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Monday, January 14, 2013

Coerência de Vida

Por Maria Teresa Serman
A inspiração para este texto me veio de um desabafo, no qual não entro em detalhes, por serem pessoais. Contudo, esse caso não é único, mas muito frequente - mais frequente do que julga a maioria descrente do valor da castidade nos dias de hoje. 

Namoros que estavam indo bem, com afinidades claras e afeto crescente, acabam quando o rapaz descobre que sua namorada é virgem e que assim pretende permanecer até o casamento. A reação de alguns é abjeta, revoltante mesmo, pois ofendem a moça insinuando que há algo errado com ela, que é uma aberração, que tem uma atitude ridícula. Por outro lado, a jovem percebe, então, que buscou um espírito profundo em alguém raso e sem qualificação moral à sua altura. Uma grande decepção!

A descoberta do outro como pessoa total, e não principalmente física; o aprofundamento de uma convivência insipiente; a comunhão das almas, que prepara o relacionamento matrimonial futuro; a diversão e a leveza característicos do NAMORO, e não do concubinato moderno; enfim, tudo que é adequado a essa fase inesquecível da vida de um casal fica em segundo, ou nenhum plano, quando se decide comprometer o corpo sem responsabilidade e entrega total àquele com quem se repartirá a vida.

Cada um sabe como deve orientar seus atos e o que deve considerar certo para si mesmo, nisso reside o que S. Josémaria Escrivá chamava de "liberdade das consciências". O que causa espanto, para não dizer revolta, é que as pessoas estão considerando essa liberdade uma rua de mão única: certas são as que têm relacionamentos fugazes e múltiplos, como corpos (sujeitos a graves doenças por esse comportamento) sem alma, descartáveis, sem sequer conhecerem a pessoa, e, muitas vezes, sem nem terem a desculpa do sentimento, esquisitas são as que se preservam por um amor maior e único; as mães de famílias numerosa são agressivamente tachadas de loucas e irresponsáveis, enquanto o egoísmo dos casais prefere um filho só que lhes poupe trabalho e gastos, não importa a solidão da pobre criança mimada; ridicularizado é o celibato sacerdotal, que se escolhe livremente, para estar inteiramente disponível para Deus e as almas, enquanto a promiscuidade é louvada como virilidade e autonomia. Estranha escala de valores!

Parecendo coincidência, mas não acredito nela, coube-me ler hoje este trecho do Novo Testamento, hábito diário de muitos, que esclarece perfeitamente essas contradições cruéis: da epístola de S. Paulo, 1Cor. 2, 6-7, eis o que li:

"(...) o que pregamos entre os perfeitos é uma sabedoria, porém não a sabedoria deste mundo nem a dos grandes deste mundo, que são, aos olhos daquela, desqualificados. Pregamos a sabedoria de Deus, misteriosa e secreta, que Deus predeterminou antes de existir o tempo, para a nossa glória."

E continua na mesma abordagem, no capítulo 3,19: "(...) porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois (diz a escritura) ele apanhará os sábios na sua própria astúcia."

Sabemos que Jesus assegurou, porém, que aquele que perseverasse triunfaria. É preciso muita fortaleza, que vem da nossa Mãe Santa Maria, "Torre de Marfim", paciência infinita e compreensão para entender que devemos respeitar os que pensam diferentemente, ainda que eles não retribuam, e difundir a doutrina cristã, pelas nossas atitudes mais do que em palavras, apesar da nossa fraqueza, pois só somos fortes nAquele que nos sustenta.

Homenageio a pessoa amada que me inspirou o texto, e a outras queridas meninas, por sua retidão e coragem, por seu amor a Deus e aos irmãos, que respeitam, não usando seus corpos levianamente, e o apóstolo que, inspirado pelo Santo Espírito, nos deixou esse testemunho reconfortante.

Monday, June 25, 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 145)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

1 - A.M.S diz: Dra eu já escrevi aqui faz algum tempo, sobre meu filho não ser mais pontual com os estudos. Tive uma conversa franca com ele e resultou nele se abrindo e falando do descontentamento com a faculdade. Agora, bem no meio do curso ele resolveu que vai mudar de curso, não quer mais o que está fazendo. Não seria melhor terminar esse primeiro? O que me sugere desta vez?

 RESP: Cara Sra. A.M.S.Obrigada pela boa notícia quanto a seu filho e penso que ele merece uma chance de trocar seu curso, desde que esteja seguro de que não irá ficar pulando deste para outro e outro... Novamente uma conversa franca, sincera e serena, vale a pena!    
 Quem sabe ele conversaria com  um bom profissional atuante na área que hoje ele estuda (não sei qual...) para descobrir caminhos? Muitas vezes o inicio de um Curso é meio sem graça e a visão de profissional que goste do que faz, nos ajuda a enxergar melhor.                                
 Pode ser que ele deseje também fazer alguns testes com um bom psicólogo para avaliar a área a que deve se dedicar antes da mudança embora os testes não definam aquilo que dará certo- são mais um leque de possibilidades para que ele se encontre. Na verdade, seu diálogo com ele foi produtivo e abriu um bom canal de comunicação!   Faça mais esta tentativa e boa sorte para todos! Atenciosamente, Mannoun

2 – M. L. diz: Dra o que me diz de minha filha de 16 anos estar namorando e saindo com um rapaz de 20 anos? Como devo orientá-la? Eu e o pai estamos em pé de guerra por causa disso, ele acha que não devíamos deixá-la namorar, mas como impedir?

RESP: Cara Sra M.L. bom seria se ela aceitasse esperar até a idade em que os pais julguem que irão permitir que namore. Já conversaram com ela? Foi dito com serenidade o que pensam e por quê? Como vai nos estudos?  Já explicaram que um namoro pode atrapalhar no convívio necessário com amigos, próprio de sua idade?
Saia com seu marido para um lanche, cinema, teatro, jantar e num ambiente fora de casa, conversem com tranquilidade onde a senhora poderá expor seu ponto de vista quanto a permitir o namoro, porque eles certamente o farão às escondidas, “apadrinhados” por terceiros.
 Mesmo que ambos discordem de que ela namore tão cedo, quem sabe concordariam (sob condições),  caso já tenham tido esta conversa e ela insista. Expliquem sua posição, suas condições de que ajude em casa, ir bem nos estudos, não deixar de acompanhar a família nas atividades comuns, não deixar o convívio com as amizades ,etc.
E, sobretudo, não brigue nem discuta com seu marido - é importantíssimo que estejam cada vez mais unidos, especialmente quando os filhos crescem! Um filho não pode ser causa de desavenças- todos serão prejudicados!
Conversem, tenham calma e paciência, porque muitas vezes acontece que uma vez que os filhos percebam que os pais não incentivam um namoro mas aceitam, eles se desinteressam e dão preferência a estar em grupo,especialmente quando há bons amigos!
Veja outras respostas sobre namoro no blog.  Boa sorte e fico às suas ordens, Mannoun

Thursday, April 5, 2012

AMORES INTELIGENTES (1ª Parte)

De Enrique Rojas -Adaptação: Dora Porto - Da revista Ser Família – Ano III – Nº 18

“O amor verda
deiro nasce do fato de duas pessoas, transbordantes de vida e capazes de refletir, se enamorarem com firmeza, paixão e serenidade; é um amor que procura o bem do outro.” (Enrique Rojas)

Assim como eu, você pode imaginar que quando duas pessoas decidem se entregar em casamento, elas têm a intenção de que aquele compromisso dure para sempre! Infelizmente, por diferentes razões, nem sempre isso acontece. Mas o fato é que, independente da situação de cada um, todos desejamos um amor para toda a vida! E sabe por quê? Porque fomos feitos para isso!

Habitualmente as pessoas procuram uma orientação familiar quando as tentativas já fracassaram, o tempo passou indelével e deixou marcas muitas vezes irreparáveis. Não são poucas as pessoas que nos re
velam sua história de dor, por um relacionamento desfeito, por uma família fraturada. Gostaria de me solidarizar com todas essas pessoas que se sentem incompreendidas, porque foram vítimas de um relacionamento que não foi adiante.

Ainda dá para fazer muita coisa por você mesmo, pelos seus filhos e pelas pessoas que te rodeiam. Não é porque seu relacionamento não atingiu o objetivo desejado, que você vai deixar de ajudar os outros a serem felizes! Mas... Como fazer isso? Orientando, ajudando a prevenir possíveis desacertos ou desentendimentos.

Nesta matéria vou me servir, como fonte, do livro do Prof. Dr. Enrique Rojas, psiquiatra que ao longo de muitos anos vem acompanhando pessoas e tem um vasto conhecimento experimental e acadêmico sobre o ser humano. No seu livro “Amor inteligente”, o professor Rojas nos aponta 10 dicas para manter a chama do amor acesa por toda a vida. Vale a pena refletir um pouco sobre cada uma delas.

1 – ENAMORAR-SE E MANTER-SE ENAMORADO
Enamorar-se, segundo o autor, pressupõe muito e pouco ao mesmo tempo. Muito, porque serve de motor de arranque para se propor algo importante. É o caso da decisão de se comprometer por toda uma vida. E pouco, porque como correr do tempo requer outras “armas” pequenas, para transformar o amor em amor mais maduro, cheio de generosidade, entrega, renúncia, alegria e esquecimento de si. Ou seja, não basta estar apaixonado, mas é necessário alimentar esse amor com pequenas coisas: delicadezas, gestos de carinho, palavras amáveis, uma boa dose de paciência, pequenas renúncias.

2 – CONHECER O EQUILÍBRIO ENTRE OS SENTIMENTOS E A RAZÃO
No princípio tudo é sentimento, emoção ou paixão. Pergunte a um casal de jovens o que eles pensam ser o amor. A maioria dirá que o amor é um sentimento, um desejo de estar como outro u coisa parecida. Mas, mais adiante, depois de algum tempo de casados, o sentimento, que por natureza é passageiro, pode não estar mais tão presente e o amor parecerá ter acabado. Mas isso não é verdade. Com o tempo vemos que a essência do amor é racional, fruto de um maior conhecimento, sem n entanto, deixar que os sentimentos percam suas características e sua força inicial. O grande desafio será resolver essa equação psicológica que vai dos sentimentos à razão, passando pela tão esquecida espiritualidade.

Monday, March 26, 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 133)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

1 - C. B. diz : Doutora, minha filha tem 19 anos, não é mais uma adolescente, mas mesmo assim gostaria de pedir sua ajuda. Ela tem um namorado com o qual ela já desmanchou e voltou pelo menos 3 vezes. Ele faz alguma coisa típica de pessoa sem caráter, ela desmancha e ele pede desculpas, diz que vai mudar etc. Aí ela volta a namorar ele. Não sei como aconselhar ela. Ela não ouve a mim nem a meu marido. Na verdade ela ouve, mas parece que não consegue largar o sujeito. Eu tenho medo que ela case com ele, pois vejo que ela seria muito infeliz e o casamento não duraria muito. Temos três filhos. Ela é a segunda mais velha.Eu e meu marido temos sofrido muito com esta situação.
RESP: Cara Sra C.B Sua filha estuda, trabalha, tem amigos, sai com eles? O modo como vivemos em família tem grande influência sobre nós.
Realmente é muito delicado um relacionamento assim, de idas e vindas...
Uma das sugestões é que vocês conversem com o rapaz, se ainda não o fizeram, com serenidade e firmeza, mostrando sua preocupação pelo tipo de namoro de sua filha e o sofrimento que isto acarreta para toda a família. Pelo bem que querem a ela. Falem com carinho, explicando que desejam também o melhor para ele e quais são realmente suas intenções quanto a ela.
Outra sugestão é que ela faça uma viagem, uma excursão, por exemplo, caso tenham condições, ou um intercâmbio profissional/cultural, para assim de longe, desligar-se um pouco de todos que a rodeiam e poder refletir melhor sobre seu pessoal sentido de vida.
Ocupar-se em ajudar os mais necessitados também é de valor quando a gente está confusa quanto às decisões a tomar.
Se vocês tem fé, peçam muito a ajuda de Deus para saberem como educar da melhor maneira, e como se conduzir e orientar, porque acredito firmemente que a oração dos pais pelos filhos tem um alcance infinito!
Obrigada pela confiança e fico a seu dispor, desejando Boa Sorte a todos! Mannoun

2 – A. diz: Dra como tirar o vício de computador do meu filho de 19 anos. Quando não está na faculdade, fica em casa direto na frente do PC sem fazer mais nada, e se reclamo ele diz que está fazendo trabalhos para faculdade.
RESP: Caro (a ) A. Algumas coisas podemos fazer, sim . Ele deve ter tarefas estabelecidas em casa, tipo acompanhar os pais às compras de supermercado, arrumá-las nos locais ao chegar à casa, arrumar seu quarto e outros encargos de acordo com as necessidades da família.
Convidem-no a sair com os pais e a família para um passeio, um esporte, um jantar ou teatro, acompanhado de algum amigo que vocês conheçam e também sugiram que estude com colegas na sua casa, preparando-lhes um lanche saboroso, ou pizza, ou outro agrado dentro do que ele goste.
Realmente há muitas famílias com semelhantes situações e o fato de que digam estar fazendo trabalhos para a faculdade não invalida que estejam disponíveis para as tarefas de casa, que aliás, é de todos e não apenas dos pais. Até importa dizer a ele que se faz necessário descansar um pouco os olhos e o cérebro, com outras atividades! Desejo-lhes êxito no concretizar destas sugestões e fico a seu dispor, Mannoun.

3 - L. diz: O que fazer quando filhos adolescentes nos tratam mal? Devemos revidar com a mesma agressividade?
RESP: Cara Sra. L. Revidar jamais será a melhor alternativa, até porque eles poderão pensar que a agressividade é uma boa maneira de se comportar e os pais também acabam por perder a autoridade.
Quando acontecer uma situação de mau tratamento, procurem ficar calados e olhem bem dentro dos olhos deles ou se afastem. Numa hora mais serena, expliquem ( a cada um ) que vocês não aceitam de forma alguma ser tratados desta maneira e que eles reflitam e mudem o tratamento .Até que vocês notem alguma melhora, dirijam-se a eles apenas para o necessário. Em concreto, não os presenteiem, não deem dinheiro senão o estritamente justo e esperem sempre que eles peçam- não se antecipem. Tratar mal os pais, exige alguma forma de restrição que ajude os filhos a refletir.
Necessitaria detalhes das idades dos seus filhos, quantos são, qual a escolaridade deles para melhor orientação...
Vocês convivem com casais amigos? Eles tem filhos que frequentem sua casa? Estas amizades ajudam muito, quando se tem os mesmos valores! Fico a seu dispor caso desejem mais informes, ok? Atenciosamente, Mannoun

Saturday, January 21, 2012

O que nos diz São Josemaria sobre o casamento – parte 1

Colocaremos aqui, algumas respostas do santo da atualidade: São Josemaria Escrivá, sobre o casamento. O texto é uma coletânea de repostas de uma tertúlia no Chile.

Ele responde a perguntas sobre o matrimonio, o amor, o namoro, a fidelidade, a educação dos filhos, os principais valores para conseguir a unidade familiar, o que acontece quando não se têm filhos…

1.Poderia dizer-nos quais os valores mais importantes do matrimônio cristão?

Vou falar de algo que conheço bem e que é da minha experiência de sacerdote, de muitos anos e em muitos países. A maior parte dos sócios do Opus Dei vivem no estado matrimonial e, para eles, o amor humano e os deveres conjugais fazem parte da vocação divina. O Opus Dei fez do matrimônio um caminho divino, uma vocação, e isto tem muitas consequências para a santificação pessoal e para o apostolado. Há quase quarenta anos que prego o sentido vocacional do matrimônio. Que olhos cheios de luz vi mais de uma vez, quando - e pensando eles e elas que eram incompatíveis na sua vida a entrega a Deus e um amor humano nobre e limpo - me ouviam dizer que o matrimônio é um caminho divino na Terra!

O matrimônio existe para que aqueles que o contraem se santifiquem nele e através dele. Para isso, os cônjuges têm uma graça especial que o sacramento instituído por Jesus Cristo confere. Quem é chamado ao estado matrimonial, encontra nesse estado - com a graça de Deus - tudo o que é necessário para ser santo, para se identificar cada dia mais com Jesus Cristo e para levar ao Senhor as pessoas com quem convive.

É por isso que penso sempre com esperança e com carinho nos lares cristãos, em todas as famílias que brotaram do Sacramento do Matrimônio, que são testemunhos luminosos desse grande mistério divino - sacramentum magnum! (Ef. 5, 32), grande sacramento - da união e do amor entre Cristo e a sua Igreja. Devemos trabalhar para que essas células cristãs da sociedade nasçam e se desenvolvam com afã de santidade, com a consciência de que o sacramento inicial - o Batismo - confere já a todos os cristãos uma missão divina, que cada um deve cumprir no caminho que lhe é próprio.

Os esposos cristãos têm de ter consciência de que são chamados a santificar-se santificando, a ser apóstolos, e de que o seu primeiro apostolado está no lar. Devem compreender a obra sobrenatural que significa a fundação de uma família, a educação dos filhos, a irradiação cristã na sociedade. Desta consciência da própria missão dependem, em grande parte, a eficácia e o êxito da sua vida, a sua felicidade.

Mas não esqueçam que o segredo da felicidade conjugal está no quotidiano, não em sonhos. Está em encontrar a alegria íntima que dá a chegada ao lar; está no convívio carinhoso com os filhos; no trabalho de todos os dias, em que colabora toda a família; no bom humor perante as dificuldades, que é preciso encarar com desportivismo; e também no aproveitamento de todos os progressos que nos proporciona a civilização para tornar a casa agradável, a vida mais simples, a formação mais eficaz.

Nunca deixo de dizer aos que foram chamados por Deus a formar um lar que se amem sempre, que se queiram com o amor cheio de entusiasmo que tinham quando eram noivos. Pobre conceito tem do matrimônio - que é um sacramento, um ideal e uma vocação - quem pensa que o amor acaba quando começam as penas e os contratempos que a vida traz sempre consigo. É então que o amor se fortalece. As torrentes dos desgostos e das contrariedades não são capazes de submergir o verdadeiro amor. O sacrifício partilhado generosamente une mais. Como diz a Escritura, aquae multae - as muitas dificuldades, físicas e morais - non potuerunt extinguere caritatem (Cant. 8,7), não poderão apagar o amor.
Temas actuais do cristianismo, 91

2. Padre, que conselhos daria a um casal recém-casado que procura a santidade?

Primeiro, que se amem muito, segundo a lei de Deus. Depois, que não tenham medo à vida, que amem todos os defeitos de um e de outro quando não sejam ofensa a Deus; e depois ainda que procures não te descuidar, porque não te pertences. Já to disseram, e tu sabes isso muito bem, que pertences ao teu marido e ele a ti. Não deixes que to roubem! É uma alma que tem de ir para o Céu contigo e, além disso, dará qualidade chilena – o mesmo é dizer cristã -, e graça humana também, aos filhos que o Senhor lhes enviar. Rezem um pouco juntos. Não muito, mas um bocadinho todos os dias. Quando tu te esqueceres, que seja ele a dizer-te, e quando seja ele a esquecer-se, és tu que lho lembras. Não lhe atires nada em cara, não o aborreças com picuinhas.
Chile, julho de 1974, no Colégio de Tabancura
retirado de: http://www.pt.josemariaescriva.info

Tuesday, September 14, 2010

Sobre as paixões

Por Rafael Carneiro da Rocha
Somos criaturas que desejam. Movidos pelas paixões, temos sempre vontade de fazer coisas que nos apetecem. Porém, as paixões não são necessariamente nocivas. O Catecismo da Igreja Católica nos lembra que os afetos nascem do movimento original do coração do homem para o bem, concluindo assim que “as paixões são más se o amor for mau, e boas se ele for bom”.

Amar é querer bem a alguém, e isto é o amor bom. Este querer deve visar o maior bem possível – o sumo bem. Na sua Ética para Nicômaco, Aristóteles afirma que as coisas devem visar o sumo bem e não outras coisas. Se as ações visam coisas, o procedimento é incessante e inútil e vazio seria o desejar.

É bonito desejar o bem para os outros, mas esse querer precisa ser ação, compromisso. Caso contrário, existe o risco dos desejos consumados voltarem-se para coisas ou ilusões que não finalizam o sentido do amor. Quantas pessoas gastam energias espirituais com o apego desmedido a coisas acessórias e passageiras (times de futebol, carros, festas, comidas, tecnologias de consumo, etc.)!

Mas se o querer bem orienta-se para o amor ao próximo, a busca pelo sumo bem se tornará desejo incessante, pois a existência é uma arte construída em anos, décadas... E, nesse querer profundo, a chama sensível das paixões permanecerá por toda uma vida.

Monday, August 23, 2010

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 56)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.

Sinais diferentes no comportamento

1 – A. diz: Dra quais são os sinais que podemos observar num filho que demonstre sua homossexualidade? Um menino de 10 anos já pode dar sinais disso?

RESP:Caro A. Sua pergunta é extremamente delicada para responder de longe...
Se algo chama atenção no modo de ser dos filhos,vale a pena conversar com o médico da família, ou com um bom profissional a que os Pais tem acesso, o Pediatra ou algum professor dos filhos para que alguém, fora do contexto familiar avalie com vocês a sua preocupação. Revejam os Valores da família e com serenidade reflitam que aos 10 anos o desenvolvimento puberal está em início, as mudanças físicas, emocionais, intelectuais estão se processando e a interferência do meio em que se vive é muito grande.
Aos 10 anos se podem notar gestos, atitudes, preferências nas crianças que chamam a atenção dos pais e familiares para algo diferente. No entanto, uma coisa é a tendência e outra o “rótulo”.
Como os filhos são educados? Quais as preferências, as conversas, os gostos? Como se vive vida em família? Os pais são rígidos, ou permissivos?Que tipo de filmes, programas de TV, internet se assiste? Que comentários são feitos?
Tudo isto pode confundir uma cabecinha que ainda não sabe discernir caminhos e deve SEMPRE haver extrema delicadeza ao se abordar qualquer pessoa, especialmente uma criança e um Adolescente que estão se abrindo para a vida! Uma palavra intempestiva pode ferir magoar, e provocar um fechar-se em si mesmo, causando muito sofrimento desnecessário. Por outro lado, a omissão é também causa de dor...
Minha sugestão é que busquem a orientação de alguém mais próximo a vocês. Em quem confiem e com quem possam - de viva voz- trocar idéias.
Fico a sua disposição para novas informações.
Atenciosamente, Mannoun

Como nam
orar aos 14 anos
2 – H. M.diz: Como falar com uma filha de 14 anos o que deve e o que não deve fazer com o namorado? Aliás, devo deixar que namore um rapaz de 19 anos? É perigoso?

RESP: Cara Sra .H.M. Ninguém tem mais acesso ao coração dos filhos que os pais, especialmente a mãe que está- em geral- mais próxima.
Os Valores com os quais os pais educam os filhos é que orientarão as condutas que eles terão ao longo da vida.
A meu ver, 14 anos é uma idade precoce para um namoro, que deve ser um tempo de conhecimento mútuo para uma escolha de vocação. É idade de ter muitos amigos, sair em grupo, passearem, distrair-se, praticar esportes, ter aulas de teatro, música, dança... Um namoro exige exclusividade e os dois perdem a oportunidade de escolher e fazer boas amizades.
Um jovem de 19 anos já teve as suas oportunidades de fazer amigos, relacionar-se socialmente e está na etapa de poder procurar alguém mais próximo em seu grupo de relações para iniciar um namoro, enquanto que sua filha está vivendo um momento único de estabelecer laços,descobrir e fazer amizades e conviver com elas.
A senhora é mãe, conhece bem sua filha e irá avaliar com o pai, o que seja o melhor para ela.
Fico a seu dispor para outros esclarecimentos que desejar. Atenciosamente, Mannoun

Wednesday, July 28, 2010

Quando começar a namorar?

Por: Maria Teresa

Boa pergunta. E difícil. Namorar deve pressupor amadurecimento. Infelizmente, os relacionamentos afetivos estão demasiado precoces, assustadoramente íntimos. Isso atropela o desenvolvimento saudável da sexualidade e banaliza sentimentos que, bem amadurecidos, poderiam gerar compromissos duradouros e vidas felizes.

Os adolescentes, para não dizer que alguns ainda são verdadeiras crianças, estão queimando etapas e a si mesmos. Os "ficantes" se multiplicam durante as festas, sem que haja sequer uma simples conversa, troca de idéias. Conhecimento aí só no sentido bíblico. Não é força de expressão, ao fim disso, que fique um "gosto amargo de festa" na alma dos jovens. E a perigosa sensação de vazio interior que descamba na depressão e nas drogas. Como se diz atualmente, é uma tragédia anunciada. Repetida, o que é pior.

Não se trata de uma revolução de costumes, mas de uma involução que marcará o futuro dessa geração, pois teremos pessoas mancas emocionalmente, que só conseguem expressar (se é que se pode dizer isso) fisicamente o que pensam que é amor. Amor são obras. Obras que resistem ao tempo e aos próprios amantes. Pirâmides de carinho, que custam aos que amam suor e dedicação, assim como estas exigiram dos escravos judeus no antigo Egito.

Pior do que a escravidão que conhecemos e abominamos é a submissão da vontade que subordina os jovens, coletivamente, a serem dominados pelos instintos. E, então, devemos admitir que eles não tem aprendido coisa melhor de seus pais, pois estes não estão transmitindo, por preguiça de educar, os valores certos. Não os estão ensinando a esperar e reconhecer os sentimentos verdadeiros.

Namorar, de verdade, é muito bom, e um casal deve fazê-lo pela vida toda. Precisamos ensinar a garotada a permanecer, não ficar. Namorar, não usar o outro e se inutilizar.

Monday, July 5, 2010

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 49)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.

Briga entre irmãos
1 – A. diz: Dra que atitude tomar quando os filhos adolescentes brigam de se bater?

RESP: Caro A. Não sei quantos filhos são e quais as idades, mas vão ai mais perguntas...
Seus filhos praticam algum esporte? Ficam muito sem atividades físicas? São comparados pelos familiares, ou muito censurados, criticados? Tem tarefas em casa?
Uma reunião de família que trate com carinho do assunto, onde cada um possa livremente expor o que pensa e espera dos filhos, pais e irmãos, funciona muito bem, desde que levemos em conta as reivindicações surgidas, após passarem pelo crivo dos pais.
Uma idéia é que freqüentem a Escola em horários diferentes, tenham seu espaço em casa para estudar, UM só aparelho de TV e um só computador - NA SALA, e horários para cada um utilizá-los.
Não sei como é a família, quais os valores, hábitos, as virtudes e o exemplo dos pais e familiares, mas sem duvida, cada item destes tem um peso grande no convívio dos filhos.
Brigarem entre si não é tão estranho, mas se “brigam de se bater" como disse, quem sabe estão por demais diante da TV e computador, videogames...?
Esportes coletivos ajudam muito a utilização saudável da energia, esta a razão de uma das minhas perguntas. Se os praticam excessivamente, deixam de ser saudáveis...
Pode voltar a falar comigo se não respondi o que desejava, ok?
Atenciosamente, Mannoun

Viajando com Namorado
2 - R. C. diz: Dra. minha filha tem 17 anos e quer fazer uma viagem junto com o namorado para Porto Seguro. Ela diz que não tem problema porque vão os pais dele. Será que devo deixar?

RESP:Cara senhora R.C.
Os pais conhecem bem a família do namorado ? Este é um fator chave, porque os valores familiares podem não ser os mesmos, e aquilo que em sua família é fundamental pode não o ser na do outro, se não os conhecem muito bem nem convivem com eles. Converse serenamente com sua filha, abra seu coração e diga o que sinceramente deseja para ela, uma pedra preciosa, criada com todo amor e carinho e que a senhora não desejaria ver considerada uma pedrinha vulgar....
Se a senhora me questiona, é porque no fundo, teme por sua filha e lhe dou TOTAL razão! Oportunidades de conhecer lugares existirão sempre e quem sabe a senhora e sua família também poderão ir a Porto Seguro agora ou mais tarde e então o namorado da filha iria com vocês? Sua pergunta é muito pessoal para que alguém de fora, sem conhecê-la e à sua filha, diga SIM ou NÃO... O que penso a respeito, creio ter deixado claro. Pode voltar a falar comigo quando desejar, ok ? Um abraço e boa sorte! Mannoun

Crescimento após menstruação

3 – A. diz: Minha filha tem 13 anos com altura de 1.44 e idade óssea de 11 anos apos exames esta próxima para menstruar ainda pode crescer ?
RESP: Prezado A.
Pelo que relata, sua filha tem feito acompanhamento médico - é Pediatra, Médico de Adolescentes ou Endocrinologista que a atende?
Creio que a melhor resposta à sua pergunta é o próprio médico que conhece sua filha quem pode dar, porque vem seguindo suas tabelas de peso, altura, desenvolvimento.
Acrescento que mesmo depois de menstruar as meninas ainda crescem, embora em ritmo mais lento. Desde agora importa muito que ela tenha horários para dormir, levantar, alimentar-se, estudar, praticar esportes- ou seja, uma vida saudável e disciplinada. Acredito que seu médico assistente certamente a terá orientado quanto a estas minhas observações.
Fico às suas ordens para maiores esclarecimentos se desejar.
Atenciosamente, Mannoun

Tuesday, June 8, 2010

Namorados juntos

Por Rafael Carneiro da Rocha

O dia dos namorados está chegando. Neste dia, espera-se que os casais fiquem juntos. Existem caminhos sensatos para que o estar junto dos namorados seja bom. Por outro lado, pode ser ruim que os namorados fiquem juntos do mesmo modo que os casais compromissados pelo matrimônio.

Às vezes, nos primeiros momentos de paixão desordenada, os jovens simplesmente se “internam”, passando horas muito prolongadas no mesmo quarto, como se estivessem em plena lua de mel. Nesse sentido, o estar junto é problemático. Queima-se uma bela etapa antes que ela seja devidamente cultivada e sacramentada. Em relação à sexualidade, manter a distância na fase do namoro é algo que soa como uma regra clara.

Porém, em outros aspectos do estar junto, parece não haver muitas regras, o que exige bastante paciência e compreensão por parte dos namorados. Em alguns casos, os namorados não passam muito tempo juntos. No caso do matrimônio, a distância entre cônjuges não é boa, mas em relação ao namoro, não podemos dizer se é algo que pode enriquecer ou prejudicar a convivência.

Existem namoros à distância. Existem namoros rigidamente supervisionados pelos pais. Existem namoros onde cada um é mais atarefado do que o outro. Nesses casos sem fórmulas certinhas do que é bom ou não é, os namorados que não passam muito tempo juntos precisam criar suas próprias regras de convivência e ter muito claro de que os problemas do distanciamento não podem ser soberanos.

Se a vontade dos namorados é a de que tudo dê certo, os problemas são contornados, ainda que com muita dificuldade. Aliás, é preciso sempre se lembrar dessa vontade. Perguntar a si mesmo se você quer que “dê certo” é o primeiro sinal de que o namoro está sendo bem cuidado. Por isso, desejo a todos os namorados que tenham consigo a resposta “sim” àquela pergunta. No mais, Deus sabe o que faz.

Friday, June 4, 2010

Amar com sabedoria - escapando de uma fria

Por Liana e Maria Teresa

"Hoje, não acredito muito nos 'opostos se atraem'.
Porque sempre uma parte vai ceder muito e se adaptar demais. E sempre esta é a parte mais insatisfeita.
Acredito mais em quem tem interesses em comum. Se você adora dançar forró
, melhor namorar quem também adore; se voce gosta de cultura italiana, melhor alguém que também goste. Frequentar lugares que você prefere ajuda a encontrar pessoas com interesses parecidos com os seus. A extrovertida e o caretão anti -social é complicado, e depois entra naquela questão de "um querer mudar o outro", ui! Pessoas mudam quando querem. E porque querem. E pronto. E demora! "

Esse trecho é parte de uma mensagem mais extensa sobre namoro e casamento. Achamos interessante o fato de discordar do clichê de que os opostos se atraem. Na verdade, isto acontece, pois procuramos no outro detalhes que nos completem, que não fazem parte da nossa personalidade, mas que gostaríamos de ter. E assim é, em parte. Porém, duas pessoas não podem ser tão diferentes que entrem em choque à medida que a convivência se torne mais íntima.

Como diz o texto, não vai dar certo se um for caseiro, não gostar de boêmia, preferir programas mais caseiros, e o outro for da "balada", festeiro, acostumado ao barulho e à noite trepidante. Sempre se tem que ceder para viver em harmonia, mas há um limite para que as concessões não se tornem regra e tragam frustração constante.

A diversidade entre as pessoas que convivem, dentro e fora do casamento, só as enriquece e torna mais tolerantes. Todavia, podem acontecer diferenças inconciliáveis que, nos primeiros tempos, cegos pela paixão, não se consiga vislumbrar. Parece que tudo vai se entrosar, "casando melhora". Terrível engano. O casal deve melhorar, sim, com o incentivo mútuo, mas em um processo de livre vontade, não de pressão.

É fundamental que o namoro seja a fase de descobrir o outro com sinceridade de intenções e espírito corajoso, para que, se necessário for, o rompimento aconteça nesse estágio, e não depois do casamento. Quem concebe o matrimônio como um sacramento, senão, mesmo não tendo tal crença, como um compromisso para a vida toda, não pode se apoiar só na emoção, que ilude jovens e menos jovens.

Uma coisa difícil de superar, e que todos acham que vão conseguir, é aguentar a família do outro se esta apresentar problemas sérios, como desonestidade, intromissão, fofoca, valores morais deturpados. Tais aspectos poderão causar problemas intransponíveis no futuro, sendo muitas vezes causa de separação.

O amor é cego, mas só no começo. Depois ele passa a usar lentes de aumento para aspectos que antes pareciam atrativos. As grandes diferenças, que no momento da cegueira ficaram quase invisíveis, tornam-se montanhas, como no caso de um estar intelectual ou profissionalmente abaixo do outro, e não querer progredir. A atual competitividade da mulher, que lhe toma tempo da família e que pode levá-la a ascender no trabalho e no salário, se o homem não acompanha esse crescimento, ou se isso não lhe agrada, também pode ser fator de distanciamento fatal para o par.

Usem a lente do amor sempre, mas preparem o caminho com sabedoria.

Monday, May 17, 2010

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 42)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.

Jovens valorizam mais os amigos?
1 – O. A. S. diz: Dra, já leio faz algum tempo suas respostas neste blog,e gosto muito, gostaria de saber quando, em que época o adolescente começa a valorizar mais os amigos do que a família? E o que podemos fazer a respeito disso. Isso tem a ver com a idade, com a adolescência ou é produto da época em que vivemos? A mudança hormonal produz algum efeito no modo de ver as pessoas com que sempre conviveram?

RESP: Cara O.A.S .Em geral os adolescentes começam a buscar mais os amigos que a família em torno dos 14,15 anos.Faz parte de uma Adolescência normal, porque as pessoas necessitam exercitar sua personalidade, conhecer-se mais, trocar experiências entre seus iguais. Isto é importante para eles e para os familiares também, pois é quando se começa a perceber como estão elaborando em suas vidas os valores e virtudes aprendidos na família.
O melhor é que os pais tenham formado um bom grupo de amigos e convivam com famílias amigas porque entre elas os filhos escolherão seus amigos também.
A mudança hormonal influi no modo de ser, na expressão do temperamento e nos comportamentos.
Se desejar mais informações, estou às ordens. Um abraço da Mannoun

Namoro aos 13 anos
2 - A. diz: O que devo dizer a minha filha de 13 anos que esta namorando? Que providências devo tomar? Devo falar diretamente sobre sexo no namoro ou ainda é cedo?

RESP: Olá, A.
A formação dos filhos inclui desde sempre a orientação sexual, como é a personalidade feminina, a masculina, modos de ser, pensar e agir.
Converse com sua filha com muito carinho explicando que deveria esperar um pouco mais para namorar. Está na idade de sair em grupo, conhecer e conviver com rapazes e moças de sua faixa de idade para formar amigos e depois então selecionar o seu namorado. Namorar nesta idade isola a Adolescente do convívio natural com os outros e não ajuda muito na formação da personalidade que começa a desabrochar.
Fale com ela o que é o Amor, explicando a beleza de uma vida vivida em plenitude dia a dia, sem pressas, sem aflição nem ansiedade. Para tudo há um tempo e o tempo do namora virá.
Não se aflija com as “providências a serem tomadas”. Se entendo bem, sua preocupação é quanto à atividade sexual, gravidez, doenças sexualmente transmissíveis... Fale claramente e mostre uma visão positiva da sexualidade, enfatizando o valor da castidade, da pureza, da beleza de saber esperar! As mães sabem falar de coração a coração. Peça para ela esperar e creio que todos ganharão! Fico às suas ordens, Mannoun

A importância dos limites

3 - L. diz: Tenho ouvido muito falar em limites aos filhos.Porquê os limites são tão importantes na educação dos nossos filhos? E porque sentimos tanta dificuldade em dá-los? Meus filhos ainda estão com 9 e 1 ano e já estou sofrendo por conta disso. Agradeço sua resposta L.

RESP:Olá, L. !
Os limites fazem parte de nossa vida, pois nos ensinam até onde devemos e podemos ir e onde começam os direitos alheios.
O NÃO é uma forma de limite que hoje se vive pouco na educação por um mal entendido direito a tudo. Crianças que escutam poucas vezes o NÃO ou que jamais são orientadas a respeitar o alheio, a esperar e que tem todas as vontades atendidas- às vezes até mesmo antes de manifestarem - tornam-se voluntariosas, impertinentes, insatisfeitas, mal humoradas e de difícil convivência...
Concordo plenamente que é tarefa difícil colocar limites na educação porque para nós é mais fácil e mais cômodo concordar com tudo ...deixar para lá...ou pensar " a vida ensinará "...
Garanto-lhe, porém que VALE A PENA! Ensinar que temos limites garante aos filhos uma vida equilibrada e saudável!
Sugiro que leia um pequeno livrinho que escrevi e que se chama “Gastando tempo com os filhos" da Editora Quadrante, São Paulo. Pode solicitar pela internet.
Penso que pode ajuda´-la ! Um abraço da Mannoun

Tuesday, March 23, 2010

Namorados desconfiados terminam relacionamentos

Texto de Rafael Carneiro Rocha

Eu costumava discordar de um consolo comum aos ouvidos entristecidos dos apaixonados: "Deixe disso. Namoros existem para terminar". No meu entendimento, tratava-se de um conformismo cínico à falta de solidez dos relacionamentos modernos. Porém, hoje eu sei que aquela declaração pontua uma verdade: "Namoros existem para terminar" e é bom que concordemos com isto.

Aliás, é preciso que sejamos firmes e radicais nesta convicção: namoros tem prazo de validade. Eu não concordo com os conformistas porque lhes falta radicalismo. Eles acreditam apenas na separação. Porém, um bom radical, aquele que acredita que os namoros devem terminar, conhece as artimanhas do mundo e sabe que o matrimônio é uma outra possibilidade para o fim inexorável dos namoros.

Nenhum namoro que se encerra é um fracasso. Todos os namoros se encerram e a separação também pode ser benéfica. O matrimônio demanda muita responsabilidade e se o casal de namorados tiver dúvidas, a separação é o melhor caminho. Aliás, depois de um certo tempo de namoro, onde o casal já se conhece bem, o mero fato de existir a dúvida "caso ou não caso" com ele(a), no meu entendimento, já é sinal de que os dois podem, cada um, seguir o seu caminho.

Assim como eu defendo a beleza do fim de namoro, eu defendo também a suspeita. Penso que todos os namoros devem começar a partir de uma suspeita mútua entre o casal. Um deve desconfiar seriamente do outro. Uma boa suspeita não indica uma resposta fácil, mas no caso do namoro sua motivação é nobre. Se os namorados suspeitam de que aquela outra metade, até então uma amizade especial, pode ser um inteiro no futuro, que eles namorem. Se existe uma desconfiança de que namorar aquela pessoa pode revelar um matrimônio, que o risco seja assumido.

Namorar com desconfiança e namorar sabendo que tudo aquilo vai terminar é bom. O problema dos cínicos e dos pessimistas é que lhes falta uma visão integral da realidade. A suspeita dos namorados e um término de relacionamento podem, inclusive, ser um caminho de santidade. Namorados desconfiados terminam relacionamentos. Alguns, vejam só, conseguem até se casar por causa disso.

Friday, March 19, 2010

Uma ajuda para a sorte – achando um bom marido.

Lendo um artigo hoje, gostei de alguns pontos e como não foi do contexto geral, vou apenas colocar as coisas que realmente acho que fazem a diferença. O que o texto diz nada mais é do que uma conclusão obvia do que as pessoas mais antigas já diziam; só que usando expressões modernas.

Nós aqui como nos preocupamos com a família vamos ressaltar o que de fato pode ajudar a uma moça a conseguir achar o seu par ideal, seu futuro marido, talvez, mantendo as devidas proporções sirva também para os homens arrumarem uma boa esposa. Para se ter uma bela família devemos nos esmerar em ter um belo casal.


1 - Fazer uma lista com as principais coisas que você quer que seu futuro marido tenha - opte por qualidades realmente importantes, como: Temperamento, religião, educação, tipo físico. Que não seja muito grande a lista, no máximo 10 itens.

2 – Em seguida preparar um plano para agir – ninguém encontra a sua”cara metade” em casa. É preciso sair pelo menos 1 vez por semana e escolher eventos que se encaixem no perfil do possível candidato. Quanto a este item, já ouvi muito meu marido dizer que não é em lugares bagunçados que as meninas vão encontrar maridos bons. Então, mãos a obras: Caso o objetivo seja médicos, por exemplo, vá a bares próximos a congressos, ou ir a lançamento de livros se busca um intelectual, o negócio é dar chance a sorte.

3 – Cuidar bem da aparência – Homens gostam de mulheres bonitas, bem arrumadas, cabelos tratados, boa pele. Não é para ser nenjum modelo, mas é bom cuidar bem da aparência.

4 – Sorrir sempre será uma boa arma – portanto uma jovem sorridente, atenta e cara alegre já é um bom caminho para agradar a sua conquista. Mas por favor, sem risadas escandalosas. Normal, natural.

5 – Sair sozinha – também é uma boa opção, muitas moças juntas as vezes ofuscam e não permitem o acesso de um rapaz interessado.

6 – Depois de tudo bem planejado e executado, se o namorado não falar alguma coisa que seja sobre casamento, no período de um ano, saia fora. Isto mostra claramente se ele esta interessado em compromisso sério ou não. E não estando, mostra que não é o homem certo para você.

Monday, March 1, 2010

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 31)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.

Relação entre adolescentes
1 - D. D. diz: Dra gostaria de uma orientação, tenho uma filha de 15 anos e ela acabou de me contar que dormiu com o namorado, o que eu devo fazer agora, que tudo já foi consumado? Como orientá-la para agir daqui pra frente. Em que médico devo levá-la? Agradeço sua ajuda

RESP: Sra. D. D. Antes de responder sua pergunta, gostaria de conhecer mais detalhes sobre sua família, os valores que vivem, quantos filhos vocês tem, se a senhora trabalha fora ou se está sempre em casa. Isto porque sempre é importante ter maiores informações para uma resposta mais específica, mas em principio, sua filha parece confiar muito na senhora pelo fato de contar - aos 15 anos - que dormiu com o namorado, o que não é habitual.
Até onde chegou o relacionamento deles? Ela contou por confiar na senhora ou porque deseja causar impacto e chamar a atenção? Como é seu comportamento de um modo geral?
Veja que faço muitas perguntas, mas sempre que possível, devemos conhecer as pessoas para dar uma melhor orientação.
Procure conversar mais com ela e saber detalhes:- como foi, porque aconteceu, onde. Vocês conhecem o namorado dela e concordam com o namoro?
Antes de levá-la a um médico, mostre-lhe que não é pelo fato de ter acontecido uma vez que necessariamente ela deva dormir com o namorado de agora em diante. Fale do verdadeiro AMOR que sabe esperar, que necessita compromisso, que respeita o outro e não “usa” nem se deixa ser utilizado como coisa .
Como é que, na família, se encara o relacionamento sexual entre adolescentes ou entre pessoas fora do matrimônio? A sexualidade humana é muito bela para que consintamos em vê-la tratada – (tão maltratada...! ) como acontece atualmente nos meios de comunicação e lamentavelmente em muitos lares. Novelas como malhação, viver a vida e outras, apresentam cenas de libertinagem confundida com “naturalidade “e pais e filhos assistem passivos, sem que se aponte para os jovens o verdadeiro valor e dignidade do ser humano que não é um animal! A pressão sobre os jovens é muito grande e é necessária muita fortaleza e orientação para que saibam dizer NÃO e PORQUE NÃO. Cabe aos pais o dever de mostrar caminhos e, sobretudo, dar o exemplo com sua própria vida.
Conhecem bem o namorado da sua filha? Procurem saber se ele já teve outras experiências sexuais e então sim, ambos deverão ir a um médico e fazer exames para pesquisar doenças sexualmente transmissíveis e AIDS. Neste caso, é muito importante que o médico seja amigo da família, que os conheça e seja alguém que não julgue “normal” o relacionamento sexual de jovens na idade de sua filha, senão tudo continuará na mesma... Serão apenas consultados, mas não orientados para a verdadeira e saudável sexualidade humana.
Fale com sua filha de coração a coração. As mães têm o dom especial de chegar com carinho e firmeza aos corações dos filhos, mostrando o que é certo e o que a senhora espera dela. Que ela tenha muitos amigos, tenha um sentido para a sua vida e seu viver,que faça esporte,tenha gosto para dedicar um tempo às artes, aos estudos, passeie e não se prenda tão cedo a um namoro, que sempre exigirá exclusividade e intimidade crescentes...
Perdoe a extensão da resposta, mas fico às ordens se desejar mais esclarecimentos.
Atenciosamente, Mannoun

Tom de voz
2 - N. M. diz: Dra como educar o tom de voz de uma adolescente ? Estou ficando louco com os gritos da minha filha e também quando se junta com as amigas.

RESP:Caro Sr N.M. Os especialistas ensinam que as novas gerações estão ficando surdas com o excesso de ruido de que estamos cercados. Sugiro que faça primeiro uma avaliação de audição de sua filha com um Otorrinolarigologista. Ela não irá aceitar em princípio mas perceberá seu interesse sincero por ela e as duvidas ficarão esclarecidas. Depois veja se ela aceita ter aulas de canto para colocar a voz no diapasão necessário. Não brigue nem reclame - aja- e ela perceberá que teve a atenção de que talvez necessitasse e acabará por ajudar também às amigas
Boa sorte ! Às suas ordens, Mannoun

Não quer estudar!
3 – C. S. S. diz: Dra Minha filha tem 17 anos e não quer estudar, vive achando que tem tempo e chega no final do ano esta sempre pendurada em várias matérias. Este ano ela esta no 2º ano do ensino médio e já começou na malandragem. O que me sugere fazer? Ela só quer ficar de papo pro ar sem fazer nada em casa e nem na escola. Será que devo pedir ajuda a escola? Somos de Jundiaí e aqui estamos com muitos casos de jovens envolvidos com drogas. Como saber o que esta acontecendo com a filha?

RESP: Sra. C.S.S. Sua filha tem amigos? Pratica esportes? Quais as tarefas que deve fazer em casa? Mesmo que ela não queira, solicite ajuda em pequenas atividades. Por e tirar a mesa, por exemplo, lavar a louça do café da manhã ou do lanche, fazer algum curso de que ela goste - aliás, quais são os seus gostos e habilidades? Comece por aí e devagar ela irá despertando para a necessidade de estudar. Descubram se gosta de ler, de participar de grupo teatral, pintura, desenho, artes, cerâmica...
Jundiaí é um grande centro e deve haver muita atividade de que os jovens gostem...
Quanto às drogas, fiquem atentos se há mudanças no comportamento dia a dia. Estar ocupados sempre foi e será ótimo para tudo...
Boa sorte e fico às suas ordens caso não tenha respondido à altura, Mannoun

Monday, November 30, 2009

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 23)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.

Namoro por interesse?
1 - C. L. diz: Dra o namoro da minha filha esta causando muitas brigas na família. Meu marido não gosta do rapaz, diz que ele é confiado, cara de pau e oportunista. Temos uma boa situação financeira e só esta filha, temos medo de que o rapaz só esteja de olho no dinheiro e bens. O que sugere que façamos para demovê-la desta idéia de namorar este rapaz. Ela tem 17 anos e ele 23. Ele nem trabalha e ainda esta fazendo o primeiro ano de uma faculdade mixuruca. Eu pessoalmente acho que o rapaz não é bom, mas não acho oportunista, acho sim, um cara sem muitos desejos de melhorar na vida. Muito desleixado. Obrigada desde já.
RESP: Cara Sra. C.L. Sua filha tem amigas? Convive com elas ou devido ao namora, afastaram-se? Faz esportes, estuda, viaja com os pais?
Com relação ao namoro, penso que já devem ter conversado bastante com ela e o momento agora é de silenciar. Não imaginem as pretensões do rapaz- a imaginação é traiçoeira e pode obscurecer uma observação menos apaixonada e mais real.
Acalmem-se e silenciem por algum tempo, apenas observando, esforçando-se por ser simpáticos ao rapaz, convidando os dois para saírem com vocês e assim poderem avaliar sua reações,quando estão juntos, como se comportam à mesa, como se relacionam com estranhos. Isto porque se vocês enquanto pais insistem em falar com a filha apenas o negativo do namorado e que não gostam dele, só reforçarão a posição radical dela a favor dele e contra vocês.
Se tentarem não falar, não fazer comentários deixando que ela mesma reflita, pode ser que espontaneamente ela pondere o que já foi falado pelos pais e se decida por aguardar um tempo antes de namorar.
Por outro lado, esforcem-se por abrir os horizontes do rapaz, acenando com cursos paralelos, oportunidades de estágio dentro do curso que faz, querendo ser simpáticos e acolhedores, sem pré-julgamentos.
Sobretudo, se tem uma Religião, rezem. A oração dos pais pelos filhos é sempre muito preciosa!
Estejam serenos, não dêem ao fato um caráter se drama- afinal ela é uma adolescente, filha única e certamente quer ser sempre o centro das atenções da família, mesmo que seja por algo que desagrade os pais... Um abraço e pode voltar a falar comigo se desejar. Mannoun

Falta de educação ou doença?
2 – A. diz: Dra Mannoun, gostaria de uma resposta sobre filha adolescente que enfrenta mãe, com palavras muito grosseiras e uma atitude totalmente hostil. Estou no meu limite e tudo o que eu diga gera brigas de proporções gigantescas. Já a levei ao psicólogo, psiquiatra, pediatra, e nenhum achou nada grave nela. E agora ela se nega a ir a qualquer médico. Preciso de uma luz, para agir ou para deixar tudo de lado. Agradeço sua atenção.

RESP: Olá, A. Desarme-se e não considere doença em sua filha o que é - a meu ver- conseqüência de falha educacional. Não sei a idade dela, mas a mãe necessita resgatar sua autoridade, calando-se, não discutindo nem respondendo às agressões. Silenciar - sem lágrimas ou ares de sofrimento- é sempre mostrar que não se está disposto a altercações, ao menos naquele momento. O pai não deve interferir ao presenciar cenas como as que me descrevem na pergunta, porque esta atitude só reforça o fato (diante da filha) de que a mãe não é capaz de se impor. O assunto entre mãe e filha deve ser resolvido entre elas. Sua filha deve praticar esportes, especialmente coletivos, para que aprenda a conviver, socializar-se, comunicar-se de forma saudável, utilizando na prática esportiva, as energias gastas com a agressividade. A mãe poderia procurar uma ajuda psicológica para saber como lidar a filha - que acham? Se não respondi satisfatoriamente, continuo às ordens. Atenciosamente, Mannoun

Colégio interno resolve problema de educação?
3 – M. da G. diz: Dra Mannoun, Eu vi que já há uma pergunta sobre isto, mas também é meu problema. Moro em Ribeirão Preto e minha filha de 15 anos me trata com uma agressividade muito grande. Chama-me de burra, de anta, diz que eu sou uma parasita porque não trabalho e sou dona de casa, etc. Eu me formei em medicina na USP de Ribeirão Preto, cheguei a completar a residência em cirurgia geral, mas como tivemos seis filhos (ela é a quinta) eu me dediquei ao lar e não exerci minha carreira de médica a não ser esporadicamente. Ultimamente estas agressões me fazem chorar porque é muito duro ouvir uma filha a quem amamos como mãe dizer estas coisas. Meu marido acha que deveríamos procurar um colégio interno para colocá-la até os 18 anos, eu a princípio resisti, mas estou inclinada a fazer isto. A senhora conhece alguma instituição assim?
RESP: Cara M. da G., nada de chorar, por favor! Aos 15 anos sua filha se agride a si mesma, e se usa esse palavreado, agora que está na idade de se identificar com a figura materna, pode ser que imagine não conseguir chegar aonde a senhora chegou, e não concorde em que tenha espontaneamente abdicado da profissão e do prestigio que dali poderia advir, em prol de construir uma família...
Não responda, peça ao pai que não interfira, fique silenciosa, não chore- por favor! Esta atitude só trará mais sofrimento para ambas e diminuirá sua autoridade...
Saia de perto à hora das agressões. Vá ao banheiro, saia de casa, vá para outro local- deixe-a falando sozinha para que o eco de suas palavras a ajude a refletir...
Colégio interno não é a solução. Em casa é que ela deve estar embora incomode, pois pode ser que seja exatamente o que ela deseje - mostrar o quanto suas atitudes determinam respostas dos familiares e que no fundo, ela é quem manda ou comanda... Recomendo esportes coletivos, sugeridos por alguém que tenha influência sobre ela. O contato com outras pessoas, o gasto saudável de energias, ou quem sabe, daqui algum tempo (não agora) um intercâmbio cultural?
Volte a exercer a medicina, caso lhe seja possível, num trabalho voluntário ou numa creche ou junto a idosos. Isto lhe fará muito bem e - sem dúvida- beneficiará a muitos!
Pode voltar a falar comigo. Continuo às ordens! Um abraço, Mannoun

Não quer ir a escola
4 - I. B. diz: Boa tarde.tenho uma filha de 13 anos estou passando uma face difícil com ela não quer ir pra escola mais já saiu de casa 3 vezes não sei como lidar com essa situação mais estou precisando muito de ajuda sou separada do pai dela ele não me ajuda pq moro no rio de janeiro ele mora em outro estado me ajude por favor.

RESP: Cara I.B. sua filha é única? Vocês têm familiares com que ela se entenda bem?
Quando ela saiu de casa, como foi que retornou? Alguém foi buscá-la ou voltou por conta própria? Contou onde esteve e com quem?
Estas questões são muito importantes porque sua atitude vai depender das respostas que puder dar.
Sugiro que procure um Serviço Público - conhece o NESA, um Serviço de atendimento ao Adolescente no Hospital da UERJ, no Maracanã ? Ali você pode ser atendida e expor a situação, pois há um Serviço de atendimento completo, com Assistente Social, Psicólogos, Médicos que lhe darão toda uma orientação. Como ela já saiu de casa por 3 vezes, necessitará um bom exame médico, exames de sangue, pesquisa de infecções, inclusive Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS, o que pode ser feito lá mesmo. Além disso, não querendo mais ir a Escola, o Conselho Tutelar deve ser informado porque a responsabilidade devido ao fato dela ter 13 anos é totalmente da mãe, uma vez que os pais são separados e ela está em sua companhia.
Não pense, por favor, que estou fazendo terrorismo- situações como a que me relata estão acontecendo - infelizmente! Com bastante freqüência e este é o caminho que adotamos nos atendimentos.
É preciso agir com a maior rapidez, até porque é isto que os Adolescentes esperam de nós, sem dramas, sem lágrimas, sem reclamações ou vitimismos, mas com carinho e firmeza- ATITUDES!
Geralmente dá certo e pais e filhos se acalmam, refletem, voltam a se entender porque são acompanhados por Profissionais que querem ajudar e tem preparo técnico para o fazer .
Fico às suas ordens caso queria voltar a falar comigo. ok ? Um abraço, Mannoun