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Monday, March 18, 2013

Com quem é melhor morar?

Com o advento do divórcio, as famílias estão passando por novos problemas com os filhos, na hora de se reestruturar. Quando os filhos são ainda pequenos, é quase certo que permanecerão com a mãe; porém, quando estão do início da adolescência em diante, a situação muda de figura.

Hoje, numa dessas conversar de volta pra casa com minha filha menor, ouvi que a amiga nova do colégio veio para esta unidade, onde estudam, porque agora mora com o pai. E minha própria filha diz achar estranho: “mãe, todo filho mora sempre com a mãe!”.  

Parece natural aos olhos de todos que a mãe, a que ficou nove meses com seu bebê no ventre, gerando, alimentando, enfrentando vários sacrifícios durante esta gestação, tenha alguns direitos a mais que o pai, na hora da decisão de quem ficará com os filhos.  Contudo, o filho adolescente, ou pré, numa situação dessas, já adquiriu o direito de decisão e pode escolher com quem ficar. 

Sabendo-se que a mãe é geralmente a quem mais exige dos filhos, a educadora em potencial, é natural que optem por ficar com o pai. É natural, o que não quer dizer que seja correto.

O pai com certeza vai fazer de um tudo para agradar o filho ou filha, começando por permitir ao jovem todas as suas vontades. Talvez por se sentir culpado pela separação da família. Ou porque nunca vivenciou de verdade as crises de adolescente dele.

Num momento assim, é bom não perder o foco, centrar nas necessidades reais deste filho ou filha, que merece respeito e que precisa continuar a ser educado, para obter uma formação completa e com bons princípios morais e humanos.

Fiquem com quem ficarem, os filhos necessitam dos cuidados de ambos e devem continuar a respeitar e a amar seus pais, dos quais não há separação  ainda! Com certeza os filhos precisam de coerência e da contribuição de cada um, com o mesmo tom nas cobranças e nas permissões.

Wednesday, February 6, 2013

Ficou sem 7 filhos por recusar laqueação de trompas

Esta história chocou tanto a mídia nestes dias que resolvi colocá-la aqui, para que, nós pais, preocupados com o futuro de nossos filhos, possamos refletir sobre a atitude do governo português.

O pior ainda foram os comentários que fizeram no fim do artigo, extremamente cruéis,  racistas e desumanos. Fiz questão de não publicá-los aqui.

"Liliana Melo ficou sem sete dos seus dez filhos há sete meses. Por ordem do Tribunal de Sintra, as crianças, com idades entre os seis meses e os sete anos, foram sujeitas à medida de protecção de menores mais extrema: dadas à confiança para adopção, perdendo todos os vínculos parentais para sempre.

A sentença determinou que as filhas mais velhas ainda menores, na altura com 16 e 11 anos, ficassem com os pais. Mas o tribunal entendeu que a menor de seis meses, os gémeos de dois anos e os irmãos de três, cinco, seis e sete anos estavam em risco, e resolveu retirá-los de casa.
No processo, não há qualquer referência a maus-tratos físicos ou psicológicos ou a outro tipo de abusos. Na sentença, a que o SOL teve acesso, considera-se mesmo que há laços de afectividade fortes na família e refere-se que as filhas mais velhas têm sucesso escolar e estão bem integradas no seu ambiente social. A decisão do Tribunal de Sintra sustenta-se nas dificuldades económicas da família e no facto de a mãe ter desrespeitado o acordo de promoção e protecção de menores ao recusar-se a laquear as trompas.

Tribunal determinou laqueação de trompas
Esse acordo – proposto pelas técnicas da Segurança Social e homologado pelo juiz – obrigava os pais a tomar uma série de medidas, entre as quais realizar uma operação para não poderem ter mais filhos.
«Tinha de arranjar emprego, zelar pela higiene e vestuário das crianças, assegurar a pontualidade e a assiduidade deles na escola, ter em dia os planos de vacinação e fazer uma laqueação das trompas», conta a mãe, lembrando que deixou claro ao juiz que, por ser muçulmana, não se poderia submeter a essa operação. «O que o juiz me disse foi que tínhamos de deixar em África os nossos hábitos e tradições e que aqui tínhamos de nos adaptar»."

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=66582
18 de Janeiro, 2013 - por Margarida Davim

Monday, November 12, 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 158)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos.


R. P. deixou um novo comentário sobre a postagem "Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adol...": DRA. GOSTARIA DE SABER A HORA DE FALAR COM MINHA FILHA DE 5 ANOS QUE O PAI QUE ELA ACHA QUE É PAI, E QUE ELA É EXTREMAMENTE APAIXONADA, NÃO É O PAI DELA DE SANGUE, SOMOS SEPARADOS, ELA SENTE MUITA FALTA DELE, NÃO SEI O QUE FAZER...ELE É MUITO APEGADO A ELA, MAS NÃO ME AJUDA FINANCEIRAMENTE, DÁ AMOR A ELA, O MAIS IMPORTANTE, MAIS O QUE DEVO FAZER? 

RESP:Olá, R.P.

A senhora diz que estão separados e não entendi se é da pessoa com quem convivem ou do pai biológico. 

O pai  biológico tem algum relacionamento com vocês ? Convive  com ela ? E ela é apegada a qual dos dois ? Não ficou claro para mim, por favor mande outra notícia, ok ?

De qualquer forma, não me parece que seja agora o melhor momento de contar  a ela sobre quem seja seu verdadeiro pai. Superem primeiro esta dificuldade, deixe que ela própria pergunte algo e sua resposta deverá ser que o pai está longe porque vocês dois estão tentando se entender melhor para o bem de todos . Enquanto isso, trate-a com muito carinho, procure fazer com que a rotina do dia a dia dela não seja muito alterada e aguarde mais para refletir e decidir o melhor caminho para as duas . Aguardo outra notícia sua !

Atenciosamente, Mannoun

Wednesday, September 19, 2012

Não é (só) a mãe!

Por Maria Teresa Serman


Em tudo, a primeira culpada é a mãe, não concordam? Pois é, mas no caso da concepção de crianças portadoras de anomalias genéticas, uma pesquisa muito bem embasada e coordenada, na Islândia, publicada pela conceituada revista NATURE, revelou que a idade do pai, principalmente,  não só a da mãe, é determinante para o nascimento de um bebê saudável. Quanto mais avançada a idade do genitor, maior o risco de ele transmitir novas mutações genéticas que originam o autismo e  a esquizofrenia. 

O estudo finlandês provou que o sexo masculino transfere, medianamente, quatro vezes mais novas mutações aos descendentes que o feminino. A partir da puberdade, os homens começam a produzir espermatozoides e não param mais. Já as mulheres nascem com uma quantidade fixa de óvulos que serão ou não fecundados. Como praticamente não há renovação celular neste processo feminino, reduz-se significativamente o risco de transmissão de novas mutações aos descendentes. Por outro lado, acontecem mutações benignas, essenciais para a diferenciação normal que cada DNA imprime no indivíduo. Somente 3% de novas mutações estão associadas às doenças citadas.   

Embora também influam no resultado aspectos ambientais e outros, está mais do que comprovado que a juventude dos pais preserva a saúde dos que geram. E um processo contínuo, sem longos períodos de abstenção de gravidez, é importante, do mesmo modo, na prevenção de casos de mutações, pois os órgãos reprodutores mantêm-se ativos. A natureza é sábia, e não tem muita paciência com quem tenta adaptá-la ao seu prazer ou interesse pessoal, em detrimento da saúde própria e da família, célula fundamental no corpo de uma sociedade, que deve incentivar a saudável constituição daquela, sob pena dela mesma, esta sociedade, adoecer e apodrecer em vida.

Sunday, August 12, 2012

Pai-nosso pelos pais

PAI-NOSSO, QUE ESTAIS NO CÉU, mas acompanhais muito de perto os vossos filhos aqui na Terra, nosso agradecimento e pedido de graças, hoje, são especialmente pelos pais;

SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME: Vós, que destes aos homens, e mulheres, o preciosíssimo dom de transmitir a vida, velai para que empreendam essa missão com visão sobrenatural e amor total semelhante ao Vosso, e não como simples satisfação de seus próprios prazeres e interesses;

VENHA A NÓS O VOSSO REINO: que os lares sejam construídos, e reconstruídos cotidianamente, sob o reinado da caridade e a busca da verdadeira paz, que só se consegue na luta amável por vencer o egoísmo;
SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU: que os pais possam enxergar, com a iluminação do Espírito Santo, que a Vossa vontade significa o bem maior para a humanidade, pela doação incondicional que leva a felicidade às famílias, pois, só assim, o céu e a Terra serão uma só coisa, um só lugar;

O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE: abençoai os pais para que sejam diligentes no trabalho, firmes e fiéis aos seus votos e compromissos, alegres nas tribulações e dificuldades, com o apoio dos demais membros da família, para que, além do alimento material, levem os filhos ao Pão dos Anjos;

PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TÊM OFENDIDO: 
"O convívio só é possível quando todos se empenham em corrigir as deficiências próprias e procuram passar por alto as faltas dos outros." (S. Josemaria Escrivá. Questões Atuais do Cristianismo. nº108)
"Livra-nos, Senhor, da obsessão teimosa de achar que só eu estou certo; da grosseria, da impaciência perante pequenas faltas, das discussões por coisas sem transcendência... Peço-te a caridade de saber calar, sorrir, fazer boa cara, e pedir desculpas pelos meus excessos ao corrigir. E, se acaso houver necessidade, peço-te o espírito heroico de perdão com que acolhestes Judas no Horto, na hora da traição." (Novena do Perdão a S. Josemaria. 6º dia)

E NÃO NOS DEIXEIS - aos pais e a todos nós - CAIR EM TENTAÇÃO; na tentação do desamor, do prazer enganador, de fugir da perseverança heroica que a vida conjugal e familiar exige, mas que recompensais magnificamente aqui, e na eternidade. "Deus não se deixa vencer em generosidade." (Idem)

MAS LIVRAI-NOS DO MAL:do mal que se esconde no fácil e fugaz; do mal que se reveste de bem para se adequar a uma sociedade consumista e hedonista; do mal que provoca a discórdia e dilacera a família, como se fosse algo natural e inevitável, e concedei, por Vosso Amor de Pai, que os pais de todas as idades lutem por esse mesmo Amor, entregando-se generosamente, com o coração feliz, à sua missão de educadores e formadores, pelo exemplo, pelo carinho sempre renovado. E que os filhos demonstrem sua gratidão com pequenos detalhes de ternura sempre, não só neste dia.

AMÉM.

Friday, August 10, 2012

Acervo Cambiante - história para os pais


Meus queridos leitores e leitoras,
 Hoje, me dirijo, especialmente, a meus leitores do gênero masculino, uma vez que daqui a poucos dias comemoraremos o DIA DOS PAIS.  É provável que minhas leitoras  precisem achar a história primeiro, e mostrá-la a eles, mas  desde que todos a leiam, será  sempre lucro.

 Presenteio vocês, com mais uma das exemplares histórias de meu querido professor Francisco Gregório Filho. Ele fala de seu avô, mas penso que a história vai agradar também a pais e filhos, pois os pais de hoje em breve poderão vir a ser avôs e os avôs já são pais de seus filhos. O título do relato é :
Acervo Cambiante  

 A natureza humana é muito complexa, meus netos, muito complexa. Não sei da complexidade dos animais, sei da complexidade do ser humano. Cada um é cada um. Cada indivíduo tem uma história para contar diferente da do outro. Cada pessoa constrói sua história singularmente. Ninguém é igual a ninguém. Somos todos semelhantes e diferentes.

Meu avô reuniu os netos para falar das diferenças. Explicava as diferenças. Percebi, tempos depois, que ele falava também sobre as desigualdades. Meu avô contava histórias de seus companheiros de trabalho, sobre suas diferenças, as diferentes oportunidades para melhorarem de vida e as dificuldades de alguns em aproveitar essas oportunidades. Em algumas delas, era necessário um grande esforço, um muito caminhar a que alguns não se adaptavam ou que não privilegiavam, desistindo. Não por falta de interesse, e, sim, por falta de condições reais, mínimas, para lograr essas melhorias.

Às vezes, meus netos, as dificuldades não são tão transparentes, são ocultas e merecem ser consideradas por quem quer compreender as mulheres e os homens. E saber as diferenças é necessário para melhor se conviver e partilhar as coisas boas deste mundo.

Um dia, meu avô trouxe para casa uns cadernos escritos a mão. Mostrou para todos nós. Em cada caderno percebíamos uma letra diferente. Depois, soubemos pelo avô que não só as letras eram diferentes, mas as histórias  que ali estavam escritas também. É que meu avô tinha estimulado seus companheiros de trabalho a escreverem histórias.  Comprara alguns cadernos em branco e presenteara, pedindo que escrevessem como quisessem suas histórias, sem nenhuma preocupação crítica.

Pois ali estavam alguns desses cadernos, recheados de histórias. Diferentes e semelhantes. Um acervo. Interessante é que, além dos textos, alguns ousaram nessas páginas: desenharam paisagens, casas, ruas, praças, rios, rostos e objetos de estimação. Outros colaram fotografias de pessoas queridas, de encontros e desencontros , de passeios e seus próprios  retratos. Cada revelação! Cada depoimento! Um repertório de narrativas sobre a participação de cada um em suas trajetórias de vida, que foram constituindo memórias afetivas pessoais e sociais, de diferentes tempos e espaços.

Nessas reveladoras páginas, constavam os sofrimentos, as tristezas, os conflitos individuais, os sonhos, as esperanças, os desencantos, as ausências e muita alegria. Um transbordar de vivências e lutas. Os olhos de meu avô gotejavam sobre muitas páginas, enquanto lia para nós, com a voz embargada. 

Meu avô também escreveu seu caderno, só revelado depois de sua viagem. Qualquer dia eu conto o que ele deixou escrito nesse caderno, que hoje integra meu acervo. Pois acreditem, meu avô também presenteou os netos com esses cadernos em branco.

Eu também ganhei um, onde escrevo minhas anotações, que agora são do conhecimento de vocês. Boas revelações, complexas e cambiáveis.
Comentário:
Escolhi essa história porque acredito que nós: mães, pais, avós, avôs, tias e tios pouco revelamos sobre nós mesmos para nossos jovens. Eles pouco nos conhecem. A vida é corrida e não nos reunimos com freqüência  para contar casos e relembrar histórias de  “família”. Será que  nos damos a conhecer ? Será que eles ficam sabendo de nossas e de suas raízes?
 Com meu carinho, FELIZ DIAS DOS PAIS.                                                                                                                                               AgnesG.Milley

Friday, August 3, 2012

Importância da atuação do pai junto aos filhos

Por Maria Teresa Serman

Interessante a palavra atuação... Refere-se, é óbvio, ao ato de atuar, agir, mas pode também significar exercer pressão. Quanto a agir, se faz por palavras e atos, por ensinamentos e exemplos, e estes últimos realmente exercem pressão, subliminar ou diretamente, consciente ou inconscientemente. E a pressão da figura paterna é constante, permanente e indelével. Significa que sempre usufruiremos dessa influência, que a todo momento importante da nossa existência nos reportaremos a ela, e que devemos nos esforçar, para nosso próprio bem, e do afeto que precisamos ter por nossos pais, por mantê-la acima do puro sentimentalismo e apesar dos efeitos talvez nocivos que porventura sofremos.

Pais e mães são humanos, passíveis de erros, mínimos, efetivos e graves, de acordo com sua própria história e condicionamentos. Quando os filhos, geralmente já adultos e amadurecidos, percebem isso, ainda que lhes custe, conseguem desculpá-los e encontrar a paz necessária para eles mesmos serem melhores. Não devemos somente aprender com os próprios erros, mas com os de quem que nos procedeu e dos que de nós descendem - pais podem, e devem, aprender muito com os filhos.

Hoje em dia, por efeito da mudança no contexto profissional das mulheres, que acumulam, em sua grande maioria, o trabalho externo e o interno, os homens foram obrigados a se posicionarem de modo diferente daquele que historicamente agiam. Dividem mais o cuidado com a casa e os filhos; participam com intensidade e frequência das atividades escolares das crianças; assumem papéis que antes lhes eram alheios. Isso é bom, desde que um pai atuante não signifique o suprimento da mãe ausente.

Li uma vez na revista Seleções há bastante tempo, mas jamais esqueci, que o melhor que um pai pode fazer por seus filhos é amar a mãe deles. A fidelidade aos votos do casamento, a dedicação à família, são aspectos preciosos que entram na memória afetiva e nos conceitos morais dos filhos para sempre. Nestes tempos de tantos casamentos desfeitos e lares desmembrados, com filhos de vários pais e mães, é vital que a figura do pai não se enfraqueça, que ele não seja só o "amigão", mas o timoneiro do barco familiar, o condutor de mão firme e coração atento da formação e educação dos filhos.

Wednesday, July 25, 2012

Sugestões de presentes para dar no dia dos pais

Por Maria Teresa Serman
Cansei de listar neste blog, e na vida pessoal, presentes de "dias de todos".  São invenções comerciais algumas, muito louváveis, porém, porque congregam a família e proporcionam momentos de afeto derramado, e inesquecíveis.  Não perdem o valor e são indispensáveis.  Sem querer ser ácida, provocam também irritações e cansaço nas intermináveis filas que temos que enfrentar.

As datas são inesquecíveis, quero dizer, não o resto da pantomima que precede e enche (literalmente) o almoço. Então quero propor uma abordagem diferente, com todo o carinho que podemos antecipar, sem deixar de lado o dia principal. Podemos, por exemplo, às vésperas da próxima data - dia dos avós, 26 agora, que não decorre de  uma motivação comercial, mas sim religiosa, pois é dia de Sant'Ana e São Joaquim, os pais de Nossa Senhora, avós do Menino Jesus na terra - doses diárias de ternura, atenção e detalhes de carinho. Depois virá o dia dos pais, que podemos preparar com pelo menos uma semana de antecedência.

Telefonemas, flores, presentinhos (ia dizer docinhos mas os médicos me condenariam; contudo, um pouco não mata); chamar para almoçar; levar para passear; mandar e-mail's; SMS; preparar o prato preferido; programar brincadeiras que alegrem a família no dia D; escolher presentes pelo gosto particular, afetividade, e não preço (mas gastar, se necessário).

Além de escrever on line, o que nem sempre será possível, de acordo com as idades digitais, escrever de próprio punho, muito mais especial, pois a caneta não foi abolida e é menos fria do que o teclado e a tela. Fazer o prato preferido, evocar momentos inesquecíveis, mas que a memória e as mágoas podem ter apagado ou borrado. Visitar os lugares preferidos da infância ou da adolescência, reviver somente as recordações felizes - as tristes deixemos para a vida, que já se encarrega delas. Ou melhor, não permitamos que "a vida" tome as rédeas da nossa vida, dos nossos atos, da nossa mente e coração.

Devemos encarregar um senhor soberano, o amor, colocado e cultivado em nossos corações pelo Amor, o Senhor Pai, que também deve ser lembrado a todo instante, que não tem um dia só, mas todos os dias e seus momentos incluídos. E aí não vai ter importância a procura pelas lojas, a reserva no restaurante, o desgaste da espera e das andanças. Se saber amado, ter essa certeza, não depende de datas, isso deve se sobrepor a elas. Vale até para desculpar os atrasos na entrega dos presentes e o esquecimentos que podem ocorrer. Esse é o dado mais importante de todos, demonstrar o amor, ainda que de modo desajeitado, imperfeito, falho, como nós todos somos.

Saturday, July 7, 2012

Entrevista com a Dra Mannoun- especialista em Adolescentes - 2ª parte

Continuação do dia 06 de julho

4 - Até que ponto a família tem uma participação importante e decisiva para que os jovens cresçam com mais fortaleza e firmeza diante dos desafios externos e dos conflitos interiores?
R- Pais unidos e falando a mesma linguagem - sim-sim, não -não, pode- não pode- e porque, carinho, autoridade sem autoritarismo, presença
constante, diálogo, limites, alegria, bom humor, esperança!  Casa e família aberta aos amigos dos filhos, acolhida  ! Disto os filhos necessitam e é o que desejam, mesmo quando reagem, se rebelam ou reclamam... O lar deve ser um remanso de Paz e alegria, agradável, bem arrumado dentro das possibilidades de cada um, o Bom humor deve estar presente, a alegria, o sorriso sincero e leal, a correção e uma boa conversa quando e sempre que se fizerem necessárias, o saber-se e sentir-se amados incondicionalmente, garantias de segurança, proteção, fortaleza...

5 - O que nos sugere fazer, como pais, para livrar nossos filhos dos perigos das drogas?
R- Penso que todas as respostas esclarecem o que fazer, mas o maior perigo não está nas drogas e sim na indiferença, no abandono, no permissivismo e individualismo, na falta de limites, no excesso de bens de consumo, talvez como compensação do abandono ...Portanto, atenção, carinho, firmeza,saber escutar com o coração, renúncia talvez a mais um carro,mais  um aparelho eletro -eletrônico , mais refeições fora de casa para estar mais com os filhos...Difícil ? Quem diz que é fácil, mas VALE A PENA!

6 - Como lidar com os novos meios de comunicação e a educação dos filhos? Por que eles, nesses assuntos, sabem tanto ou mais do que nós?
R - Os pais devem aprender - com os próprios filhos como " professores " toda a tecnologia moderna e acompanhá-los nas " navegações"e programações  . Eles são mais hábeis  que nós porque já estão nascendo com a facilidade de disporem destes meios  de comunicação em casa e nas Escolas.
Sugiro que em casa haja um só computador - na sala, - um só aparelho de TV - também na sala, horários para utilizá-los com revezamento, até que atinjam uma idade em que, comprovadamente, saibam utilizá-los  sem maiores danos para a sua formação psíquica, espiritual  e mental. Celulares, após a Adolescência, quando também puderem ser úteis como meio de comunicação. Parece impossível o que proponho? Todos os pais sabem que riscos correm os seus filhos quando dispõem de TUDO que hoje existe em abundância, com facilidade  e sem que lhes tenha custado o menos esforço ...
" Diminuam a conta bancária dos filhos e aumentem o tempo a eles dedicado" disse um Psiquiatra renomado em um Congresso recente de Pediatria e Adolescência  e eu concordo plenamente com ele !

Pais,não tenham medo aos filhos - amem-nos, de verdade e com obras, com atitudes concretas ! Eles esperam de vocês ser exigidos com amor - sangue de heróis corre em suas veias, acreditem neles !

Obrigada aos entrevistadores pela oportunidade de falar um pouquinho sobre temas tão fascinantes! Um abraço a todos!

Friday, July 6, 2012

Entrevista com a Dra Mannoun- especialista em Adolescentes - 1ª parte

1 - Dra. Mannoun, o que a senhora tem a nos dizer sobre os jovens do século 21 e o que podemos esperar dessa geração e das subsequentes, de acordo com as inovações e mudanças vivenciadas atualmente?

R-  Os seres humanos são os mesmos sempre, com características variáveis segundo os  tempos.  O século XXI é o da velocidade, do tempo digital, dos eletros - eletrônicos  e isto, sem dúvida influi muito nas crianças e adolescentes em especial, mas também na humanidade como um todo.
Creio que devemos aumentar nossa esperança e não desanimar diante das mudanças e inovações que realmente acontecem, porque os valores continuam os mesmos, aqueles essenciais não se modificam, assim como: Segurança, aconchego, alegria, família, amizade, ideal, projeto de vida, bem viver, e tantos outros, sempre almejados por todos .
Os jovens são e continuam sendo solidários e generosos se sabemos chegar ao seu coração e podemos continuar acreditando e esperando muito deles !

2- O que, no seu entender, deveria mudar na educação dos filhos, e  também o que deve ser mantido, para que tenhamos um futuro mais promissor para eles?

R- Os  filhos gostam que os pais estejam atentos a eles, esperam Exemplo ,atenção, limites e que lhes eduquem a VONTADE para saberem querer e o que querer. A mudança na EDUCAÇÃO passa pela formação da Consciência, Educação da Vontade, Orientação para viver as Virtudes, Bom Exemplo, porque eles pisam onde pisamos nós e gostam de ser exigidos, com carinho e firmeza. Presença - especialmente da mãe - junto deles, refeição ( ao menos uma delas ! ) em comum, atenção, escuta atenta, diálogo, sorriso...

3- Como pode influir, na vida das crianças e jovens, a desagregação da família, a separação dos pais, pelo que tem observado? Há estudos que comprovem sua opinião? 

R- Em diferentes estudos, a FAMÍLIA é o que os Adolescentes e jovens mais prezam e desejam. A FIOCRUZ no Rio e a Universidade de Santa Maria, no Sul, fizeram estudos na década de 90 que comprovam esta importância. Na mesma época, fizemos em Niterói, sem saber, a mesma constatação, pesquisando cerca de 300 Adolescentes da 8ª série, 1º e 2º anos do Ensino Médio e a conclusão foi muito semelhante. O 1º lugar no desejo deles, cabe à Família, seguida dos Estudos, Amizades.
Já no inicio do século XXI ( 10 anos depois)  repetimos em Petrópolis a mesma pesquisa e os resultados continuavam conferindo à Família o lugar de maior importância na vida deles .
 Podemos avaliar o que seja uma família desestruturada pelo que hoje se constata - aumento no abuso das bebidas alcoólicas e drogas-ditas lícitas ou não, - promiscuidade, abandono, vidas errantes nas ruas, delinquência, vandalismo, prostituição, suicídios, homicídios, violência em geral...Um quadro de fato, desolador ! Urge retomar no quotidiano, a vivência em casa, dos Valores e das Virtudes encarnados nas vidas dos Pais, na Família.

Thursday, June 21, 2012

Ser pai de aço inox

Minha sogra tinha o costume de dizer que era de aço inox, pois estava sempre firme para enfrentar as lidas diárias. Lembrei-me disso para falar sobre os pais e também as mães de hoje, do quanto precisam ser fortes e inquebrantáveis para resistir aos apelos dos filhos, não se deixarem levar pela pressão externa ("todo mundo tem") e interna (se fazerem de vítimas, baterem portas, gritos, copiosas lágrimas, caras emburradas e modos bruscos - dos filhos, é claro), e acabarem cedendo em coisas vitais.

Eles geram vínculos estreitos com seus pais desde muito pequeninos. Esse vínculo é garantia para que a mãe possa alimentá-los e os dois criarem-nos. Mas, conforme vão crescendo, eles vão construindo outras ligações, com vários tipos de pessoas, o que pode levá-los a se separarem  de nós.

Já foi provado que o contato corporal e o bem-estar imediato são muito mais importantes que a alimentação, para unir o recém-nascido a sua mãe. Nos humanos, o contato físico imediatamente após o nascimento costuma influir nessa relação de forma substancial.  Assim sendo, os pais devem, desde o início, manter esses laços bem firmes com seus filhos, para que no futuro sejamos o ponto de apoio, onde eles encontrarão as verdades da vida e nos terão como os amigos mais sinceros.

Voltando ao tema de sermos de aço inox, essa expressão não pode ser interpretada literalmente, nos tornando rígidos e distantes; ela apenas serve para  mostrar o quanto precisamos ter a firmeza e a “liga” de um aço, sem a frieza do metal e sua dureza.

Um pai moderno precisa ser firme, resistir à tentação de ceder aos filhos em tudo, para não se tornar um escravo deles. E, ao mesmo tempo, ser amoroso, para cercá-los de atenção e dos carinhos necessários, mesmo depois de longas horas de trabalho e preocupações. Precisa saber chegar ao coração de seu filho, para transformá-lo em uma pessoa de bem. Nesse momento , então, é fundamental ser de aço inox.

Wednesday, February 29, 2012

Um bom pai

Veja o vídeo abaixo, está com legendas para auxiliar.


Será que não estão faltando pais assim? O que você acha?

Thursday, August 19, 2010

Família e Escola: aliados ou inimigos?

Por: João Malheiro, doutor em Educação pela UFRJ

Alguém me dizia certa vez, evidentemente de forma irônica, que se um marciano aterrissasse no nosso planeta e observasse o nosso relacionamento social, perguntaria perplexo a qualquer terráqueo: “Olhe: aconteceu alguma revolução recentemente nas famílias de vocês? É que se percebe um fato curioso: os pais vão buscar os filhos às quatro horas da manhã numa festa longínqua, carregam suas mochilas quando os levam para a escola mesmo já grandinhos, correm desesperados aos supermercados para comprar guloseimas que seus pimpolhos lhes exigem deitados no quarto vendo TV, matam-se de trabalhar para que eles viajem nas férias para a Disney, chegam indignados nas escolas para reclamar das más notas com os professores... Os jovens fizeram alguma revolução e estão “dominando” a terra?”

Apesar de que tais filmes de ficção estejam na moda, na verdade a cena imaginada reflete a realidade do momento. Percebe-se um crescente excesso de protecionismo sobre os filhos e consequentemente uma geração de pais exaustos e de filhos superprotegidos e imaturos. Vários motivos para tais comportamentos paternos são apontados pelos psicólogos e sociólogos: desejo de compensar ausências físicas, desconhecimento de outras formas mais profundas de amar, influências modernistas que não se pode exigir, associação distorcida do prazer com felicidade, visão do sofrimento como um mal que é preciso evitar a qualquer custo, frustrações de infância que se projetam depois nos filhos, formas egoísticas de amar-se a si próprios através dos filhos como extensões do próprio eu...

Há alguns anos, nas escolas dos Estados Unidos ganhou fama o conceito de “pais helicópteros”: bastava o filho chegar a casa com uma suspensão da diretora da escola, ou emburrado devido a uma advertência mais incisiva de um professor, ou ainda exibindo algum arranhão no braço fruto de uma briga no recreio para que os pais aterrissassem imediatamente no colégio para pedir explicações. Infelizmente, como quase tudo que acontece por lá, esta moda também chegou à nossa realidade brasileira. Muitos pais vêem no centro educativo que escolheram para educar seu filho apenas um lugar onde este deve aprender uma série de conteúdos da forma mais lúdica possível e sem esforço, e esquecem (talvez nunca tenham aprendido) que a escola deve ser muito mais do que isso. A escola deve ser um lugar privilegiado para formar, nos pupilos a inteligência teórica (a que lhe permite adquirir os conteúdos), a inteligência prática (a que o faz aprender a escolher aquilo que o torna realmente feliz), a vontade (que harmoniza inteligência e afetividade rumo ao bem) e, por fim, a afetividade (instintos, sentimentos, emoções, paixões) direcionado-a para os outros. Acredito, portanto, que os pais devam se preocupar muito mais com o que está acima do que com o importante resultado do ENEM...

Quando os pais se sentem os principais protagonistas desta educação integral e enxergam na escola apenas uma continuadora do que ensinam em casa, e quando tentam educar em todas essas frentes no seio do próprio lar, sentindo na pele que se trata de uma tarefa árdua, que exige muito mais dizer “não” do que “sim” – este último especialmente nos primeiros anos de vida até ao início da adolescência – ficam muito agradecidos por encontrar na escola uma aliada que também se sacrifica para que seu filho seja uma pessoa de verdade. Vislumbram, por trás da exigência do dever de casa, do livro difícil que é preciso ler, da obrigatoriedade do uniforme da educação física, da pontualidade na entrega dos trabalhos, da decência nos relacionamentos, um parceiro que quer realmente o melhor para o próprio filho.

Fica claro, portanto, que os “pais helicópteros” precisam refletir melhor acerca do genuíno conceito do que significa e para que serve educar, percebendo que não podem deixar-se dominar por sentimentalismos enganosos. Só pais com autoridade moral – isto é, que se esforçam por dar sempre bom exemplo e exigem dos filhos os mesmos valores e virtudes que vivem –, são capazes de compreender o verdadeiro papel da escola: formar um ser humano que pensa e que ama. Este será sempre o critério para avaliar corretamente uma escola.
Contra este excesso de protecionismo se rebelaram os pais Gever Tulley e Julie Spigler, fundando a Tinkering School. Trata-se de uma colônia de férias de verão nos Estados Unidos que pretende fomentar a criatividade dos jovens. Ali eles aprendem a fazer projetos, invenções e atividades de risco, supervisionados por monitores. Recentemente publicaram um livro intitulado “50 coisas perigosas que você deveria deixar os seus filhos fazerem” [Fifty Dangerous Things (you should let your children do)]. Escrito com uma boa dose de provocação, é um guia de jogos “perigosos” que oferecem alternativas de diversão altamente enriquecedoras: acender fogueiras com lupas, escalar árvores, jogar futebol de noite ou na chuva, atravessar um rio por uma corda, subir no telhado...

Mesmo admitindo-se que poderá haver alguma ideia disparatada no livro, este pelo menos tem o mérito de meter o dedo em uma das chagas contemporâneas: a obsessão pela segurança e em evitar a todo custo que os filhos sofram ou passem algum mau momento.

Logicamente, os pais deverão descobrir o ponto médio entre proteger demais e “deixar a coisa solta” (o que também é uma forma de egoísmo disfarçado). A prudência os levará a discernir o que verdadeiramente representa uma ameaça para os filhos e o que não. Mas devem ter presente que educar é sempre um risco da liberdade, e só confiando nas potencialidades racionais e volitivas dos filhos, ou seja, na capacidade que eles têm de ir distinguindo o bem do mal, fruto da boa educação na infância, será possível sonhar com filhos maduros, felizes e viver em paz.

e-mail: malheiro.com@gmail.com BLOG: escoladesagres.org

Thursday, August 12, 2010

Os pais que já estão juntos do Pai - 4

Por: Liana Clara

1) Quais as características mais marcantes de seu pai, como pessoa e como pai?

Meu pai sempre foi um homem trabalhador e honesto. Lembro de vê-lo trabalhando em dois empregos para poder dar mais conforto a família e, mesmo chegando cansado dos dois turnos de serviço, ainda arrumava tempo para fazer consertos em casa e para brincar comigo e minha irmã. Foi um marido apaixonado e dedicado até a morte da minha mãe e continuou fiel a ela depois.

2) Descreva alguns fatos marcantes no seu relacionamento com seu pai.

Lembro dele com seus intermináveis telefonemas, contando casos do passado, perguntando sobre os netos e sempre sem querer terminar a conversa. Fomos muito unidos, desde pequena eu gostava de estar junto dele acompanhando seus consertos e suas criações com madeira. Ele era muito habilidoso e criativo.

3) Mande um recado amoroso e bem-humorado para seu pai, por favor.

Pai, nós todos nos lembramos a cada dia do senhor e seus netos também guardam muito boas recordações, valeram e muito a sua vida e seus ensinamentos. Sua neta caçulinha tem seu retrato ao lado da cama, colocado por ela mesma.
Espero que tenha conseguido seu desejo: Encontrar a mamãe. O céu deve ser muito bom junto dela e de Deus.

Wednesday, August 11, 2010

Pai, pai, os pais

Por Ana Lúcia Travassos Romano

Este será meu primeiro Dia dos Pais sem meu pai aqui na terra.

Meu pai não deixou herança, não fez testamento.

Encaminhou os filhos para Deus através de seu grande amor à Igreja e a Jesus, foi sua herança.

Apresentou-nos e abalizou o Opus Dei para a família, foi seu testamento,
Deixou um seguro para o amor de sua vida, minha mãe: minutos antes de morrer, entregou sua aliança ao filho mais velho dizendo para que entregasse à nossa mãe e partiu, livre dos laços terrenos. Para ela deixou também seguro em dinheiro, pois era homem com pés na terra.

Das muitas histórias engraçadas ou interessantes sobre dele conto aqui seu encontro com minha mãe que sempre me ilustrou o papel da vontade humana decidida.

Lá vai:
Após a prova para ser professor do IME, meu pai, foi à praia, uma de suas paixões (estava de calção de banho por baixo do uniforme do Exercito). Tinha consciência de ter feito uma boa prova e certeza da aprovação. Pensou: Já tenho um bom emprego, agora preciso encontrar uma boa mulher e casar.

Minha mãe tinha tido permissão de meu avô para ir, pela primeira vez, com uma amiga à praia no Rio de Janeiro. Só ia em Angra, na fazenda deles.

De repente, a barraca delas voou, meu pai correu para pegá-la e fixou na areia e lhes disse: Agora, aproveito a sombra com vocês...

Depois, acompanhou minha mãe até sua casa...

A vida inteira meu pai ouviu a gozação dos filhos e dos amigos de que meu avô tinha razão em proteger a filha para que não encontrasse “certos elementos” nas areias das praias do Rio.

Nesta véspera dos dias dos pais lembro também de um grande amigo dele, falecido no mesmo ano, que eu tinha como meu pai aqui no Rio, já que o meu morava em outra cidade, César Valente.

Fiquei duplamente órfã, mas os dois devem estar divertindo-se muito no céu....