Sunday, November 22, 2009

Um carinho para o aniversário do pai

Todos os anos no aniversário do meu marido, os filhos preparam brincadeiras, e alguns carinhos para diverti-lo de alguma forma. Quando ele era criança sua mãe dizia que o dia do aniversário do filho era “Feriado Nacional”, e faltava o trabalho, era o único dia do ano que se dava ao luxo de faltar, o que era relevado bem pelo chefe, pois sabia o quanto ela era dedicada ao trabalho, mas seu filho vinha acima de tudo, e isso ficou marcado em nós, nora e netos: O carinho e o amor incondicional pelo filho.

Por conta disso, meus filhos desde pequenos, primeiro com minha ajuda e da avó e depois sozinhos, faziam homenagens carinhosas ao pai pelo dia do seu nascimento.
Atualmente, os filhos maiores têm sempre idéias interessantes para este dia. Guardam durante o ano frases ditas pelo pai que foram motivo de risos e depois aprontam uma apresentação com “as pérolas do papai” e dão a ele no dia da comemoração, e por aí vão às brincadeiras que deixam o dia mais alegre e divertido.

Às vezes não temos idéia do que fazer para o aniversário do nosso marido, ou porque estamos sem idéias, ou porque o dinheiro esta curto, ou porque não há muito tempo para programar algo, mas o que conta são pequenas coisas feitas com carinho , essas de fato ficam guardadas na memória quando recebemos tantas demonstrações de afeto.

Ao educar os filhos precisamos dar exemplos, já disse em outras ocasiões e repito: O exemplo educa 90% , e será mais uma vez assim. Os filhos ao verem o nosso carinho, a cada ano, com a preparação deste dia, com a compra ou confecção do presente, com o cardápio que o outro mais gosta, a cada detalhe, os filhos verão e aprenderão para seu futuro com famílias que construirão.

As sugestões podem ser: Uma cesta de café da manhã, feita em casa mesmo, por todos, emails carinhosos dos que estão longe, uma brincadeira em Power point com fotos dele com os filhos ainda pequenos e/ou cenas engraçadas, um jantar em família, ou um jantar com mais alguns amigos e parentes, ( este são para as datas mais redondas: 30, 40, 50...), e um presente que demonstre que pensamos no aniversariante. Não existe coisa mais chata que receber um presente “genérico”, dando a impressão que foi comprado na passagem do trabalho a casa. Vamos arrumar um tempinho para aqueles a quem mais amamos!

Termino com um FELIZ ANIVERSÁRIO Pepe! Não é todo dia que se faz 67 anos. É uma graça de Deus chegar a esta idade com uma família, mulher e 9 filhos que o amam tanto, com saúde e disposição para trabalhar e manter a todos com muito luta. Parabéns!

DECORAÇÃO - OPEN HOUSE DA JÚ!

Decoração do meu Open House!!!
Ficou tudo lindo!!!

Um bom filme para ver com a família: Dom Camillo

Estes dias vi esta sugestão num blog amigo e trago para cá. ( By star filmes)

Eu já li os livros , escrito pelo italiano Giovannino Guareschi, eles oferecem uma agradável visão política, religiosa e de amizade numa época onde as coisas andavam fervendo. época de guerra e de comunismo. E os filmes também são geniais.

Don Camillo é pároco de uma cidade pequena do Norte da Itália onde paixões políticas explodem com violência. Mas homens são sempre homens. O que acontece aqui, não acontece em nenhum outro lugar. Há alguns dias, houve a eleição do novo Conselho da Cidade. Os comunistas ganharam a maioria."
O prefeito Peppone - junto com Don Camillo, antes companheiros, agora adversários, Peppone e Don Camillo só se unem em benefício da cidade. Dentro da Igreja, o pároco de punhos de aço e idéias marotas dialoga com o crucifixo no altar. Mais benevolente que o vigário, o Cristo intercede pelos comunistas quando querem batizar os filhos, tornando-os parte do rebanho de Deus.

Vale a pena ver o filme, mesmo em preto e branco (não encontrei colorido) , sua história é cativante. Vale tanto ver o filme como ler os livros: Don Camillo e os cabeludos, O retorno de Don Camillo, Dom Camillo e seu pequeno mundo... O difícil é encontrá-los sem sem em livrarias de sebo.



Saturday, November 21, 2009

A primeira infância

Texto de: Alfonso Aguiló
Engenheiro Civil. Desde 1991 é vice-presidente do Instituto Europeu de Estudos de Educação. Publicou mais de duzentos artigos em revistas e periódicos e oito livros sobre temas de educação, apologética e antropologia. Atualmente é diretor do Colégio Tajamar, em Madrid

Eu – comentava Silvia, uma dessas mães que sabem reconhecer seus erros e aprender deles – dei ao meu primeiro filho tudo o que ele desejava”. "Ao mínimo choro, eu acudia correndo.

Agora, aos quatro anos, é um pequeno tirano, e creio que isso se co
nverteu em parte de seu caráter, e me está custando mudá-lo, é terrível. É desses meninos que estalam os dedos e todo o mundo tem que lhe prestar atenção”.

"Com minha outra filha, que já tem quase dois anos, aprendi a lição, e já não me precipitava a seu lado, como com o maior. Pretendi fazer compreender desde o princípio que não pode manejar-nos com seu capricho. Quero que aprenda a pensar mais nos demais, que veja, por exemplo, que não devo ir recolhendo como uma tonta tudo o que ela atira. Quero que aprenda a ser paciente, a desenvolver um mínimo de ordem, de autocontrole. E estou bastante satisfeita da diferença de resultados”.


Desde o começo

Às vezes pode parecer que as crianças de poucos meses são seres de pouca consciência. No entanto, se lhes observa atentamente, como soube fazer aquela mãe, rapidamente se comprova que desde os primeiros meses a criança desenvolve sua capacidade de dominar a tensão que o acontecer ordinário da vida produz. O bebê tem de controlar os movimentos espontâneos para construir seu comportamento voluntário. E a educação que receba (porque a essas idades pode e deve haver já uma educação) ajudará ou estorvará extraordinariamente nessa importante tarefa.
Se forem satisfeitos sempre todos seus caprichos, ele será impedido de desenvolver sua capacidade de resistir ao impulso e tolerar a frustração, e seu caráter será egocêntrico e arrogante.

Porque observa tudo

— Tampouco se trata de negar-lhe quase tudo para que desenvolva mais essas capacidades, suponho.
Não, porque isso fomentaria a decepção crônica, um sentimento de permanente insatisfação e um caráter desconfiado, cético ou mal-humorado.

O olhar da criança é muito mais minucioso e vivo do que se pensa. Vai configurando impressões diversas sobre como funciona o mundo. Estabelece um diálogo minucioso e contínuo com as pessoas que o rodeiam. Um diálogo que não é só de palavras, senão também de imitações, de buscas, de aprovação, e de assimilação de gestos que observa. E nessa substanciosa interação, vai se configurando sua memória afetiva pessoal. Faz-se uma ideia de que, quanto e como deve sentir ante cada tipo de sucesso.

Esse contínuo gotejamento de experiências afetivas vai formando nele, de modo quase inadvertido, leis pelas quais daqui por diante interpretará como deve ser sua reação e seu estado de humor ante cada coisa. Trata-se de um lento processo que influi em sua evolução afetiva, e também no desenvolvimento de sua inteligência.

Afetos, inteligência e sentimentos

— Como podem influir os afetos no desenvolvimento da inteligência?

Pensa, por exemplo, na influência da motivação. Se for alta, há vontade por aprender coisas e desenvolver suas destrezas e capacidades, assim a inteligência irá rendendo cada vez mais. Pelo contrário, uma baixa motivação deixará infecunda uma multidão de talentos pessoais.
O desenvolvimento da inteligência está muito ligado à educação dos sentimentos.

Nesses anos vai se organizando seu sistema motivacional, pelo qual, ante algo novo, sentir-se-á incitado a explorá-lo, ou, pelo contrário, a evitá-lo. Uma correta educação há de proporcionar a segurança e o apoio afetivo necessários para esses sucessivos encontros com a linguagem, com as tradições da família, os companheiros de colégio, a natureza, a cultura, com valores de toda ordem. Segundo seja a qualidade e quantidade desses encontros, assim será o desenvolvimento de seu espírito.