Tuesday, January 3, 2012

Como se exercitar para a fortaleza –parte 2

Como toda virtude, a fortaleza só pode ser alcançada por meio de uma luta constante, a cada situação que se nos apresenta. Sigamos um prático "roteiro", então.

"Dicas para conseguir fortaleza:

1- Examine qual é a sua reação quando você é contrariado(a). Reage no automático, reclama, grita, faz cara feia... Ou pensa e depois toma uma decisão ponderada?
2- Qual o seu comportamento depois de um dia de trabalho? Pense se você tem o mesmo comportamento cansado(a) ou descansado(a). Se sua atitude varia conforme seu estado físico ou estado de ânimo.
3- Imagine que seu filho deu um belo "fora" na escola e você precisa conversar com ele. Quais são as suas justificativas para ir adiando essa conversa dia após dia?
4- Você está muito cansada(o), e sonhando com o final de semana tranquilo na praia, porque seus filhos estão num acampamento.
Entretanto, uma amiga que está passando por algumas dificuldades pede para você ficar com as três crianças dela nesse fim de semana. Qual é
a sua atitude?

O que notamos nessas situações? Qual é a nossa maior dificuldade? É vencer o nosso orgulho e aceitar a "mudança de planos", é aprender a contrariar os nossos gostos, sem que isso se transforme num pequena ou grande tragédia!
Mas, para crescer em fortaleza não basta só ficar na defensiva. Esperar que as contrariedades aconteçam. É muito mais inteligente chegar na frente. Habituar-se a contrariar-se em coisas minúsculas e ir treinando os "músculos" da nossa vontade.

Por exemplo:
1- Imagine que você adora melancia. Num dia de calor, a sobremesa é um prato de melancia geladinha, uma delícia. Experimente dizer não. Não vou comer, apesar de estar com muita vontade.
2- Ou ainda os incontáveis cafezinhos no trabalho. Pelo menos uma vez por dia diga "não". Este cafezinho eu não vou tomar.
3- Ou você está super a fim de relaxar no sofá e percebe que sua esposa está a fim de conversar. Tente abrir mão do seu desejo mais imediato e dê uns minutinhos de atenção a ela.
4-Você está lendo o jornal... Sua filha pequena se aproxima e pede para você montar o quebra-cabeças com ela. Tente parar imediatamente o que está fazendo e dê atenção e ela.

Você pode estar pensando que essas coisas são ridículas! O que eu quero é aguentar as frustrações mais pesadas. Mas uma coisa é certa: você só vai aguentar enfrentar as situações mais pesadas quando se dispuser cada dia a fazer ao menos uma experiência de fortaleza. Seu caráter vai sendo forjado sem que perceba e, depois de algum tempo, as grandes contrariedades já não tiram você do sério com a mesma facilidade."

Continuação do artigo de mesmo título, por Dora Porto.
Revista SER FAMÍLIA - Ano III . Nº18

Monday, January 2, 2012

Boa notícia: o fumacê voltou!

Não que o cheiro seja agradável, mas tudo indica que é eficiente. O carro da prefeitura, apelidado de fumacê, voltou a ser utilizado esta semana pela primeira vez, em bairros como Campo Grande, Santíssimo, Guaratiba e Pedra de Guaratiba, que apresentam o maior número de registros da doença no ano: 14.578 casos, chegando a 20% do total.

Nós, moradores de outros bairros, podemos escrever aos jornais, cobrando que essa iniciativa se estenda a toda a cidade. Só o exercício da cidadania, também por meio da mídia, pode pressionar o governo a tomar medidas enérgicas. Precisamos agir e cobrar!

Vida de Infância

"Esta vida de infância é possível quando temos plena consciência da nossa condição de filhos de Deus. O mistério da filiação divina, fundamento da nossa vida espiritual, é uma das consequências da Redenção. Nós somos já agora filhos de Deus8, e é muito importante que nos apercebamos desta realidade maravilhosa, para podermos tratar a Deus com espírito filial, de bons filhos.

A adoção divina implica uma transformação que ultrapassa de longe a simples adoção humana: “Por meio do dom da graça, Deus torna o homem que adota idôneo para receber a herança celestial; o homem, pelo contrário, não torna idôneo aquele que adota, mas escolhe para adotar aquele que já era idôneo”9. Procuremos ser dignos de tal herança e ter para com Deus uma piedade filial, terna e sincera.

O caminho da infância espiritual leva a uma confiança sem limites em Deus nosso Pai. Numa família, o pai interpreta para o filho pequeno o mundo exterior. Numa família, o menino sente-se fraco, mas sabe que seu pai o defenderá e por isso vive e caminha confiante. Numa família, a criança sabe que junto de seu pai nada lhe pode faltar, nada de mau lhe pode acontecer. Numa família, a alma e a mente da criança estão abertas sem preconceitos nem receios à voz de seu pai, pois sabe que, ainda que tenham zombado dela, quando seu pai chega a casa, nunca se ri dela, porque a compreende.

As crianças não se interessam em averiguar se estão ou não caindo no ridículo, coisa que no adulto paralisa tantos empreendimentos; nem têm esses temores e falsos respeitos humanos que são gerados pela soberba e pela preocupação de saber “o que dirão”.

A criança cai com frequência, mas levanta-se com prontidão e ligeireza; quando se vive vida de infância, as próprias quedas e fraquezas são meio de santificação. O amor de uma criança é sempre jovem, porque esquece com facilidade as experiências negativas; não as armazena no seu interior, como faz quem tem alma de adulto. “Chamam-se crianças – comenta São João Crisóstomo – não pela sua idade, mas pela simplicidade do seu coração”10.

A simplicidade é talvez a virtude que resume e coordena as demais facetas desta vida de infância que o Senhor nos pede. Devemos ser – diz São Jerônimo – “como a criança que vos proponho como exemplo: ela não pensa uma coisa e diz outra; assim deveis atuar vós também, porque, se não tiverdes essa inocência e pureza de intenção, não podereis entrar no Reino dos céus”11.

Consequência da vida de infância é a docilidade. “Menino: o abandono exige docilidade”12. Segundo a etimologia, é dócil quem está disposto a ser ensinado; e assim deve ser o cristão perante os mistérios de Deus e das coisas que se referem a Deus: sabe que não passa de um principiante, e por isso tem a alma aberta, sempre desejosa de conhecer a verdade e de formar-se. Quem tem alma de adulto dá por sabidas muitas coisas que na realidade desconhece; julga saber, mas ficou nas aparências, sem aprofundar nesse outro tipo de saber que influi imediatamente na conduta. Quando Deus o olha, vê-o cheio de ignorância e fechado ao verdadeiro conhecimento.

Como seria maravilhoso se um dia, crianças por fim, aprendêssemos coisas tão corriqueiras para um cristão como rezar bem o Pai-Nosso, ou participar verdadeiramente na Santa Missa, ou santificar o trabalho de cada dia, ou ver nas pessoas que nos rodeiam almas que devem ser salvas, ou... tantas coisas que damos por sabidas com demasiada frequência!

Aprendamos a ser crianças diante de Deus. Mas lembremo-nos de que o aprendemos no convívio com Maria. “Porque Maria é Mãe, a sua devoção nos ensina a ser filhos: a amar deveras, sem medida; a ser simples, sem essas complicações que nascem do egoísmo de pensarmos só em nós; a estar alegres, sabendo que nada pode destruir a nossa esperança. O princípio do caminho que leva à loucura do amor de Deus é um amor confiado a Maria Santíssima”13."

Citações: (8) 1 Jo 3, 2; (9) São Tomás, Suma Teológica, 3, q. 23, a.
1, c.; (10) São João Crisóstomo, em Catena Aurea, vol. III, pág. 20;
(11) São Jerônimo, Comentário ao Evangelho de São Mateus, 3, 18, 4;
(12) Bem-aventurado Josemaría Escrivá, Caminho, n. 871; (13)
Bem-aventurado Josemaría Escrivá, É Cristo que passa, n. 143.

Retirado da mesma fonte.

Sunday, January 1, 2012

Começar o ano sorrindo

Segue uma piadinha para contarmos e darmos algumas risadas, em família.

É um casal de 80 anos, que está começando a ter problemas de memória. Eles vão ao médico para ser examinados. O medico faz um check-up e diz aos velhinhos que não há nada de errado com eles, mas que seria bom ter um caderninho para anotar as coisas.
À noite, quando estão os dois assistindo TV, o velhinho levanta e a mulher pergunta:
- Onde você vai?
- À cozinha - responde ele.
- Você não quer me trazer uma bola de sorvete? - pede ela.
- Lógico! - responde o marido solícito.
- Você não acha que seria bom escrever isso no caderno? - pergunta ela.
- Ah, vamos! Qualé? Ironiza o velhinho - Eu vou me lembrar disso!
Então ela acrescenta:
- Então coloca calda de morango por cima. Mas escreve para não ter perigo de esquecer.
- Eu lembro disso, você quer uma bola de sorvete com calda de morango.
- Ah! Aproveita e coloca um pouco de chantilly em cima! - pede a velha
- Mas lembre-se do que o médico nos disse... escreva isso no caderno!
Irritado, o velhinho exclama:
- Eu já disse que vou me lembrar!!
Em seguida vai para a cozinha.
Depois de uns vinte minutos, ele volta com um prato, com uma omelete.
A mulher olha para o prato e diz:
- Eu não disse que você iria esquecer? Cadê a torrada?