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Wednesday, August 8, 2012

Recebendo os amigos com carinho


É muito bom recebermos amigos em casa e estreitar mais ainda os laços de amizade entre as famílias.Porém, muitas vezes não temos ideia do que fazer ou de como criar um momento agradável para nossos convidados. Assim sendo, lembrei-me de um casal,  grandes amigos que sempre nos convidam para uma visita e nos fazem coisas deliciosas.

Estes dias fomos a casa deles para uma noite de pizzas, foi genial! Nosso amigo preparou tudo, um excelente pizzaiolo, fez vários tipos de pizza, com massa bem fininha e crocante, servindo tudo com vinho, um Prosecco,  italiano, para as pizzas de camarão e de salmão, e vinho tinto, Cabernet Sauvignon, chileno,  para as outras pizzas. E o carinho da nossa amiga estava presente na linda mesa que arrumou para nós.

Além da comida deliciosa, tivemos uma noite muito agradável, com conversas alegres e pudemos colocar nossos assuntos em dia. Falando dos filhos, dos sonhos, das viagens, e de todas as nossas atividades familiares e de trabalho. A noite passou rápido, tamanha foi a nossa diversão.

Este mesmo casal já nos proporcionou outras ocasiões bem alegres e passo aqui algumas das ideias que tiveram:

Noite de comidinhas – tudo em pequenas porções e pequenos pratinhos – arroz marroquino, barquetinhas recheadas, espetinhos de salmão e abacaxi, e muitos outros quitutes, tudo em copinhos pequeninos ou espetinhos descartáveis. Além de ficar bonito e prático é fácil de servir e de comer. Agradando a todos os paladares. Tendo como sobremesa pequeninas mouses de chocolate meio amargo.

Queijos  e vinhos – com queijos como: gouda, gorgonzola, brie, provolone, parmezão ; frios e vários tipos de pães, com vinho  tanto o tinto como o branco, podem ser bem apreciados nesta ocasião. Aqui vale lembrar o quanto é delicado levarmos algo para os anfitriões, como um bom vinho ou uma sobremesa ou até flores.

Noite alemã – Servindo tudo numa belíssima mesa, muito bem arrumada, comidas típicas alemãs, como salsichas de vários tipos, chucrute, kassler (costeletas de porco defumadas), batatas à moda alemã e um purê de maçã. A sobremesa, um strudel delicioso.

Podemos criar ocasiões deste tipo ou o que mais a nossa imaginação puder para receber nossos amigos em casa. Com carinho e mostrando o quanto são importantes para nós, com a maneira de tratá-los. 

Uma dica a mais: colocar um bico de metal na garrafa do vinho, é bom para servir e ao mesmo tempo facilita não pingar vinho na toalha limpinha.

Friday, July 27, 2012

Amigo não nasce pronto

Por Maria Teresa Serman

No começo da vida de uma criança, é preciso que os pais e seus cuidadores, babás, avós, parentes, lhe ensinem a se socializar. Isso inclui as "palavrinhas mágicas", desde que aprende a falar, e a ceder um brinquedo ou como pedir emprestado o do amigo. Respeitar o outro, até chegar a amá-lo , é um caminho em que os pequenos devem ser levados por mãos carinhosas mas firmes, pois o ser humano, por mais doce que seja o seu temperamento, conserva o egocentrismo sempre latente, pronto para dominá-lo. É a luta de uma vida, que, se iniciada bem cedo, facilita o relacionamento desses pequenos seres com o mundo, tornando-os aptos para reconhecer o próximo como alguém criado a mesma imagem e semelhança de Deus que eles.

"Quem encontra um amigo encontra um tesouro", diz a Bíblia. Esse "encontro" pressupõe atitudes fraternas de ambas as partes, embora, em certas épocas, uns deem mais de si do que os outros, é normal. Depois a balança se equilibra. Importante também é esclarecer que alguns colegas podem se tornar amigos às vezes para toda a vida, mas nem todos, por afinidade ou circunstâncias. E, de novo o nosso "mantra": não adianta querer que seus(suas)  filhos(as) sejam sociáveis se você é fechado em si mesmo e se nega a uma convivência generosa e aberta, porque o exemplo de amizade fiel dos pais mostra naturalmente como é importante conservar as próprias.

Porém, cuidado. Não se pode transformar uma criança introvertida e até tímida em estrela da festa. Não force, incentive. Se ela ou ele demonstra algumas preferências, chame estes para sua casa, onde se sentirão mais à vontade, ou leve-os para passear, deixando que eles escolham quem preferem convidar, desde que com a sua aprovação. Não os ensinem a julgar as pessoas, mas a perceber aqueles que têm valores em comum com sua família.

Há fases distintas nessa aprendizagem: até os 3 anos, os pequerruchos são bastante centrados em si mesmo, e não gostam de ceder fácil e compartilhar espaço e bens pessoais. É a hora de evitar birras e choros e convencê-los a dividir, enfatizando a alegria que brincar em conjunto traz.  Na idade escolar, a percepção dos grupos sociais é bem clara já, e a tendência são os "clubes do Bolinha e da Luluzinha". Então vamos incentivar a negociação e a argumentação, que, novamente, começa em casa. Um erro que traz consequências graves para a vida adulta é os pais darem sempre razão aos seus filhos, não admitirem que eles sejam contrariados e que os professores, principalmente, os corrijam. Isso nada mais é que projetar sua soberba nos filhos, como se eles fossem prorrogações suas, e não indivíduos. O resultado é o que vemos por aí com lamentável frequência: pessoas egoístas, que não reconhecem seus defeitos e que, portanto, não tentam melhorar, sempre com a ideia errônea de que "eu sou assim, tem que me aturar".

Se os tímidos se recusarem a conviver, ou ficarem ansiosos com as tentativas familiares de interação, é o momento de procurar apoio ou ajuda de um profissional competente, evitando assim problemas futuros, mais difíceis de resolver. Não tenham medo de levar as crianças e jovens a psicólogos, neurologista e psiquiatras. O conceito de que só "malucos" necessitam dessa assistência está completamente obsoleto, além de sempre ter sido uma visão preconceituosa e ignorante. A saúde familiar depende muito dos relacionamentos de amizade externos também, pois esses se projetarão no amor e companheirismo de que um lar necessita.

Monday, February 20, 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 128)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.


1 - A.M. diz: Dra como devo agir com meu filho de 15 anos que não sabe fazer amigos e é muito fechado. Ele é um ótimo aluno, estudioso e inteligente. Os colegas só o procuram para tirar dúvidas. Vejo que este relacionamento nada social dele, acaba deixando-o muito mais fechado.

RESP: Cara Sra.A.M.
Seu filho é único ou tem irmãos? Vocês tem famílias amigas com quem se relacionam? Quando há famílias amigas que convivem e fazem programas comuns, saem e viajam juntos, fazem visitas uns aos outros, é mais fácil que os filhos também se relacionem e formem amizades.
Procurem agir assim e também incentivem seu filho a praticar algum esporte coletivo, em clubes ou na escola, participar de agremiações escolares, de grupo de jovens da Igreja, fazer trabalho de voluntariado...
Há um campo tão vasto de escolhas e os jovens são muito generosos quando solicitados e incentivados!
Não tenham “peninha” dele, quer dizer, não fiquem falando muito no seu isolamento, procurem conhecer seus gostos e aptidões, quais as suas habilidades, tendências. Conheçam mais de perto os colegas que o procuram para tirar dúvidas escolares, conversem com eles, ofereçam um lanchinho agradável para descontrair e sugiram (sem que ele o perceba) que aqueles mais chegados o chamem para outras atividades...
Se nenhuma destas sugestões funcionar, perguntem se ele deseja uma ajuda psicológica para aprender a se relacionar melhor. Quem sabe valerá a pena?
Fico a seu dispor, Mannoun

Thursday, January 19, 2012

O valor de um amigo.

Quando sabemos que temos um amigo de verdade? Ou se somos amigos do outro verdadeiramente? Quando nossa amizade é comprovada com ações em concreto. Isso é o que ensinamos aos nossos filhos.

Um amigo sincero não mede esforços para ajudar, estar presente nas horas boas e nas difíceis. Ajuda o outro a crescer, mesmo que ele próprio não cresça. É doação, sem cobranças.

Difícil ser amigo, e difícil ter amigo.

Uma pessoa que se diz amiga da outra, mas não é capaz de fazer um pequeno sacrifício pela outra, não é amigo no sentido real da palavra, é apenas um conhecido chegado. Alguém que aproveita boas ocasiões pra se divertir ou usar o outro, a seu prazer.

Nós adultos, já mais calejados pela vida, conseguimos distinguir mais rápido cada tipo de pessoa que fica perto de nós durante a nossa vida. Aqueles amigos fiéis, aqueles que tem grandes dificuldades , que precisam muito mais de nós e aqueles que são apenas aproveitadores da nossa amizade.

Quando somos muito crédulos, sofremos dobrado a desilusão com o aproveitador. No momento em que surge a tal dificuldade do nosso lado e este tal não corresponde ao esperado. Mas isso não nos impede de continuarmos mostrando a nossa amizade firme, apesar das controvérsias.

Aos nossos filhos devemos ensinar a serem amigos dos outros, sem esperar algo em troca, porque muitas vezes sofrerão a decepção de ver no outro apenas uma falsa amizade, mas que isso não os desanime. A sinceridade do seu sentimento e de suas ações, poderão um dia, quem sabe, transformar o outro.

Friday, December 10, 2010

A família vai bem?

Quantas vezes ouvimos esta pergunta de pessoas amigas ou parentes e sempre respondemos: tudo bem! Pergunta e resposta automática, sem reflexão de ambas as partes interessadas no assunto.

Quem pergunta, fala apenas por educação e quem responde sabe o quanto o outro não está de fato preocupado com seu bem estar. Uma grande pena!

As pessoas deveriam se preocupar mais umas com as outras e estarem de fato interessadas por saber do bem estar ou não do outro, com o objetivo de ajudar, ou de, ao menos, ser um ouvido amigo onde possamos desabafar algo que nos preocupe.

É claro que não é pra fazer do amigo um muro de lamentações, mas ser amigo compreende partilhar os bons e os maus momentos.

Tenho certeza de que os consultórios dos psicólogos estariam um pouco mais vazios se déssemos mais atenção aos amigos e aos parentes que estão tão sequiosos de ter com quem conversar.

A família vai bem quando todos numa família se preocupam uns com os outros e se amam de fato, cada um buscando fazer o melhor para o outro.

O marido ama a mulher quando vê nela sua companheira de todos os momentos, e a mulher também ama ao marido quando sente que põe todo seu empenho em agradar-lhe e fazê-lo feliz. Os filhos se sentem amados quando vêem o sacrifício de seus pais, dia após dia, para lhes dar a melhor educação e o máximo de carinho. Assim, cada um se sentirá plenamente amado, na medida em que se dá mais amor do que espera receber.

Vamos ser honestos conosco mesmos ao responder como vai a nossa família. E tentar sermos mais amigos e participantes da vida dos que nos são próximos também.

Thursday, October 28, 2010

Grandes alegrias - eternas recordações

Por Patrícia Carol

Convívio com amigos e familiares nos feriadões ou período de férias escolares, no sítio ou casa de praia, pode propiciar oportunidades de grandes alegrias e recordações para o resto da vida!

Muitas vezes não encontramos tempo para convivermos e nos divertirmos em família, diante do pouco espaço físico de que dispomos em apartamentos, muitos deles sem área comum de lazer, ou sem parques próximos ao nosso local de moradia. Ainda há outras circunstâncias, como o desencontro nos horários das refeições, nas atividades do lar e no trabalho fora dele, que nos roubam os momentos de descontração em família, na aproximação maior com vizinhos, as visitas a parentes que residem em outras cidades, e que ficam sempre na promessa de “um dia...” que acabam não se concretizando.

Daí, a "saída" ideal para a família poder juntar todo esse pessoal querido pode ser o convite acolhedor a algum bom vizinho com seus filhos, ou algum parente mais distante ou idoso sem outras alternativas de lazer, para que possam compartilhar conosco do descanso em um local na montanha ou à beira mar. Claro que não seria recomendável uma anfitriã receber muitas pessoas de uma só vez, ou por um tempo muito longo, pois ela já teria muitas atribuições durante esse tempo para receber a todos e ela mesma não poderia ter o seu descanso merecido.

Então, para haver uma coordenação eficiente, basta se fazer um cronograma de atividades interessantes, competições esportivas, brincadeiras de salão, delegar funções entre os grupos por idades, e por aí vai. E combinar os períodos em que se convidariam estes ou aqueles hóspedes, para que possamos dar-lhes a atenção devida, e também reservar alguma semana dentro do um mês das férias escolares, para que fiquem só os da própria família, pais e filhos, criando e aprofundando os laços de afeto e auto-conhecimento dentro do LAR LUMINOSO E ALEGRE!

Essa convivência propicia o conhecimento mais a fundo entre amigos de várias condições e idades, e já se soube de CASAMENTOS FELIZES que resultaram desse tipo de aproximação entre as famílias, em ambientes sadios! Quando se nota um “algo mais” no pedido de um filho ou uma filha, com insistência inusitada para que alguém seja convidado com maior freqüência para passarem um tempo maior juntos, pode ser sinal de que esteja se desenvolvendo um carinho especial, que os pais devem sabiamente incentivar, caso percebam que seria uma boa “aliança” para os filhos na vida adulta.

Tuesday, October 5, 2010

O prazer das cartas

Por Rafael Carneiro Rocha

Quem não gosta de receber cartas? Não falo de fatura do cartão de crédito, nem da correspondência impessoal do deputado que pede votos, mas daqueles manuscritos carinhosos que fazem os olhos dar risadas. Coisas escritas e lidas à mão, que faz o tato sonhar que aquele papel foi todo manuseado por alguém que te quer bem.

Muitos devem pensar que cartinhas sejam coisas de gente jovem (e talvez sejam, mesmo), mas absolutamente nada impede que casais que convivem juntos há décadas, vez ou outra, surpreendam a pessoa amada com uma carta deixada debaixo do travesseiro ou no porta-luvas do carro. Ou, quem sabe, até dentro do microondas?

Ninguém precisa ter vocação literária para enviar cartas. Às vezes, um bilhetinho inesperado, naquele papel recortado de forma improvisada de uma das folhas do cotidiano, apenas com a simples frase “eu te amo” pode desarmar um coração que se encontra dolorido.

Escrevam! Pode ser um escrito de várias e várias laudas digno de ser encadernado, ou podem ser duas frases num guardanapo. O que importa é que seu avô, sua filha, seu marido, sua namorada, seu pai, seu melhor amigo, seu irmão ou sua sobrinha podem gostar tanto das suas palavras que guardarão elas para sempre. No coração e na caixinha de sapatos que virou cofre de afetos no fundo do armário.

Saturday, July 17, 2010

O melhor amigo da criança

Não há dúvida de que o cão é uma excelente companhia para as crianças. Mas o importante é saber escolher bem a raça, para que possa de fato ser um bom companheiro, sem agredir a garotada...
Existem cães que são ótimos amigos e companheiros e fazem parte das histórias de muitos adultos que hoje já nem tem mais tempo para bichos em suas vidas.

Vejamos alguns que são bem dóceis e servem bem a seus donos:

Basset Hound -
é uma raça preguiçosa, não é de brincar muito e não suporta a solidão, aguenta o tranco de puxões de orelhas e rabo.

Beagle - meio teimoso, precisa aprender desde cedo as regras e limites da casa; deve-se tomar cuidado com a obesidade, um companheirão para todas as horas: gosta de brincar, passear, está pronto pra tudo.

Terrier - por seu focinho achatado, deve-se tomar muito cuidado com altas temperaturas, que podem até ser fatais, muito companheiro também, adora uma agitação. Muito brincalhões, fácil de cuidar, resistente, também faz a guarda da casa.

Cocker - ambos precisam de cuidados com a pelagem, sendo maiores no Americano, e têm tendência a obesidade, brincalhões e afetuosos.
Schnauzer miniatura - encrenqueiro com outros cães e um bocado latidores, brincalhões, não soltam muito pêlo e obedientes

Collie - exige muita dedicação do dono, devendo viver em ambientes amplos e com muito estímulo; possuem muita energia, uma super babá, além de bem brincalhão,se cansam muito tempo depois das crianças já terem se cansado de brincar.

Boxer - por ter focinho achatado, deve-se tomar cuidado com as altas temperaturas; uma das raças mais predispostas ao câncer, uma babá e tanto para as crianças e muito brincalhões.

Old English Sheepdog- se mantido com a pelagem comprida, requer muitos cuidados, a raça é muito paciente com os pequenos e nada agressiva
Poodle Gigante e Médio - precisa ser tosado periodicamente e controlar para não ficarem obesos; praticamente não soltam pêlos, não têm cheiro e são excelente companheiros
Labrador- precisa se exercitar para não ficar entendiado e destrutivo; controlar o peso, outro conhecido cão que é excelente para a família

Agora segue um filminho, que consegui no blog Gato Mia, que exemplifica bem a amizade entre criança e cachorro.

Monday, May 17, 2010

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 42)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.

Jovens valorizam mais os amigos?
1 – O. A. S. diz: Dra, já leio faz algum tempo suas respostas neste blog,e gosto muito, gostaria de saber quando, em que época o adolescente começa a valorizar mais os amigos do que a família? E o que podemos fazer a respeito disso. Isso tem a ver com a idade, com a adolescência ou é produto da época em que vivemos? A mudança hormonal produz algum efeito no modo de ver as pessoas com que sempre conviveram?

RESP: Cara O.A.S .Em geral os adolescentes começam a buscar mais os amigos que a família em torno dos 14,15 anos.Faz parte de uma Adolescência normal, porque as pessoas necessitam exercitar sua personalidade, conhecer-se mais, trocar experiências entre seus iguais. Isto é importante para eles e para os familiares também, pois é quando se começa a perceber como estão elaborando em suas vidas os valores e virtudes aprendidos na família.
O melhor é que os pais tenham formado um bom grupo de amigos e convivam com famílias amigas porque entre elas os filhos escolherão seus amigos também.
A mudança hormonal influi no modo de ser, na expressão do temperamento e nos comportamentos.
Se desejar mais informações, estou às ordens. Um abraço da Mannoun

Namoro aos 13 anos
2 - A. diz: O que devo dizer a minha filha de 13 anos que esta namorando? Que providências devo tomar? Devo falar diretamente sobre sexo no namoro ou ainda é cedo?

RESP: Olá, A.
A formação dos filhos inclui desde sempre a orientação sexual, como é a personalidade feminina, a masculina, modos de ser, pensar e agir.
Converse com sua filha com muito carinho explicando que deveria esperar um pouco mais para namorar. Está na idade de sair em grupo, conhecer e conviver com rapazes e moças de sua faixa de idade para formar amigos e depois então selecionar o seu namorado. Namorar nesta idade isola a Adolescente do convívio natural com os outros e não ajuda muito na formação da personalidade que começa a desabrochar.
Fale com ela o que é o Amor, explicando a beleza de uma vida vivida em plenitude dia a dia, sem pressas, sem aflição nem ansiedade. Para tudo há um tempo e o tempo do namora virá.
Não se aflija com as “providências a serem tomadas”. Se entendo bem, sua preocupação é quanto à atividade sexual, gravidez, doenças sexualmente transmissíveis... Fale claramente e mostre uma visão positiva da sexualidade, enfatizando o valor da castidade, da pureza, da beleza de saber esperar! As mães sabem falar de coração a coração. Peça para ela esperar e creio que todos ganharão! Fico às suas ordens, Mannoun

A importância dos limites

3 - L. diz: Tenho ouvido muito falar em limites aos filhos.Porquê os limites são tão importantes na educação dos nossos filhos? E porque sentimos tanta dificuldade em dá-los? Meus filhos ainda estão com 9 e 1 ano e já estou sofrendo por conta disso. Agradeço sua resposta L.

RESP:Olá, L. !
Os limites fazem parte de nossa vida, pois nos ensinam até onde devemos e podemos ir e onde começam os direitos alheios.
O NÃO é uma forma de limite que hoje se vive pouco na educação por um mal entendido direito a tudo. Crianças que escutam poucas vezes o NÃO ou que jamais são orientadas a respeitar o alheio, a esperar e que tem todas as vontades atendidas- às vezes até mesmo antes de manifestarem - tornam-se voluntariosas, impertinentes, insatisfeitas, mal humoradas e de difícil convivência...
Concordo plenamente que é tarefa difícil colocar limites na educação porque para nós é mais fácil e mais cômodo concordar com tudo ...deixar para lá...ou pensar " a vida ensinará "...
Garanto-lhe, porém que VALE A PENA! Ensinar que temos limites garante aos filhos uma vida equilibrada e saudável!
Sugiro que leia um pequeno livrinho que escrevi e que se chama “Gastando tempo com os filhos" da Editora Quadrante, São Paulo. Pode solicitar pela internet.
Penso que pode ajuda´-la ! Um abraço da Mannoun

Tuesday, April 20, 2010

Amigos irmãos

Eu suspeito que nos melhores momentos das civilizações haja algum tipo de estímulo cultural para a amizade entre homens. Apesar do homossexualismo que existia à margem dos grandes encontros gregos, é fato que as riquezas filosóficas da Grécia Antiga foram produzidas em contextos de amizades. Alguns séculos depois, foram os primeiros cristãos, amigos entre si, que forjaram o mundo ocidental. A própria Igreja Católica segue, pelo menos nas suas melhores intenções, como uma reunião hierárquica de amigos.

Hoje, é uma pena que a festiva camaradagem masculina esteja associada a eventos que, merecidamente, despertam dúvidas nas suas mulheres. Futebol entre amigos, despedidas de solteiro e bebedeiras parecem apenas paródias da necessidade do espírito masculino de se entender entre os seus.

As mudanças culturais, para o bem e para o mal, são violências típicas do espírito masculino. Mas as mulheres é que são a beleza da sociedade. Elas dão sentido às gerações e protegem o mundo do absurdo. Por isso, é legítimo o pudor doméstico que inibe os homens de deixar momentaneamente os lares para gastar tempo entre os seus. Há alguma razão nas mulheres que temem as amizades masculinas. Sábias guardiãs da cultura, elas estão cientes de que o momento do mundo tem muitas precariedades.

A cultura ainda permite que os homens se encontrem, seguindo assim o chamado natural do espírito masculino. Mas é uma cultura em crise. A imagem cívica da atual camaradagem masculina tem a pobreza de sua época. O mundo moderno banalizou os grandes encontros cívicos na gritaria dos bares e dos futebóis.

De qualquer forma, podemos criar cenas culturais de amizades profundas. É possível que cultivemos amizades sólidas, que durem mais do que o coleguismo passageiro das nossas rotinas passageiras, sempre prestes a mudar quando trocamos casas, escolas e empregos.

O bem estar da civilização precisa dos amigos irmãos, porque são nos círculos de entrosamento lúdico e cívico que os homens se tornam mais aptos para se compreenderem. E quando os homens entendem as inclinações do espírito masculino, a civilização acontece de forma mais sadia.

Simplesmente, eu quero dizer que uma verdadeira amizade entre comparsas é capaz de mudar o mundo.

Thursday, March 25, 2010

Perder alguém - ganhar alguém

Texto de J. F. Belo

Com o passar do tempo, vamos vendo que as pessoas que encontrávamos em festas de Natal, nos aniversários, nas reuniões de família, nem todas estão mais lá. Pode ser um tio querido, uma avó, ou até alguém mais novo, mas que Deus acabou chamando mais cedo do que imaginávamos, por motivos que um dia entenderemos melhor.

Aproveitar cada momento em que estamos com as pessoas que amamos nos ajudará sempre na lembrança de que fizemos o que tinha de ser feito, de que vivemos intensamente os momentos, sejam os dias fáceis ou difíceis, simples ou extraordinários. Ficarão na memória os sorrisos e os abraços que foram dados em dias simples ou tumultuados, quando soubemos abrir mão de coisas banais para tornar o dia-a-dia mais agradável e alegre.

Quando perdemos alguém querido, o primeiro sentimento que nos salta é a dor e a tristeza. Se tivermos coragem de enfrentar o desânimo e o vazio que passa a existir, ficarão as boas lembranças de alguém amado, de que nunca esqueceremos, sempre com recordações de um imenso carinho. Com visão sobrenatural dos fatos e da dor, olharemos para trás com um sorriso nos lábios, ainda que as lágrimas nos venham aos olhos.

Mas, assim como muitos vão nos deixando – e um dia chegará a nossa hora! -, outros vão vindo e preenchendo mais e mais os nossos corações: é o milagre da vida! Assim como podemos achar que existem motivos para que fiquemos pra baixo diante da perda de um ser querido, é só olhar a nossa volta e ver os novos que vão nos conquistando.

Wednesday, February 17, 2010

Filhos: Propriedades nossa?

É um grande erro pensar que ao termos nossos filhos, eles serão propriedades nossas. Os filhos precisam de nós para crescer, desenvolverem-se bem, tornarem-se seres preparados para seguir em frente e adiante na família que construirá um dia.

Fazemos um bom trabalho, quando colocamos Amor no processo educativo, muito carinho e justiça. Assim teremos a possibilidade de no futuro contar com grandes amigos, mesmo quando já estando longe, seguindo suas vidas. E vamos usufruir das suas companhias sempre que for possível e as distâncias permitirem.

Ser feliz com o que se pode ter é um bom caminho para se ter uma velhice agradável, sem mágoas. A presença dos filhos, depois de adultos deve ser aproveitada de todas as formas, como por telefonemas, emails, cartas, fotos, detalhes de carinho.

Eles serão sempre amigos se depois de crescidos puderem voar por suas próprias contas, sabendo fazer uso da sua liberdade. A sabedoria está em deixá-los voar, cair e levantar quantas vezes forem precisas até que alcancem a altura suficiente para seguirem adiante; ficando nós apenas olhando e prontos para apoiá-los sempre que nos requisitarem.

A família maior é um porto seguro, lugar para se recorrer a qualquer momento que precisar, pois, nós os pais, seremos sempre os melhores amigos e mais fiéis dos nossos filhos.

Monday, January 11, 2010

A necessidade do Bom Humor

Encontrei estes dias um texto de Lya Luft que mostra de forma alegre o quanto vamos nos tornando sérios e sem humor, com o passar dos anos.

Vejam o texto:

"Meu Deus, como andamos chatos, dei-me conta outro dia.

Não paramos de reclamar. Muitas vezes com razão: os impostos, o custo de vida, o desemprego, a violência, a prolongada adolescência dos filhos, a súbita falsidade de alguém em quem confiávamos tanto, a velhice complicada dos pais, a pouca autoridade das autoridades, a nossa própria indecisão. As rápidas mudanças na sociedade, alguns ainda tentando arrastar o cadáver dos valores que precisam ser mudados, outros tentando impor a anarquia quando a gente devia era renovar, não bagunçar. Pensei que uma das coisas que andam ficando raras é a alegria, e comentei isso. Alguém arqueou uma sobrancelha: – Alegria? A palavra está até com cheiro de mofo... Tanta coisa grave acontecendo, tanta tragédia, e você fala em alegria?

Pois comecei a me entusiasmar com a idéia, e provocativamente fui contando nos dedos os motivos que deveriam levar a que o grupo se alegrasse: a lareira crepitava na noite fria, uma amizade generosa circulava entre nós, três bebês dormiam ali perto, na sala ao lado, ouviam-se risadas e, apesar de sermos na pequena roda mais ou menos calejados pelas perdas da vida, tínhamos os nossos ganhos em experiência, amores, conhecimento, esperança. Nenhum de nós desistira da jornada. Nenhum de nós era um malfeitor, um ser humano desprezível, ao contrário: a gente estava na luta, tentando ser decente, tentando superar os próprios limites.

Havia marcas da passagem do tempo em todos os rostos: ninguém se fizera deformar pelo fanatismo da juventude eterna, mas todos se gostavam o suficiente para não se deixar cair feito um trapo velho. Olhei em torno e gostei de nós: ali se viam belos cabelos pintados e belos cabelos brancos, rostos interessantes que tinham visto muita coisa, bocas marcadas que haviam dado muitas risadas e pronunciado palavras amorosas, mas também falado coisas duras, silenciado quem sabe ternuras difíceis, ocultado queixas que deveriam ter sido lançadas. Mãos que tinham segurado bebês, conduzido crianças, confortado adolescentes, cuidado de velhos doentes, fechado pálpebras, dirigido automóveis, segurado ombros, fendido ondas, tapado o rosto em pranto solitário – quantas vezes?

Éramos tão humanos, tão desvalidos e tão guerreiros, o pequeno grupo de amigos diante de uma lareira na noite fria, como centenas, milhares de outros, homens, mulheres, crianças, entre os dois mistérios do nascer e do morrer. Repeti a minha pequena heresia: – Eu acho que uma das coisas que andam faltando, além de emprego, decência e tanta coisa mais, é alegria. A gente se diverte pouco. Andamos com pouco bom humor.

Erico Verissimo, velho amigo amado, uma de minhas mais duras perdas, me disse quando eu era muito jovem: "Lya, em certos momentos o que nos salva nem é o amor, é o humor". Um riso bom ou um sorriso terno em meio a toda a crueldade, falsidade, hipocrisia, violência de acusações abjetas, de calúnias vis, de corrupção escandalosa, de desagregação familiar melancólica, de mentira secreta e venenosa podem nos confortar e devolver a esperança. " Lya Luft - escritora

Saturday, October 31, 2009

Li por aí (4) - Amizade: Quantas pessoas iriam ao seu enterro?

Este texto eu retirei do Blog amigo, o Tatarana(não entendo bem o nome, mas tem muita coisa boa) - Uma boa reflexão para o dia 2/11 - dia de finados.

Texto de: "Jagunço Riobaldo Tatarana"

Quantas pessoas iriam ao seu enterro? Essa pergunta não deixar de ter o seu lado tétrico, mas pode nos revelar quantos amigos realmente temos.

Ontem fizemos um Cine Debate com o filme “Meu melhor amigo”, uma produção francesa que conta a história de um comerciante de antiguidades que é desafiado a apresentar seu melhor amigo em 10 dias, caso contrário perderá um valioso vaso grego que possui. É dirigido por Patrice Leconte e com Daniel Auteuil no elenco.

Num primeiro momento, imaginei que o título fosse Fidélité. Na verdade, Fidélité é o nome da produtora, e o título original é Mon Meilleur Ami. Trata-se, na verdade, de uma feliz coincidência, como pude observar no próprio filme: um dos personagens, Bruno Bouley, taxista extremamente simpático e serviçal, sofria por ter sido traído por seu melhor amigo, que fugira com a sua esposa. Às vezes, entendemos melhor uma virtude pelo seu oposto, como neste caso.

Não são os três “s” (sorridente, simpático, sincero) que fazem uma amizade. Isso no máximo propicia a aproximação do outro a nós, pois nos fazemos amáveis (mas não amados). A verdadeira amizade é, de certa forma, construída e testada na fidelidade do dia a dia. O verdadeiro amigo é fiel, custe o que custar, nas coisas pequenas e grandes.

Assim, devemos nos perguntar: quem são aquelas pessoas “fiéis” a mim, que são capazes que se sacrificar por mim, desde comprar um salgado na lanchonete, defender-nos e nos contar quem está falando mal de nós por trás, quebrar um galho no trabalho, ensinar o pulo do gato, até tratar a nossa namorada de maneira respeitosa, e isso tudo de maneira desinteressada? Estas são as minhas verdadeiras amizades.

Vamos aproveitar e alugar pra ver no feriado o filme sugerido : Meu melhor amigo


Saturday, October 3, 2009

Brincadeira para tardes Chuvosas

Com a entrada da primavera o tempo anda nos surpreendendo a cada dia. Às vezes programamos um passeio com as crianças e lá vem a chuva e acaba com nossos planos. Para estas ocasiões precisamos ter muitas alternativas na “manga do colete” que sirvam como substitutas do passeio.

Uma brincadeira legal é o TEATRO DE SOMBRAS – para esta brincadeira vamos precisar de velas ou uma boa lanterna ou um abajur; um lençol grande branco, e um bom lugar para amarrar este lençol. O restante será a criatividade que vai contar. Esta é uma brincadeira que pode durar um bom tempo sem cansar ou dispersar a garotada.


Outra brincadeira também divertida e dinâmica é a de INVENTAR HISTÓRIAS – mas não é contar uma história simplesmente – é o seguinte: Faz-se um círculo e cada um vai contando um pedaço da uma história inventada e o que organiza diz: Pára , agora o próximo - assim vai passando por cada criança até darem um final a história. Com isso vamos fazendo surgir muitas idéias nas cabecinhas das crianças. Esta brincadeira pode ter uma variante que é usar a palavra TROCA, assim se a criança diz por exemplo Maria foi com o João pra floresta – e a organizadora disser TROCA – a criança devera achar um substituto para a última palavra que disse, assim fica bem engraçado e precisam prestar mais atenção para lembrar do que disseram.

Mais uma brincadeira seria a de encenar tipos de mães ou de pais, esta brincadeira é engraçada, pois as crianças tendem a imitar muito do que suas próprias mães e pais fazem. É bom que se tenha em casa amiguinhos dos nossos filhos, assim fica mais variada a encenação. Criar uma cena onde a criança é a mãe de outras e as “filhas” pedem para sair, pra ir a uma festa ou para comprar algo para elas. Ou recebem visitas e como agem com as visitas. O que servem, como tratam, aproveita-se para aplicar normas de etiqueta com as crianças.

E para complementar as brincadeiras preparar um lanche bem gostoso para fechar com chave de ouro o tempo de recreação. Podemos fazer um lanche que conte com a ajuda das crianças, pães e recheios diferentes colocados diante da garotada para que um faça o sanduíche do outro! Assim aprendem a cortesia, a paciência e a pensar nos outros : “ Se fosse ele o que colocaria no pão?”. È bem divertido e é mais uma brincadeira.

Friday, October 2, 2009

Grande dia para as famílias - Dia dos anjos da Guarda

Estamos em festa hoje com grandes comemorações internas, nós dos Negócios de Família. Muitos dos amigos que visitam este Blog comemoram também este 2/10, com muita alegria – logo ofereço nesta postagem de hoje um grande abraço a todos. E aproveitando a ocasião de festa falarei sobre os anjos da Guarda, comemorados no dia de hoje.

Eu tenho guardado na memória uma oração que minha mãe e meu pai rezavam conosco (eu e minha irmã) desde bem pequenas, ao anjo da guarda: Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a Ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém.
Sempre rezava ao meu anjinho da guarda antes de sair de casa para a escola. E isso me deixava segura, confiante que tudo estaria bem durante todo o dia. E sempre funcionou. Com o passar dos anos, casada e com filhos, demos (eu e meu marido) continuidade com nossos filhos a rezar diariamente ao anjo de cada um. E eles também desenvolveram esta intimidade a ponto de confiarem muitas dificuldades dos seus dias aos cuidados destes anjos protetores.

Um grande santo da Igreja dizia para seus filhos: “Deus colocou um Anjo ao lado de cada homem para ajudá-lo no caminho da vida, recorra ao seu Anjo da Guarda em todas as ocasiões, tanto nas necessidades materiais como nas espirituais”.

Sendo assim, nós famílias, devemos aproveitar ao máximo esta ajuda e contar com estes seres espirituais para proteger nossos filhos e nos ajudar a levarmos bem e adiante, nossa tarefa de pais.
"Tem confiança com o teu Anjo da Guarda. - Trata-o como amigo íntimo - é-o efetivamente - e ele saberá prestar-te mil e um serviços nos assuntos correntes de cada dia". - ponto 562 de Caminho – São Josemaria.

Aí vai um video que nos leva a pensar sériamente na existencia dos anjos:

Friday, September 18, 2009

Um irmão - É inestimável

“Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos.” Nelson Mandela
À minha irmã pelo seu aniversário hoje todo o meu carinho.

Não fazemos idéia do valor inestimável que é ter um irmão ou irmã. Só quem teve um pode saber explicar a diferença entre amigo e irmão. Irmão tem laços de sangue, não dá pra negar. Irmão é treinamento pra vida. Onde aprendemos de forma mais simples a nos relacionarmos com um diferente quase igual. Amigo a gente escolhe, irmão nasce e é parte conosco.

Milton Nascimento fala na Canção da América: Amigo é coisa para se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração e como irmão é o amigo de sangue, com certeza precisa estar mais ainda protegido no nosso coração.

Não tem cabimento irmãos em discórdia, sem se falar, inimigos de vida. É o nosso primeiro aprendizado em relacionamentos, nosso irmão ou irmã é o “laboratório” para sabermos lidar na vida com outras pessoas e fazermos novas amizades. E quando não conseguimos manter uma amizade verdadeira com nossos irmãos de sangue como poderemos ser fiéis aos amigos do mundo?

Um irmão é pra ser lembrado e amado mesmo com seus defeitos, porque ele também nos amará apesar das nossas limitações. Os pais só se sentem felizes quando vêem os filhos amigos, entrosados entre si.

Irmão é o nosso primeiro cúmplice das nossas traquinagens, nosso primeiro ouvinte das nossas façanhas é aquele que acompanha a nossa vida e torce por nós sempre, e quer o melhor pra nós. É aquele que nunca se vangloriará com nossas quedas e ainda nos ajudará a levantar, e se possível, escondendo nossos erros.

Como sou uma romântica nata, e confesso “curto” as músicas do Roberto Carlos, aí vai um pedacinho de uma que retrata um verdadeiro irmão:

“Me lembro de todas as lutas, meu bom companheiro Você tantas vezes provou que é um grande guerreiro O seu coração é uma casa de portas abertas Amigo você é o mais certo das horas incertas Às vezes em certos momentos difíceis da vida Em que precisamos de alguém pra ajudar na saída A sua palavra de força, de fé e de carinho Me dá a certeza de que eu nunca estive sozinho”

Vamos fomentar nos nossos filhos esta amizade verdadeira entre os irmãos, e em primeiro lugar sendo exemplo com a nossa demonstração de amor e carinho com os nossos próprios irmãos.