Monday, January 7, 2013

Meu interlocutor: a parede

Sempre me lembro do Bidu, cachorrinho azul, personagem, de Maurício de Souza, e suas conversas filosofais com a pedra; que, nesse caso fala, dialoga.

 Esse preâmbulo foi para mostrar como é o dialogo entre marido e mulher, em algumas fases de comunicação mais difícil,  porém, com uma agravante: diferentes da pedra que fala, são como paredes mudas, não dão nem indícios de que ouviram também.

 Os assuntos começam a não ser de interesse mútuo e passam a existir silêncios constrangedores. Sem nem mesmo um "é" da parte quem ouve, dando indícios de ter ouvido.

É mais comum acontecer isso com os maridos: o papel da parede. Ouvirem sem ouvir e sem responder ou dar um sinal de estarem atentos.

Já a mulher, via de regra , gosta mais de falar e é difícil para ela não emitir nenhum som durante a conversa, mesmo que o assunto não seja de seu agrado. Ela, com certeza, vai pelo menos mexer a cabeça que sim ou que não.

O homem, quando fala, prefere ver a atenção da esposa: olhando-a sem falar, sem diálogo, ele gosta de concluir sua ideia, sem apartes, promovendo assim, infelizmente, longos monólogos. Coisa totalmente estranha e absurda para a mulher, que gosta de trocar ideias e participar das conversas, ora concordando, ora discordando, ou mudando o rumo da conversa, quando já chegou no seu limite ou está chata demais.

 Como homem e mulher são bem diferentes em suas estruturas físicas, também o são nos seus intelectos, e ambos precisam de ajustes para melhorar a convivência; para a harmonia conjugal e para que, com o passar dos anos de casados, não criem um abismo entre os dois.

Ceder é para os fortes. Contudo, convencer é para os inteligentes. E,para os que amam ,é importante as duas coisas.

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