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Monday, November 19, 2012

A chegada dos filhos e a construção da nova família

Nos primeiros anos de casados, com o trabalho e estudos, o jovem casal aproveita todo o tempo que sobra pra extravasar a paixão desse amor,  e às vezes descuidam, pela falta de tempo, da conversa.  E pequenas coisas vão se acumulando e justamente por isso, na primeira dificuldade maior, acaba acontecendo uma explosão desproporcional ao acontecido.


As diferenças e as briguinhas do casal são para resolver entre os dois, nada de contar ou desabafar com os parentes. Além de ficar mais difícil pra fazer as pazes depois, é também uma chance para intromissões e parcialidades.

O casal recém-casado cria novos costumes para seu novo lar, diferente das casas paternas, um ambiente que parecia ideal para ambos. Porém, com a chegada dos filhos, muitos dos hábitos, das regras, deste novo lar, precisarão ser adaptados aos pequenos seres indefesos que estão se juntando a este casal.

Com a chegada dos filhos, os limites  para os avós e outros parentes, precisam ser novamente colocados a prova. Quando temos os filhos, surgem mais diferenças. O casal deve primeiro decidir entre si o que é o básico, o  que vão querer para o bebê, desde a cor do quarto até a educação que pretendem dar. Não se deixem pegar desprevenidos.

É comum ver casais tendo o primeiro filho e ficarem atônitos no seu dia a dia, com os acontecimentos que vão surgindo, e, por conta disso,  precipitando as brigas entre o casal por falta de fazerem anteriormente essas simples combinações das regras do jogo.

“ Meu neto não vai para o chão porque é sujo”, decreta a avó! Mas se o casal não vê mal nisso, e até sabe que é bom para o desenvolvimento do bebê, vai precisar discordar e dizer que vai sim, e o sim tem que ser de ambos.

A ajuda dos sogros com o filho pequeno é muito boa e bem vinda, desde que tenha limites. Não custa nada ouvir um pouco a voz da experiência, sem birras, e deixar aflorar o melhor para a criança.

A mãe que chega para o filho e fala mal da nora, tenha ou não razão, não merece apoio da parte dele. E vice-versa. Se ela acha que o neto não esta sendo bem cuidado, está mal vestido, que guarde a opinião para si, ou vá com jeitinho dando umas roupinhas mais bonitinhas e suprindo com delicadeza esses itens. 

Presentes que os avós adoram dar as crianças, fora de hora, precisam ser ponderados entre o casal, pois  presentear com coisas grandes, por exemplo, pode ser que seja conveniente,  só no aniversário e Natal. 

Tenham carinho com os avós, e ao mesmo tempo firmeza. Lembrem-se de que o casal tem graça de estado para saber o que é melhor para seu filho. Devem ponderar sempre entre os dois as ideias  e ver o que de fato é bom ou não na educação dos  filhos.

O ditado “Na minha casa mando eu” – deverá ser:  “Na nossa casa mandamos nós dois” . O diálogo – com a chegada dos filhos -, entre o casal, fica cada vez mais necessário e de grande valia.

Thursday, July 26, 2012

Avós e Avôs em outras culturas

Por Agnes Gabriella Milley

Nas culturas africanas, as avós e os avôs são as pessoas mais importantes da família. Na tradição Bantu, quando precisam tomar alguma decisão importante,as avós e os avôs se reúnem ao redor de uma árvore especial para se aconselharem com seus antepassados. Chamada de Árvore dos Antepassados, geralmente é plantada pelo homem mais velho da família.

Os povos lorubás que vieram para o Brasil do Benin, Nigéria e Tongo, tinham em sua cultura akpalô, palavra que significa "fazedora de alô".As akpalôs eram senhoras idosas que andavam de engenho em engenho contando histórias para outras negras e para os meninos brancos - eram "vovós" negras que ajudaram a transmitir sua cultura e a transformar a língua portuguesa. Muitas das palavras usadas pela linguagem infantil nasceram dessa troca entre as akpalôs e os meninos brancos: dodói, miau, au-au, dindinha, pipi, bumbum.

As crianças indígenas têm uma relação muito próxima com suas avós e avôs. Com eles aprendem muitas coisas, como, por exemplo, cuidar bem da natureza, dos animais, dos rios e das plantas. Desde cedo, as meninas cozinham com suas avós, e meninos e meninas aprendem muitas brincadeiras com os avôs.

Para os povos orientais, as avós e os avôs são considerados os guardiões do saber familiar e, por isso, têm um papel fundamental na educação de seus netos. Quando os filhos se casam procuram morar próximo aos pais, para que os netos convivam com os avós cotidianamente. No Japão, diz-se que a morada dos filhos deve ficar a uma distância dos pais que permita levar o missoshio - sopa feita com pasta de soja - sem esfriar.

Texto impresso em folheto que acompanhou produtos da Natura em 2011, por ocasião do dia das Avós e dos Avôs - www.natura.net

Agora fica a pergunta: como nos relacionamos, atualmente, com os idosos, em nossa cultura? Não seria um bom tema para estudo e discussão?

Wednesday, July 25, 2012

Sugestões de presentes para dar no dia dos pais

Por Maria Teresa Serman
Cansei de listar neste blog, e na vida pessoal, presentes de "dias de todos".  São invenções comerciais algumas, muito louváveis, porém, porque congregam a família e proporcionam momentos de afeto derramado, e inesquecíveis.  Não perdem o valor e são indispensáveis.  Sem querer ser ácida, provocam também irritações e cansaço nas intermináveis filas que temos que enfrentar.

As datas são inesquecíveis, quero dizer, não o resto da pantomima que precede e enche (literalmente) o almoço. Então quero propor uma abordagem diferente, com todo o carinho que podemos antecipar, sem deixar de lado o dia principal. Podemos, por exemplo, às vésperas da próxima data - dia dos avós, 26 agora, que não decorre de  uma motivação comercial, mas sim religiosa, pois é dia de Sant'Ana e São Joaquim, os pais de Nossa Senhora, avós do Menino Jesus na terra - doses diárias de ternura, atenção e detalhes de carinho. Depois virá o dia dos pais, que podemos preparar com pelo menos uma semana de antecedência.

Telefonemas, flores, presentinhos (ia dizer docinhos mas os médicos me condenariam; contudo, um pouco não mata); chamar para almoçar; levar para passear; mandar e-mail's; SMS; preparar o prato preferido; programar brincadeiras que alegrem a família no dia D; escolher presentes pelo gosto particular, afetividade, e não preço (mas gastar, se necessário).

Além de escrever on line, o que nem sempre será possível, de acordo com as idades digitais, escrever de próprio punho, muito mais especial, pois a caneta não foi abolida e é menos fria do que o teclado e a tela. Fazer o prato preferido, evocar momentos inesquecíveis, mas que a memória e as mágoas podem ter apagado ou borrado. Visitar os lugares preferidos da infância ou da adolescência, reviver somente as recordações felizes - as tristes deixemos para a vida, que já se encarrega delas. Ou melhor, não permitamos que "a vida" tome as rédeas da nossa vida, dos nossos atos, da nossa mente e coração.

Devemos encarregar um senhor soberano, o amor, colocado e cultivado em nossos corações pelo Amor, o Senhor Pai, que também deve ser lembrado a todo instante, que não tem um dia só, mas todos os dias e seus momentos incluídos. E aí não vai ter importância a procura pelas lojas, a reserva no restaurante, o desgaste da espera e das andanças. Se saber amado, ter essa certeza, não depende de datas, isso deve se sobrepor a elas. Vale até para desculpar os atrasos na entrega dos presentes e o esquecimentos que podem ocorrer. Esse é o dado mais importante de todos, demonstrar o amor, ainda que de modo desajeitado, imperfeito, falho, como nós todos somos.

Tuesday, January 4, 2011

Meu avô Natal

Por Rafael Carneiro Rocha

Meu avô materno faleceu quando eu tinha apenas 5 anos. Naquela idade que não compreende o luto dos adultos, seu falecimento foi um episódio que minha memória não permite tanto realismo como, por exemplo, o aroma dos palheiros que até hoje, quando alguém acende, me remete à engraçada falta de juízo do meu avô que fabricava o fumo comigo e minha prima ao seu colo.

O juízo, esta palavra que as pessoas entendem como os costumes previsíveis, meu avô tinha pouco. Há centenas de anedotas sobre as fanfarras dele. Do memorial familiar, me vieram muitas de suas proezas.

Certa vez, ele chamou um amigo que tocava harpa para ir “ali”. O amigo entrou no carro e o meu avô dirigiu para o ”ali”. Os bairros da cidade foram ficando pelo caminho, um por um. E, à cada distância aumentada, aquele tocador de harpa perguntava ao meu avô onde era o “ali”. Alguns minutos depois, eles já estavam fora de cidade. Possivelmente, aquele amigo concluiu que meu avô havia lhe pregado uma peça e que aquele “ali” era um canto bem longe de Goiânia. De repente, um destino para uma festa dessas de interior ou de fazenda. Mas o problema é que o Estado de Goiás era pouco para o “ali” do meu avô. No Estado seguinte, certamente, aquele tocador de harpa concluiu que havia caído numa baita duma peça e que o “ali” era, na verdade, alguma cidade do interior de São Paulo que meu avô visitava sempre. De fato, meu avô havia lhe pregado uma baita duma peça, mas maior ainda do que aquele amigo poderia, sequer, imaginar. O “ali” estava fora do nosso país. O “ali” era o Paraguai.

A falta de juízo e o senso de humor irreverente era o modo do meu avô demonstrar carinho. Por exemplo: ele de fazia tudo pela minha bisavó, a sua sogra. Certa vez, diante de japoneses bem comportados que estavam em sua casa, surgiu a notícia de que minha bisavó havia sido atropelada. Paralelamente ao auxílio, meu avô chocou os visitantes quando disse algo como: “Minha sogra já era feia. Agora, que foi atropelada, coitada dela”.

Ele também aprontava com minha outra bisavó, a sua mãe. Na década de 1960, ela ficou precocemente viúva. Pouco tempo depois do luto, ele ligava constantemente para a sua mãe, disfarçava a voz e evocava um galanteador. Minha bisavó ficava furiosa e reclamava para os familiares de que havia um homem que lhe passava cantadas diariamente.

Das ocupações, meu avô sempre foi funcionário público. Era muito bem relacionado e poderia ter alçado uma boa carreira, mas preferia encaminhar os seus amigos a postos melhores do que os seus.

Meu avô teve um caminho próprio. Para a caridade surpreendente que toca a Deus e para o perigo à espreita que fere o homem. Viveu como poucos, desde o dia 25 de dezembro de 1933. E partiu como todos.

Monday, July 26, 2010

Dia dos Avós: A delícia de ter (e de ser) avós

Texto de Maria Teresa Serman

Os avós são invenção de Deus, muito caros ao Seu Coração e muito preciosos para quem ainda os conserva junto de si, ao alcance de seu carinho. Tão especiais devem ser considerados pelo Pai, que Ele, ao enviar Seu Filho ao mundo, pela encarnação na Virgem Maria, reservou-lhe os avós que comemoramos hoje, pela tradição - São Joaquim e Sant'Ana. São considerados santos pela Igreja, pois, embora não haja testemunho registrado dessa santidade, assim ela os avalia pelo fato de terem gerado e criado a criatura imaculada que Deus quis para mãe de Seu Filho Unigênito. E, por consequência, terem acompanhado e amado de tão perto a Jesus.

Para aqueles que já são avós, não é preciso explicar a "delícia" do título. Esta não se deve, porém, a uma visão unicamente prazerosa, por mais que seja maravilhoso ver e acarinhar o(a) filho(a) do seu filho ou da sua filha. A gente volta ao tempo deles pequerruchos, indefesos, bebês fofos e risonhos descobrindo a vida e fazendo a cada dia gracinhas novas. A vida se renovando é uma prova inconteste da existência de Deus, e uma das Suas melhores invenções, com todo o respeito, são os netos. 

Mas o pequenos demandam muitos cuidados, supervisão, carinho, dedicação, e os avós sempre foram muito requisitados para ajudar os pais atarefados, ainda mais hoje em dia, quando ambos geralmente têm uma jornada de trabalho exigente. Aumentou o "valor" dos avós no "mercado". Sua tarefa também é educar, não mimar ou estragar os netos. Algumas pessoas dizem que querem somente mimar seus netinhos, a educação ficou para os filhos. Triste engano!

Os avós devem ser o exemplo da experiência de vida e da sabedoria, que os pais, mais jovens e exigidos, não saberão ser, por melhor que desempenhem sua missão. Aliás, a palavra é essa - missão. A missão de educar e formar não cessa nunca, e a idade pode contribuir muito bem para esse fim. Com mais paciência, doçura, firmeza e leveza. Outra palavra que remete aos avós - leveza. Não precisam fazer as caras fechadas dos pais ou falar de modo mais severo, como cabe a estes. Seu toque pode ser o da alegria, dos agrados especiais (sem exagero, é claro), da casa sempre aberta e aconchegante, como seus corações, esperando os netos. Sem nunca contrariar ou desdizer os pais e suas regras.

Obrigada a Ana e Joaquim pela filha e pelo Neto que nos deram e nosso carinho a todos os avós que continuam exercendo sua missão com amor redobrado e incansável. Sobre eles também repousa a esperança de um mundo mais fraterno e justo. Vivam os avós!

Wednesday, March 10, 2010

Alegrias anunciadas de se ser avó.

Texto de Maria Teresa Serman

Minhas amigas-vovós sempre me repetiam, ao saber que iria ser avó estreante em breve, a mesma e discutível (como soava para mim) frase: "Você vai ver, é uma delícia, não existe coisa melhor!"
Na minha avaliação da era pré-Pedro(a delícia!), nada poderia superar a emoção da maternidade em todo o seu profundo conjunto, desde a gestação até a criação, esta que nunca se acaba, pois os filhos, como cada um de nós, seres humanos, em qualquer idade, estão sempre necessitando de exemplo, conselhos, cuidados, amor, enfim.

E não é que as vovós-amigas estavam literalmente certas? Não há coisa melhor, ainda que ser mãe seja uma experiência única, irrepetível a cada filho. É muito diferente. Mais solto, divertido e renovador. Uma delícia!

Não compete aos avós a enorme responsabilidade de educar, como aos pais, e a diversão começa por aí. Calma, não defendo que os progenitores tenham a chancela para mimar e estragar, fazendo vontades em excesso aos pequenos. Como mencionei antes, a educação não cessa nunca, e a porta da casa da vovó não deve ser o portão do Jardim Zoológico, onde as "ferinhas" encontram a selva. Contudo, já se disse que avó é mãe com açúcar, e é ótimo relaxar um pouco da tensão que os encargos dos pais trazem embutidos.

Isso não significa que não vou "ralar" quando necessário ou solicitado. Ficar só no bem-bom de beijar, abraçar, enfeitar, não combina com a missão de avó com que Deus me presenteou. Missão mais discreta, mas igual a de todos nós, de ensinar a amar, apesar de nossas limitações e defeitos; de ensinar a falar com o Pai, que é rezar; de demonstrar, por atos e palavras, que toda vida é dom d'Ele, inestimável e sagrada, não só aquelas que direta ou indiretamente geramos.E, principalmente, faz parte da missão ficar "na sua", respeitando a importância primordial dos pais.

Finalizando, para não ser injusta, devo ressaltar que o vovô troca de babador a todo momento, até mais do que a vovó.

Friday, November 27, 2009

Saber envelhecer – é uma arte, para os homens e para as mulheres

A coisa mais natural do mundo é que tudo que nasce um dia envelhece e morre. E conosco não é diferente. Mas o fato de envelhecer causa certa ojeriza aqueles que não conseguem lidar com certas coisas que o envelhecimento trás: Como as dores reumáticas, a perda da memória atual, a agilidade física, e muitas outras que fazem parte do “pacote velhice”.

Evitamos pensar nessa realidade e isso pode nos levar a surpresas desagradáveis e achar tudo muito difícil e pesado. O ideal seria desde cedo nos preparamos para ela, e descobrir que mesmo na pior situação física o idoso terá o seu valor, passando suas riquezas acumuladas com o passar dos anos. E o maior testemunho que dá é o do sentido que deu a sua vida.

A velhice é um aprendizado também para os que convivem com o ancião. Não basta aprender a suportar as limitações do outro, é preciso saber amar apesar das limitações. E isso é uma verdadeira arte. Este amor será firmado pelo cuidado físico, pela atenção que se dá e no tempo que gastamos com o idoso. Com caras alegres, e muita paciência.

Quando vivemos cientes de que um dia também ficaremos velhos, vamos lutando contra os nossos vícios e defeitos para não nos tornarmos aquela pessoa cansativa e desagradável que só vê amargura pela frente e reclama de tudo por melhor que seja. São os famosos “de mal com a vida” que conhecemos por aí.

Eu hoje recebi um email com uma oração que achei bem interessante e de forma brincalhona vai dizendo umas boas verdades a nós. Só não concordo com seu finalzinho onde diz que é difícil conviver com os santos. Tenho certeza de que os "santos mesmo" são pessoas que atraem gente para si, estejam em que época da vida que estiverem.
Coloco abaixo a oração, não conheço a autoria, mas vale a pena ser lida:
Oração de quem descobre que está envelhecendo.

Ó Senhor, tu sabes melhor do que eu que estou envelhecendo a cada dia. Sendo assim, Senhor, livra-me da tolice de achar que devo dizer algo, em toda e qualquer ocasião. Livra-me, também, Senhor, deste desejo enorme que tenho de querer pôr em ordem a vida dos outros.

Ensina-me a pens
ar nos outros e a ajudá-los, sem jamais me impor sobre eles, mesmo considerando com modéstia a sabedoria que acumulei e que penso ser uma lástima não passar adiante. Tu sabes, Senhor, que desejo preservar alguns amigos e uma boa relação com os filhos, e que só se preserva os amigos e os filhos quando não há intromissão na vida deles.

Livra-me, também, Senhor, da tolice de querer contar tudo com detalhes e minúcias e dá asas à minha imaginação para voar diretamente ao ponto que interessa. Não me permita falar mal de alguém. Ensina-me a fazer silêncio sobre minhas dores e doenças.Elas estão aumentando e, com isso, a vontade de descrevê-las vai crescendo a cada ano que pa
ssa.

Não ouso pedir o dom de ouvir com alegria a descrição das doenças alheias; ser
ia pedir muito. Mas, ensina-me, Senhor, a suportar ouvi-las com paciência. Ensina-me a maravilhosa sabedoria de saber que posso estar errada em algumas ocasiões.Já descobri que pessoas que acertam sempre são maçantes e desagradáveis.

Mas, sobretudo, Senhor, nesta prece de envelhecimento, peço: Mantenha-me o mais amável possível. Livrai-me de ser santa. É difícil conviver com santos!
Mas uma velha rabugenta, Senhor, é obra prima do diabo! Poupe-me, por misericórdia. E proteja-me contra os mal intencionados.... Assim seja!

Thursday, June 18, 2009

A emoção de saber que vai ser avó


por Maria Teresa Serman

Rita Lee, com seu jeito irreverente e gaiato, disse há pouco tempo, em uma entrevista,que, se soubesse que era tão bom ser avó, não teria nem sido mãe antes. Ela ganhou uma netinha, depois de três filhos homens.

Só passei, até agora, pela emoção de dar à luz cinco vezes. O "só" não significa "pouco", acreditem, é que ainda não alcanço bem como é ser coadjuvante do nascimento de alguém já tão amado. De sogra a avó, é um acréscimo delicado, não se pode bancar a sábia, enchendo a nora de conselhos e recomendações. Minha nora é ótima, dona de um bom humor inalterável e de uma paciência infinda. Acertaram: por isso nos damos tão bem.


Fui uma mãe muito severa com os três primeiros filhos e "frouxa", na isenta avaliação de duas dessas cobaias, com os dois menores. Preciso acreditar que essa frouxidão se deveu à experiência e sabedoria adquiridas durante o padecer no paraíso, e não ao que as más línguas filiais diagnosticaram como "velhice".


Portanto, sabedoria ou fraqueza, o que quiserem, espero ser para os meus netos, em primeiro lugar para este querido ou querida(ainda não sabemos), um amálgama de aconchego e encaminhamento,diversão e instrução, fonte de amor incondicional como acredito que fui e sou para os meus filhos, apesar dos meus incontáveis defeitos.Antes de tudo, o que peço a Deus, desde que recebi essa notícia, é que possa ser uma avó como é minha mãe, a melhor instrutora no amor a Ele para seus netos, alfabetizadora exemplar nas primeiras letras e nas principais verdades do amor de mãe e avó.

Monday, June 8, 2009

Sogra: Não tão perto que vá de chinelos nem não longe que vá de malas

"Não tão perto que vá de chinelos nem não longe que vá de malas"

Esta frase eu ouvi de uma mulher falando para outra sobre como deve ser a proximidade com a sogra.
Assim nos mostra como deve ser a vida dos filhos depois de casados.  A necessidade do casal de constituir uma nova família, sob a diretriz dos dois apenas.
Não sei por que a frase é voltada apenas para as sogras, tem muito sogro que também assume o papel de intrometido na vida do filho ou filha recém casada.  Mas como a sogra, por ser mulher tem sempre um jeitinho sutil, de se fazer presente, ela é lembrada, todas as vezes que se pensa em perder a privacidade.
Porque não tão perto que possa ir de chinelos?
Vamos visualizar a sogra morando bem ao lado, não haveria conversa que não participasse, nem partido que não tomasse ao ouvir alguma discussão entre o casalzinho novo. A voz da experiência não ia se segurar e seriam sempre alfinetadas para todos os lados.
Não se ofendam as sogras, pois não são todas assim, claro que não! Porque não?
Porque existem muitas que moram a uma meia distância deste casal e não convivem o dia a dia deles de forma tão cirúrgica, incisiva.

Mas cuidado: Também não tão longe que vá de malas. Esta é outra forma bem difícil de conviver, quando se mora muito longe , o casal corre o risco de ter que hospedar a sogra por muitos dias nestas viagens de passeio.
Falando sério, depois de toda esta descontração, as sogras estão bem mais cuidadosas no que se refere a intromissão na vida dos filhos casados. Hoje só restam os mitos, as sogras são mais humanas, sociáveis, amigas. Mas não custa dar uma ajudinha as futuras sogras quanto ao novo comportamento.
A sogra deixou de participar ao lado das vilãs como as madrastas.  Elas tentam até tomar mais o partido das noras e dos genros no caso de presenciar alguma desavença entre o casal.
Vamos às novidades:
 
- O primeiro aspecto que a sogra deve desenvolver é o de saber fazer-se de surda – conhecem os 3 macaquinhos? Nada ouço nada vejo nada falo? É por aí o caminho.
- Nunca tecer comparações, principalmente se o assunto é comida, nada de viver dando receitas ou ensinando a nora a cozinhar. Deixe que ela aos poucos vá vencendo a barreira do preconceito e pega uma receita aqui ou ali e se apresenta como uma verdadeira revelação culinária.
- Ser mais amiga da nora ou genro, tratando –os bem e sendo amável de verdade, sem “forçar a barra”.
É preciso esforço para mudar a imagem tão denegrida destas santas senhoras: As sogras


Wednesday, May 6, 2009

SEMANA DAS MÃES - Mãe avó


Como dediquei esta semana às mães, não poderia deixar de falar sobre a mãe avó. A mãe em dose dupla!!

São maravilhosas as mães que depois de ter exercido tantos anos de mãe, ainda encontram disposição para se dedicar aos netos, com o mesmo vigor e carinho e como sempre.

A mãe existe de vários tipos. Hoje me lembrei da mãe avó. Claro que avó é avó, mas atualmente temos um novo tipo: as Avós mães - são as mães das mães adolescentes. Este tipo precisa de mais cuidados.

MÃE ADOLESCENTE X MÃE AVÓ


Esta mãe que ainda é jovem pra ser avó, se vê as voltas com um novo bebê em casa: cria da cria, filho da filha ainda menina que nem bem se viu virar mulher.

Mãe avó, jovem, precisa ser forte para assumir seu papel de avó e deixar sua menina ser mãe. Ela precisa aprender a lidar com este novo ser e assumir as responsabilidades de seus atos.

Fazendo um retrospecto vemos as nossas bisavós que casaram muito meninas e assumiram seu papel cedo e com grande responsabilidade de casa e de família.

Com o passar do tempo as moças foram ganhando mais autonomias e por conseguinte casando mais tarde, mais adultas.

Hoje o pêndulo do relógio volta a apresentar mães meninas mas com grandes diferenças: Completamente despreparadas para sua nova condição; sem noção da responsabilidade que requer a maternidade.

A mãe que abdicou cedo demais de ter outros filhos por diversas razões, encontra-se numa situação nova. Em idade ainda fértil, usa seus instintos maternos e assume o neto ou neta.


Esta mãe, sem apoio de um marido presente, volta-se para a mãe avó a procura daquilo que andou desprezando: o aconchego materno e da família.

Enrolado, né? Mas é preciso repetir muitas vezes para entender esta situação moderna.


E é neste momento que a mãe avó se pergunta: "Onde foi que erramos?", " O que faltou na educação que demos em casa?"
Sem julgar ninguém podemos mostrar pontos que contribuíram para que esta situação se formasse:

- Faltaram alguns "ingredientes no bolo" que deixaram ele desandar.

- muita liberdade sem exigir uma responsabilidade compatível

- Falta de saber acompanhar os avanços tecnologicos que os jovens sabem tão bem usar e fazem , muitas vezes mau uso deles, como a Internet, a TV, os celulares, etc.

Estas mães avós ainda têm tempo para corrigir esta situação, acertar o passo.

Vamos cuidar para dar mais formação humana , moral e espiritual as nossas futuras mães, ajudá-las a encontrar o equilíbrio, dentro deste mundo atual sem limites, em que vivemos.

Ensinar a ser DIFERENTE, a ir contra a correnteza. Ter seu próprio estilo de vida, sem se preocupar se é "mico" ou não, não "ficar" com cada garoto que conheça.

Conhecer melhor os amigos e amigas dos nossos filhos e filhas. Saber com quem andam e com quem interagem na Internet.

Mostrar as nossas filhas que não há necessidade de "test drive" para mostrar que o garoto será um bom futuro marido.

Vamos dar outra volta no pêndulo do relógio.