Como tudo neste mundo funciona como um pêndulo de relógio, assim esta acontecendo com o assunto fraldas.Já faz muitos anos à fralda de pano foi considerada objeto pré-histórico e posta de lado, com o advento da fralda descartável. Todas as mães e vovós modernas só queriam saber das descartáveis, muito mais práticas, de fácil limpeza e fácil troca. Podendo ficar muito mais horas no bebê sem precisar trocar, visto absorver tudo e deixando o bebê sempre sequinho.
Hoje já vemos um movimento de retorno ao que é ecologicamente correto, a fralda de pano. Muitos ambientalistas reclamam do tempo de decomposição das descartáveis na natureza. O Japão já esta se voltando para uma fralda intermediária, tipo um “perfex” que pode ser reutilizada sempre que for xixi na fralda. Para o restante ela é descartável também.
Uma aventura pessoal - Túnel do tempo das fraldas
Como eu vivi a experiência das duas fases posso dar algumas dicas sobre o assunto.
A fralda de pano tem muitas coisas a seu favor, a natureza agradece, mas p
osso garantir que com elas a água do planeta fica temerosa quanto ao seu futuro na terra.Vocês já lavaram fraldas de pano? Quando ela esta suja de xixi, mas também com marcas das pomadas contra assaduras? E outras sujeiras? Não é mole! Imaginem no inverno, quando a criança urina mais, e ao mesmo tempo fica tudo geladinho por baixo. É preciso pelo menos umas 15 fraldas de pano por dia num dia comum, num de inverno o número sobre para o dobro! E não estou exagerando.
Quando tive meu primeiro filho, não existiam quase fraldas descartáveis e também eram muito caras. Eu gastava em média, nos primeiros meses, umas 40 fraldas, mais as calcinhas de plástico e as fraldas de flanelas para a noite, por dia! Imaginem co
Varais e mais varais só de fraldas. Sem deixar de lembrar de que ainda tínhamos que clarear, alvejar, e depois passar a ferro para matar os possíveis micróbios do ar.
Depois de todo este trabalho vinha a hora da colocação, o bebê não é o boneco, ele se mexe, esperneia e muitas vezes torna a fazer xixi bem na hora em que abrimos a fralda. Bem, isso pode acontecer na troca de qualquer tipo de fraldas, mas com as de pano a demora da troca é maior, tem que dobrar no formato que fique mais pano próximo a região da urina, e tem também o uso do alfinete. Uma verdadeira arte, na hora de colocá-lo, para não espetar a criancinha indefesa, mas arteira.
Isto tudo eu vivi com meus 3 primeiros filhos, e no momento em que pude adquirir fraldas descartáveis a preços razoáveis quase fiz uma oração de agradecimento a seus inventores. E nem eram tão boas. Tinham poucas marcas e ainda não eram de flocogel.
E pra trocar
a fralda de pano em situações de limites? Como por exemplo num estádio de futebol, numa igreja, num restaurante? Sem contar que não existiam lenços umedecidos e que deveríamos levar de volta na bolsa até em casa, para lavar. Numa situação destas a mãe sempre se sentia uma verdadeira equilibrista de circo.
A criança no colo, fralda suja, o choro pelo incomodo, tudo ao mesmo tempo e o local nada apropriado. Era necessário levar o bebê ao banheiro, para molhar outra fralda de pano e depois limpá-lo com esta tal molhada e em seguida usar outra sequinha para enxugá-lo e por fim colocar fralda limpa com alfinete e calça plástica.
Ufa! Já estou me sentindo cansada só de lembrar. Depois de tudo, pegar um saquinho plástico e guardar tudo dentro para então voltar para a atividade em que estava. Nesta altura já nem sabemos bem o que estávamos fazendo antes. Quem sabe isso tudo não foi o que ajudou a causar Alzheimer em tantas mães do passado? É algo que é bem melhor cair no esquecimento.


Vivas a fralda descartável! Os naturalistas que me perdoem, mas acredito que vale o preço que pagaremos no futuro, pelo uso destas benditas fraldas.
Salvo algumas exceções os bebês já não têm alergias ao material descartável e agüentam bem, pois ficam sequinhos e felizes sem os incômodos dos alfinetes e elásticos das calças plásticas.
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