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Monday, July 30, 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 151)


As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

1 – A. diz:O que fazer com uma filha adolescente rebelde porque estou grávida de um segundo filho, de outra união? Ela tem 14 anos e sempre foi a única neta, a única filha e agora terá que dividir.

RESP: Cara Sra. A. Aos 14 anos é natural a rebeldia de sua filha, não contra a senhora mas pelo fato de ser esta é uma das fases da Adolescência, que precisamos saber entender.

O fato de ser única filha e única neta durante 14 anos certamente tem um peso e também a situação de o bebê ser filho de outro pai...

Como vocês vivenciam no quotidiano a separação do pai dela e sua nova união ? Ela aceita bem a separação , frequenta a companhia do pai, a senhora fala bem dele ? Tem amigas, vai bem na Escola, tem responsabilidades em casa ?

Veja que é muito importante não incentivar o egoísmo natural no ser humano e - em geral - quando bem estimulados, os Adolescentes são muito generosos!

Penso que a senhora e o pai do bebê devem tratar sua filha com muito carinho, sem falar em ciúme, sem exaltar a necessidade de partilhar, mas elogiando suas boas qualidades, incentivando a que ela seja muito sua companheira, que a ajude, que seja um bom exemplo para o bebê e que vocês contam com ela para uma vida de união, de carinho, onde mais um significa multiplicar e não dividir!

 Evitem criticar o pai dela, explique- quando necessário -que a separação foi do casal e que  isto nada a tem que ver com ela, que deve continuar amando a ambos porque os dois a amam igualmente e sempre!

Não olhe com restrições para ela - viva cada dia com a alegria de ser mãe e participar do poder Criador de Deus! Dê à sua filha o bom exemplo de que a maternidade é um dom, uma graça, uma alegria, a mesma que a senhora teve ao esperá-la e o quanto a existência dela a faz sentir-se muito feliz!!

Boa sorte e fico a seu dispor, Mannoun 

Monday, July 2, 2012

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 147)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem a vontade nossos amigos. Podem fazer suas perguntas nos comentários.

1 – C. G. diz: O que fazer com uma adolescente que passa a noite acordada e quer dormir o dia inteiro? Ela consegue fazer isso nas férias, mas no período de aulas vive sonada 

RESP: Cara Sra C.G.
 Vale lembrar que é muito comum aos adolescentes esta troca de horários e cabe aos pais direcionar com carinho e firmeza, atividades interessantes para esta etapa da vida,envolvendo-os em ações produtivas e frutuosas para a vida toda : tarefas em casa, responsabilidades de acordo com a capacidade e talento, esporte, visitas a pessoas mais pobres, passeios com a família, excursões,atividades artísticas...
 Sua adolescente passa a noite acordada, fazendo o que ? No computador / internet, em baladas?
Tem amigos? Estuda em que série? Veja que algumas das ideias apresentadas, ordenadas e bem motivadas, assim como receber amigos em casa, estudar juntos, os pais oferecendo com alegria  algum lanchinho, um filme com explicações e comentários...    tudo isto ajuda a que vejam que os dias são interessantes e que as noites foram feitas para que , dormindo as horas necessárias, restauremos as forças...Vez por outra um "serão", tudo bem mas no dia a dia há que orientar nossos Adolescentes e jovens para o que VALE A PENA, ( e o que VALE A PENA CUSTA !!!!!!!!) sem que se acostumem a tudo receber pronto, sem qualquer esforço de sua parte... Que queremos para nossos filhos?
Converse com sua Adolescente, mostre a ela a importância de bem preparar-se para assumir seu lugar e seu papel no mundo ! Este é também um dos aspectos do " desenvolvimento sustentável "- que os brasileiros , como dizia o nosso grande Duque de Caxias, se lembrem de que o BRASIL ESPERA QUE CADA UM CUMPRA O SEU DEVER !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Fico às suas ordens, Mannoun
 
 
2 – A. diz: Dra trabalho com adolescentes numa escola estadual, e tenho muitas alunas grávidas com 14 anos. O que posso fazer para orientá-las a não engravidar tão cedo?

RESP: Caro (A ) A.

Sua preocupação e interesse são muito louvável e penso que pode conversar com a Direção da Escola e motivar outros professores de diferentes áreas a que trabalhem a temática, cada qual na sua disciplina. O trabalho consiste em mostrar aos alunos o que é uma PESSOA, as dimensões da Pessoa humana, seu valor e sua responsabilidade, enaltecendo o respeito que cada qual deve ter para consigo mesmo e para com o outro. Isto demanda tempo, estudo e mais trabalho que muitas vezes o Professor não tem como multiplicar, mas se pensarmos no " custo-benefício ", a recompensa é atraente ...
Sobretudo tentem mostrar o que é o verdadeiro AMOR, ( tão confundido com atividade sexual ) ; ofereçam na própria Escola, oficinas, Grêmios, horas de arte, leitura comentada, uma Biblioteca variada, historias,esportes, tardes culturais que ocupem os jovens e seus familiares, para que tenham " algo mais " em suas cabecinhas...
Já respondemos questões semelhantes neste Blog e peço que o consulte ok?
Já assistiu “Ao mestre com carinho, Adorável Professor, O Primeiro da Classe" e outros do gênero? São excelentes também para os alunos e famílias!
Fico a seu dispor para outros esclarecimentos  e receba meus cumprimentos por sua iniciativa !
Mannoun

Thursday, March 29, 2012

Sabedoria dos antigos

Vivo me lembrando das coisas que minha avó dizia e depois a minha mãe também repetia, da mesma forma:

- “Menina, não leia no escuro que faz mal à vista”.

- “Não tome banho depois da refeição, faz mal para a digestão”.

- “Não beba água durante a refeição, vai ficar barriguda”.

- “Toda grávida deve usar cinta, pra não ter estrias e para conter a barriga”.

- “Depois do parto deve-se usar cinta pra ajudar a barriga a voltar ao lugar”.

- “Calcinha de cintura ajuda a termos cintura fina”.

E por aí seguiam as recomendações delas, para o nosso bem estar e para manter a beleza natural. E como todo mundo, nunca demos muita atenção a essas recomendações, que achávamos fruto de alguma superstição antiga, sem fundamentos científicos.

Muitos anos depois, pudemos comprovar que muitas dessas recomendações eram verdadeiras, e a comprovação científica era exatamente a constatação da perda obtida. Uma barriga flácida, por conta do não uso das cintas, uma cintura larga e uns “culotes” divididos nas ancas, por conta das calcinhas tipo biquíni, que teimamos em usar. E a visão? Essa realmente bem diminuída pelas longas horas lendo apenas com uma pequena luz de abajur. Resultado: vistas cansadas, ou melhor, exaustas!!

Nossos antepassados tinham um grande poder de observação, fruto, com certeza, de experiências vividas ou recolhidas de seus anteriores, a quem davam crédito. E, por conseguinte, tiveram melhores condições físicas, sem os estresses atuais com academias e personais, apenas, observando pequenos cuidados naturais consigo mesmos.

É claro que também havia alguns misticismos em algumas das colocações antigas, como comer canjica para ter mais leite, durante a amamentação. Lógico que o efeito era mais psicológico, pois a mãe ficava mais confiante e assim seu leite vinha em mais quantidade, e além do leite, vinham também alguns quilos a mais no corpo da nutriz. Sem contar que o coco da canjica ainda era causa de algumas cólicas no bebê amamentado.

Hoje, muitas dessas “crendices” foram comprovadas pelo seu valor científico e são adotadas por médicos nos seus pacientes, e deram ótimos resultados. A sabedoria dos nossos antepassados foram estudadas e colocadas em prática pelos jovens atuais, como ideias revolucionárias dos tempos modernos!

Sunday, November 21, 2010

Enjôos na gravidez

Como tive 9 filhos, pude vivenciar estes enjôos algumas vezes e posso garantir que passam! É de fato algo desesperante para mãe de primeira viagem e, diga-se de passagem, para mãe de terceira, quarta... Uma situação que pode desanimar e fazer com que nos sintamos deprimidas, ao invés de alegres com a nossa tão desejada gravidez.

Nestas muitas experiências que tive , pude experimentar algumas soluções que deram certo ou ajudaram muito a enfrentar estes 3 a 4 meses de vida mareada e sem graça dos enjôos.

O mais engraçado é que enjôo de grávida não tira a fome, você come e em seguida esta enjoada, coloca tudo pra fora e daí a pouco esta querendo comer e se não come fica enjoada de novo e assim passam os dias. É meio louco e muito confuso. Nada numa grávida se explica com muita facilidade, os hormônios em ebulição ajudam pra aumentar este estado de ânimo oscilante e leva o marido a loucura também, pois nunca sabe o que fazer pra agradar.

Vamos então as dicas:

1 – Beber água bem gelada – ajuda a diminuir os sintomas e anima um pouco – de preferência colocar gelo no copo e ir chupando gelo até dizer chega.
2 – Água com limão – a acidez do limão ajuda também a diminuir o mal estar – nada científico, mas com certeza comprovadamente eficaz.
3 – Remédios para enjôo – Dramin, Digesan – funcionam, mas deixam a grávida mole e com muito sono. Quando é o primeiro filho ainda dá pra ficar dormindo a maior parte do dia, mas depois, não podemos mais nos dar a este luxo.
4 – Comer em curtos períodos – não deixar o estomago vazio muitas horas – um biscoito de sal ajuda tanto a deixar o estomago forrado como também diminui o enjôo.

Depois de tomar todas as providências para minimizar o problema, o que nos resta é aguardar o tempo passar, saindo pra fazer compras para o bebê. Isso anima e faz com que o tempo passe mais rápido e tenhamos que nos preocupar com a outra parte da gravidez: O aumento de peso. Mas isso é uma outra história.

Wednesday, October 27, 2010

Elegância é pra quem quer 3 : na gravidez

Por Maria Teresa Serman

Nunca achei que gravidez e elegância não combinam. Estive grávida cinco vezes e sempre procurei caprichar no visual, talvez porque, para mim, todas essas vezes foram sinônimo de felicidade pelo dom da vida, é uma fase para demonstrar esse transbordamento de graças.

As barrigudinhas têm muitos recursos para se embelezarem, e alguns, na minha sincera opinião, para se enfeiarem. É preciso que haja uma harmonia no vestir e na postura, para que se destaque a gravidez, sem necessariamente expor a barriga. Não há nada de errado em que ela apareça, mas, à medida que os meses avançam, o umbigo tende a se projetar, a chamada linha negra fica mais escura, e há um desequilíbrio estético no contorno da grávida. Além do fato de que a pele deve estar sempre bem untada com óleos e cremes apropriados, por isso é melhor que fique prudentemente protegida por roupas leves e fios naturais, não sintéticos, para não causar irritação.

O busto aumenta, já se preparando para a amamentação. É fundamental que os seios estejam bem sustentados por sutiãs que agreguem conforto a essa necessidade. Grávida no verão, então, precisa de mais roupa que faça conjuntos práticos, intercambiáveis entre si. Calças, bermudas, batas, vestidos - há muitos lindos e bem feitos, de modo a compensar a barriguinha que vai se empinando.

Os sapatos são um item importantíssimo, pois deles dependem os mais sofridos no período - pernas e pés. O salto deve ser seguro e estável, nada de inventar, para não cair, com tanta cratera em forma de calçada.

As mulheres, quando grávidas, precisam se libertar do fatídico vício que temos de carregar uma bolsa do tamanho do mundo, e este dentro dela. Já transportam um "passageiro", com seus complementos, bem pesadinho, além dos líquidos que temem em morar no nosso corpo. Só o essencial deve estar dentro da bolsa, preste atenção.

Lembre-se que este corpo é seu, mas está hospedando alguém com vida própria, ainda que dependente de você. E por essa mesma razão, por ser uma mãe ciente do tesouro que lhe foi confiado, trate-se bem, e a ele ou a ela. Muita coisa depende disso no futuro. A beleza maior vem do seu coração, pois nele há amor suficiente para uma "plástica" que a transformará em alguém muito melhor. Você nunca mais será a mesma, no melhor sentido.

Monday, July 19, 2010

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 51)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.

Gravidez precoce
1 – A. diz: Por favor me de um exemplo de como deve abordar a familia numa situação de gravidez precoce
RESP: Caro (a) A.
Uma vez que tenha acontecido a gravidez, em hipótese alguma se deve cogitar o abortamento que é, foi e será sempre um CRIME !
Algumas questões:
Ambos são Adolescentes? Quais as idades e escolaridade? Como vivem os pais?
Estas informações são preciosas para uma boa orientação!
A família deve se reunir e acompanhar com muito carinho o filho ou filha, marcar consulta com obstetra, fazer acompanhamento da gravidez, em que os dois devem ser envolvidos. Não obrigá-los a um casamento precipitado. Cada qual fique com sua família, bem acompanhados, sem brigas ou discussões. Calma, paciência, acolhida. Promover uma reunião com os pais de ambos para traçarem diretrizes- quem cuida de que coisas, partilhando despesas, orientando aos estudos e/ou trabalho dos Adolescentes.
Aos poucos ir preparando os dois para uma mudança em suas vidas. Que comecem a assumir responsabilidades em casa, se até então não o fizeram. Evitem falar muito,repreender e lamentar - abram espaço para que eles falem, contem suas expectativas, ansiedades e sonhos!
A vida deve seguir sua normalidade tanto quanto possível!
Há uma resposta a situação semelhante no "Negócios de família " de 26 de abril deste ano. Quem sabe poderiam acessar e também aproveitar as respostas?
Fico às ordens, Mannoun

Silicone em Adolescente
2 – A. diz: É possível uma adolescente de 16 anos fazer cirurgia de implante de silicone nos seios, para aumentar? Depois dá para amamentar futuramente?

RESP:Caro(a) A.
Aos 16 anos não é aconselhável cirurgia de implante nem de redução de mamas. Adolescentes desta idade ainda estão em fase de formação e geralmente se recomenda que aguardem os 18 anos completos. Um bom cirurgião plástico orientará a conveniência ou não da cirurgia na época oportuna e os resultados para futura amamentação, bons ginecologistas/obstetras informarão com maior segurança de acordo com sua experiência

Monday, May 24, 2010

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 43)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.

Adolescente gordinha
1 - C. G.diz: Dra o que eu posso fazer para ajudar a minha filha adolescente para emagrecer. Ela esta muito gordinha e sofre por isso, na escola e com os amigos. Mas não deixa de comer muito. Esta sempre comendo bobagens fora de hora das refeições.
RESP:Olá, C.G.
Que bom que sua filha não esteja contente por ser gordinha,porque o importante é que ela queira ser ajudada ! Sugiro que marquem uma consulta com um médico clínico que, após um bom exame físico, pedirá com certeza alguns exames laboratoriais e ao final, vocês solicitarão que ele mesmo a encaminhe a uma nutricionista a fim de orientar alimentação, horários, cardápio, etc.
Ela faz exercícios físicos? Costuma caminhar, dançar, ajudar nos trabalhos domésticos? Tem Amigos? Tudo isto faz parte de uma Adolescência saudável, saindo de olhar muito para si mesma, pensando nos outros, quem sabe visitando Orfanatos para brincar com as crianças, ou indo a Asilos cuidar um pouco e fazer companhia aos idosos...
Importa muito, repito, que ela queira ser ajudada para ajudar-se a si mesma, pois é fundamental aprender a dominar e bem utilizar a Vontade !
Fico as suas ordens e um abraço, Mannoun

O que fazer: Gravidez de adolescente?
2 - A. diz: Acho que este assunto já pode ter sido falado aqui, mas como estou muito aflita vou colocar meu caso. Minha filha esta grávida, com 15 anos, depois do susto, estou sem saber quais providencias tomar, por onde começar a agir para que esta gravidez corra bem para ambos, ela e o bebê. O pai é um moleque também de 16 anos e nem queremos saber dele. Meu marido ficou desnorteado e só sabe brigar com ela. Temos outra filha menor , de 11 anos, como devemos agir para que isso não aconteça com a outra? Agradeço toda a ajuda que puder dar.
RESP: Cara Sra., vamos por partes:
a) Peça ao pai que não brigue com ela porque o momento é de apoio, acolhida, carinho e não de brigas, pois que o bebê já está presente e participa de tudo! Não quer dizer que vamos bater palmas e concordar, mas brigar é o que menos ajuda!
b) Não afastem o pai do bebê, mas tragam-no para perto de vocês, sejam amigos também dos pais deles que serão os outros avós. Afinal, devemos pensar em FAMÍLIA, o que não significa que eles se casem agora, mas sintam que há uma convivência amigável e não hostilidade!
c) O jovem deve acompanhar a Sra. e sua filha às consultas de pré-natal, para que comecem a tomar consciência de seus papéis como pais e já comecem também a assumir a responsabilidade de suas ações;
d) Quanto à sua filha de 11 anos, não imagine que também ela percorra o mesmo caminho da irmã. Respondam com carinho e veracidade suas perguntas e caso ela não se manifeste, a atitude de vocês dentro de casa e seu exemplo fala muito mais alto. Converse claramente com ela sobre o que é o AMOR de verdade, sobre saber controlar seus impulsos, ver menos novelas, internet sob controle, selecionar amizades e companhias...
e) Seja muito amiga de seu marido, leve serenidade e paz para ele e toda a família- é trabalhoso, mas o papel da mulher, esposa e mãe é de fazer seu lar luminoso e alegre e garanto-lhe QUE VALE A PENA!
Um abraço e fico às suas ordens, Mannoun

Como lidar com adoção e filho natural?
3 – A. diz: Como lidar com a filha adotada de 11 anos na chegada do meu bebe?
Depois de tantos anos, por fim consegui engravidar e agora estou para ter um bebê, menino, e temos a nossa filha adotada, que esta cheia de ciúmes e numa fase rebelde. Como mostrar a ela que o bebê vai precisar de cuidados, mas que ela também é muito amada por nós?
RESP: Minha Sra, que alegria a chegada de mais um filho! Demonstre com muito carinho para a mais velha, o quanto vocês são felizes pela presença dela e que cada vez mais necessitarão da sua ajuda com a família crescendo! Repita muitas vezes o quanto foi importante que ela chegasse primeiro para mostrar o caminho e ajudar os pais a desfrutarem as alegrias de um lar ! Seja paciente com ela, dando limites aos seus ciúmes e pergunte se deseja a ajuda de uma boa psicóloga para aprender a partilhar, ser generosa, abrir seu coraçãozinho... Ela tem amigos? Os amigos têm irmãos? Estes a ajudarão a olhar o bebê com outros olhos... Não valorize demais nem comente com terceiros que ela está enciumada, pois que são atitudes que reforçam os sentimentos, mas mude de assunto, passeiem, distraiam-se juntos, peça ajuda dela nas tarefas de casa, etc.
Fico a seu dispor se desejar conversar mais e parabéns! Mannoun
Criança briguenta na escola
4 - A. diz: Olá Dra, tudo bem , eu tenho um filho de 05 anos e esta no Jardim II, só que ele esta batendo nos coleguinhas, não quer fazer nada das tarefas na escola e diz a professora que não sabe e não consegui fazer nada, fica cantando e distraido, só que em casa ele faz tudo , por favor me ajude por favor, obrigada
RESP:
Converse com carinho e calma com seu filho e pergunte a ele o que acha da Escola, se vai com alegria, se prefere ficar em casa um pouco mais e ter aulinhas com a senhora. Se em casa ele faz tudo como diz e se recusa na Escola,pode ser que ele ainda não esteja suficientemente adaptado e com um pouco mais de tempo já deseje a companhia de coleguinhas. É muito freqüente que estas situações aconteçam e pode ser esta a situação.
Faça a tentativa e observe. Fico às suas ordens,e um abraço da Mannoun

Monday, December 21, 2009

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 26)

Iniciando o período de férias, a Dra Mannoun avisa que só voltará a responder no final de Janeiro. Portanto este tópico estará suspenso até seu retorno. Boas férias querida amiga!
As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.


Como educar um adolescente
1 – A. D. M. diz: Gostaria de saber como educar uma adolescente rebelde de 13 anos que a todo o momento ameaça que vai embora de casa. Só temos ela de filha e estamos quase nos separando porque temos brigado muito por causa das diferenças que temos de idéias de educar esta menina. Ela é mediana na escola, mas acha que pode fazer tudo que as amigas fazem. E isso preocupa muito, não sei mais o que hoje é certo e aceitável.

RESP: Olá, A.D.M. Uma das atitudes de certos Adolescentes, especialmente os únicos filhos e/ou os muito mimados é esta a que se refere sua pergunta. Se constantemente sua filha faz ameaças como diz, procure assentar-se com ela e , com bastante serenidade , pergunte para onde deseja ir, quem a receberá, como vai viver o dia a dia, como se manterá, ( escola, condução, alimentação, lazer, etc.) e quando pensa ou pretende sair.Não conteste mas ajude-a a fazer uma reflexão, sem alterar seu tom de voz. Procure falar e ouvir e diga que não aceita mais estas coisas que ela insiste em repetir, seja carinhosa e firme! Não permita “pingue-pongue" - ela fala, a mãe rebate, ela fala e quererá dizer a última palavra - não é bom tudo isto!
Por outro lado, quanto mais os pais discutirem, mais ela insistirá porque deseja estar em evidência e sempre ser o centro das atenções. Não faz sentido que por estes motivos, haja uma separação do casal! Antes que ela existisse, vocês como marido e mulher já formavam um lar e um filho jamais deve ser um motivo de brigas e de separação! Ao contrário! “Combine com seu marido como agirão os dois, com a mesma atitude, procurem sair juntos, distrair-se, namorar, e” esqueçam " um pouco a filha...
O certo e aceitável não mudou - Valores não caem de moda - por favor, pensem nisto e amem-se muito para amar muito sua filha! Especialmente não de deixem de pedir a Deus que os conduza a um entendimento!
Fico às suas ordens, e um abraço, Mannoun

Gravidez na adolescência
2 – A. diz: Dra minha filha esta grávida, soube ontem. Tem 16 anos, uma criança! O que devemos fazer para ajudá-la? O moleque nem aparece mais, não quer assumir e quer que ela faça um aborto. Eu não sei bem o que acho, estou atordoada. Por essa não esperava. Meu marido esta sem fala, em choque. Somos classe média e somos muito conhecidos, o que os amigos dirão, nos assusta. Conto com sua ajuda. M.

RESP: Minha senhora, antes de mais, não se preocupe com o " que irão pensar ou dizer os amigos" . Se forem amigos, saberão compreender a ajudar. Em hipótese alguma concorde com o aborto que é um assassinato premeditado - é e será sempre um crime!!!
Não é o momento de brigar ou maltratar, nem de desentendimentos ou de se culparem- há duas vidas em jogo. Cuidem de sua filha. Levem a um bom obstetra e mesmo que o rapaz quisesse casar-se, não é este o momento.
Cuidem da filha e do bebê. Sejam carinhosos e amigos. A maternidade não fará dela uma mulher feita - ouçam, procurem compreender – o que não é bater palmas ou aprovar o que acontece, mas agir como adultos, serenos, em paz, com calma e paciência. Depois de passada a “tempestade" , conversem com ela. Acolham. Abracem. Dêem colo. Se o namorado sumiu ou se aparecer, tratem educadamente como é sua conduta habitual e procurem ouvi-lo também.
Aguardem, dêem tempo ao tempo, proporcionando toda assistência a filha e ao bebê. Estamos às vésperas do Natal. Pensem em como acolheriam a Virgem Maria e O Menino.... Vocês Os têm em casa !
Fico às ordens e meu abraço amigo, Mannoun

Falar com jovens sobre drogas
3 - A. diz: Como um professor deve abordar o assunto drogas com seus alunos adolescentes, classe média alta. A senhora teria algum livro para sugerir sobre o assunto?Obrigado pela atenção G.

RESP: Olá G. bom dia! Que bom saber que se preocupa com seus alunos e em proporcionar-lhes uma boa formação!
Creio que mais do que falar nas drogas, vale a pena procurar realmente dar uma boa “formação” mostrando a eles o que é SER PESSOA, refletindo - e ensinando a refletir - sobre quem é o ser humano, dotado de RAZÃO: - Inteligência para conhecer e saber e Vontade , para escolher e decidir.
Não sei qual a sua área de atuação, mas seja qual for, o caminho que vejo é este. Falta muito aos Adolescentes estes pontos de reflexão. A VONTADE anda enfraquecida- as pessoas até sabem, conhecem os males das drogas e de uma sexualidade animalizada, mas não têm força de vontade para recuar, para não dar o primeiro gole, ou a primeira tragada, para resistir e dizer NÃO... Isto porque desconhecem, ignoram seu potencial, deixam-se levar como indefesos por não saber argumentar, por desconhecer o que é o SER HUMANO, a Pessoa.
Se percorrer algumas livrarias, especialmente as cristãs - católicas e evangélicas, vai encontrar muito material bom e ilustrativo. Dentro das sugestões que fiz, procure ( talvez num " sebo " ) Vida Sexual dos Solteiros e Casados, de João Mohana. Nas suas páginas há boas explicações sobre o ser humano, aplicáveis também às drogas.
Parabéns e boa sorte! Fico às suas ordens, Mannoun

Thursday, November 19, 2009

ENTREVISTA com uma Mãe de família (Quase) Numerosa

Com Valéria Laval
Ela preferiu colocar "quase" numerosa, porque como conhece famílias com um número maior de filhos ainda não acha a sua muito grande!!!

1 - Apresente-se para nós, de forma livre, de acordo com aquilo que acha importante
Olá, sou Valeria, casada há dezesseis anos e já estamos indo para o quinto filho, que deve chegar em janeiro de 2010.A turma por enquanto está com 3 meninos e 1 menina , o bebê é homem também. As idades são 15, 12, 8 e 1 ano e 7 meses.Sou arquiteta,moro em Brasília e trabalho numa empresa que investe em imóveis. Meu marido é militar e gosta muito de estudar, agora está fazendo doutorado, sua ajuda é muito importante para nosso equilíbrio como casal e família.


2 - Conte sobre seus partos dificuldades e facilidades.
Meus partos, até agora, foram todos normais, as crianças nasceram saudáveis, o terceiro teve um problema de refluxo urinário, que descobrimos ainda na gravidez. Depois do acompanhamento, ele fez uma cirurgia com 1 ano e 3 meses que solucionou o problema, evitando conseqüências graves no futuro. Acredito que o parto normal é sempre melhor para a mãe e o bebê. Infelizmente hoje, pelo medo do inesperado e do sofrimento, muitas mulheres e médicos tem optado pela cesariana, só pelo “conforto” de poder marcar a data e horário, não ter a dor das contrações e outros motivos que nossas avós nem pensavam que apareceriam.

3 - Em sua opinião qual fase é mais difícil de educar? Onde você encontra mais dificuldade para educar e passar valores?
Até agora não passei por uma adolescência inteira para poder dizer se é a fase mais difícil ou não. Pelo que já experimentei, acredito que seja a fase mais difícil, pois é quando temos que aceitar que os filhos começam a caminhar sozinhos em suas escolhas, com conseqüências que já não poderemos administrar e que seus questionamentos vão desafiar nossos limites, nossos defeitos. Já não somos mais os super pais que eles pensavam. E nós vamos perceber com mais clareza algumas falhas na nossa atuação. Não que ainda não dê tempo de corrigir, mas vai custar mais.

4 - Como lidar com as pessoas que perguntam se não há TV na sua casa?
Geralmente, as pessoas fazem esta perguntam quando sabem que já passamos do número 3. O impressionante é que é quase mecânico, como se houvesse um padrão para o número de filhos. Tento explicar que nunca me limitei a este número que a sociedade tem imposto, e que, desde que casei, esperávamos ter uma família grande, e quando perguntam se a fábrica vai fechar, digo que ainda não, e que vamos vendo o que Deus quer e permite. E que é um de cada vez, mesmo que o número espante um pouco.

5 - Na sua família existe respeito à individualidade e diálogo?

Posso dizer que tentamos que isso aconteça. A individualidade é valorizada quando explicamos a cada um por que tem que agir de tal ou qual maneira, e ele pergunta: mas o fulano faz assim! Dizemos: mas você não é o fulano, e explicamos porque pode fazer ou não daquele jeito. Diálogo sim, dependendo da idade e do tema temos mais margem para argumentar, justificar, mas tem hora que é preciso ser incisivo para cortar alguma teimosia. Com os pequenos, a palmada pedagógica também é necessária (Se não é um ato de revide ou impulsividade e posteriormente é explicada tem um efeito positivo e não traumatiza ninguém).

6 - Quais as brincadeiras e jogos mais comuns que você faz com seus filhos com mais freqüência? Como são as refeições em casa?
Meu horário de trabalho é de 8h por dia, moro perto de meu trabalho e quase todos os dias consigo ir almoçar em casa, é “corridíssimo”, mas é o que eu consigo. Nesse tempo almoço com o de oito, vejo as tarefas que ele tem para tarde, a de 12 está na escola e fico um pouco com ela e com pequeno antes de ir para o trabalho pela manhã. À noite tento ver com o mais velho se está precisando de alguma ajuda. Neste ponto, meu marido ajuda muito, pois também acompanha as tarefas e algumas atividades esportivas deles. Tentamos que no fim de semana haja as refeições em conjunto e muitas vezes conseguimos ficar um pouco junto, conversando depois da refeição, trocando impressões sobre a semana,, algum evento que um deles esteja participando.Vamos nos adaptando, a flexibilidade é necessária com tanta gente.

7 - Como é a organização familiar e que papéis/responsabilidades são atribuídos a cada membro da família?
Eles não têm tarefas, vou pedindo uma coisa e outra e geralmente vão fazendo, nem sempre com boa cara. No momento tenho que contar com duas empregadas, por causa da idade do mais novo, que precisa de cuidado o tempo todo. A outra cuida das coisas da casa sob a minha administração. Tento colocar algumas atividades para que eles participem da arrumação e limpeza na medida das suas possibilidades.

8 - Como você dispõe de seu tempo para dar conta de todos os afazeres domésticos e ainda trabalhar fora de casa?
Não é fácil, hoje trabalho fora por necessidade econômica e percebo como uma atuação em casa mais próxima seria o ideal. Porém, nossa vida nem sempre é aquela ideal em que pensamos, planejamos e temos que nos ajustar para conseguir chegar a tudo. Peço sempre a Deus ajuda para discernir o que é realmente importante. Como já disse, a ajuda e apoio do marido são fundamentais.



9 - Como administram as despesas gerais? Como priorizam?
Temos uma conta única para tudo, tudo o que eu e meu marido recebemos é para a família toda, geralmente as contas não fecham, mas acreditamos na providência Divina, nunca falhou , pode parecer imprudência, mas tem dado certo. Lógico que tentamos não fazer extravagâncias. Almoçamos fora de vez em quando em locais mais baratos, fazemos viagens por perto, presentes só em ocasiões especiais. Tentamos mostrar para as crianças que o dinheiro é fruto do trabalho e não vem sem esforço. Os mais velhos estão no colégio militar, que é pago, mas nada comparado ao nível de um colégio similar particular, isso ajuda as despesas.

10 - Qual recado mandaria para um casal recém casados?
Quando casei não tínhamos nada, a não ser alguns móveis, eu estava na faculdade e meu marido também estudava e trabalhava. Logo veio o primeiro filho e, quando me formei, o segundo. Não me arrependo de ter tido filhos cedo, logo no início do casamento, eles nos ajudaram a solidificar a base do nosso matrimônio e nos aproximaram, pois sempre nos dedicamos juntos a eles. Uma coisa muito boa para nós, e que criou laços mais fortes, foi participar de cursos de orientação familiar desde o inicio do nosso casamento.Os cursos ajudaram a nivelar as informações e traçar planos para educação dos filhos , além de descobrir as diferenças entre homem e mulher que parecem ser óbvias, mas não são.

11 - Segundo uma Universidade de Glasgow, casais que têm filhos são mais felizes. E quanto maior o número de filhos, maior é a satisfação. Isso é verdade na prática?
Acho que não é a quantidade que faz a felicidade, pois há casais que não tem condições físicas, econômicas ou psicológicas de ter muitos filhos. Acredito que é a generosidade, o espírito de abertura à vida é que traz consigo a capacidade de ser feliz. Que o cuidado da família posto em primeiro lugar faz esquecer muitos egoísmos que só trazem infelicidade. Hoje essa padronização de vida, de beleza, de status, que se divulga como ideal, só faz com que as pessoas fiquem infelizes, e limita a capacidade infinita de fazer o bem e se doar que as pessoas têm.
Todos os meus cinco, até o que está ainda na barriga, me dão dores e alegrias, mas essa perspectiva de transformá-los em pessoas dignas me faz ir em frente, sempre apoiada em Deus.

Thursday, July 9, 2009

O Valor da vida – cada vez mais claro

...Que a vida não é só isso que se vê . É um pouco mais. Que os olhos não conseguem perceber... letra de Hermínio Carvalho


Li uma reportagem sobre uma nova técnica, criada por um brasileiro, que possibilita as mães, principalmente as que são cegas, a sentirem de forma concreta seus bebês, ainda dentro do útero.

Cada vez mais conseguimos, através da ciência, a provar o quanto são seres humanos, o feto, o embrião, ou seja lá como chamarem nossos bebês, antes de nascer.

Através dos exames de ressonância magnética, ultrassonografia e tomografia computadorizada., ele transforma as imagens captadas em modelos matemáticos e, no último passo, viram modelos 3D com a chamada prototipagem rápida, que é a tecnologia para impressão tridimensional.
Utilizando uns programas específicos Lopes dá forma aos modelos 3D de fetos, que são impressos, camada por camada, em resina fotossensível e um composto a base de gesso.

Simplificando a história, a pessoa terá em mãos um boneco do tamanho exato do feto no momento dos exames e poderá já ir se apegando ao seu filho que vira em alguns meses.

O interessante é que este brasileiro foi apresentar seu trabalho, no Reino Unido, onde os modelos são usados para incentivar o apego da mãe em relação ao filho . Diferente do Brasil, onde o foco maior em relação à gravidez é tentar fazer com que mães e pais compreendam alguma malformação de seus bebês.

Como a técnica brasileira já está patenteada e os testes estão em curso, eles acreditam que em breve a prática poderá ser usada em larga escala, ajudando mães, pais e profissionais de saúde.

Mas o que podemos retirar disso tudo é que quanto mais o homem quer se enganar quando a vida no útero materno, mais ele chega a conclusão de que somos desde a concepção SERES HUMANOS de verdade, com corpo e alma.

É bom aproveitar uma reportagem desta e mostrar aos nossos jovens o valor da vida e a responsabilidade que surge no momento da concepção.

Thursday, July 2, 2009

Antecipar ou remediar?

Acredito ser a preocupação de muitos o assunto da gravidez na adolescencia, mas o que importa de fato é darmos aos nossos filhos condições para saberem discernir entre todas as opções que surgem na frente deles qual é a que devem optar.
Não adianta só mostrarmos o quanto foi mal este ou aquele amigo nas tais circunstâncias, o que adianta é darmos a eles matéria concreta que sirva para usarem no momento em que terão de decidir.
Por isso estou sugerindo um filme que encontrei no youtube.
Este filme mostra a iniciativa real de um jovem para ajudar de forma concreta a outros povens a valorizar seu corpo.
Este rapaz, Jason Evert, fala de forma bem clara e simpática sobre antecipar-nos aos problemas.
Com este trabalho dele, em escolas e outros lugares já conseguiu mostrar a muitos jovens como lutar para se vencer e se dar o devido valor de ser humano.


Thursday, June 18, 2009

A emoção de saber que vai ser avó


por Maria Teresa Serman

Rita Lee, com seu jeito irreverente e gaiato, disse há pouco tempo, em uma entrevista,que, se soubesse que era tão bom ser avó, não teria nem sido mãe antes. Ela ganhou uma netinha, depois de três filhos homens.

Só passei, até agora, pela emoção de dar à luz cinco vezes. O "só" não significa "pouco", acreditem, é que ainda não alcanço bem como é ser coadjuvante do nascimento de alguém já tão amado. De sogra a avó, é um acréscimo delicado, não se pode bancar a sábia, enchendo a nora de conselhos e recomendações. Minha nora é ótima, dona de um bom humor inalterável e de uma paciência infinda. Acertaram: por isso nos damos tão bem.


Fui uma mãe muito severa com os três primeiros filhos e "frouxa", na isenta avaliação de duas dessas cobaias, com os dois menores. Preciso acreditar que essa frouxidão se deveu à experiência e sabedoria adquiridas durante o padecer no paraíso, e não ao que as más línguas filiais diagnosticaram como "velhice".


Portanto, sabedoria ou fraqueza, o que quiserem, espero ser para os meus netos, em primeiro lugar para este querido ou querida(ainda não sabemos), um amálgama de aconchego e encaminhamento,diversão e instrução, fonte de amor incondicional como acredito que fui e sou para os meus filhos, apesar dos meus incontáveis defeitos.Antes de tudo, o que peço a Deus, desde que recebi essa notícia, é que possa ser uma avó como é minha mãe, a melhor instrutora no amor a Ele para seus netos, alfabetizadora exemplar nas primeiras letras e nas principais verdades do amor de mãe e avó.

Monday, May 18, 2009

Brincar mais com os filhos





Estou preocupada com a quantidade de pessoas que chegam a nós através de pesquisa sobre adolescente grávida. É impressionante.



Acho que nossos jovens estão pulando algumas etapas bem importantes da vida. As crianças estão virando pequenos adultos, no vestir no falar e ainda acham gracinha nisto.



Hoje fui levar minha menor ao pediatra e lá a TV ligada, mostrava uma menininha sendo manipulada por um conhecido apresentador ( não faço nenhuma propaganda dele, pois não aprovo seu trabalho). Esta criança é usada pelos pais, pela mídia e esta perdendo sua infância e fazendo com que outras queiram imitá-la.



Vamos parar, pensar, e dar mais atenção a infância das nossas crianças. Cadê este tal estatuto da criança? Vamos deixar as crianças serem crianças, vamos recuperar as bonecas, as festinhas de batizado de boneca. Mas não dá pra batizar uma Barbie, já tem cara de mãe!



Onde andam os bebês que choram que fazem xixi? Aqueles bonecos bochechudos com corpinho de pano? As panelinhas, para ativar a criatividade?



As nossas crianças têm fogãozinho, geladeira, banheirinha de boneca?



Quem de nós arranja tempo pra preparar e participar dessas brincadeiras?



Nossas adolescentes que estão engravidando tão cedo parecem que pularam estas brincadeiras e agora vão brincar de boneca e boneco, com um filho de carne e osso no colo.

Só que este “boneco” chora de verdade e quando bem entende, e não tem pilha para tirar quando estamos cansados da brincadeira.



Uma idéia que veio a cabeça é de ir nestas lojas bem baratinhas e comprar uns brinquedinhos que estimule a criatividade e a imaginação da garotada. Enquanto é tempo.



Monday, May 11, 2009

Gravidez na Adolescência

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Não sei o que é RSS?

por Liana Clara Oliveira

Como as buscas que trazem muitos dos leitores a este blog, são na maioria pelo tema gravidez na adolescência, resolvemos abordar este tema, tão complexo, um pouco mais a fundo aqui hoje.

1ª Parte: O que fazer antes?

A nossa primeira preocupação como pais, deve ser vislumbrando o futuro dos filhos. O que queremos que sejam quando crescer? O que esperamos que sejam para serem felizes?
Precisamos orientá-los bem, desde pequenos, com bons princípios, boa formação humana.


Vamos começar com um exemplo:

Uma amiga com 2 filhos, um casal, se rotula como legal, amigona dos filhos, veste-se igual, tem os mesmos amigos, freqüentam as mesmas baladas e com isso acha estar fazendo o melhor pelos filhos. Na hora de orientá-los ela diz: " O que você acha? Ta bom pra você? Então faça".
Aos olhos dos amigos dos filhos ela é A Mãe, genial, descolada! Aprova tudo, concorda com tudo. Até o dia em que sua filha veio contar que estava grávida menina de 15 anos do atual “ficante” da mesma idade, sendo que pairava uma dúvida de quem de fato seria o pai, porque aconteceram alguns “ficantes” neste período.

Neste momento a coisa ficou preta. Minha amiga veio a mim, desesperada contar o ocorrido e fazendo uma pergunta: “O que eu deixei de dar a minha filha”?”“ Porque ela fez isso?". A conversa foi longa.

Continuando dentro do tema vejamos o que é preciso fazer antes de se chegar a isso:
1 - Transmitir princípios básicos naturais para o ser humano ser respeitado como indivíduo.
2 - Acreditar no que diz, ir contra a maré da liberdade sem limites
3 - Ensinar a serem PERSEVERANTES - nas pequenas coisas, como: Começar e ir até o fim mas coisas que escolhem fazer, tipo, o vôlei, a natação, o futebol, o curso de línguas, etc., coisas que na primeira dificuldade deixam de lado e partem para outra atividade. Perseverar nas coisas boas, que levem a bons resultados.
2ª Parte: O que fazer durante?

Quando nos encontramos no olho de um furacão, costumamos fechar os olhos e esperar que tudo se acalme e nos seguramos em qualquer coisa sem ver e até podemos nos afundar mais deste modo. Porém numa situação como esta não é possível se dar ao luxo de agir assim.
Passado o primeiro impacto da notícia é preciso traçar um plano de ação, criar um "gabinete de crise":
1 - Acolher a filha grávida com carinho
2 - Cuidar, levando aos médicos necessários, fazendo um bom pré-natal
3 - Comprar o enxoval do bebê
4 - Conversar - recuperar o diálogo entre pais e filha, procurar entender o ocorrido e avaliar as condições destes dois jovens e ver as possibilidades de arcarem com as responsabilidades de seus atos.
5 - Dar apoio sem esquecer-se de continuar educando esta filha que ainda não é adulta.

3 Parte: O que fazer depois?


Bebê nascido, todos bem de saúde, cada coisa de volta ao seu lugar. Alto lá! Cada coisa em seu lugar, mesmo?
Nesta hora é preciso muita firmeza e ver como deve encaixar cada peça deste novo quebra-cabeça.

1 - O filho é da filha, não é nosso filho - portanto deixar que ela cuide do bebê, assuma a responsabilidade, por mais que nos doa, ela precisa passar por tudo para avaliar melhor na hora de decidir futuramente. Aqui funciona bem a 3ª lei de Newton: "Para toda ação existe uma reação oposta e de mesma intensidade".

2 - Os cuidados com a criança não podem ser esquecidos, higiene, amamentação, banhos de sol, horários, idas ao pediatra, plano de saúde, etc.

3 - O jovem pai também precisa ser reorientado, reavaliado nos seus conceitos, pois nesta nossa sociedade em que vivermos eles saem ilesos, descompromissados e ainda gabam-se de seus feitos como troféus. Este garoto precisa de uma orientação mais firme, para que assuma responsabilidades também; como trabalhar um período do dia para prover este novo ser de alguns bens materiais necessários a sobrevivência. Só assim ele vai crescer e amadurecer e pesar seus atos antes que os hormônios falem mais alto.

4 - Os cuidados com os jovens pais não podem ser abandonados, muito pelo contrário, deverão ser redobrados - atuar agora nas coisas que não foram suficientes antes.

Tudo isso pode acontecer em qualquer lar ou tipo de família, apenas usei um exemplo conhecido para poder ir colocando os fatos. O importante é não descuidar da formação diária dos filhos. E se mesmo assim as coisas acontecerem, não desanimar e correr contra o prejuízo e tentar de novo acertar, agora em dose dupla.

Resgatar valores aos jovens pais é muito importante para que no futuro saibam exercer seus lugares de chefes de suas famílias com consciência, amor verdadeiro e respeito um pelo outro.

Concluindo gostaria de acrescentar o deslumbramento das amiguinhas adolescentes ao saberem da gravidez da colega, para isso também é preciso um trabalho dos pais. Mostrar o quanto esta jovem mãe está queimando etapas da sua juventude, deixando seus estudos adiados, abrindo mãos das festinhas de adolescentes, dos papos descompromissados e muitas outras coisas. E em troca estarão passando um bom tempo por uma corda bamba desconhecendo o que será dela sem o apoio de um chefe de família a seu lado.

Um video para pensar: http://netfilter.wordpress.com/2009/05/11/mais-um-video-da-serie/

Leia mais em: www.negociosdefamilia.com.br

Wednesday, May 6, 2009

SEMANA DAS MÃES - Mãe avó


Como dediquei esta semana às mães, não poderia deixar de falar sobre a mãe avó. A mãe em dose dupla!!

São maravilhosas as mães que depois de ter exercido tantos anos de mãe, ainda encontram disposição para se dedicar aos netos, com o mesmo vigor e carinho e como sempre.

A mãe existe de vários tipos. Hoje me lembrei da mãe avó. Claro que avó é avó, mas atualmente temos um novo tipo: as Avós mães - são as mães das mães adolescentes. Este tipo precisa de mais cuidados.

MÃE ADOLESCENTE X MÃE AVÓ


Esta mãe que ainda é jovem pra ser avó, se vê as voltas com um novo bebê em casa: cria da cria, filho da filha ainda menina que nem bem se viu virar mulher.

Mãe avó, jovem, precisa ser forte para assumir seu papel de avó e deixar sua menina ser mãe. Ela precisa aprender a lidar com este novo ser e assumir as responsabilidades de seus atos.

Fazendo um retrospecto vemos as nossas bisavós que casaram muito meninas e assumiram seu papel cedo e com grande responsabilidade de casa e de família.

Com o passar do tempo as moças foram ganhando mais autonomias e por conseguinte casando mais tarde, mais adultas.

Hoje o pêndulo do relógio volta a apresentar mães meninas mas com grandes diferenças: Completamente despreparadas para sua nova condição; sem noção da responsabilidade que requer a maternidade.

A mãe que abdicou cedo demais de ter outros filhos por diversas razões, encontra-se numa situação nova. Em idade ainda fértil, usa seus instintos maternos e assume o neto ou neta.


Esta mãe, sem apoio de um marido presente, volta-se para a mãe avó a procura daquilo que andou desprezando: o aconchego materno e da família.

Enrolado, né? Mas é preciso repetir muitas vezes para entender esta situação moderna.


E é neste momento que a mãe avó se pergunta: "Onde foi que erramos?", " O que faltou na educação que demos em casa?"
Sem julgar ninguém podemos mostrar pontos que contribuíram para que esta situação se formasse:

- Faltaram alguns "ingredientes no bolo" que deixaram ele desandar.

- muita liberdade sem exigir uma responsabilidade compatível

- Falta de saber acompanhar os avanços tecnologicos que os jovens sabem tão bem usar e fazem , muitas vezes mau uso deles, como a Internet, a TV, os celulares, etc.

Estas mães avós ainda têm tempo para corrigir esta situação, acertar o passo.

Vamos cuidar para dar mais formação humana , moral e espiritual as nossas futuras mães, ajudá-las a encontrar o equilíbrio, dentro deste mundo atual sem limites, em que vivemos.

Ensinar a ser DIFERENTE, a ir contra a correnteza. Ter seu próprio estilo de vida, sem se preocupar se é "mico" ou não, não "ficar" com cada garoto que conheça.

Conhecer melhor os amigos e amigas dos nossos filhos e filhas. Saber com quem andam e com quem interagem na Internet.

Mostrar as nossas filhas que não há necessidade de "test drive" para mostrar que o garoto será um bom futuro marido.

Vamos dar outra volta no pêndulo do relógio.