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Wednesday, March 20, 2013

Quantos filhos nos enlouquecem?

Estive pensando em algumas mães com dois filhos que se dizem enlouquecidas com o trabalho e as preocupações com as crianças. E umas desesperadas com um filho apenas.

De fato, as crianças pequenas dão muito trabalho, e, como não temos formação específica para sermos mães, ficamos apavoradas com tudo que surge em nossos bebês. Um tombo; uma doença de difícil diagnóstico; noites sem dormir; exames para fazer; casa para cuidar; trabalho fora de casa; tudo isso somado provoca um estresse muito grande.

Não quero assustar ninguém com esse meu papo, tive nove filhos e sobrevivi, ainda que meio louca!  Porém, viva e alegre, podendo aproveitar do convívio de todos, mesmo dos distantes. A internet é um bem enorme, que encurta as distâncias e ajuda a matar as saudades.

O período da primeira infância é um teste probatório para o resto das nossas vidas, ,e quando o ultrapassamos, nos tornamos mais fortes e prontos para a outra fase, menos trabalhosa, mas não menos preocupante (pra não dizer mais enlouquecedora): a adolescência.

Pela vivência que tive, não é a quantidade de rebentos que nos enlouquece, e sim o despreparo para executarmos muitas tarefas ao mesmo tempo, com alegria e boa disposição. Estamos acostumados a sermos servidos; a criação que recebemos de nossos pais não nos preparam para este tanto de obrigações e problemas; formamo-nos em muitas áreas, temos vários diplomas acadêmicos e a nossa parte doméstica fica um pouco (ou será muito?) de lado. Não há tempo nem para lavar um copo ou fazer um ovo frito, quando somos jovens e solteiros.

Deveria fazer parte da grade curricular das escolas aulas de economia doméstica e formação familiar, incluindo cuidados com os filhos. Eu cheguei a fazer um curso de Eugenia quando entrei no colegial, oferecido pela escola. Foi muito proveitoso. Seriam aulas muito mais proveitosas do que querer ensinar educação sexual, fornecendo camisinhas e ensinando o tal “sexo seguro” , totalmente fora da realidade e que invade um terreno próprio dos pais.

Na hora de criar e educar os filhos, todo o nosso conhecimento acadêmico fica em segundo plano, e surge em nós o instinto de mãe, que, graças a Deus, temos bem apurado, para dar continuação ao nosso cuidado com as crianças.

Os filhos não nos enlouquecem, o que nos deixa desvairadas é a nossa consciência de estarmos despreparadas para tal incumbência. A sensação de impotência diante de uma criança com 39º de febre, ou vomitando sem parar, isso sim nos abate e mina a alma. Mas, somente com confiança e fé em um Deus-Pai todo poderoso, vamos levar adiante e ultrapassar as barreiras da insanidade e conseguir ter quantos filhos Deus permitir que tenhamos dentro da nossa programação familiar.

Monday, March 18, 2013

Com quem é melhor morar?

Com o advento do divórcio, as famílias estão passando por novos problemas com os filhos, na hora de se reestruturar. Quando os filhos são ainda pequenos, é quase certo que permanecerão com a mãe; porém, quando estão do início da adolescência em diante, a situação muda de figura.

Hoje, numa dessas conversar de volta pra casa com minha filha menor, ouvi que a amiga nova do colégio veio para esta unidade, onde estudam, porque agora mora com o pai. E minha própria filha diz achar estranho: “mãe, todo filho mora sempre com a mãe!”.  

Parece natural aos olhos de todos que a mãe, a que ficou nove meses com seu bebê no ventre, gerando, alimentando, enfrentando vários sacrifícios durante esta gestação, tenha alguns direitos a mais que o pai, na hora da decisão de quem ficará com os filhos.  Contudo, o filho adolescente, ou pré, numa situação dessas, já adquiriu o direito de decisão e pode escolher com quem ficar. 

Sabendo-se que a mãe é geralmente a quem mais exige dos filhos, a educadora em potencial, é natural que optem por ficar com o pai. É natural, o que não quer dizer que seja correto.

O pai com certeza vai fazer de um tudo para agradar o filho ou filha, começando por permitir ao jovem todas as suas vontades. Talvez por se sentir culpado pela separação da família. Ou porque nunca vivenciou de verdade as crises de adolescente dele.

Num momento assim, é bom não perder o foco, centrar nas necessidades reais deste filho ou filha, que merece respeito e que precisa continuar a ser educado, para obter uma formação completa e com bons princípios morais e humanos.

Fiquem com quem ficarem, os filhos necessitam dos cuidados de ambos e devem continuar a respeitar e a amar seus pais, dos quais não há separação  ainda! Com certeza os filhos precisam de coerência e da contribuição de cada um, com o mesmo tom nas cobranças e nas permissões.

Wednesday, January 23, 2013

Direitos de uma mãe de família

Uma mãe, que passa a vida inteira dedicada à família : marido e filhos, deveria ter pelo menos direito a uma aposentadoria compatível com tudo que investiu de si mesma.

Imaginem o quanto o marido faz de economia tendo a mulher com gestora de seu lar, cuidando de todos os afazeres domésticos e satisfazendo-o também na vida conjugal , uma mulher para toda a vida, com dedicação e carinho.  Essa mulher merece pelo menos uma atenção diferenciada. Um retorno de 100% de carinho e dedicação.

Vemos, com cada vez mais frequência, mulheres que usam a maternidade para obter lucros imediatos e seguros, com homens de alto poder aquisitivo; e no final elas conseguem seu intento com juros e correções monetárias . As famosas espertas , as oportunistas, conseguem tirar tudo o que querem desses homens ricos e bobos, que se deixam levar pelo "canto das sereias".  Essas conseguem driblar as leis e levar a melhor.

A verdade é que nós, as mulheres de verdade, as esposas dedicadas, não deveríamos nunca precisar nos preocupar com assegurar esse lucro monetário, por termos a estabilidade  de uma família constituída com os laços do matrimonio. Essa certeza de que tudo o que fazemos é para o bem maior da família.

Mas quando isso não acontece? Como ficam as mulheres que se dedicaram a vida inteira, ou uma boa parte dela, exclusivamente ao marido e filhos, e, de repente, são descartadas como cartas de baralho? É justo que fiquem desprotegidas por nossas leis, e deixadas sem seus direitos adquiridos e sem nenhum apoio financeiro, para continuar sua jornada com dignidade ?

É preciso abrir os olhos dos nossos juristas e nossos representantes governamentais, para que essas leis sejam mais justas e respeitem o valor dessas mulheres que se deram por amor sem pedir nada em troca. E fala-se tanto nas mulheres no poder, PRESIDENTES - a língua portuguesa deve ser respeitada, sem servir a sentimentalismos -, ministras, senadoras, deputadas, mas continuamos desrespeitadas.

Sunday, November 4, 2012

Quem é sua mãe?


Fizemos uma adaptação de um poema em espanhol, de autor desconhecido, que retrata de forma muito simpática uma mãe de verdade.
 
- Mãe é aquela senhora que guarda o lenço que enxugou o meu nariz escorrendo,  mais um pacote de lenços, uma chupeta e uma fralda de emergência, tudo na bolsa.

- Mãe é aquela tão rápida como um foguete que em  casa é bombardeado  de  todos os lugares, ao mesmo tempo.

-Mãe é a malabarista que veste o casaco com uma das mãos, enquanto abre a porta para o gato com a outra, segurando o conteúdo da caixa de correio com o  queixo, e afastando o lixo com o pé.

-Mãe é o mago que pode limpar as lágrimas com um beijo.

-Supermãe é aquela capaz de aguentar em  só braço os meus 15 quilos, enquanto com o outro puxa o carrinho cheio de compras.

-Mãe é a verdadeira campeã de atletismo, capaz de chegar em fração de segundos de 0 a 100 km/h, para evitar que eu desabe pelas escadas abaixo.

-Mãe é a heroína que espanta sempre meus pesadelos com uma carícia.

-Mãe é aquela mulher com o cabelo de duas cores, que ainda encontra tempo para ir ao salão fazer luzes. 

-Mãe é a que, além de ler e contar histórias, ainda inventa outras,  apenas para me divertir.

-Mãe é a chef capaz de me fazer uma bela refeição, com dois  punhados de restos deixados na geladeira, embora fique sem jantar.

-Mãe é a médica que sabe, bastando olhar para mim se eu tiver uma febre, como  e o que fazer.

-Mãe é a economista que renova a  a roupa antiga, tornando-a nova, para que eu me apresente muito bem.
 
-Mãe é a cantora que canta a mais doce canção noturna, enquanto me segura em seus braços.

-Mãe é aquela palhaça amadora, que me faz rir apenas movendo o rosto.

-Mãe é a sonâmbula que  consegue acordar às 4 da manhã, para ver se eu fiz xixi, mudar a minha fralda, me dar xarope, mais um pouco de água, colocar a chupeta, completamente no escuro e sem acordar.

Você entende isso? É a única, a mais bonita, o sorriso... Você

Saturday, October 13, 2012

Esposa ou mãe?



Por Maria Teresa Serman

Há alguns dias li um artigo bem interessante de Marina Colasanti, com o título de Mãe pra sempre, sobre o tema da maternização do amor que muitas mulheres dedicam a seus maridos. Diz a autora que "faz parte do chip da mulher cobrir de mimos e cuidados maternais o companheiro, como faz parte do chip dele aceitar todos os agrados, saudoso do corpo a corpo amoroso com a mãe." E ela alerta que "há riscos".

Muitas mulheres, talvez a maioria, vêm com esse "chip" bem nutrido; outras, com um tipo mais brando; raras, sem ele. Acontece com as que intensificam o instinto maternal de origem de "incluir o marido no pacote dos filhos", como muito bem definiu uma amiga nossa. O perigo é este: de essa tendência maternal tornar-se subliminar, confortável, automática. Quando se percebe, a "Grande Mãe" domina a relação conjugal e ameaça principalmente a mulher, bloqueando o processo de sedução que deve sempre ser alimentado entre os dois.

Continuando com a escritora, há, em sua opinião, "mulheres aparentemente fracas e doces (ou nem tão doces no exterior, diria eu) [que] cobrem seus homens de cuidados maternais. Começam de leve, um detalhe aqui, uma coisinha ali (..) e, aos poucos, como água que se infiltra, expandem suas atenções.(...). Tendo reduzido a filho o homem que lhe havia chegado como marido, pode começar a queixar-se de sua infantilidade.(...). Ele, dominado pelo inegável conforto de ter uma quase mãe à sua disposição, esboçará pouca ou nenhuma reação."

Ela desenvolve a teoria esclarecendo que essa atitude maternalizante pode ser uma forma de poder, de controle, ainda que inconsciente. E o homem torna-se uma espécie de "bebê gigante", sendo ela a única adulta do casal. Mais ainda, ele pode procurar em outra a fêmea que já não vislumbra em casa.

Esse alerta vale também para as mães superprotetoras, seja com os filhos ou com as filhas. O equilíbrio é, como sempre, a melhor saída, separando e depurando os afetos: filhos são filhos, não propriedades ou ursinhos carinhosos, e marido é um homem, não um debiloide ou criança grande. Não há excesso de amor, a meu ver, mas formas desviadas de expressá-lo, o que pode acontecer com qualquer pessoa, mesmo com as melhores intenções. Devemos, então, estar sempre vigilantes sobre o verdadeiro amor, aquele que liberta e amadurece.

Wednesday, September 19, 2012

Não é (só) a mãe!

Por Maria Teresa Serman


Em tudo, a primeira culpada é a mãe, não concordam? Pois é, mas no caso da concepção de crianças portadoras de anomalias genéticas, uma pesquisa muito bem embasada e coordenada, na Islândia, publicada pela conceituada revista NATURE, revelou que a idade do pai, principalmente,  não só a da mãe, é determinante para o nascimento de um bebê saudável. Quanto mais avançada a idade do genitor, maior o risco de ele transmitir novas mutações genéticas que originam o autismo e  a esquizofrenia. 

O estudo finlandês provou que o sexo masculino transfere, medianamente, quatro vezes mais novas mutações aos descendentes que o feminino. A partir da puberdade, os homens começam a produzir espermatozoides e não param mais. Já as mulheres nascem com uma quantidade fixa de óvulos que serão ou não fecundados. Como praticamente não há renovação celular neste processo feminino, reduz-se significativamente o risco de transmissão de novas mutações aos descendentes. Por outro lado, acontecem mutações benignas, essenciais para a diferenciação normal que cada DNA imprime no indivíduo. Somente 3% de novas mutações estão associadas às doenças citadas.   

Embora também influam no resultado aspectos ambientais e outros, está mais do que comprovado que a juventude dos pais preserva a saúde dos que geram. E um processo contínuo, sem longos períodos de abstenção de gravidez, é importante, do mesmo modo, na prevenção de casos de mutações, pois os órgãos reprodutores mantêm-se ativos. A natureza é sábia, e não tem muita paciência com quem tenta adaptá-la ao seu prazer ou interesse pessoal, em detrimento da saúde própria e da família, célula fundamental no corpo de uma sociedade, que deve incentivar a saudável constituição daquela, sob pena dela mesma, esta sociedade, adoecer e apodrecer em vida.

Tuesday, July 31, 2012

Podemos ser "desnecessárias" como mães?

Por Maria Teresa Serman

Li o seguinte sobre o assunto:

““ A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo", várias vezes ouvi de um amigo psicanalista esta frase e ela sempre me soou estranha. Até agora. 

Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha interna hercúlea, confesso.
(...)


Ser desnecessária é não deixar que o amor “incondicional” de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também.(...)
O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância e na divergência, no sucesso ou no fracasso, com peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis. 

Pai e mãe - solidários - criam filhos para serem livres. Esse é o maior desafio e a principal missão.(...)
Convenhamos, é muito chato uma mãe eterna no nosso pé... Precisamos reconhecer, aliás, com muito orgulho que eles, os nossos filhos crescem, se tornam autônomos, e muito melhores que nós, Graças a Deus!

 Como diz o texto, é sinal de que fizemos um bom trabalho, quando percebemos que estamos sendo dispensadas e desnecessárias.


É hora de descansar e curtir a turma de preferência à distância... 

Lembre-se, muito melhor ser SOLICITADA que “OFERECIDA!”.

Este é um mosaico de partes selecionadas de um texto da internet, que resolvemos colocar aqui e comentar. Embora diga respeito bem de perto às mães como nós, com filhos já adultos, alguns casados, outros ainda solteiros e conosco em casa, se aplica com pertinência ao eu materno em geral. E ao paterno também, só que em menor intensidade e frequência - pais são visceralmente menos invasivos e viscosos que nós, pois as mulheres somos cuidadoras por natureza, por razões fisiológicas até, como fêmeas cangurus.

Estamos sempre limítrofes entre um amor desapegado e a necessidade fremente de garantir segurança e felicidade aos filhos. E quando se  casam, o cuidado deve ser dobrado, porque sogra metida é o coroamento da mãe possessiva. Ficar na sombra, se deixar quieta e ausente, significa perceber a exata medida do amor sem controle. Corremos o risco de ficar tão felizes com a nova vida dos seres que tão bem criamos, que queremos, às vezes, participar demais. É fundamental se examinar bem antes de ligar, aparecer, ajudar, perguntar, sugerir, e até oferecer.

Posso dizer que fiz isso hoje, quando minha nora me convidou para ir junto com eles à feira de gestantes e bebês, escolher os itens finais para a menininha que chega no fim deste mês. Eu já ocupei bastante "espaço" da tolerância dela, comprando aquelas coisinhas lindas e irresistíveis para mães e avós, e reconheço que me excedi, mesmo que minha santa norinha tenha gostado e ficado feliz com o que dei. Meu primeiro impulso foi aceitar o convite, mas me lembrei do texto que acabara de ler e disse que eles deviam ir os dois, aproveitar este momento sozinhos, ainda que seja o segundo filho. Ela não aceitou o argumento, disse que iria ligar para meu filho, pra ele me convencer a ir. Quando ele ligou, além dessa justificativa, disse que precisava realmente trabalhar no computador e ler, e ele aceitou, CONFESSANDO QUE SERIA BOM MESMO ELES TEREM TEMPO PRA FICAREM SOZINHOS!

Perdoem o tom confessional, só achei que essa experiência pode ajudar a outras mães, às mulheres que tentam o delicado equilíbrio entre seu lado protetor e libertador. Vamos continuar perseguindo um amor que aconchegue sem sufocar; acolha, mas não obrigue; dê um lar, sem mimo ou facilidades perniciosas.

Sunday, May 13, 2012

Grandes mães comuns

Por Maria Teresa Serman

Estávamos pensando em homenagear as mães de alguns destacados personagens da história da humanidade, GRANDES HOMENS e MULHERES, como se costuma dizer. Eu até brinquei e sugeri escrevermos sobre as mães do King Kong, Super Homem, Maguila, o gorila. A Liana pesquisou e descobriu que a maioria deles não teve mãe que merecesse homenagem especial. Algumas foram bem fraquinhas. E aí veio a inspiração de homenagear grandes mães de pessoas comuns.

Mães que criam seus filhos com amor, dedicação, sacrifício, educando e formando seu caráter à custa de muito trabalho e sofrimento. Viúvas, separadas, solteiras, casadas, viúvas de maridos vivos que sumiram no mundo e nunca ajudaram nessa criação; todas essas e muitas mais estão por aí construindo grandes seres humanos. Muitas são analfabetas ou iletradas, mas soberbamente sábias, em sua humildade. Outras desempenham papéis destacados e exercem funções de destaque na sociedade; contudo, conseguem ser, antes e acima de tudo, simples mães, com o mesmo coração sobressaltado que nos caracteriza na maior parte do tempo. O amor materno profundo iguala todas as mães, sem distinguir idade, nível de estudo, situação social.

Se o dinheiro ajuda a educar no sentido intelectual, cultural e fisiológico, ele pode atrapalhar no sentido moral. Há filhos que são incentivados a se apoiarem nesse status financeiro, pelas atitudes e discursos dos genitores, e acabam se identificando com o esquema "Você sabe com quem está falando?" ou "Eu posso fazer o que eu quero, porque meu pai está pagando", como se a escola, os professores, os colegas, o mundo, coubessem dentro da carteira paterna. Todos nós conhecemos espécimes assim. O que não significa que a virtude venha somente da pobreza. Essa é uma visão maniqueísta e obsoleta.

Então vamos voltar às grandes mães, que podemos ser todas nós, mães do útero e do coração; mulheres que dedicaram sua vida, por amor a Deus, a formar e educar crianças e jovens; mulheres que fazem do cuidado com bebês e crianças, e até jovens, a sua profissão, mas o salário nunca poderá pagar sua dedicação; mulheres que ajudam suas parentes, filhas, sobrinhas, netas, a criar seus filhos; mulheres que ensinam letras, números e teorias, envolvendo essas matérias com seu carinho maternal; enfim, a lista é interminável.

A todas essas, a nós mesmas, às que esquecemos de citar, a nossas mães, à Mãe de Deus, antes de tudo, que nos guarda e ilumina, protegendo as famílias com seu amor imenso, ao lado das mães que já foram para o céu, nossa homenagem sincera. Deus abençoe todas as mães e seus filhos!

Wednesday, May 9, 2012

Ser uma grande mãe

 Por Liana Clara Oliveira

Conhecemos grandes mães que não entraram para a história, mas, com certeza, estão em um lugar muito privilegiado, junto de Deus, no céu. Essas mães de alguma forma passaram pelas nossas vidas, fizeram parte da nossa história e também influenciaram muito nossas atitudes e nosso modo de ser mãe.

De minha parte, posso dizer que minha avó paterna foi um grande exemplo de mãe, lutadora, fiel à sua religião, dedicada ao lar, aos filhos e ao marido. Teve nove filhos, porém três morreram ainda pequenos. Mas ajudou sua irmã viúva a cuidar de seus quatro filhos, para que esta pudesse trabalhar para sustentá-los.

Exemplos assim temos aos montes, basta puxarmos pela nossa memória. É uma vizinha que batalhou para criar os filhos e torná-los homens e mulheres de bem, é a tia que criou seus filhos sozinha, pois ficou viúva cedo demais e abdicou de sua vida de mulher para ser mãe em tempo integral. Porém, suas vidas passaram ocultas, quase à sombra de todos que as circundavam.

Para ser uma grande mãe é preciso dar-se por inteiro, é necessário saber acumular as funções de esposa, dona de casa, profissional, mãe, motorista, educadora, e tudo o mais que esteja sob sua responsabilidade, para que cumpra com todos os seus deveres diários, com garbo e alegria. Atende assim a todos, e sente-se satisfeita e feliz por combater o bom combate.

Passar deixando rastros amáveis de si, fazendo-se perpetuada nos filhos, com seus ensinamentos e condutas - assim seremos grandes personagens das histórias ocultas , só computadas no céu.

Friday, May 14, 2010

Mães - o que dizem os filhos delas – parte 3

Fizemos umas entrevistas com alguns filhos de pessoas conhecidas, para ver como andam as mães e para dar uma mostragem de como os filhos nos vêem.

Vejamos as perguntas e respostas a seguir:


1) Como você descreve a sua mãe?

L.B: Minha mãe sempre foi muito presente na minha vida. Atualmente está aposentada, mas trabalhava fora até o ano passado, como médica. Mesmo trabalhando fora, nunca negligenciou a atenção à casa, ao marido e à filha, até porque trabalhava somente no período da tarde. Ela é muito carinhosa, mas ao mesmo tempo sabe ser enérgica, digamos até mesmo brava, o que não é ruim. É bastante organizada, sempre foi excelente profissional e bastante estudiosa. Ela é presença marcante na minha vida, até por ter a personalidade bem forte. Passou por um enorme sofrimento, que foi a perda do meu pai, há 13 anos. Ficou viúva nova, aos 49 anos, e desde então decidiu não casar novamente. Viveu um amor lindo com o meu pai e eu agradeço a Deus por ter me dado pais que se amavam tanto. Sei que até hoje ela sofre com a falta dele, mas, por ter uma fé muito grande, procura superar e manter a alegria de viver no dia a dia.

E: A dor e a delícia de ser o que é! É das pessoas que mais admiro, um coração de ouro, uma inteligência privilegiada, um senso de humor incomparável... Agora, que geniozinho forte!!

R: Uma pessoa carinhosa, cuidadosa ao extremo, disponível, otimista, mas ao mesmo tempo muito exigente com a educação e disciplina dos filhos (até hoje não conheci uma mãe igual neste ponto, ela era "brava" mesmo quando não "saíamos da linha"!!!).


E.S: Uma mulher determinada, com personalidade muito forte e, apesar de ter um pulso muito firme e uma cabeça, às vezes, muito dura, é de um carinho, um amor e uma dedicação por nós, seus filhos, sem comparação.

M: Minha mãe é uma boneca! Sempre elegante, bem vestida, com seus traços delicados. Devemos reconhecer que é uma boneca de personalidade um "pouco" forte, se me permitem dizer, sem perder, entretanto, seu lado divertido. Enfrentou muitas dificuldades, mesmo antes de aparecerem os 5 pestinhas queridos em sua vida, sempre mantendo sua fé em Deus. Reúne imensas qualidades, entre elas, um coração grande com uma incrível capacidade de amar.


2) Em que gostaria que ela melhorasse? Qual sua (dela) principal qualidade?

L.B: Gostaria que ela fosse menos preocupada comigo e se angustiasse menos com o meu futuro, embora eu saiba que as mães sempre se preocupam com os filhos. A principal qualidade dela é a capacidade de doação. Ela tem um espírito de serviço admirável!!!

E: O que poderia melhorar: no temperamento, na paciência. Sua principal qualidade: bondade, caridade, bom coração.

R: Que fosse um pouco menos teimosa e preocupada com os filhos. E talvez que também falasse um pouquinho menos (tomara que ela não me ouça dizendo isso - hahahahahah!)

E. S: Gostaria muito que ela deixasse de ser tão orgulhosa, algo que a faz ser irredutível, mesmo quando está errada. Sempre é a dona da razão. Quanto à segunda pergunta, não há resposta. Impossível indicar apenas uma qualidade. Com tantas qualidades e alguns pequenos defeitos, que todos temos, sua melhor qualidade é ser a pessoa que é.

M:Gostaria que ela melhorasse na calma, principalmente em relação às coisas pequenas, com as quais ela perde facilmente a paciência (eu saí um pouco a ela). Também, para que deixasse o orgulho mais de lado e a voz mais baixa, de vez em quando!
Sua principal qualidade é difícil de ser apontada, mas dentre as muitas, a de maior admiração é a generosidade. E nela, essa característica atinge níveis impressionantes, em vários âmbitos. Generosa na atenção, no cuidado, nos mimos, adora dar presentes (para todos, não só para nós), na preocupação com os demais (novamente, não só conosco), na dedicação ao trabalhos desde os menores e mais simples até os maiores e mais complexos. Enfim, generosidade no amor, em todos os sentidos e para com inúmeras pessoas.


3) Que mãe pretende ser?

L. B: Pretendo ser uma mãe muito amorosa com meus filhos, mas que saiba dizer não e ser firme quando for preciso. Quero poder estar presente na vida deles e pretendo que as obrigações profissionais não interfiram na formação deles e na atenção que eles precisarão receber.

E: Eu, se é que algum dia papai do céu me der essa graça, gostaria de ser uma mãe tão boa, tão generosa, tão esperta, quanto a minha, só que bem mais light de temperamento...
R: Se eu tivesse filhos, acho que seria extremamente exigente, mas tentaria equilibrar com boas doses de carinho e atenção, o que seria um verdadeiro desafio para o estilo de vida corrido que levo.

E.S: Desejo aquilo que tive, pois quero que eles sejam tão felizes como eu sou. Quem sabe com um pouquinho menos de gritos, seja melhor para eles.


M: Bem, se Deus me der a imensa graça de ser um quarto que seja do que minha mãe é para comigo e meus irmãos, tenho certeza de que meus filhos estarão em boas mãos. Quero ser uma "super-mulher". Que eu não perca a personalidade, a inteligência, a cultura, o primor na área profissional mas que, sobretudo, não perca a delicadeza, o afeto e a dedicação prioritária dada aos familiares, aos pequenos que Deus me conceder criar a partir do amor (e ao marido em primeiro lugar, segundo fui ensinada!). Na verdade, estou falando de como ela é, e como quero, assim, imitá-la.

4) Um recado para a sua mãe

L. B: Mãe te amo muito!! Obrigada por tudo! Por ser a mãe presente e dedicada que sempre foi e por ter transmitido para mim tantos valores fundamentais. Agradeço especialmente por ter me ensinado desde cedo a amar a Deus.

E: Te amo!!!!!!!!!!!!!!!!!!

R: Amo você incondicionalmente e espero poder retribuir pelo menos um pouquinho de tudo que já fez por mim e pela nossa família.

E. S: Mãe, mesmo com cinco filhos, você sempre conseguiu nos dar tudo igualmente. Você e meu pai. Impossível falar de um sem citar o outro, afinal, com o casamento vocês se tornaram um só! Obrigado por toda dedicação que sempre tem por nós, mesmo nos dias mais cansativos, não deixa de estar por perto de olho: se estamos alimentados, se estamos cansados, se tomamos banho... Obrigado por tudo aquilo que não tenho palavras para descrever e que frases não serão suficientes para agradecer. Espero ser um dia para meus filhos o que você e meu pai são para mim. Feliz dia das mães!!! Te amo demais, incondicionalmente, de forma imensurável e inexplicável! Beijões!

M:Mãe, muitas vezes, minha resposta às suas inúmeras demonstração de generosidade e afeição se dá exatamente no sentido oposto. Isso me envergonha, pois não há melhor mãe que eu possa querer e não me resta nada a fazer senão ser muito grata a Deus por eu não ter sido privada do seu amor. Tendo-o por base, pude começar a construção de minha casa sobre a rocha; numa rocha firme, meu alicerce e, assim, começar a crescer, a me moldar. E que essa casa (e as outras 4) possam ser lares luminosos e alegres, com muitos "bons motivos para mudar o mundo", estendendo cada vez mais nossa família, multiplicando nosso amor. Para finalizar, o óbvio, mas de imenso valor: te amo muito, muito, muito, imensamente, eternamente. Obrigada por tudo, do fundo do coração da sua caçulinha.