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Saturday, March 2, 2013

Muçulmanos e cristãos - convivência fraterna

Este é um testemunho verídico de três estudantes de religiões não católicas, como apresenta o texto, que vivem em uma residência estudantil do Opus Dei. Como essa, há várias espalhadas pelo mundo, que acolhem sem exigir conversão ou qualquer tipo de adesão à religião católica. É uma característica da Obra, como a chamamos, respeitar acima de tudo a "liberdade das consciências", como denominava S.Josémaria Escrivá, seu fundador, à liberdade fundamental que Deus permite a todos os seres humanos, sem exceção.

A experiência de dois muçulmanos e um ortodoxo turco na Residência Nideck.


 Alik, Timur e Kami são três estudantes que residem em Nideck, uma residência de Estrasburgo (França), dirigida por membros do Opus Dei. Nessas residências convivem habitualmente estudantes de diversas raças, culturas, religiões e modos de pensar. Alik e Timur, muçulmanos, são oriundos de Kabardino-Balkaria (República do Cáucaso). Kami é ortodoxo turco.

Qual o motivo da escolha para ir viver numa residência dirigida por católicos?

 
Alik: Sim, realmente, pode parecer paradoxal que um jovem muçulmano viva numa residência católica; mas não é. Pelo contrário: põe em evidência que pessoas de diversas culturas e religiões são capazes de se entender e viver em harmonia. Porque é que escolhi Nideck? Pois, para demonstrar a muitas pessoas que conheço e ao mundo, que é algo possível. Sinto-me satisfeito com a minha escolha e estou agradecido a esta residência e às pessoas do Opus Dei que a dirigem.


Timur: É uma residência bem organizada e parece-me que é um lugar ideal para um estudante. Pode-se trabalhar num ambiente amigável – mesmo familiar, diria eu – entre pessoas que sempre estão dispostas a ajudar-nos.


Kami: Bom… Realmente, quando cheguei a Estrasburgo, as aulas já tinham começado e muitas residências já estavam cheias; por isso decidi vir para Nideck, sem dar demasiada atenção ao facto de que tivesse ou não relação com o Opus Dei.


Qual foi a vossa experiência, agora que conheceis mais de perto o catolicismo?

 
Alik: Que temos muitas coisas em comum, quando se quer viver de forma reta e preocupando-nos com os outros.
Timur: Só tenho boas experiências; e vi que não há assim umas diferenças tão grandes entre as ideias que o catolicismo propõe e o Islão.


Kami: Pelo que vi, o catolicismo baseia-se em regras bastante estritas, mas lógicas. Penso que essa lógica faz com que as pessoas sigam a religião.


Experimentaram algum tipo de pressão para que se convertam ao catolicismo, alguma crítica ou desprezo pela vossa fé?

 
Timur: De modo nenhum!


Alik: Nunca houve qualquer pressão, crítica ou menosprezo para com a minha fé. Essa pergunta faz-me mesmo rir.


Kami:
Embora Nideck seja uma residência católica, nunca vi o mínimo desprezo para com a minha religião. Toda a gente pode praticar a sua com plena liberdade.


O que é que pensam da Igreja Católica?

 
Alik (com expressão de surpresa): Agrada-me o fato de que a Igreja ajude milhões de pessoas e não se fique em meras declarações teóricas. E aprecio particularmente a sua reação diante da injustiça.

  http://www.opusdei.org.br/

Thursday, November 29, 2012

Como evitar a recuperação

Por Maria Teresa Serman

Desde bem pequena, ao começar minha vida de estudo, meus pais, ambos professores, insistiam que eu começasse o ano letivo com toda a dedicação possível, garantindo notas altas desde o início. O argumento era de que vamos perdendo fôlego e concentração no fim do período, então o melhor é armazenar pontos e garantir a vitória completa, sem prova final  e muito menos recuperação. Isso não significava, porém, que eu podia tirar notas baixas no fim, era só por prudência, não mediocridade. Assim fiz, sempre entrando de férias antes, enquanto os incautos penavam no calor do verão em sala de aula - que não tinha ar-condicionado, não!

Usei o mesmo método com meus filhos, sempre vigiei bem de perto seu rendimento, para detectar carências, desinteresse ou preguiça. Nenhum ficou em recuperação, mas aconteceram provas finais, é normal. Acredito que cabe aos pais a responsabilidade de garantir que o estudo dos filhos transcorra nas condições propícias ao seu aproveitamento completo, desde o ambiente claro e apropriado; a fixação de horário para o trabalho de casa e outras atividades afins; a frequência dos genitores às reuniões na escola, além de conversas extras que forem necessárias com os professores - pensamos que conhecemos bem os filhos, mas nos enganamos às vezes, e como! -; conhecimento do calendário escolar e de suas eventuais alterações; verificação dos trabalhos feitos, das anotações e livros indicados.

O tempo de estudo diário deve ser equilibrado, não muito longo. E uma boa técnica é mudar as matérias, não ficar só com uma, pois cansa o cérebro, que se renova com a mudança de conteúdo. Um pouco de cafeína em forma de mate ou chá gelados turbinam a memória e o raciocínio, sem exagerar na quantidade. A postura deve ser ereta, em cadeira na altura certa em relação à mesa - nada de estudar enrolado como uma cobra na poltrona, ou deitado na cama - assim como ajudar o estudante a descobrir o melhor modo de gravar a matéria: há os que têm a memória auditiva mais afiada, então leem alto, e os que são mais visuais, preferindo fazer resumos.

A disciplina precisa ser constante, a um tempo firme e carinhosa, contrabalançando a supervisão com elogios e incentivos, nunca oferecendo presentes por passar de ano, ou prometer prêmios por notas altas, o que enfraquece a vontade e o caráter, dando uma ideia errônea do que é a vida e a responsabilidade diante dos deveres. O estudo é uma benção, um direito, uma obrigação, não um favor que os filhos fazem aos pais.

O computador pode ser um grande aliado e uma ameaça real. Olho no tempo que eles passam na frente da tela e, principalmente, no que acessam. Filtros de internet são imprescindíveis. E, apesar de ser uma tarefa obrigatória, é bom ressaltar aspectos lúdicos e prazerosos do estudo, despertando sua atenção para estes, e amenizando possíveis implicâncias com determinadas matérias.

Os pais são os primeiros e principais educadores! Seja qual for sua profissão ou nível de escolaridade, podem, melhor do que ninguém, apoiar e ajudar seus filhos a serem estudantes confiantes e profissionais competentes. E ajudar não significa de jeito nenhum fazer os trabalhos em seu lugar, ou incentivarem qualquer atitude desonesta, como a cola ou outro desvio de comportamento. Olho vivo e coração alerta!

Monday, March 26, 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 133)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

1 - C. B. diz : Doutora, minha filha tem 19 anos, não é mais uma adolescente, mas mesmo assim gostaria de pedir sua ajuda. Ela tem um namorado com o qual ela já desmanchou e voltou pelo menos 3 vezes. Ele faz alguma coisa típica de pessoa sem caráter, ela desmancha e ele pede desculpas, diz que vai mudar etc. Aí ela volta a namorar ele. Não sei como aconselhar ela. Ela não ouve a mim nem a meu marido. Na verdade ela ouve, mas parece que não consegue largar o sujeito. Eu tenho medo que ela case com ele, pois vejo que ela seria muito infeliz e o casamento não duraria muito. Temos três filhos. Ela é a segunda mais velha.Eu e meu marido temos sofrido muito com esta situação.
RESP: Cara Sra C.B Sua filha estuda, trabalha, tem amigos, sai com eles? O modo como vivemos em família tem grande influência sobre nós.
Realmente é muito delicado um relacionamento assim, de idas e vindas...
Uma das sugestões é que vocês conversem com o rapaz, se ainda não o fizeram, com serenidade e firmeza, mostrando sua preocupação pelo tipo de namoro de sua filha e o sofrimento que isto acarreta para toda a família. Pelo bem que querem a ela. Falem com carinho, explicando que desejam também o melhor para ele e quais são realmente suas intenções quanto a ela.
Outra sugestão é que ela faça uma viagem, uma excursão, por exemplo, caso tenham condições, ou um intercâmbio profissional/cultural, para assim de longe, desligar-se um pouco de todos que a rodeiam e poder refletir melhor sobre seu pessoal sentido de vida.
Ocupar-se em ajudar os mais necessitados também é de valor quando a gente está confusa quanto às decisões a tomar.
Se vocês tem fé, peçam muito a ajuda de Deus para saberem como educar da melhor maneira, e como se conduzir e orientar, porque acredito firmemente que a oração dos pais pelos filhos tem um alcance infinito!
Obrigada pela confiança e fico a seu dispor, desejando Boa Sorte a todos! Mannoun

2 – A. diz: Dra como tirar o vício de computador do meu filho de 19 anos. Quando não está na faculdade, fica em casa direto na frente do PC sem fazer mais nada, e se reclamo ele diz que está fazendo trabalhos para faculdade.
RESP: Caro (a ) A. Algumas coisas podemos fazer, sim . Ele deve ter tarefas estabelecidas em casa, tipo acompanhar os pais às compras de supermercado, arrumá-las nos locais ao chegar à casa, arrumar seu quarto e outros encargos de acordo com as necessidades da família.
Convidem-no a sair com os pais e a família para um passeio, um esporte, um jantar ou teatro, acompanhado de algum amigo que vocês conheçam e também sugiram que estude com colegas na sua casa, preparando-lhes um lanche saboroso, ou pizza, ou outro agrado dentro do que ele goste.
Realmente há muitas famílias com semelhantes situações e o fato de que digam estar fazendo trabalhos para a faculdade não invalida que estejam disponíveis para as tarefas de casa, que aliás, é de todos e não apenas dos pais. Até importa dizer a ele que se faz necessário descansar um pouco os olhos e o cérebro, com outras atividades! Desejo-lhes êxito no concretizar destas sugestões e fico a seu dispor, Mannoun.

3 - L. diz: O que fazer quando filhos adolescentes nos tratam mal? Devemos revidar com a mesma agressividade?
RESP: Cara Sra. L. Revidar jamais será a melhor alternativa, até porque eles poderão pensar que a agressividade é uma boa maneira de se comportar e os pais também acabam por perder a autoridade.
Quando acontecer uma situação de mau tratamento, procurem ficar calados e olhem bem dentro dos olhos deles ou se afastem. Numa hora mais serena, expliquem ( a cada um ) que vocês não aceitam de forma alguma ser tratados desta maneira e que eles reflitam e mudem o tratamento .Até que vocês notem alguma melhora, dirijam-se a eles apenas para o necessário. Em concreto, não os presenteiem, não deem dinheiro senão o estritamente justo e esperem sempre que eles peçam- não se antecipem. Tratar mal os pais, exige alguma forma de restrição que ajude os filhos a refletir.
Necessitaria detalhes das idades dos seus filhos, quantos são, qual a escolaridade deles para melhor orientação...
Vocês convivem com casais amigos? Eles tem filhos que frequentem sua casa? Estas amizades ajudam muito, quando se tem os mesmos valores! Fico a seu dispor caso desejem mais informes, ok? Atenciosamente, Mannoun