Friday, May 4, 2012

COMO AJUDAR A CRIANÇA A DORMIR NA HORA CERTA

Por Agnes Gabriella Milley

Esqueça as sugestões abaixo se a criança dorme bem e não reluta para cair no sono. Mas, se for rebelde, experimente:

* Leve-a a perceber a administração do tempo, habituando-a a uma rotina. As refeições, o banho, a hora de brincar com os pais necessitam de horários definidos e comportamentos padronizados. Crie a rotina de atividades certas em horas certas.

* Um banho morno e cantigas calmas ajudam muito. O dia da criança, ao se aproximar a hora do sono, deve evoluir de brincadeiras mais agitadas para outras mais calmas. Evite "agitar" a criança em horas que antecedem sua ida para a cama.

* Evite o colo. O berço é o lugar certo para a criança dormir. Se dormir no colo, coloque-a no berço. Acostumá-la ao colo cria hábitos de rejeição à cama. A criança precisa ir se habituando a ficar sozinha na hora de dormir. É difícil, mas importante.

* Torne toda a casa serena. Ao se aproximar a hora de dormir, vá, aos poucos, diminuindo a iluminação, deixe a televisão em volume baixo e evite conversas próximas à criança. Uma música suave não apenas acalma como também estimula a abertura do cérebro para a sonoridade.

Sabe-se hoje que dormir constitui o grande estímulo para o desenvolvimento cerebral, pois é durante o sono que se formam proteínas fundamentais para a memória, crescimento corporal e aprendizagem.

A Construção do AFETO - Celso Antunes
Augustus Editora , São Paulo 1999

Thursday, May 3, 2012

Cauterizar a alma

Um termo médico que designa a aplicação de cautério, instrumento que queima as feridas. Essa é uma definição não técnica, que aqui aplicaremos à alma.

Esses dias tivemos, num grupo de mães, uma grande discussão, que poderia ser muito melhor encaminhada se não fossem os melindres de muitas partes. As pessoas adoram dizer o que pensam e o que inferem nas mais diversas situações, mas não gostam de ouvir nenhum reparo às suas ideias. Costuma ser um caminho de mão única e quando alguém toma o outro lado, é batida na certa.

Precisamos aprender e saber ensinar aos filhos, com nosso exemplo, a superar, sem mágoas e sem dramas, as batalhas diárias que surgem diante de nós e muitas vezes nos tiram a paz. Uma briga com um filho ou uma filha muitas vezes nos deixa, por semanas inteiras, tristes e acabrunhadas, como se a alma estivesse em chaga perene. Desavenças familiares não podem e nem devem criar ressentimentos por muitos dias; isso provoca um mal enorme e afasta muito as pessoas. Em uma família precisa predominar a união.

Como dizemos sempre por aqui, a mãe, de modo geral é o centro do núcleo familiar e dela depende o equilíbrio de todos dentro do lar. Logo, ela precisará de uma "pele" interior mais grossa, para resistir e superar melhor todos os obstáculos familiares. Nada que uma boa cauterização espiritual não dê jeito. E como faremos esta cauterização? Com a ajuda de Deus através de muita oração e treinando a virtude da fortaleza, nas pequenas coisas do dia a dia, para suportarmos com mais valentia essas dificuldades.

Cauterizar a alma nada mais é do que cicatrizar as feridas a base de ferro e fogo, com energia e fortaleza. Isso vai nos tornando mais fortes interiormente e deixando-nos mais serenas na hora dos grandes problemas. Não podemos confundir com uma atitude apática ou indiferente. Uma desavença já não será estendida por tantos dias, cairá mais facilmente no esquecimento, e, com a alma cicatrizada, imunizada para o surgimento de novas feridas, superaremos melhor as dificuldades e mostraremos aos filhos a nossa força de caráter, que também se traduz em resistir com boa cara às ventanias que surgem em determinados momentos da nossa vida.

Tudo isso servirá para não nos melindrarmos constantemente ao sermos contrariadas em nossas opinião, e será um escudo para novas feridas que nos magoem e nos deixem abatidas.

Wednesday, May 2, 2012

Surpresas

Colaboração de Agnes Gabriella Milley
Gostava  das surpresas. Surpresas simples,  com aparência de bobas. Minha mãe costumava brincar de surpresas. Fazer surpresa para os filhos. Ela surpreendia a todos nós,  diariamente. De repente abríamos os cadernos  e encontrávamos recados, bilhetes e, às vezes, verdadeiros torpedos, escritos por minha mãe. Num cantinho do caderno, em folhinhas pequeninas dentro dos livros, em dobraduras dentro de nossos bolsos de calças ou camisas, nas bolsas escolares e também nas gavetas de roupas.  Até em minhas cuecas encontrei papeletas com um “Cuide-se”. Dentro de sapatos e tênis, era comum descobrirmos bilhetinhos do tipo “Que pé macio e cheiroso! Lembre-se do talco, querido.” Nos bolsos das camisas: “Comigo vai ficar mais bonito.” Quando púnhamos as mãos nos bolsos das calças, lá estavam os papeizinhos, dobradinhos, cheios de palavras de elogio, afeto, carinho e lembranças para lavar as mãos e limpar as unhas. Ou simplesmente a marca de beijo da boca de minha mãe impressa no papel com o batom. E ainda pétalas de rosas sequinhas.

Mas, das surpresas, a de que eu mais gostava era a das misturas no arroz. Minha mãe herdara de minha avó essa mania de fazer o arroz misturado. Arroz com cenouras. Arroz com espinafre. Arroz com bananas. Arroz com miúdos de galinha. Arroz com mexidinho de ovos. Arroz com pétalas de rosas. Arroz com torresmo de porco. Arroz com milho. Arroz com pedacinhos fritos de aipim. Cada dia uma surpresa no arroz. Eu ia para a mesa na expectativa do arroz. Era sempre uma boa surpresa. Até quando era o arroz com beterraba. O arroz misturado era sedutor. Abria o apetite. E como era bom o baião de dois, o  maria-isabel, o carreteiro, o com passas ao vinho e tantos outros.

Outro dia eu fiz um arroz com pedacinhos de abacaxi. Uma delícia o arroz misturado, principalmente se for surpresa. Outra boa surpresa é abrir a carteira e encontrar uma folhinha colorida com um poema de letrinhas bem redondinhas. Surpresa, surpresa mesmo é o frequente bilhetinho com o “Amo você” no fundo das meias.

 LEMBRANÇAS AMOROSAS 
Francisco Gregório Filho
Coleção  Jovens Inteligentes – Global Editora    São Paulo 2000 

Tuesday, May 1, 2012

O trabalho enobrece o homem

Canso de ouvir gente se lamentando por trabalhar, do seu cansaço e de que não vê a hora de se aposentar. Grande engano! O trabalho faz parte da vida e o homem precisa dele para seu sustento e de sua família. E um trabalho honrado é um ponto alto na vida de cada um de nós.

Nem sempre o nosso trabalho é remunerado, ou até mesmo bem remunerado. Por exemplo, quem fica em casa executa muitas tarefas cuidando do lar e nem por isso ganha algum dinheiro, mas sempre estará ganhando muitos bônus celestes.

Temos um amigo que gosta de computar as coisas boas que faz como bônus celestes – o que seriam pontos no céu, acumulados para a vida eterna. É bem interessante pensar assim, que a nossa lida diária tem muita importância para a nossa vida futura, na eternidade. E que tudo o que fazemos tem uma repercussão, nada é em vão nem à toa, por menor que seja o nosso trabalho ou por mais que seja insignificante diante dos olhos humanos, pois para Deus o valor dele será medido pelo nosso empenho e pelo amor que colocamos nele.

Um trabalho bem feito, bem acabado, com toques de carinho e cuidados será sempre bem visto pelo Pai celeste. Pôr amor nas tarefas diárias, fazê-las de boa vontade, com cara boa, isso é o que Ele espera de nós. E, como pais e mães de família, temos maior dever e obrigação no trabalho, visto que será observado por nossos filhos e serviremos de exemplo para o futuro deles.

Neste Dia do Trabalho, quando comemoramos não fazendo nada, podemos pensar em como devemos trabalhar melhor, com mais empenho. Também verificaremos onde não estamos sendo um bom exemplo, e aí, então, procuraremos melhorar ao máximo.