, revistas, fotografias e a internet se empenham em nos meter goela abaixo:
“Prefiro interpretar cenas de amor, do modo mais elegante possível.Acredito que o cinema atual é óbvio e prosaico demais. Não faz meu estilo e nunca fará.
Quando a
entrevistadora insiste e pergunta como seria caso o roteiro exigisse.Andy responde: “O roteiro não exige nada, é só um guia e os escritores falham muito quando escrevem essa parte. A tensão dos personagens, ojogo de olhares, isso é o que deve ser mostrado”.
“A indústria cinematográfica de Los Angeles tem a falsa idéia de que são as seqüências eróticas que vendem, mas a realidade é que o que vende é um bom filme. As pessoas carecem disso e é o que pessoalmente me sobra”.
O sucesso de filmes como “O Senhor dos Anéis”, “Coração Valente” e outros tantos confirmam essas palavras.Mas os que trabalham em introduzir a pornografia nos costumes da sociedade atual costumam recorrer ao argumento de que não se pode confundir erotismo –coisa boa e artística- com a pornografia, verdadeiramente degradante. A verdade é que a fronteira entre um e outro é bastante nebulosa.
Além disso, esses conceitos carregam consigo um preconceito de classes sociais. O que tem baixa qualidade e baixo preço é qualificado como pornográfico, enquanto a pornografia de luxo, cara, enfeitada e com melhor qualidade técnica é chamada de erotismo. Na verdade, isso é ainda mais prejudicial, pois dissimula o mal sob o nome da arte, como se fosse um veneno escondido em um bolo saboroso. Não há forma de errar na classificação: são pornográficas todas as obras feitas, comercializadas e consumidas como excitantes sexuais. O fato de estarem mais enfeitadas ou esteticamente melhores não muda o que são.
As declarações do ator cubano-americano Andy García em uma entrevista feita por um jornal espanhol merecem ser ressaltadas. São como uma brisa fresca entre tanta intoxicação da atmosfera mental e tanta idéia falsa sobre a arte. Andy não tem papas na língua. Percebe-se, felizmente, que ele está imune ao pensamento dos que manipulam asexualidade para as massas despersonalizadas.
Andy Garcia está casado desde 1982, tem quatro filhos com sua es
posa Marivi e diz: “A paternidade é a atividade que mais me orgulha”. Andy não está disposto a sacrificar sua vida familiar pelo trabalho no cinema e reafirma: “Quando nos tornamos pais não podemos ter uma vida de nômade. Se eu tivesse aceitado todos os bons papéis que me ofereceram eu teria fracassado como pai e essa seria a última coisa que eu desejaria”.Quando lhe perguntaram por que não quer interpretar cenas de nudez nos filmes, Andy demonstrou ter um alto senso da dignidade humana, que contrasta fortemente com o que tantos filmes, revistas, fotografias e a internet se empenham em nos meter goela abaixo:
“Prefiro interpretar cenas de amor, do modo mais elegante possível.Acredito que o cinema atual é óbvio e prosaico demais. Não faz meu estilo e nunca fará.
Quando a
entrevistadora insiste e pergunta como seria caso o roteiro exigisse.Andy responde: “O roteiro não exige nada, é só um guia e os escritores falham muito quando escrevem essa parte. A tensão dos personagens, ojogo de olhares, isso é o que deve ser mostrado”.“A indústria cinematográfica de Los Angeles tem a falsa idéia de que são as seqüências eróticas que vendem, mas a realidade é que o que vende é um bom filme. As pessoas carecem disso e é o que pessoalmente me sobra”.
O sucesso de filmes como “O Senhor dos Anéis”, “Coração Valente” e outros tantos confirmam essas palavras.Mas os que trabalham em introduzir a pornografia nos costumes da sociedade atual costumam recorrer ao argumento de que não se pode confundir erotismo –coisa boa e artística- com a pornografia, verdadeiramente degradante. A verdade é que a fronteira entre um e outro é bastante nebulosa.
Além disso, esses conceitos carregam consigo um preconceito de classes sociais. O que tem baixa qualidade e baixo preço é qualificado como pornográfico, enquanto a pornografia de luxo, cara, enfeitada e com melhor qualidade técnica é chamada de erotismo. Na verdade, isso é ainda mais prejudicial, pois dissimula o mal sob o nome da arte, como se fosse um veneno escondido em um bolo saboroso. Não há forma de errar na classificação: são pornográficas todas as obras feitas, comercializadas e consumidas como excitantes sexuais. O fato de estarem mais enfeitadas ou esteticamente melhores não muda o que são.
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Friday, January 1, 2010
Propósitos para 2010
Quem já pensou em fazer propósitos para começar o ano com o" pé direito"?

Todos nós ao final de cada ano nos propomos muitas coisas, para fazer diferente ou começar algo de novo, para nos próximos 365 dias colocar em prática. E no correr dos dias, acabamos esquecendo de alguns, deixando de lado outros e assim vamos levando o ano novo, sem muita firmeza e deixando a vida nos levar.
É muito importante ensinar aos filhos a fazer propósitos e a levá-los até o fim. Começar e terminar é uma arte que deve ser cultivada.
Sabe, aqueles quilos a mais que "empurramos com a barriga" faz tempo? E a caminhada que dizemos sempre: " Segunda começo!" E o conserto da casa? E o estudo de uma língua? São tantas coisas que temos "arquivadas" no nosso cérebro e nunca começamos.

Quem sabe neste ano de 2010 iniciamos os nossos propósitos com coragem e força de vontade, colocando muito empenho e lutando de fato para conseguir êxitos nos nossos objetivos. E a cada dia deste ano subimos mais um degrau dos nossos propósitos.
O primeiro deles deve ser o da luta por ser fiel, p
or ser perseverante nas coisas que fazemos. Como vemos atualmente pessoas infiéis, sem fibra, que esmorecem na primeira dificuldade? É exatamente isso que não devemos fazer. Mas não é fácil! Eu garanto que um propósito desse se consegue com muita luta, muito esforço e muito cair e levantar.
A fiedelidade e a perseverança são virtudes heróicas. E com a conquista delas, veremos que teremos feitos muito mais coisas e muitos outros propósitos estarão automaticamente cumpridos.
Desejo que 2010 seja um ano de muitas realizações, onde seja levada em primeiro lugar a fidelidade e a perseverança.

Todos nós ao final de cada ano nos propomos muitas coisas, para fazer diferente ou começar algo de novo, para nos próximos 365 dias colocar em prática. E no correr dos dias, acabamos esquecendo de alguns, deixando de lado outros e assim vamos levando o ano novo, sem muita firmeza e deixando a vida nos levar.
É muito importante ensinar aos filhos a fazer propósitos e a levá-los até o fim. Começar e terminar é uma arte que deve ser cultivada.
Sabe, aqueles quilos a mais que "empurramos com a barriga" faz tempo? E a caminhada que dizemos sempre: " Segunda começo!" E o conserto da casa? E o estudo de uma língua? São tantas coisas que temos "arquivadas" no nosso cérebro e nunca começamos.

Quem sabe neste ano de 2010 iniciamos os nossos propósitos com coragem e força de vontade, colocando muito empenho e lutando de fato para conseguir êxitos nos nossos objetivos. E a cada dia deste ano subimos mais um degrau dos nossos propósitos.
O primeiro deles deve ser o da luta por ser fiel, p
or ser perseverante nas coisas que fazemos. Como vemos atualmente pessoas infiéis, sem fibra, que esmorecem na primeira dificuldade? É exatamente isso que não devemos fazer. Mas não é fácil! Eu garanto que um propósito desse se consegue com muita luta, muito esforço e muito cair e levantar.A fiedelidade e a perseverança são virtudes heróicas. E com a conquista delas, veremos que teremos feitos muito mais coisas e muitos outros propósitos estarão automaticamente cumpridos.
Desejo que 2010 seja um ano de muitas realizações, onde seja levada em primeiro lugar a fidelidade e a perseverança.
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