Por Maria Teresa Serman
Esta frase é uma das que recolhi do meu seriado preferido, ao qual já me referi aqui. É de uma escritora ou publicitária, não guardei a profissão, chamada Sally Preston. Achei bastante aguda, no sentido de que se refere a determinadas ideias ou impressões que nos assombram, e que podem nos dominar por longo tempo, prejudicando nossa saúde emocional e a até ameaçando a nossa felicidade.
Pode ser o ciúme, real no início, mas que se torna uma doença fatal para um casamento; ou uma desculpa que arranjamos para justificar nossos erros, colocando a culpa no outro, colega de trabalho ou cônjuge; ou ainda algo na nossa infância e adolescência que nos desagradou e se fixou em nossa mente, transformando a vida, nossa e dos que nos rodeiam, em tortura, porque não conseguimos superar. Torna, qualquer um desses componentes, o sujeito da emoção extremamente cruel e faz sofrer profundamente aos que são alvo dessa emoção doentia.
Aliás, essa é a questão: devemos buscar uma ajuda idônea, um tratamento com um profissional de princípios, uma direção espiritual e confissão, a oração que leva ao exame do que é real e daquilo que é fruto do nosso orgulho, quando ficamos como um cachorro que busca abocanhar uma mosca que lhe pousou na ponta do rabo. A mosca é indigesta e impossível de alcançar, e o cão perde um tempo valioso, em que podia passear, estar com seu dono, comer, se espreguiçar, olhar ao redor. Há problemas reais que nos fazem sofrer deveras, e dos quais só nos apercebemos com ajuda adequada, não adianta tentar sozinho. Contudo a maioria, ou uma grande parte, é criada e alimentada pelo ego que se sente humilhado e posto em segundo plano. Já dizia Stª Teresa que a imaginação é a louca da casa. Para alguns de nós, ela até precisa de camisa de força e internação.
Não tente se vencer sozinho, pois isso só aumentará o problema e fará o sofrimento insuportável, VOCÊ insuportável. Mecanismos emocionais ou mentais são poderosos, mas podem ser controlados e erradicados, porque a psicanálise, a psiquiatria e a farmacologia avançaram bastante. Ninguém é louco por procurar um psiquiatra, esse conceito está obsoleto. Mas pode ser covarde, por uma triste ironia de se julgar forte o suficiente para enfrentar sozinho algo que está acima de suas forças e além de seu entendimento. Não é uma questão de falta de fé ou amor, mas de arrumar a casa: a mente, o coração, a alma. Esse trio deve andar no mesmo ritmo, senão o descompasso será sinônimo de infelicidade, para si mesmo e para os outros que o amam.


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