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Monday, October 29, 2012

Fazendo o dever de casa com os filhos



É muito importante acompanharmos as tarefas escolares de nossos filhos e dar apoio sempre que for necessário, mas também é muito importante que eles aprendam, desde pequenos, que os deveres são seus, para o seu próprio crescimento. Sendo assim, precisam colocar seu esforço pessoal para executá-los. Os pais devem estar atentos, saber qual matéria foi dada, saber se fizeram as lições, determinar um tempo para isso, após a volta do colégio, mas tentar não fazer com eles e nem tampouco por eles. 

Fazendo desse modo, os filhos aprenderão a ter responsabilidade e também serão mais determinados, tornando-se independentes e saberão lidar melhor com o tempo e a liberdade. Várias virtudes poderão advir desta pequena atitude dos pais.

O filho precisa entender que o dever de casa ajuda a fixar o aprendizado que ele teve em sala de aula. Através dessas tarefas, tanto os professores como os pais vão poder avaliar o aprendizado da criança e acompanhar o desenvolvimento dos filhos na escola.

Então vamos aprender a educar nossos filhos, deixando-os fazer suas tarefas, sem sentar ao lado e ficar ensinando de novo o que deveriam ter aprendido em sala de aula. Dar um apoio, uma vez ou outra, é importante, mas nunca ser uma bengala para os filhos usarem a todo o momento que acham que precisam.

Vamos orientar; participar de tudo que acontece na escola dos filhos, vamos também elogiar seus êxitos e dar ânimo na hora das pequenas quedas. Porém, deixemos que se esforcem para resolverem seus problemas diários. Isso tudo será um grande aprendizado para a vida futura de adultos em seus trabalhos.

Saturday, December 4, 2010

Aprendendo com a repetência : caso a caso e sem drama

Escrito por Agüero Natalia A.

Como regra geral, sempre se deve ajudar o máximo a um aluno para que passe de ano. No entanto, quando os esforços da criança e o apoio dos pais e professores não dão resultado, muitas vezes se justifica a repetência.

Não existem receitas ou regras de ouro para determinar quando uma criança deve repetir a série. Este é um tema que é avaliado caso a caso e cuja chave é fazer um diagnóstico apropriado. Trata-se de descobrir de que o aluno precisa, e é fundamental conhecê-lo muito bem, por meio de um minucioso acompanhamento.

Segundo a psicóloga Maria Paz Soublette, a repetição funciona muito bem quando se detecta imaturidade em algumas áreas de desenvolvimento e é necessário nivelar essa criança com os alunos de um curso inferior. Existem crianças de cinco anos que têm um desenvolvimento geral de quatro. Eles se sentem sobrecarregados, não porque não têm capacidade, mas porque necessitam de um programa com menor nível de exigência. O importante é detectar estes casos o mais rapidamente possível, enquanto ainda não se estabeleceram fortes laços de amizade. “Ela acrescenta que a repetição também se justifica quando o aluno tem grandes lacunas no conhecimento em determinadas disciplinas. "Se uma criança não rende bem, porque sua mãe morreu ou teve que sair da escola por vários meses devido a doença, a pior coisa para ele seria passar de ano com uma avaliação errônea, pois o conhecimento que não apreendeu lhe será fundamental para continuar aprendendo”, disse Maria Paz.

No entanto, existem outros casos em que repetir um ano está longe de ser a solução. A psicopedagoga Josefina Barros explica que quando uma criança tem uma deficiência específica de aprendizagem, dificuldades específicas de matemática ou de linguagem, problemas emocionais, entre outros ,não necessita de uma repetição, uma vez que vai se insistir no erro, mas que receba apoio adequado para o sucesso.

"Às vezes você tem que fazer avaliações diferentes em determinadas áreas de aprendizagem ou de adaptações curriculares, a fim de adaptar o conteúdo para as crianças aprenderem. Aqui é essencial o apoio de fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, neurologistas e outros especialistas que trabalham em parceria com os pais e professores. Trata-se de ir junto com seu filho desde a infância e conhecê-lo muito bem para tomar as decisões corretas ", disse Josefina.

Flor María Alarcón, diretora do Liceu José Domingo Cañas de Quilicura, adverte que esta aliança estratégica entre pais e professores são muito complicadas nas escolas com poucos recursos, quando os responsáveis trabalham o dia todo e não têm o treinamento nem o tempo para apoiar seus filhos em suas dificuldades escolares.

Visão de futuro

Embora seja verdade que algumas crianças ou os pais podem perceber a repetição como um fracasso, mesmo como uma punição, Maria Paz Soublette garante que muito mais grave é a cada dia a criança estar experimentando falhas que levam à desmotivação para a aprendizagem. Em sua opinião, a criança deve ter experiência de sucesso para ficar animado com o conhecimento, e se todo dia você está errado, a frustração e a decepção serão muito maiores.

"A criança que repete a série passará por um processo normal de frustração no qual é fundamental acompanhá-lo. Vai ser um momento doloroso em que os vínculos sociais vão se fechando e abrindo alguns outros, mas, provavelmente, após alguns meses, o problema é superado. Do ponto de vista acadêmico, o primeiro ano depois de repetir geralmente é muito bem sucedido, porque alguma coisa a criança já recordará do ano anterior e isso ajuda muito ", diz a psicóloga.

É também muito importante envolver as crianças e seus pais sobre a questão da repetição, para que nenhum deles encare como um fracasso ou um castigo.

A psicopedagoga Josefina Barros diz: "Temos de garantir que o aluno entenda que está se tomando uma decisão para o seu bem e que objetivamente precisa desta retomada. Por outro lado, os pais devem prestar atenção às expectativas que têm a respeito de seus filhos, porque recebem a repetência como algo terrível "

Flor María Alarcón, por sua vez, afirma que em ambientes com menos recursos, é difícil para os pais compreenderem a vantagem da repetição. "Eles vêem isso como uma punição. Pelas condições sociais e econômicas em que vivem, tudo o que querem é que seus filhos deixem a escola o mais rápido possível ", afirma.

No entanto, todos concordam que de alguma forma temos que deixar de dramatizar, porque embora seja doloroso, trata-se de um pequeno fracasso escolar que preparará a criança para enfrentar a vida na qual, sem dúvida, terá que sofrer muitas frustrações.

Fonte: La Tercera

Thursday, October 21, 2010

Seminário discute novos caminhos para a educação

Um assunto que interessa as famílias com filhos universitários

Ana Beatriz Pessanha - Estagiária de Jornalismo FCC/UFRJ

O Salão Dourado do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ recebeu em setembro de 2010, o VI Congresso de Engenharia do Entretenimento. O tema dessa edição foi Edutainment, conceito que busca fazer a interação entre entretenimento e educação, possibilitando novas formas de aprendizagem. Promovido pelo LEE, Laboratório de Engenharia do Entretenimento, da COPPE/UFRJ, o congresso discutiu as formas de tornar educação e diversão palavras cada vez mais interligadas

Abrindo a série de palestras, Luis Fernando Oliveira, integrante da equipe de desenvolvimento do Desafio SEBRAE, explicou o funcionamento do projeto destinado a jovens universitários, que consiste num jogo simulatório das atividades de uma empresa. Os estudantes, divididos em equipes, exercitam o empreendedorismo, criando e administrando um negócio por meio de um software digital. Após a competição virtual, as equipes enfrentam-se numa fase presencial, de onde sai o vencedor nacional que enfrentará as melhores equipes do desafio nos países da América Latina.

Segundo Luis Fernando, “a missão do Sebrae é promover sonhos”. E viver a aventura de administrar o próprio negócio, com seus possíveis percalços, é o que o desafio propõe. Por meio da estética de vídeo game, utilizando o que há de lúdico na ferramenta contemporânea, os estudantes são atraídos para o conhecimento e têm a oportunidade da experiência prática.
O Desafio SEBRAE, em 10 anos de trabalho, já formou cerca de 830.000 universitários, de 459 cursos diferentes. Prova desse interesse diversificado foi a plateia que esteve no Salão Dourado durante a palestra, que abrigou desde estudantes de Artes Cênicas a futuros engenheiros de produção, passando pelos cursos de Direito e Informática.

Esse foi só o início de um conjunto de discussões que o congresso promoveu a fim de ultrapassar as fronteiras entre entretenimento e educação, mostrando que, na era das redes, até o que costumava estar em rotas diferentes pode estar interligado, construindo o mesmo caminho.

Para saber mais sobre Edutainment, acesse:http://www.lee.ufrj.br/
Luis Fernando Oliveira, integrante da equipe de desenvolvimento do Desafio SEBRAE; foto Eneraldo Costa

Thursday, August 19, 2010

Família e Escola: aliados ou inimigos?

Por: João Malheiro, doutor em Educação pela UFRJ

Alguém me dizia certa vez, evidentemente de forma irônica, que se um marciano aterrissasse no nosso planeta e observasse o nosso relacionamento social, perguntaria perplexo a qualquer terráqueo: “Olhe: aconteceu alguma revolução recentemente nas famílias de vocês? É que se percebe um fato curioso: os pais vão buscar os filhos às quatro horas da manhã numa festa longínqua, carregam suas mochilas quando os levam para a escola mesmo já grandinhos, correm desesperados aos supermercados para comprar guloseimas que seus pimpolhos lhes exigem deitados no quarto vendo TV, matam-se de trabalhar para que eles viajem nas férias para a Disney, chegam indignados nas escolas para reclamar das más notas com os professores... Os jovens fizeram alguma revolução e estão “dominando” a terra?”

Apesar de que tais filmes de ficção estejam na moda, na verdade a cena imaginada reflete a realidade do momento. Percebe-se um crescente excesso de protecionismo sobre os filhos e consequentemente uma geração de pais exaustos e de filhos superprotegidos e imaturos. Vários motivos para tais comportamentos paternos são apontados pelos psicólogos e sociólogos: desejo de compensar ausências físicas, desconhecimento de outras formas mais profundas de amar, influências modernistas que não se pode exigir, associação distorcida do prazer com felicidade, visão do sofrimento como um mal que é preciso evitar a qualquer custo, frustrações de infância que se projetam depois nos filhos, formas egoísticas de amar-se a si próprios através dos filhos como extensões do próprio eu...

Há alguns anos, nas escolas dos Estados Unidos ganhou fama o conceito de “pais helicópteros”: bastava o filho chegar a casa com uma suspensão da diretora da escola, ou emburrado devido a uma advertência mais incisiva de um professor, ou ainda exibindo algum arranhão no braço fruto de uma briga no recreio para que os pais aterrissassem imediatamente no colégio para pedir explicações. Infelizmente, como quase tudo que acontece por lá, esta moda também chegou à nossa realidade brasileira. Muitos pais vêem no centro educativo que escolheram para educar seu filho apenas um lugar onde este deve aprender uma série de conteúdos da forma mais lúdica possível e sem esforço, e esquecem (talvez nunca tenham aprendido) que a escola deve ser muito mais do que isso. A escola deve ser um lugar privilegiado para formar, nos pupilos a inteligência teórica (a que lhe permite adquirir os conteúdos), a inteligência prática (a que o faz aprender a escolher aquilo que o torna realmente feliz), a vontade (que harmoniza inteligência e afetividade rumo ao bem) e, por fim, a afetividade (instintos, sentimentos, emoções, paixões) direcionado-a para os outros. Acredito, portanto, que os pais devam se preocupar muito mais com o que está acima do que com o importante resultado do ENEM...

Quando os pais se sentem os principais protagonistas desta educação integral e enxergam na escola apenas uma continuadora do que ensinam em casa, e quando tentam educar em todas essas frentes no seio do próprio lar, sentindo na pele que se trata de uma tarefa árdua, que exige muito mais dizer “não” do que “sim” – este último especialmente nos primeiros anos de vida até ao início da adolescência – ficam muito agradecidos por encontrar na escola uma aliada que também se sacrifica para que seu filho seja uma pessoa de verdade. Vislumbram, por trás da exigência do dever de casa, do livro difícil que é preciso ler, da obrigatoriedade do uniforme da educação física, da pontualidade na entrega dos trabalhos, da decência nos relacionamentos, um parceiro que quer realmente o melhor para o próprio filho.

Fica claro, portanto, que os “pais helicópteros” precisam refletir melhor acerca do genuíno conceito do que significa e para que serve educar, percebendo que não podem deixar-se dominar por sentimentalismos enganosos. Só pais com autoridade moral – isto é, que se esforçam por dar sempre bom exemplo e exigem dos filhos os mesmos valores e virtudes que vivem –, são capazes de compreender o verdadeiro papel da escola: formar um ser humano que pensa e que ama. Este será sempre o critério para avaliar corretamente uma escola.
Contra este excesso de protecionismo se rebelaram os pais Gever Tulley e Julie Spigler, fundando a Tinkering School. Trata-se de uma colônia de férias de verão nos Estados Unidos que pretende fomentar a criatividade dos jovens. Ali eles aprendem a fazer projetos, invenções e atividades de risco, supervisionados por monitores. Recentemente publicaram um livro intitulado “50 coisas perigosas que você deveria deixar os seus filhos fazerem” [Fifty Dangerous Things (you should let your children do)]. Escrito com uma boa dose de provocação, é um guia de jogos “perigosos” que oferecem alternativas de diversão altamente enriquecedoras: acender fogueiras com lupas, escalar árvores, jogar futebol de noite ou na chuva, atravessar um rio por uma corda, subir no telhado...

Mesmo admitindo-se que poderá haver alguma ideia disparatada no livro, este pelo menos tem o mérito de meter o dedo em uma das chagas contemporâneas: a obsessão pela segurança e em evitar a todo custo que os filhos sofram ou passem algum mau momento.

Logicamente, os pais deverão descobrir o ponto médio entre proteger demais e “deixar a coisa solta” (o que também é uma forma de egoísmo disfarçado). A prudência os levará a discernir o que verdadeiramente representa uma ameaça para os filhos e o que não. Mas devem ter presente que educar é sempre um risco da liberdade, e só confiando nas potencialidades racionais e volitivas dos filhos, ou seja, na capacidade que eles têm de ir distinguindo o bem do mal, fruto da boa educação na infância, será possível sonhar com filhos maduros, felizes e viver em paz.

e-mail: malheiro.com@gmail.com BLOG: escoladesagres.org

Friday, June 25, 2010

A importância de aprender uma segunda língua

Por Agnes G. Milley

Até o final do século XIX, aprendia-se um segundo ou terceiro idioma com o objetivo principal de ler as obras da Literatura Universal em sua versão original.

No século XX, as duas Guerras Mundiais ampliaram essa busca do conhecimento de outras línguas, pois os exércitos e as populações precisavam comunicar-se. Além de ler, falar a língua estrangeira tornou-se muito importante. Linguistas debruçaram-se sobre o problema e desenvolveram técnicas de ensino que vêm sendo aprimoradas até hoje. Esse estudo envolve, atualmente, universidades, editoras, livrarias e um sem número de professores em todo o mundo, gerando empregos e fazendo circular enormes somas de dinheiro.

A industrialização, o progresso tecnológico e o turismo suscitaram a criação de novos termos e linguagens próprias de cada uma dessas áreas. Como poderíamos inserir-nos nesse novo mundo sem dominar uma ou mais línguas além da que herdamos de nossos pais?

Como professora de Língua Inglesa, a experiência e a observação levaram-me a defender uma posição em relação a esse aprendizado: quando nossas crianças começam a frequentar cursos de línguas aos sete, oito anos de idade, elas tendem a se cansar por volta dos quatorze, quinze anos, sem ainda dominarem suficientemente o idioma. Quando chegam ao vestibular, o curso de línguas passa a ter, para elas, importância secundária. Depois, a faculdade toma todo o tempo, e, formados, os nossos jovens não têm mais tempo. Começam a vida profissional sem a proficiência exigida pelo mercado de trabalho.

Tenho conhecimento de já há anos atrás sobravam centenas de bolsas de estudo oferecidas pelo Conselho Britânico. Os candidatos eram aprovados nas matérias específicas de suas áreas, mas faltava-lhes fluência em inglês.

Sugiro que nossas crianças nadem, joguem bola, brinquem, e, mais tarde, façam um curso mais intensivo, quando, então, seu progresso será mais palpável.

Caro aluno, uma vez terminado o curso e com o certificado nas mãos, não pare! Leia sempre, ouça música, escreva e mantenha correspondência com pessoas que morem fora, e BOA SORTE!

Wednesday, November 11, 2009

Um sonho para o Brasil - uma realidade em SP – CEAP - Centro Educacional e Assistencial de Pedreira

Uma amiga de São Paulo, Maria Berard, me enviou esta sugestão que posto hoje aqui. Uma escola técnica que deveria ser multiplicada por todo este imenso Brasil. Caso houve interesse dos nossos governantes, com certeza teríamos menos meninos na rua e mais gente com formação técnica especializada nos quatro cantos desta nossa imensa terra.

Vamos ler um pouco sobre Pedreira – Como é chamada pelos amigos – E entender vendo também o filme que coloco adiante.

É uma escola técnica para rapazes carentes que dispõe de tudo o que uma escola de “primeira linha” pode oferecer.

Tem atualmente capacidade para 500 alunos e conta com aproximadamente 5.000 m² de área construída, distribuídos em um terreno de 23.000 m². Oferece cursos básicos de Eletricidade Residencial e Industrial, Auxiliar de Informática e Informática Aplicada, e cursos técnicos de Administração, Telemática e Telecomunicações, com duração de um a dois anos.

A admiração da população local pela escola é muito grande e reflete-se no carinho que demonstra na sua conservação: praticamente não há pichações, invasões ou depredações em suas dependências, nem mesmo inscrições ou rabiscos são encontrados nas carteiras, portas e banheiros. Também há uma grande conscientização no cuidado dos equipamentos. Quanto à motivação pelo estudo, uma atitude comum dos alunos resume esse espírito: os estudantes indisciplinados são rejeitados pelos seus próprios companheiros.

Muitos dos alunos tornam-se, em suas famílias, a principal fonte de renda, o que constitui um impacto social relevante. Além disso, deixam a escola com a clara consciência da necessidade de estudar com afinco e dedicação. Com essa mentalidade, é comum que muitos dos alunos da Pedreira cheguem ao nível universitário, uma meta quase que inimaginável no início de seus estudos, em virtude de suas difíceis condições de vida.

Em atitude de retribuição pela formação recebida, vários dos antigos alunos retornam à escola, buscando servir segundo suas próprias possibilidades: alguns tornam-se professores, outros preparam aulas para os estudantes pré-vestibulares e outros chegam até mesmo a contribuir financeiramente, de forma a viabilizar a contínua expansão do espaço físico e manutenção das atividades, propiciando às futuras gerações o acesso a um ensino gratuito e altamente qualificado.

Seus objetivos são:

1- Colaborar com os pais na formação de seus filhos, ajudando-os a adquirir virtudes que os tornem melhores cidadãos e companheiros.

2- Formar os professores para que, através de seu modo de ser e de agir, sejam exemplo de pessoas laboriosas, honestas e confiáveis, capazes de realizarem trabalhos bem acabados e com qualidade.

3- Proporcionar aos alunos uma capacitação profissional, dentro de parâmetros éticos que os levem a viver de modo honesto e solidário.

4- Através de sacerdotes da Prelazia do Opus Dei, proporcionar, aos que desejam uma profunda formação cristã.


As receitas do Centro Pedreira provêm exclusivamente de doações e não recebe nenhuma ajuda financeira de órgãos públicos. Cada aluno custa mensalmente R$ 260,00 por mês. Os alunos permanecem em média 2 anos no CEAP, o que significa que cada aluno custa em média R$ 6.240,00 para se formar.
As contribuições podem ser feitas através de depósitos bancários diretamente em conta, ou através de assinatura de “Cartas de Contribuição” As CARTAS DE CONTRIBUIÇÃO.
Visitem o site da escola: http://www.pedreira-centro.org.br/joomla/

Friday, October 16, 2009

COMO ESCOLHER A ESCOLA PARA O MEU FILHO? - entrevista

Um bom momento para avaliarmos onde colocaremos nossos filhos no próximo ano escolar.

ENTREVISTA COM João Malheiro - Doutor em Educação pela UFRJ

1 - Que tipo de escola é ideal para uma criança?

A escola ideal para uma criança é aquela que saiba conjugar duas forças complementares: as características temperamentais, psicológicas e físicas da criança com o ideal de educação que a família pretende dar para ela. Não é conveniente colocar uma criança num colégio forte, exigente, que cobra bastante, que estimula a competição se ela é muito ansiosa, preocupada com a sua imagem, tem dificuldades em assimilar habitualmente os conteúdos, não gosta de estudar, etc. Essa criança poderá sofrer um stress precoce – que lhe fará muito mal – e aumentar muito a sua baixa estima. Muitas vezes a baixa estima – fato muito comum nas crianças atuais – nasce dos pais colocarem altas expectativas nos sucessos escolares do seu filho e ele não ser dos mais capacitados. É melhor, para estes casos, buscar uma escola que, devendo ser também exigente, não prima tanto pela competição escolar. O segundo aspecto é procurar aquele estabelecimento de ensino que sintonize com os valores da família. A pior coisa do mundo é a criança ser educada num clima de incoerência: ela ficará insegura no início e depois “instintiva” na adolescência. É fundamental para um perfeito desenvolvimento da personalidade da criança que os pais tenham uma base ideológica humana e espiritual que vá se integrando perfeitamente com a escola. Ambas têm que fazer um trabalho conjunto. Caso contrário, pode acontecer, por exemplo, que a família fale para o filho que é muito importante rezar antes de dormir e a escola diga que rezar é “careta”! É muito importante que a família antes de matricular o seu filho numa escola decida se vai querer uma escola religiosa ou leiga, de só de meninos ou mista, com atividades extracurriculares ou não, se bilíngüe ou normal, para depois se preocupar com os demais aspectos internos da escola.

2 - Que tipo de valores e exigências devem ser observados na escolha?

Além de examinar se existe sintonia da escola com os valores da família, que falamos anteriormente, fundamentados em princípios, convicções e regras que a família acredita levarem a uma perfeita realização humana e espiritual, que devem ser definidos em qualquer família que se forma – chamado por mim projeto de educação familiar – deve haver a busca por um ensino de qualidade. Cada vez mais, devido aos seus altos custos, o investimento educacional exige um retorno convincente. É mais do que sabido que o sucesso profissional está cada vez mais atrelado às reais competências e habilidades que a criança adquire nos primeiros anos de escolaridade. O mercado competitivo e com cada vez menos empregos, está exigindo pessoas diferentes e com um preparo diferenciado. Por isso, deixar a criança numa escola fraca, onde não exige (e nos exige) um acompanhamento diário dos seus estudos, onde tudo é alegria, esportes, festinhas, teatros, apresentações musicais, enfim, tudo muito lúdico, simplesmente estamos nos enganando e enganando o próprio filho. Mais tarde pagaremos a “conta” por esta ilusão.
Apesar de estar de moda este modelo de educação lúdica, onde o professor deve ser apenas um “orientador”, que somente estimula a criatividade da criança, que não deve haver conteúdos específicos, horários, salas de aula, etc., mas uma grande interdisciplinaridade, eu acredito que os seus frutos já nos podem ajudar a concluir que é preciso ir mais além. É preciso conjugar ensino lúdico com exigência, buscando cada vez mais a individualização no ensino-aprendizagem, isto é, buscar a riqueza e a potencialidade individual de cada aluno. Tem uns que podem render mais em certos aspectos que outros, como em matérias de exatas, então há que puxá-los para cima nessas áreas. Existem outros que têm habilidades artísticas: então é preciso dar-lhes oportunidades de mostrarem seus dons e talentos e serem avaliados convenientemente. Mas tudo, sempre com muita exigência, esforço e com alto grau de profissionalismo. A motivação escolar – fator muito preocupante, hoje em dia, em qualquer professor de sala de aula – está muito relacionada com a alta estima que é fomentada, não só por metas e sucessos - muitas vezes não alcançados – mas pelo estímulo no desenvolvimento desses dons e talentos individuais da criança.

3 - A que detalhes os pais devem ficar atentos?

Acredito que a primeira grande preocupação que os pais devem examinar ao escolher uma escola é verificar se existe e qual é o seu Projeto Político Pedagógico. Quais são os conteúdos ensinados? Qual é a metodologia empregada? Como é administrada a disciplina dentro e fora de sala? Quais são os métodos de avaliação? Responder a estas questões, procurando saber se de fato é político, isto é, se existe uma participação da comunidade escolar, da família, procurando chegar a alguns consensos em questões opináveis, etc. estaremos com condições de saber se o nosso filho está entrando por caminhos de ensino de qualidade, em todos os seus aspectos. Depois, verificar como é composto e formado – antes, durante e depois – o corpo docente. Infelizmente, muitas vezes, por as escolas terem que reduzir seus custos são obrigadas ou a manter financeiramente professores em patamares pouco motivantes ou então a contratar outros que não apresentam o melhor histórico escolar. Infelizmente, é uma pena que a grande maioria dos pais, nos dias atuais, descarreguem a educação de seus filhos totalmente na escola e não se preocupem em saber quem está “alimentando” ou “envenenando” seus “pimpolhos”... Depois, é importantíssimo que se “capte” o clima organizacional e ambiental da escola. Verificar se as crianças estão felizes, estão soltas, se sentem na sua segunda casa ou se, pelo contrário, existe um clima tenso, desanimado, briguento, desleixado, etc. É muito elucidativo observar os murais de avisos e dos trabalhos, conhecer a biblioteca – tanta na sua quantidade como na sua qualidade – os folhetos e impressos da secretaria, etc, pois a forma como tudo isso é apresentado reflete a “alma” do colégio. Dentro dessas visitas, é preciso se preocupar também com a qualidade e tipo de instalações – número de alunos em sala de aula, se tem área esportiva adequada, computadores modernos, etc – pois estes detalhes refletem o corpo do colégio. Alma e corpo devem ser sadios! Dois últimos detalhes devem ser considerados, apesar de não serem essenciais: localização da escola, uma vez que o trânsito hoje é um problema sério nas grandes cidades; e o horário de funcionamento. No Rio de janeiro, existe um colégio renomado que, depois de muitos anos, percebeu que oferecer um ensino médio no período da tarde – quando todos os demais da cidade são de manhã – era um fator de desmotivação e de alienação social.
4 - Quais os prós e contras de uma escola grande ou de uma pequena?

Uma escola grande tem a vantagem de contar com mais recursos financeiros, quando é bem administrada. Se o sucesso de todos os aspectos anteriores sobressaídos dependem bastante de recursos econômicos, é claro que uma escola grande traz mais vantagens. Além do mais, uma escola para se tornar grande exige, normalmente, muito tempo, o que significa experiência, tradição, imagem. No Rio de Janeiro, por exemplo, os melhores colégios em resultados nos vestibulares são quase todos considerados grandes. Por outro lado, uma escola pequena consegue buscar com mais facilidade essa individualização, tanto no aprendizado como na própria avaliação. Outras vantagens, é que fica mais fácil organizar eventos, viagens, visitas culturais, etc., em escolas menores, além de a família poder ter uma maior participação na gestão escolar.
5 - Que tipos de informações os pais devem ter sobre o corpo docente?

Além de procurar conhecer muito bem a sua formação, aludida anteriormente – é sempre o mais importante, para que haja aquela sintonia com os valores da família referida no início da entrevista – é importante saber também a sua metodologia. São da linha tradicional? São mais modernos? Sabem exigir ou não? Como “negociam” a disciplina e a avaliação? Estão disponíveis para conversar com os pais? Todas estas questões podem estar em desacordo com a nossa maneira de ver a educação.

6 - Quais são os métodos pedagógicos mais comuns? Como são e quais são seus pontos positivos e desfavoráveis?

Existem os chamados métodos tradicionais – também chamados de “cuspe e giz” – onde o professor expõe um conteúdo, aplica exercícios, manda lição para casa de fixação e depois a cobra na aula seguinte e nas provas. E existem os chamados métodos modernos, onde não existe uma autoridade clara e definida do professor, onde os conteúdos não são claramente definidos, mas se procura que o aprendizado seja através de projetos de trabalho, onde a criança, na busca de resolução de problemas, aprenda de forma lúdica. Normalmente, a informática é vista como ferramenta indispensável no aprendizado. As avaliações são mais flexíveis, podendo contar inclusive com a auto-avaliação. Dificilmente, alguém reprova.
Sou da opinião que é necessário chegar a um equilíbrio dialético entre estes dois métodos. Sem dúvida, que a aplicação somente dos métodos tradicionais já estão ultrapassados. Por outro lado, acredito ser altamente inconveniente acabar com a clara divisão dos conteúdos por matérias ou disciplinas. Agora que todos já entendem um pouco de informática e da ordem dos arquivos em pastas, para melhor localização dos mesmos, fica fácil entender como funciona a nossa memória: ela continuamente vai abrindo “pastas” dentro de “pastas” relacionando-as umas com as outras, para que quando seja necessário buscar essa informação, o raciocínio seja rápido. Imaginemos agora abrirmos o nosso “explore” e só encontrarmos umas poucas “pastas”, cognominadas, por exemplo, como “experiências”, “vivências”, “sentimentos”, etc, acho que é de senso comum vislumbrar dificuldades sérias no aprendizado. Acho que é muito importante o professor saber misturar aulas expositivas de “cuspe e giz” com outras de computador, powerpoint, etc., com apresentação de seminários, com filmes e teatros, com visitas a empresas, porém, como já insisti bastante, que tudo isso não seja sinônimo de “marmelada”, mas de aulas bem preparadas, com profissionalismo e que saibam exigir dos alunos sempre muita dedicação, esforço e compromisso com o seu próprio projeto educacional.

7 - É possível encontrar uma escola pública ideal?

A minha pesquisa recente de mestrado na UFRJ – 1º semestre de 2003 - em 9 escolas públicas municipais do Rio de Janeiro demonstrou que, infelizmente, atualmente não! Que a legislação educacional em vigor não permite criar um ambiente escolar favorável e positivo tanto para os professores compromissados com a educação quanto para os alunos que querem aprender, pois o fato de as escolas terem que aceitar todos os tipos de alunos, de muitas terem que “ceder” na aprovação automática, de terem que conviver com todos os problemas intrínsecos e extrínsecos que o tráfico de drogas traz consigo não permite que haja as mínimas condições de motivação para quem quer ensinar e para quem quer aprender. Os professores municipais e estaduais estão sofrendo muito com essas mazelas sociais, estão desmotivados, cansados, desanimados e se percebe uma apatia generalizada por parte de nossos governantes. A questão que sempre me levanto é a seguinte: será incapacidade pedagógica/educativa ou simplesmente descaso? Quero sempre acreditar que é a primeira alternativa...
Porém, se olharmos para algumas pouquíssimas escolas públicas de excelência que têm autonomia para impor algumas regras e limites, se pode perceber que é possível sonhar com uma escola pública ideal... Portanto, é questão de se caminhar a passos mais rápidos para uma verdadeira autonomia, buscando uma legislação que responsabilize mais e melhor os respectivos diretores de escola pública.

Thursday, October 15, 2009

Dia dos Mestres - ainda vale a pena ser professor.

Texto de Maria Teresa Serman
Reparem o tom otimista que imprimi ao título: não deixei dúvida, pois não foi uma indagação; portanto está implícito que sempre valeu à pena.

Mestre é uma palavra de significado e importância tais que já foi dito por Quem sabia de todas as coisas que "Mestre só há um". Contudo, a primeira acepção (significado, não complica, professora!) é docente, professor. E isso remete indiscutivelmente à família, aos pais, em primeiro, segundo e demais lugares.

Daí batemos na mesma tecla, a básica - as dificuldades atuais, que são imensas e preocupantes, para o educador profissional, originam-se na lacuna que a falta de orientação familiar vem deixando. os pais se omitem por medo, culpa( talvez pela falta de tempo que vêm dedicando aos filhos ) ou fraqueza nos princípios que devem guiar sua vida. Tal deficiência pesa ao professor como ônus que não lhe é devido e responsabilidade da qual não pode dar conta.

Por isso, a melhor maneira de homenagear os docentes é devolver a quem de direito o dever da formação fundamental do indivíduo. Não sobrecarreguem o professor com encargos extras, embora ele seja, por definição, um educador, não apenas transmissor de conhecimento técnico. Não lhe cabe ensinar a cumprimentar, agradecer, se desculpar, falar com respeito, ter postura adequada ao ambiente em que está - só na pré-escola, e também com a corroboração dos pais. Tentar remoldar um mármore mal esculpido é um trabalho insano, não há artista que consiga.

Acima de tudo, desejamos que os professores sejam respeitados, bem remunerados, tratados com o carinho que todo profissional deve merecer. Pela parte que nos cabe, que nos ponhamos à altura da missão que nossa vocação nos confiou. Que eduquemos mais pelo exemplo do que pela teoria transmitida; mais pelas atitudes que pelas palavras, por mais eruditas que estas sejam. Vivam os verdadeiros professores! E que não apenas sobrevivam.