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Thursday, April 26, 2012

O ciúme – um grande inimigo do amor

Num relacionamento, marido e mulher precisam ter muita confiança um no outro e não permitirem desconfianças de nenhuma ordem entre o casal.

O famoso ciúme, já foi, durante muito tempo, considerado um agente do amor, diziam que quem ama cuida e tem ciúmes. Ledo engano, o amor precisa de cuidados sim, mas o ciúme é como um agrotóxico para a planta. Pode até afastar as pragas, mas tira o sabor e a beleza da planta.

Amar seu marido, seu namorado, seu noivo, requer dar-se, confiar, criar raízes. E se desde o namoro o casal não tem como confiar um no outro, esse relacionamento está fadado ao insucesso. Uma jovem que desconfia do namorado com outra moça, ou até descobre que ele tem outra e o perdoa, com certeza terá sempre uma desconfiança entre os dois, algo que irá minar a convivência deles. E nessa fase, do namoro, ainda pode recapitular, deixar esta pessoa e ir em busca de alguém em que possa confiar. Com certeza terá mais sucesso num relacionamento baseado em confiança mútua.

Já no casamento, o casal busca acertar todas as arestas para que dure para sempre, o famoso: “até que a morte os separe”. Desse modo, é necessário um maior empenho de cada um, para que o ciúme não entre neste amor e venha a criar suspeitas desnecessárias entre os dois.

Existem profissões que facilitam as suspeitas para o ciúme, como a de médicos e seus plantões, a de professores homens em colégios com maioria feminina, engenheiras em usinas onde predominam os homens, e assim por diante. Muitos criam ideias fantasiosas de seus maridos ou esposas “pulando” a cerca e indo buscar novidades em outros lugares.

Santa Teresa dizia: “ a imaginação é a louca da casa” – logo cuidemos para não dar asas a esta traidora e não nos permitirmos grandes divagações sobre o cônjuge fora de casa, no seu horário de trabalho.

O importante é cuidar da nossa aparência, do nosso humor e da nossa saúde para estarmos sempre bem quando o outro estiver junto de nós.

As mulheres se produzem muito para ir ao trabalho, e ao chegar a casa, depois da luta diária, tendem a colocar uma roupa velha, confortável e seus chinelinhos, tomando o cuidado de lavar o rosto para tirar a maquiagem por completo. E o que sobrou? Uma aparência cansada, um ar largado e pronta para jogar suas mágoas do dia no marido, que afinal de contas é com quem se pode contar para desabafar. Aí cometem o maior erro. Na rua, os maridos também veem as mulheres produzidas, cuidadas e querem a sua também ao menos cheirosa e bem posta.

Tudo isso leva à insegurança pessoal, e por consequência ao ciúme, com o medo de perder o outro. Para evitar essa situação, não vamos deixar chegar a esse ponto, vamos cuidar antes, ser espertas, ser mais carinhosas, ter detalhes de atenção com o outro, criar situações alegres e bem humoradas para que o marido queiram sempre estar perto de nós. Isso vale também para eles, é claro.

Saturday, November 21, 2009

A primeira infância

Texto de: Alfonso Aguiló
Engenheiro Civil. Desde 1991 é vice-presidente do Instituto Europeu de Estudos de Educação. Publicou mais de duzentos artigos em revistas e periódicos e oito livros sobre temas de educação, apologética e antropologia. Atualmente é diretor do Colégio Tajamar, em Madrid

Eu – comentava Silvia, uma dessas mães que sabem reconhecer seus erros e aprender deles – dei ao meu primeiro filho tudo o que ele desejava”. "Ao mínimo choro, eu acudia correndo.

Agora, aos quatro anos, é um pequeno tirano, e creio que isso se co
nverteu em parte de seu caráter, e me está custando mudá-lo, é terrível. É desses meninos que estalam os dedos e todo o mundo tem que lhe prestar atenção”.

"Com minha outra filha, que já tem quase dois anos, aprendi a lição, e já não me precipitava a seu lado, como com o maior. Pretendi fazer compreender desde o princípio que não pode manejar-nos com seu capricho. Quero que aprenda a pensar mais nos demais, que veja, por exemplo, que não devo ir recolhendo como uma tonta tudo o que ela atira. Quero que aprenda a ser paciente, a desenvolver um mínimo de ordem, de autocontrole. E estou bastante satisfeita da diferença de resultados”.


Desde o começo

Às vezes pode parecer que as crianças de poucos meses são seres de pouca consciência. No entanto, se lhes observa atentamente, como soube fazer aquela mãe, rapidamente se comprova que desde os primeiros meses a criança desenvolve sua capacidade de dominar a tensão que o acontecer ordinário da vida produz. O bebê tem de controlar os movimentos espontâneos para construir seu comportamento voluntário. E a educação que receba (porque a essas idades pode e deve haver já uma educação) ajudará ou estorvará extraordinariamente nessa importante tarefa.
Se forem satisfeitos sempre todos seus caprichos, ele será impedido de desenvolver sua capacidade de resistir ao impulso e tolerar a frustração, e seu caráter será egocêntrico e arrogante.

Porque observa tudo

— Tampouco se trata de negar-lhe quase tudo para que desenvolva mais essas capacidades, suponho.
Não, porque isso fomentaria a decepção crônica, um sentimento de permanente insatisfação e um caráter desconfiado, cético ou mal-humorado.

O olhar da criança é muito mais minucioso e vivo do que se pensa. Vai configurando impressões diversas sobre como funciona o mundo. Estabelece um diálogo minucioso e contínuo com as pessoas que o rodeiam. Um diálogo que não é só de palavras, senão também de imitações, de buscas, de aprovação, e de assimilação de gestos que observa. E nessa substanciosa interação, vai se configurando sua memória afetiva pessoal. Faz-se uma ideia de que, quanto e como deve sentir ante cada tipo de sucesso.

Esse contínuo gotejamento de experiências afetivas vai formando nele, de modo quase inadvertido, leis pelas quais daqui por diante interpretará como deve ser sua reação e seu estado de humor ante cada coisa. Trata-se de um lento processo que influi em sua evolução afetiva, e também no desenvolvimento de sua inteligência.

Afetos, inteligência e sentimentos

— Como podem influir os afetos no desenvolvimento da inteligência?

Pensa, por exemplo, na influência da motivação. Se for alta, há vontade por aprender coisas e desenvolver suas destrezas e capacidades, assim a inteligência irá rendendo cada vez mais. Pelo contrário, uma baixa motivação deixará infecunda uma multidão de talentos pessoais.
O desenvolvimento da inteligência está muito ligado à educação dos sentimentos.

Nesses anos vai se organizando seu sistema motivacional, pelo qual, ante algo novo, sentir-se-á incitado a explorá-lo, ou, pelo contrário, a evitá-lo. Uma correta educação há de proporcionar a segurança e o apoio afetivo necessários para esses sucessivos encontros com a linguagem, com as tradições da família, os companheiros de colégio, a natureza, a cultura, com valores de toda ordem. Segundo seja a qualidade e quantidade desses encontros, assim será o desenvolvimento de seu espírito.

Wednesday, August 12, 2009

Profissão: Historiadora e prof. De história

Voltando ao tema de profissões, estamos hoje com uma Historiadora. Já que as aulas andam suspensas por conta da gripe, vamos aproveirar para colocar a garoada pensando no que gostaria de ser no futuro.
Texto de L
uiza Z. Barretto
Tive certa dificuldade para escolher minha profissão porque de início não conseguia me imaginar como professora; achava que não teria jeito nem segurança para falar a turma toda. Mas como sempre gostei muito de História, acabei me decidindo por seguir essa profissão, esperando que a segurança viesse com o tempo. Minha família sempre me incentivou (para não dizer que foi a causa) o meu gosto por História, e apoiou a minha decisão sem deixar de me alertar para as dificuldades da mesma.

Fazendo a curso na UFF (Universidade Federal Fluminense), trata-se, na verdade, de uma formação dupla: o bacharel em História (comumente chamado de Historiador)é mais voltado para pesquisas e para o ensino universitário, ao passo que o licenciado em História é o que conhecemos por professor de História( de 5ª série ao ensino médio).

Minhas perspectivas de trabalho após a formatura são a curto prazo, entrar para o mestrado e começar a dar aula em algumas escolas. Ainda não me decidi se irei me dedicar mais ao magistério ou à pesquisa; ambos têm seus prós e contras. As possibilidades relacionadas à pesquisa seriam em universidades ou instituições de pesquisa como museus, institutos culturais, a biblioteca nacional etc. Creio, entretanto que estou mais inclinada ao ensino, devido ao contato com as pessoas, à possibilidade de compartilhar o conhecimento, de observar e participar do processo de construção do mesmo.
Os principais problemas deste ramo, entretanto, são a sua pouca valorização pela sociedade como um todo, que se reflete não só no pouco respeito por parte de diretores, pais de alunos e até dos próprios alunos, mas também no baixo salário e com frequência nas precárias condições de trabalho. Creio, contudo, que é uma profissão muito nobre e deveria ser mais valorizada.

Thursday, July 30, 2009

Uma boa leitura - Pai, me compra um amigo

Pai me compra um amigo: Um livro é muito bom para jovens e adultos lerem.

Pedro Bloch conta a história de Bebeto, um garoto problemático, carente . A história é de grande valor pedagógico.

O menino cresceu sentindo falta de atenção dos pais, que trabalhavam e deixavam o pequeno aos cuidados de uma babá.
Um dia pede ao pai lhe compre um amigo e o pai nem percebeu a solidão do garoto, só pergunta onde se comprar um amigo.Bebeto se sente rejeitado mesmo e vê o mundo muito confuso.

Neste clima a história se desenvolve, mostrando mil malabarismos de Bebeto para conseguir estudar e fazer as coisas que outros meninos da sua idade fariam.

A proporção que os problemas de Bebeto aumentavam, sua tristeza e raiva também. E na grande confusão de sentimentos, procurava compreender os pais. A notícia de que ganharia um irmão só piorou seus sentimentos.

Os colegas de escola tentam ajudar Bebeto, mas seus conflitos interiores criam muitas barreiras.
As coisas só melhoram quando finalmente o pai de Bebeto vai conversar com a psicóloga e fica envergonhado compreendendo pela primeira vez o quanto tinha negligenciado o seu filho e o quanto ele estava se esforçando.

Neste livro o autor nos leva a refletir sobre se estamos sendo entendidos pelos nossos filhos com a nossa forma de amar. Ele nos mostra a necessidade do dialogo.

Friday, July 24, 2009

Onde estão nossos filhos?

Hoje fiquei me perguntando, será que nós pais sabemos mesmo por onde andam nossos filhos? Será que temos certeza do que fazem e com quem andam?

Temos assistido notícias tristes de jovens dirigindo, bêbados, saindo de boates, provocando acidentes e muitas vezes a família desconhece o que faz este filho, muitas vezes até pensa que seu filho(a) não bebe, não fuma, não freqüenta certos lugares. Por onde eles e elas andam? Esta é uma preocupação de nós pais, ultimamente?

Estamos tendo um dialogo com nossos filhos, conhecendo-os a fundo? Quantas indagações fazemos sobre este assunto?
Penso que devemos estar atentos a tudo, procurar estar presentes sem invadir e depositar neles a mesma confiança que desejamos que eles tivessem em nós.
A princípio o filho não pensa em sair mentindo para os pais. Isso acaba sendo conseqüência de problemas existentes, como falta de diálogo, más companhias, constantes demonstrações de falta de confiança neles, etc.

Devemos educar da melhor forma e termos a certeza de que estar fazendo um bom trabalho. Precisamos conversar e acima de tudo ouvir muito para que nossos filhos confiem em nós e acreditem em nossos conselhos. Daremos a liberdade necessária para que o filho voe com suas próprias asas sem esquecermos-nos de orientá-los e estarmos prontos para eventuais erros.

É uma tarefa árdua porque é diária, repetitiva e deve ser repleta de amor. É difícil dizer que conhecemos nossos filhos a fundo. Às vezes nem conhecemos a nós mesmos! O que devemos fazer é sermos o mais honestos que pudermos com nossos filhos, para que eles encontrem em nós um referencial, um amigo, uma figura de autoridade, um parceiro. Não é fácil.

Às vezes penso que se colocássemos nossos filhos numa redoma, até esta onda de violência que assola o país, passar, seria uma boa, mas seria uma boa pra mim, não faria bem a eles. Temos este agravante: além de nos preocuparmos com a qualidade de educação e formação que damos aos nossos filhos, o problema das cidades grandes e violentas. Ver nossos filhos ir e voltar: é uma benção diária, muitos não os vêm voltar.
Portanto, criar um filho no interior talvez fosse bom pela qualidade de vida. Mas quem vai nos garantir que ele permanecerá lá o resto da vida? E, quer queiramos ou não, seja perigoso ou doloroso para nós ou não, não podemos privados de viver suas vidas.
O processo educativo não termina nunca. Sempre tem alguma coisa que podemos fazer para ajudar nossos filhos a serem melhores, nem que seja apenas um ouvido amigo na hora certa.
Depois - é confiar nos valores que construímos com eles e esperar que tenham sido os melhores possíveis.

Sunday, July 5, 2009

O namoro – Um conto sobre o nosso cotidiano.


de Ariovaldo Esteves Roggerio. Conto registrado na Fundação Biblioteca Nacional

Transcrevo aqui um texto muito bom que vale a pena conferir na íntegra:

Verinha regressa da escola com ar de mulher fatal. Tem um brilho nos olhos, que esconde algo de mau. Joga os cadernos na poltrona e diz à mãe, que põe a mesa do almoço:
— Mãe, um menino da minha classe me perguntou se eu queria ficar com ele! Posso?!
...
— Que idade ele tem?!
— Nove anos.
Pasma, Lídia hesita sobre o que responder à filha de oito anos, e pensa por onde andam as coisas: viu namoro precoce na televisão e ouviu falar de alguns casos, mas não formou opinião sobre o assunto, pois não o imaginara batendo à sua porta.
A menina aguarda a resposta. Com receio de ser antiquada e não compreender a evolução dos tempos, a mãe coloca em dúvida suas convicções sobre o assunto, e afasta o mau pressentimento que lhe veio à cabeça. Então diz:
— Po...pode sim, filha... Mas só com ele!
Oferecida a resposta, a mãe retorna aos afazeres domésticos sem a tranquilidade de sempre. Remói aqui, remói ali; projeta uma coisa e outra, acrescenta uma pitada de futuro e perde a paz. Almoça só, pois a menina espirrou com o prato para diante do aparelho de televisão do próprio quarto. Lídia, inquieta, atravessa a tarde. À noite, mal chega o marido do trabalho, diz-lhe à queima-roupa:
— Beenhê, a Verinha me perguntou se podia ficar com um menino da classe dela! Que acha?
— Ficar! O que é isso?
— É uma espécie de namoro relâmpago, sem compromisso de estabilidade: hoje com um, amanhã com outro...
— Ah, ah, ah... Essa é boa! E o que você respondeu?
— Disse que poderia, mas só com um! Achei que assim seria mais fácil controlar.
— Bem, então está resolvido... Querida, você comprou cerveja pro jantar?
— Comprei.
— Boa! Hoje tem jogão de bola na tevê.
Amanhece outro dia. Lídia acorda com a angústia ainda aninhada no peito e a permissão dada à filha entalada na garganta. Enquanto prepara o café da menina, que se apronta para a escola, julga ser o marido, que partira para o trabalho, um avoado ao não pressentir o vírus que penetrou na filha, e pronto agirá após a fase de incubação. O que fazer? Desautorizar a menina sem argumentos convincentes? Tarefa impossível; Verinha sabe defender suas posições e contra-ataca com respostas certeiras e infindáveis perguntas que acuam em cheque-mate. Como traduzir à filha as razões de tanta inquietação?
Enquanto observa a menina a tomar o café, Lídia desliza entre os dedos, feito leque que abre e fecha, as páginas do livro que em vão tenta ler. A dança das páginas quebra o silêncio da sala e prendem os olhos da pequena. A mãe, sem saber como abordar o assunto do namoro, busca um pouco de paz convencendo-se de que exagera na apreciação da situação; que nada acontecerá a apenas duas crianças; que tal relacionamento será inconseqüente. Sua testa se franze em tais pensamentos. Diz para si:
—... Daria um montão de razões para impedir esse namoro; mas serão sustentáveis hoje em dia? Seria injusta se a proibisse?
Em tais conjecturas, soa a buzina da perua escolar em frente ao prédio. Verinha despede-se da mãe e corre até o elevador. Súbito, Lídia lança uma pergunta:
— Filha, e o que você fará ao ficar com ele?
— Ah, mãe, farei o que as minhas amigas fazem: beijar, abraçar e outras coisinhas. Tchau! — penetra no elevador.
E lá se vai para a mãe a relativa paz conseguida instantes atrás:
— Meu Deus, o que fazer?
E num movimento de desolação, Lídia cerra fortemente as pálpebras e debruça o rosto sobre os braços cruzados na mesa. Sente abaladas suas convicções:
— Tá tudo errado o que aprendi dos meus avós, e que ainda guardo no coração? Porcaria de dúvida...
Em meio a angústia vem-lhe a inspiração que a faz levantar repentinamente a cabeça:
— Mariana! Ela poderá me ajudar! Conheço algumas de suas filhas; e se são ótimas não é por acaso!
Animada a buscar conselho — dizem que é o primeiro ato da prudência —, Lídia corre ao telefone e conversa brevemente com Mariana, que entende o problema e se dispõe a ir visitar a amiga em seguida. Mas Lídia facilita as coisas indo ela a casa de Mariana, na Rua Santo Antonio. Chega às dez da manhã e, enquanto acrescenta outros detalhes ao relato antecipado no telefonema, é servida de chá. Por fim, diz:
— O que está acontecendo com as crianças, Mariana?

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