Friday, January 11, 2013
EmContando – 16 - A Árvore dos Problemas
Para nós a viagem continua aqui mesmo. São nossas atividades diárias que devemos retomar da melhor maneira possível. Durante o período das Festas parece que nos mudamos um pouco para as nuvens e agora precisamos por, de novo, os pés no chão e lidar com tudo aquilo que deixamos um pouco para depois. Após as despedidas de parentes e amigos que partilharam conosco esses preciosos dias, temos que voltar: pagar contas, por correspondência em dia, mandar fazer alguns consertos e para muitos voltar ao trabalho fora de casa.
Há alguns anos ouvi uma pequena história que reencontrei agora e vou dá-la a vocês como presente de Ano Novo .
A Árvore dos Problemas
Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda.
O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil. O pneu do seu carro furou. A serra elétrica quebrou. Cortou o dedo. E ao final do dia, o seu carro não funcionou.
O homem que contratou o carpinteiro ofereceu-lhe uma carona para casa. Durante caminho, o carpinteiro não falou nada. Quando chegaram a sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer sua família.
Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos.
Depois de abrir a porta da casa, o carpinteiro transformou-se. Os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso, e ele abraçou seus filhos e beijou sua esposa.
Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro. Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou:
”Porque você tocou a planta antes de entrar em casa?”
“Ah! Esta é a minha Árvore dos Problemas. Sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho, mas eles não devem chegar até os meus filhos e minha esposa. Então, toda noite, deixo os meus problemas nesta Árvore quando chego em casa, e os pego no dia seguinte. E você quer saber de um coisa? Toda manhã, quando volto para buscá-los , eles não são nem metade do que me lembro de ter deixado na árvore na noite anterior.”
Mais um vez, Feliz 2013 para todos. Agnes.
Thursday, April 26, 2012
O ciúme – um grande inimigo do amor
m relacionamento, marido e mulher precisam ter muita confiança um no outro e não permitirem desconfianças de nenhuma ordem entre o casal.O famoso ciúme, já foi, durante muito tempo, considerado um agente do amor, diziam que quem ama cuida e tem ciúmes. Ledo engano, o amor precisa de cuidados sim, mas o ciúme é como um agrotóxico para a planta. Pode até afastar as pragas, mas tira o sabor e a beleza da planta.
Amar seu marido, seu namorado, seu noivo, requer dar-se, confiar, criar raízes. E se desde o namoro o casal não tem como confiar um no outro, esse relacionamento está fadado ao insucesso. Uma jovem que desconfia do namorado com outra moça, ou até descobre que ele tem outra e o perdoa, com certeza terá sempre uma desconfiança entre os dois, algo que irá minar a convivência deles. E nessa fase, do namoro, ainda pode recapitular, deixar esta pessoa e ir em busca de alguém em que possa confiar. Com certeza terá mais sucesso num relacionamento baseado em confiança mútua.
Já no casamento, o casal busca acertar todas as arestas para que dure para sempre, o famoso: “até que a morte os separe”. Desse modo, é necessário um maior empenho de cada um, para que o ciúme não entre neste amor e venha a criar suspeitas desnecessárias entre os d
Existem profissões que facilitam as suspeitas para o ciúme, como a de médicos e seus plantões, a de professores homens em colégios com maioria feminina, engenheiras em usinas onde predominam os homens, e assim por diante. Muitos criam ideias fantasiosas de seus maridos ou esposas “pulando” a cerca e indo buscar novidades em outros lugares.
Santa Teresa dizia: “ a imaginação é a louca da casa” – logo cuidemos para não dar asas a esta traidora e não nos permitirmos grandes divagações sobre o cônjuge fora de casa, no seu horário de trabalho.
O importante é cuidar da nossa aparência, do nosso humor e da nossa saúde para estarmos sempre bem quando o outro estiver junto de nós.
As mulheres se produzem muito para ir ao trabalho, e ao chegar a casa, depois da luta diária, tendem a colocar uma roupa velha, confortável e seus chinelinhos, tomando o cuidado de lavar o rosto para tirar a maquiagem por completo. E o que sobrou? Uma aparência cansada, um ar largado e pronta para jogar suas mágoas do dia no marido, que afinal de contas é com quem se pode contar para desabafar. Aí cometem o maior erro. Na rua, os maridos também veem as mulheres produzidas, cuidadas e querem a sua também ao menos cheirosa e bem posta.
Tudo isso leva à insegurança pessoal, e por consequência ao ciúme, com o medo de perder o outro. Para evitar essa situação, não vamos deixar chegar a esse ponto, vamos cuidar antes, ser espertas, ser mais carinhosas, ter detalhes de atenção com o outro, criar situações alegres e bem humoradas para que o marido queiram sempre estar perto de nós. Isso vale também para eles, é claro.
Monday, March 5, 2012
Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 130)
1 – A. diz: O que podemos fazer quando o adolescente apresenta
RESP: Caro (a) A.
Conversem com seu filho e marquem um bom Psiquiatra, para que ele seja consultado e possam saber o que realmente tem e iniciar logo um tratamento. Ele tem amigos? Ajudem-no a que procure se lembrar do que possa ter acontecido que esteja ocasionando esta mudança de comportamento, mas não retardem a consulta, ok? A idade é ótima para um bom tratamento ser eficaz!
Fico às ordens, Mannoun
RESP: Caro (a) A.
Não sei a idade dos seus filhos, mas é importante que os Pais tenham grupos de famílias amigas com filhos em idades semelhantes e façam programas com eles. Façam uma " mesa redonda " em casa e perguntem a eles mesmos o que os impede de sair com vocês. Ouçam o que tem a dizer, reflitam e vejam se há ou não procedência nas opiniões deles. Peçam sugestões e convidem os amigos dos filhos à sua casa, organizem lanches do agrado deles, sessões de filmes interessantes com debates, jogos comuns a todos, excursões, passeios turísticos, etc. Aqui mesmo no blog encontrarão bastantes sugestões e também no site do " portal da família" .
Vale a pena sempre ir aos interessados e escutar, ponderar, rever atitudes e posições. Não quero com isso dizer que os Pais devam “obedecer” aos filhos, mas o diálogo com eles é muito rico e criativo - há que conquistá-los!
Fico a seu dispor para mais detalhes. Atenciosamente, Mannoun
Saturday, July 31, 2010
O oráculo da verdade

Já me explico.
Passada a onda do POLVO PAUL, da Copa do Mundo (quem não ouviu falar?), vemos que as pessoas buscam suas respostas através de pesquisas ao google, como se ele fosse um oráculo da verdade como foi o polvo durante a copa de 2010.
Por um buscador de como se chega ao blog, posso verificar isso constanteme[Image]nte: pessoas que chegam ao blog com as seguintes perguntas: Deixo ou não minha filha viajar com o namorado? O que faço para educar meu filho de tantos anos? Minha filha esta grávida, o que faço? Filha viajar com o namorado, sim ou não? Como educar meu marido? Vale a pena ficar casado por um filho? Mudo ou não meus filhos de escola? Deixo minha filha sair com a família do namorado? Adolescente pode permanecer fora de casa até que horas? Qual a diferença ideal entre filhos? E por aí seguem as indagações constantes e repetitivas, (interessante como nos falta originalidade nas dúvidas).
Diante de tanto questionamento a uma máquina, podemos concluir que o ser humano está carente de boas amizades, cada vez mais fechado em si mesmo e perdendo o costume de se relacionar com outras pessoas ao vivo, p[Image]rincipalmente com aquelas que têm convicções sólidas e podem aconselhar com
idoneidade. Observamos ainda que a falta de conhecimentos leva a pessoa a se jogar num mundo onde a verdade pode não ser verdadeira (é necessário o pleonasmo aqui), mas o que a maioria diz. Esta será a verdade para se seguir.
Grande perigo encontra quem se conduz assim para resolver seus questionamentos da vida pessoal. Quem nos garante que o que está escrito nas páginas de pesquisa do Google é o melhor para esta ou aquela pessoa?
Precisamos garimpar na internet, caso queiramos nos basear nela para tomarmos decisões. E é fundamental procurar ajuda de forma concreta através de pessoas bem formadas, bem preparadas que possam nos orientar sem cairmos no relativismo.
Quando vamos a um médico hoje, depois da consulta, corremos ao computador para checar quem é esta figura que nos consultou, os remédios que receitou e assim por diante, criando em nós uma angustia desnecessária, tudo porque nos falta a confiança no próximo que nos fala.
Vamos pensar um pouco e ver por onde andas as nossas indagações e em quem confiamos.
Saturday, July 3, 2010
Filhos criados: preocupações e dores dobradas

Um é mais orgulhoso, frequentemente faz brincadeiras sem graça que humilha o outro. Este é bagunceiro, o que perturba o que é ordeiro, pois compartilham do mesmo quarto. Não brigavam muito quando pequenos, só implicâncias normais de irmãos: hoje começam a se estranhar e chegam às vias de fato, o que parte o coração da mãe e tira a harmonia da família.
Por que essas coisas acontecem depois de crescidos, quando deveriam estar mais maduros e tolerantes? Ninguém consegue entender.
Nós, mães, nos perguntamos logo: “Onde foi que eu errei?" - nosso complexo de culpa aflora imediatamente e joga na superfície medo e insegurança com relação ao modo como os educamos se não fizemos de forma correta ou do melhor jeito.
É normal também dizer: Rezo tanto e isso acontece! Mas o correto seria: “Imagine se não rezasse, eles estariam se matando, com estes gênios difíceis que têm".
Na verdade, é por não nos fazermos próximos de Deus, porque, quando o jovem se afasta da sua fé, ele perde o pé e vai se afogando no mar do orgulho desmedido, nos vícios da preguiça, do imediatismo, da arrogância, e só consegue se ver como o centro do seu universo. Por isso há tanto choque.

E quando partem da briga entre irmãos e começam a atacar seus pais? Fazendo-nos crer que fomos péssimos, pai ou mãe? Normalmente a mãe é mais atacada verbalmente, por uma questão de intimidade maior. Como já dizem no popular - é a mãe!
Os adolescentes são mestres em agressões verbais, pela necessidade de agredir para conseguir seu espaço, hábeis e cruéis manipuladores do afeto dos pais. Por mais carinho que lhes ofereçamos, teimam em continuar agredindo. Só mesmo a Dra. Mannoun para nos socorrer!
Parece que o caminho continua ser esse: rezar, amar, corrigir com paciência e esperar que a graça do Pai e a vida ensinem a eles e a todos nós que a própria vida é muito curta para brigas, geralmente por motivos fúteis, e que é possível, com humildade, enxergar o lado do outro. Porque compreender significa colocar-se no lugar do irmão (de sangue ou não) e ajudá-lo a fazer o mesmo. E perdoar, se ele não consegue.
Monday, November 30, 2009
Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 23)
Namoro por interesse?
1 - C. L. diz: Dra o na
moro da minha filha esta causando muitas brigas na família. Meu marido não gosta do rapaz, diz que ele é confiado, cara de pau e oportunista. Temos uma boa situação financeira e só esta filha, temos medo de que o rapaz só esteja de olho no dinheiro e bens. O que sugere que façamos para demovê-la desta idéia de namorar este rapaz. Ela tem 17 anos e ele 23. Ele nem trabalha e ainda esta fazendo o primeiro ano de uma faculdade mixuruca. Eu pessoalmente acho que o rapaz não é bom, mas não acho oportunista, acho sim, um cara sem muitos desejos de melhorar na vida. Muito desleixado. Obrigada desde já. RESP: Cara Sra. C.L. Sua filha tem amigas? Convive com elas ou devido ao namora, afastaram-se? Faz esportes, estuda, viaja com os pais?
Com relação ao namoro, penso que já devem ter conversado bastante com ela e o momento agora é de silenciar. Não imaginem as pretensões do rapaz- a imaginação é traiçoeira e pode obscurecer uma observação menos apaixonada e mais real.
Acalmem-se e silenciem por algum tempo, apenas observando, esforçando-se por ser simpáticos ao rapaz, convidando os dois para saírem com vocês e assim poderem avaliar sua reações,quando estão juntos, como se comportam à mesa, como se relacionam com estranhos. Isto porque se vocês enquanto pais insistem em falar com a filha apenas o negativo do namorado e que não gostam dele, só reforçarão a posição radical dela a favor dele e contra vocês.
Se tentarem não falar, não fazer comentários deixando que ela mesma reflita, pode ser que espontaneamente ela pondere o que já foi falado pelos pais e se decida por aguardar um tempo antes de namorar.
Por outro lado, esforcem-se por abrir os horizontes do rapaz, acenando com cursos paralelos, oportunidades de estágio dentro do curso que faz, querendo ser simpáticos e acolhedores, sem pré-julgamentos.
Sobretudo, se tem uma Religião, rezem. A oração dos pais pelos filhos é sempre muito preciosa!
Estejam serenos, não dêem ao fato um caráter se drama- afinal ela é uma adolescente, filha única e certamente quer ser sempre o centro das atenções da família, mesmo que seja por algo que desagrade os pais... Um abraço e pode voltar a falar comigo se desejar. Mannoun
Falta de educação ou doença?
2 – A. diz: Dra M
announ, gostaria de uma resposta sobre filha adolescente que enfrenta mãe, com palavras muito grosseiras e uma atitude totalmente hostil. Estou no meu limite e tudo o que eu diga gera brigas de proporções gigantescas. Já a levei ao psicólogo, psiquiatra, pediatra, e nenhum achou nada grave nela. E agora ela se nega a ir a qualquer médico. Preciso de uma luz, para agir ou para deixar tudo de lado. Agradeço sua atenção.RESP: Olá, A. Desarme-se e não considere doença em sua filha o que é - a meu ver- conseqüência de falha educacional. Não sei a idade dela, mas a mãe necessita resgatar sua autoridade, calando-se, não discutindo nem respondendo às agressões. Silenciar - sem lágrimas ou ares de sofrimento- é sempre mostrar que não se está disposto a altercações, ao menos naquele momento. O pai não deve interferir ao presenciar cenas como as que me descrevem na pergunta, porque esta atitude só reforça o fato (diante da filha) de que a mãe não é capaz de se impor. O assunto entre mãe e filha deve ser resolvido entre elas. Sua filha deve praticar esportes, especialmente coletivos, para que aprenda a conviver, socializar-se, comunicar-se de forma saudável, utilizando na prática esportiva, as energias gastas com a agressividade. A mãe poderia procurar uma ajuda psicológica para saber como lidar a filha - que acham? Se não respondi satisfatoriamente, continuo às ordens. Atenciosamente, Mannoun
Colégio interno resolve problema de educação?
RESP: Cara M. da G., nada de chorar, por favor! Aos 15 anos sua filha se agride a si mesma, e se usa esse palavreado, agora que está na idade de se identificar com a figura materna, pode ser que imagine não conseguir chegar aonde a senhora chegou, e não concorde em que tenha espontaneamente abdicado da profissão e do prestigio que dali poderia advir, em prol de construir uma família...
Não responda, peça ao pai que não interfira, fique silenciosa, não chore- por favor! Esta atitude só trará mais sofrimento para ambas e diminuirá sua autoridade...
Saia de perto à hora das agressões. Vá ao banheiro, saia de casa, vá para outro local- deixe-a falando sozinha para que o eco de suas palavras a ajude a refletir...
Colégio interno não é a solução. Em casa é que ela deve estar embora incomode, pois pode ser que seja exatamente o que ela deseje - mostrar o quanto suas atitudes determinam respostas dos familiares e que no fundo, ela é quem manda ou comanda... Recomendo esportes coletivos, sugeridos por alguém que tenha influência sobre ela. O contato com outras pessoas, o gasto saudável de energias, ou quem sabe, daqui algum tempo (não agora) um intercâmbio cultural?
Volte a exercer a medicina, caso lhe seja possível, num trabalho voluntário ou numa creche ou junto a idosos. Isto lhe fará muito bem e - sem dúvida- beneficiará a muitos!
Pode voltar a falar comigo. Continuo às ordens! Um abraço, Mannoun
Não quer ir a escola
4 - I. B. di
z: Boa tarde.tenho uma filha de 13 anos estou passando uma face difícil com ela não quer ir pra escola mais já saiu de casa 3 vezes não sei como lidar com essa situação mais estou precisando muito de ajuda sou separada do pai dela ele não me ajuda pq moro no rio de janeiro ele mora em outro estado me ajude por favor.RESP: Cara I.B. sua filha é única? Vocês têm familiares com que ela se entenda bem?
Quando ela saiu de casa, como foi que retornou? Alguém foi buscá-la ou voltou por conta própria? Contou onde esteve e com quem?
Estas questões são muito importantes porque sua atitude vai depender das respostas que puder dar.
Sugiro que procure um Serviço Público - conhece o NESA, um Serviço de atendimento ao Adolescente no Hospital da UERJ, no Maracanã ? Ali você pode ser atendida e expor a situação, pois há um Serviço de atendimento completo, com Assistente Social, Psicólogos, Médicos que lhe darão toda uma orientação. Como ela já saiu de casa por 3 vezes, necessitará um bom exame médico, exames de sangue, pesquisa de infecções, inclusive Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS, o que pode ser feito lá mesmo. Além disso, não querendo mais ir a Escola, o Conselho Tutelar deve ser informado porque a responsabilidade devido ao fato dela ter 13 anos é totalmente da mãe, uma vez que os pais são separados e ela está em sua companhia.
Não pense, por favor, que estou fazendo terrorismo- situações como a que me relata estão acontecendo - infelizmente! Com bastante freqüência e este é o caminho que adotamos nos atendimentos.
É preciso agir com a maior rapidez, até porque é isto que os Adolescentes esperam de nós, sem dramas, sem lágrimas, sem reclamações ou vitimismos, mas com carinho e firmeza- ATITUDES!
Geralmente dá certo e pais e filhos se acalmam, refletem, voltam a se entender porque são acompanhados por Profissionais que querem ajudar e tem preparo técnico para o fazer .
Fico às suas ordens caso queria voltar a falar comigo. ok ? Um abraço, Mannoun
Thursday, November 12, 2009
Consertos em casa
Quando escrevi o tópico ainda não tinhamos o apagão da segunda, mas vale registrar agora que teremos muitos outros consertos!!Cada vez que meu marido resolvia consertar algo em casa, começavam logo as apostas entre nossos filhos para ver quanto tempo levaria para que ele chamasse um “faz tudo” para resolver o problema existente e mais os outros oriundos do “conserto” do pai.
Realmente, habilidades manuais nunca foram o forte dele. Mas agora ele aprendeu: Só faz consertos com o “faz tudo” ao lado, e ele só dando as diretrizes! Ainda acho que não é a melhor solução, mas aqui no Brasil existe uma grande carência de mão de obra especializada.
Estou contando isso para introduzir o assunto consertos domésticos. Um assunto que demanda tempo e muitas vezes muito dinheiro do orçamento familiar. Quando podemos evitar alguns destes gastos desnecessários, com um pouco da nossa boa vontade e dos filhos.

Por exemplo: Trocar lâmpadas – uma atividade que só requer lâmpadas novas e uma escada firme. Saber desligar o interruptor antes de começar ou o disjuntor do cômodo.
Numa casa sempre temos coisas a consertar, interruptores de abajur, lâmpadas queimadas, fio de ferro elétrico, varal com cordas arrebentadas, filtro para trocar vela ou refil, vaso sanitário entupido (criança adora jogar coisas no vaso), pias de banheiro cheia de cabelos deixando a descida da água vagarosa. E por aí vão os pequenos dissabores de cada dia em uma casa normal. Isso gera atritos e deixa, muitas vezes, o casal aborrecido por um achar que o outro deve resolver estes assuntos.
Calma! Existem “consertos” bem piores, e que aparecem quando menos esperamos.
Imaginem uma falta de água numa casa com 10 pessoas? Inimaginável? Pois existe, quando se conta com o sistema estadual de fornecimento tudo pode acontecer, pois eles não estão nem aí para nossos problemas familiares. E como nos diz a Lei de Murphy, “uma desgraça nunca vem sozinha”, logo quando falta água, a bomba que deveria puxar a água da cisterna para a caixa, também deverá faltar. Ela pifa no exato momento da maior necessidade.

Numa situação destas, de emergência o normal é todo mundo falar e todos perderem a razão. É necessária muita calma, esfriar os ânimos (com 40º de temperatura ambiente fica difícil), e buscar uma solução para cada membro da família e ao mesmo tempo um jeito de se ter água outra vez. Falo isso em causa própria, passei por isso e digo: Não é fácil! A pior falta numa casa é a da água. Tudo precisa desse líquido precioso e só damos valor quando não temos. É desanimador, ainda mais em pleno calor. Neste momento precisamos buscar forças e equilíbrio e acalmar a todos, aproveitando a oportunidade para ensinar a paciência, a tolerância e mortificação. Ver o que cada um em casa pode fazer para ajudar: tirar água da cisterna com baldes, aprender a tomar banho com um numero reduzido de vasilhas, sair para comprar água filtrada, comprar uma nova bomba, chamar um entendido no assunto, e tudo o mais que façam parte da necessidade de ter água em casa.
Passando o tempo, todos estes problemas “horríveis” serão motivos de boas risadas entre os familiares que passaram por isso. Um dia ainda sentiremos falta, por incrível que isso possa parecer, destas situações momentaneamente desagradáveis e de difícil solução.
Coloco um filminho muito legal que retrata um pouco a idéia do chefe de família nada habilidoso que quer fazer o conserto sozinho, sem a ajuda de um profissional competente.
Um pequeno adendo: Continuamos sem água! Já temos a bomba, mas o fornecimento foi cortado por conta do apagão da segunda, provocando panes na companhia de água!! Estou doida pra vir o tempo das risadas......

