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Tuesday, October 2, 2012

Sua Casa - Dicas de Arquitetura e Decoração (parte 5)


Recentemente, meu marido e eu descobrimos a opção de dry wall nas construções de casa. Vimos algumas vantagens (preço, tempo de construção, facilidade de remodelagem dos cômodos). Mas temos ainda algumas dúvidas... A cidade onde moramos é quente o ano todo (e chove intensamente durante 4 meses)! E o conforto térmico desse tipo de construção? Nesse sentido, a construção de alvenaria é melhor? Não haveria problema de infiltração nas paredes externas por causa da chuva? 
Seria mais vantajoso as paredes externas serem de alvenaria e somente as internas de gesso? 
Quais são as principais reclamações de quem opta pelo dry wall?
Muito obrigada pela atenção! 
Cara Gabriely,
Agradeço seu contato.
O sistema “drywall” (gesso acartonado) é bastante difundido nas construções comerciais e ambientes corporativos devido a rapidez de execução, custo relativamente baixo, e isto sem comprometer a liberdade para criar ambientes diferenciados, inclusive fazendo uso de formas curvas.
Para execução de divisórias (paredes) e forros, ele permite grande liberdade aos profissionais de criação (arquitetos e decoradores). A iluminação indireta vem sendo explorada amplamente, em grande parte graças as características do “drywall”. Já uma preocupação frequente é a questão do isolamento acústico: atualmente com a utilização de materiais isolantes no interior das divisórias, o resultado é bastante satisfatório. O mesmo vale para a questão térmica.
Para residências, seu uso no Brasil – parece-me – ainda é relativamente pequeno; e isto talvez ocorra por uma questão cultural: a construção sólida que todos desejamos geralmente está relacionada a concreto, tijolos, blocos de concreto, etc. De fato, alguns cuidados devem ser tomados quando as paredes internas são em gesso acartonado: móveis e acessórios podem exigir algum reforço na estrutura metálica que compõe o sistema.
Com relação a questão da umidade, pesquisando no site de um fabricante nacional deste produto, encontrei a recomendação de que, em caso de regiões com altos índices de umidade, o fabricante deve ser consultado. A arquitetura em regiões onde há ocorrência frequente de chuvas prevê muitas vezes beirais (avanços do telhado) que também servem como proteção das paredes.
Em minha experiência profissional ainda não tive contato com reclamações de quem optou por drywall, quer seja em seu escritório ou loja, ou em sua casa.
Espero ter colaborado e faço votos que a casa de vocês supere as expectativas de um local bom para morar e conviver muito bem com todos.
Atenciosamente,





Tuesday, September 18, 2012

Sua Casa - Dicas de Arquitetura e Decoração (parte 4)


Muito interessante a transformação do espaço excedente em espaço mais útil! Fico imaginando como seria fazer a "mágica" de caber o mínimo necessário para uma pessoa sozinha morar em um espaço de 35 m2, na pior das hipóteses(na melhor, acredito que uns 45m2).
Sem ser "loft", pela dificuldade de subir e descer escadas, haveria como caber nesse pequeno espaço, uma cama(sem ser sofá-cama para não ter que abrir e fechar todas as noites)mais uma micro-cozinha, micro banheiro e tanque com varal pequeno em cima,com ventilação para secar roupas lavadas à mão? Ah! Claro, também um armário que coubesse TUDO: roupas,lençóis, toalhas, materiais de limpeza, táboa de passar roupas e um cantinho com "cara de mesa de jantar" com 2 cadeiras apenas? Às vezes é bom sonhar, pois alguns sonhos são possíveis de se concretizar! Qualquer idéia nessa área seria de grande ajuda para uma mudança de imóvel maior para um bem menor.Abraço,Patricia
Prezada Patrícia,

Para atender ao seu pedido, apresentamos um projeto desenvolvido para um pequeno apartamento de 37m2.

O espaço em que trabalhamos consistia em uma grande sala (que receberia a divisão sutil para demarcar a área de dormitório), uma cozinha e um banheiro, ambos com dimensões bastante razoáveis e bem iluminados e ventilados naturalmente, e finalmente uma pequena área de serviço.

Basicamente foram definidos três ambientes distintos, porém integrados visualmente: área de estar, área de jantar (refeições mais pausadas) e área de descanso. Um elemento forte no projeto é a estante vazada que divide os ambientes sem comprometer iluminação e ventilação naturais. Pela sua altura (dois metros) e alguns objetos estrategicamente dispostos, além da divisão, contribui com uma decoração moderna e leve.

A área de estar é composta por um sofá de dois lugares (modelo sofá-cama, para possibilitar receber um hóspede familiar), uma mesa que serve de rack para a tv e os aparelhos necessários e uma poltrona. Já a área de jantar – uma mesa com quatro cadeiras, para o caso de convidados – poderá servir de home office quando necessário; ela está localizada em frente ao hall de acesso a cozinha.

Para o dormitório, se pensou em evitar que a cabeceira da cama estivesse voltada para a mesma parede da janela (evitando assim possíveis correntes de ar). Faz parte do projeto realizar um complemento em marcenaria na estante vazada de modo que a cama tenha cabeceira em harmonia com a modulação da estante; ao lado da cama está uma pequena mesa de apoio.

Um grande armário que ocupa quase toda a extensão do dormitório é o grande amigo do morador deste pequeno apartamento: além das roupas, graças a divisão previamente planejada, o armário ordena todas os demais elementos que são utilizados na casa: roupas de cama, de banho, etc.

As cores neutras (crú, off white, camurça...) e o branco estão presentes em muitos elementos para deixar os ambientes claros e alegres. Um detalhe que merece atenção especial é a iluminação: além de alguns pontos de luz direta no forro, o ambiente acolhedor será garantido com muitas fontes de luz de vindas de luminárias de mesa ou piso. A decoração completa deve considerar ainda tapetes, quadros, espelho, cortinas ou persianas e objetos que fazem parte da história e gosto do morador. Um bom profissional de arquitetura ou design de interiores poderá certamente ajudar a encontrar as solução mais adequadas ao espaço real e ao gosto pessoal do futuro morador.

Esperamos que esta breve matéria proporcione ideias e boas disposições para uma alegre mudança para uma casa nova menor, porém mais jovem, bonita.
 
Atenciosamente,
 
Arq. Christian Michael Seegerer






Tuesday, August 28, 2012

Sua casa - dicas de Arquitetura e Decoração (parte 3)


Sergio Ricardo disse...
Estou pensando em casar em 2014. Comprei um terreno no bairro de Campo Grande no Rio de Janeiro que tem 35m de frente e 62m de comprimento. Estou pensando em construir uma casa mas não tenho dinheiro para fazer tudo de uma única vez já que o terreno é muito grande.

Alguma sugestão para construir aos poucos e ter algo em que possa morar? Existe alguma solução para fazer uma casa inicial e depois ir ampliando?
Caro Sérgio Ricardo,
Sim é possível construir sua casa em etapas. A vantagem principal segundo suas informações é que o terreno é bastante amplo, generoso em área, o que poderá dar muita liberdade ao arquiteto responsável pela criação.
Parece-me que esta é a questão fundamental: contar com um profissional que planejará a construção em etapas e, mesmo antes disto, conceberá um projeto de arquitetura e paisagismo (dadas as dimensões do terreno) que poderá ser executado em etapas.
Certamente estão publicadas matérias em revistas especializadas sobre experiências de construir a casa em uma, duas ou três fases (algumas vezes em função da disponibilidade financeira, outras de acordo com o aumento da família, etc...). No entanto, mais importante seria realizar – você e sua família -, um breve estudo de como quer a casa (estilo, número de quartos, localização no terreno, etc.), e estabelecer contato com algum profissional para iniciar um processo de discussão sobre projeto e construção.
Apresento um exemplo de projeto em São Paulo em etapas que, em função dos recursos, terreno e programa final (o que a casa teria quando concluída) foi concebida da seguinte forma: a edícula (aproximadamente 100m2), nos fundos do lote, seria na primeira etapa, a moradia. Foi planejada para receber o casal e sua jovem filha, logo após o término da construção – que levaria cerca de 4 a 5 meses para ficar concluída.
Passado algum tempo, se daria início a etapa final, com a construção da casa principal (aproximadamente 300m2) na área central do terreno, sem interferir com a vida e o dia-a-dia da família.
Cada projeto, cada local permite a concepção de muitas – para não dizer infinitas – possibilidades. Cabe acertar na contratação do profissional que será responsável pela criação e planejamento e, sem dúvida, transmitir para ele os desejos e sonhos da família.
Desejo boa sorte e parabéns pela aquisição de uma área como esta que proporcionará especialmente aos seus filhos um convívio muito saudável.
Atenciosamente,
Arq. Christian Michael Seegerer
(Casa em etapas - clique nas fotos para ampliar)