Monday, August 27, 2012

A Lenda do Girassol


Era uma vez uma linda estrelinha que se apaixonou pelo Sol. Ela não queria fazer mais nada além de admirá-lo o tempo todo. Mamãe Lua não se cansava de vigiá-la e a dizer-lhe com ternura:

“Filhinha, deixe de sonhar com o impossível. Você é apenas um pontinho luminoso entre milhares que cintilam à noite. Já o Sol é o rei da luz, o senhor do dia. Como vocês poderiam  encontrar-se?  Pare de sonhar, sua tolinha!”

De madrugada a estrelinha teimava em demorar-se no céu  e muitas vezes  ao pôr-do-sol  ela saía antes da hora marcada só para dar mais uma espiadinha   em seu querido Sol.  Mamãe Lua não parava de censurá-la, preocupada com a saúde de sua bela filha.

Mas, um dia, cansada de tanto sofrer, nossa pequena estrela contou sua dor ao rei dos ventos e pediu -lhe que a ajudasse. 

O rei dos ventos pensou um pouco e disse: 

“Para que você possa olhar o Sol, como deseja, é preciso que desça à Terra. Está disposta a fazer tão longa viagem?”

A estrelinha apaixonada  aceitou até mesmo perder sua própria luz só para poder admirar o Sol o dia todo.

O rei dos ventos, então, escondeu-a em seu manto e levou-a para a Terra. Deixou-a às margens de um trigal, justamente quando o Sol despontava entre as nuvens. Uma haste alta a forte levantou a estrela por sobre todas as espigas e, enquanto a sua luz se consumia, seu coração transbordava de alegria.

“Bom dia!” disseram-lhe as flores. Quem é você? , perguntaram.

Mas ela nem sequer ouviu essas palavras tão gentis, pois sua atenção estava toda concentrada no Sol. E foi assim, sem pestanejar que ela seguiu lentamente, com o movimente de sua cabeça, o percurso do gigantesco disco de fogo.  A estrelinha deslumbrada, cujas pontas agora haviam se transformado em pétalas amarelas, ignorava tudo à sua volta. Não via as flores, os pássaros, as espigas, formigas ou árvores..... 

À noite, seus novos companheiros  a cumprimentaram outra vez, mas não sabendo quem ela era nem como se chamava, disseram-lhe:

“Boa noite ...... Girassol!

Fonte: Diversões Escolares – Ano II n.12 - 1961
              Adaptação de Agnes G. Milley

Sunday, August 26, 2012

Ideia Original para Reciclar CDs ou DVDs


Pavê de Morangos com suspiros


Uma ótima sobremesa para os amantes do morango. Estamos ainda na época deles.

Ingredientes:
  • Suspiros  - uma bandeja daquelas de supermercado de suspiros médios.
  • ½ pacote de biscoito Champanhe

Creme :
  • ·         1 lata de leite condensado
  • ·         1 medida de leite de vaca
  • ·         1 gema
  • ·         2 colheres de sopa (rasa) de maisena, (dissolvida no leite)
Modo de fazer o creme – leve os ingredientes ao fogo mexendo sempre até engrossar – reservar.

  • Suco de 2 laranjas
  • 2 caixas de morangos lavados e levemente picados.
  • 500ml de creme de leite fresco
  • 5 colheres de sopa de açúcar de confeiteiro ou glassucar ( já fiz com açúcar comum peneirado).
MODO DE FAZER:
Bata o creme de leite fresco com o açúcar até o ponto de chantilly e reserve.

Montar:
1ª camada de biscoito champanhe
2ª creme –  Ir respingando aos  pouco sobre os biscoitos.
3ª camada – por cima colocar suspiros, um ao lado do outro.
4ª camada - morangos levemente picados.
5ª camada – colheradas de suco de laranja puro.
Repetir as camadas até acabarem os ingredientes,
Por cima de tudo colocar uma camada de Chantilly e enfeitar com morangos abertos no meio.

Saturday, August 25, 2012

A birra de nossos Pequenos

Por volta de seus quatro anos de idade, minha linda bonequinha tornou-se uma criança chorona e birrenta. Devo confessar que não foram poucas  as  ocasiões  em que ela conseguiu entornar minha paciência. O verbo que melhor conjugava, tanto na forma afirmativa como na negativa era “querer”.  “Quero...”, Não quero ...”  eram seus refrões  preferidos.

Um dia cheguei em casa  fervendo por dentro. Acabara de voltar de uma reunião que só me causou decepção e raiva.  Minha esperta menininha deve ter percebido   a   disposição  de sua mãe e  logo aprontou! Dali pra frente foi só birra!

Penitencio-me até hoje por ter  passado dos limites ao tentar   “discipliná-la”. Fui dura demais! Entrei no meu quarto  e chorei. Chorei muito! Definitivamente, não sabia nem como educá-la  nem  como   controlar me.

Até então não havia me lembrado de pedir ajuda a Deus em tais situações. Pedi e esperei. A resposta veio em forma de pergunta:  “Afinal, qual de nós duas era a mais velha? Qual de nós duas deveria  mudar o modo de agir ou de reagir? De quem deveria partir o primeiro passo? Dela?  De forma alguma.

No dia seguinte procurei um ombro amigo. Dona Lubélia, como uma boa mãe, sorriu com doçura, pôs a  mão no meu braço e simplesmente disse: “Filha, uma só coisa é necessária. Olhe sua filha bem nos olhos e deixe-a  entender o quanto você a ama.”

Não sei dizer   que práticas educativas eu adotei depois disso, porque não me lembro. Isso foi há tanto tempo  e a vida era tão difícil! Tenho certeza,  porém, de uma coisa: a sabedoria divina me guiou e fez-me intuir os próximos passo. O fato de estar mais relaxada e  confiante tornou  tudo mais fácil.

 A menininha cresceu, tem um menino de 4 anos, e a história  se repete. Meu neto   também é   birrento, mas  agora  não sou eu quem procura as respostas. A mãe  tenta  espelhar-se na Super-Nanny da TVe sabe também quanto os educadores modernos insistem na importância de se usar de firmeza, persistência e sobre tudo de muita coerência.  Desenvolver empatia com a criança é essencial. Procurar colocar-se no lugar de seu menino, de sua menina e tentar compreender os seus motivos é imprescindível.  Aí sim, ser firme, persistente e     muito coerente pode fazer  a diferença. Que o Sim seja sim e o  Não seja não, com muita coragem e amor.

 Dizem que na casa de vovó “pode tudo”, mas não é bem assim. Distraímos os pequenos  e  com muito jogo de cintura  tentamos tirá-los do foco da birra   antes que ela vire um episódio.   Contudo, temos   a consciência de que a posição de vovó é bem mais confortável.

Comentário:  Mamães de muitos filhos  teriam    muito mais  que dizer a esse respeito, com toda a certeza.  Só podemos admirá-las e com a nossa solidariedade desejar que acertem os passos com seus pequenos ditadores.
                                                                                               Agnes G. Milley