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Monday, November 26, 2012

Células-tronco: o tempo é o senhor da razão

Transcrevo aqui um brilhante artigo do Dr Ives Gandra.

TENDÊNCIAS/DEBATES
Pela CNBB, defendi em 2008 no STF não matar embriões. Citei as células-tronco adultas, mais eficientes. Perdemos. O Prêmio Nobel mostra agora nossa razão.

Em 29 de maio de 2008, com grande cobertura da imprensa, aconteceu o início do julgamento da constitucionalidade da lei sobre a utilização de células embrionárias para experiências científicas.

Isso aconteceu por força da Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pela Procuradoria-Geral da República, que entendia ser inconstitucional a destruição de seres humanos em sua forma embrionária.

Representando a CNBB, mostrei, da tribuna do STF, que tais experiências -um fantástico insucesso nestes 15 anos de pesquisas em todo o mundo- seriam desnecessárias.

Dizia isso pois, três meses antes, o médico japonês Shinya Yamanaka conseguira, reprogramando as células-tronco adultas (células do próprio organismo humano), obter os mesmos efeitos pluripotentes -ou seja, a possibilidade de dar origem a praticamente todos os tecidos do organismo humano.

Alegava-se que pluripotentes eram as células embrionárias. Elas seriam indispensáveis para o sucesso das experiências. Mas essas experiências, na verdade, foram sucessivamente mal sucedidas.

Dizia-se ainda, à época, que as células tronco adultas teriam efeitos apenas multipotentes, curando algumas doenças e não todas. Apenas as células embrionárias poderiam curar todas as doenças, quando fossem solucionados os problemas de rejeição e formação de teratomas (tumores).

Mostrei, na ocasião, que a Academia de Ciências do Vaticano -que possuía, então, 29 prêmios Nobel, no quadro de seus 80 acadêmicos- discutira a matéria, concluindo que o zigoto (primeira célula) é um ser humano, com todos os sinais que constituirão a sua integralidade, quando adulto.

Mostrei, inclusive, que, nos Estados Unidos, já ocorria a adoção de células embrionárias por casais sem filhos e que, na Alemanha, as experiências com células embrionárias não podiam ser feitas com material proveniente de mulheres alemãs, mas apenas com óvulos de mulheres de outros países.

Por fim, para não alongar este artigo, cercado por uma legião de cadeirantes, mostrei-lhes que as experiências com células embrionárias geravam tumores e rejeição nas experiências realizadas com animais.

Isso não acontecia, porém, nas experiências de reprogramação celular de Thompson e Yamanaka, por serem células do próprio organismo.

O certo é que, por seis votos a cinco, o Supremo Tribunal Federal optou pelas experiências com a destruição de seres humanos na sua forma embrionária, provocando inversão maior de recursos públicos nas experiências mal sucedidas (apesar das questões éticas envolvidas) e menor nos bem sucedidos experimentos com células adultas.

Felizmente, a Academia Sueca, ao outorgar o Prêmio Nobel a Yamanaka, sinalizou o que realmente se pode esperar das experiências com as células adultas reprogramadas para efeitos pluripotentes, que não geram rejeição, teratomas ou problemas éticos de qualquer natureza.

O prêmio à Yamanaka demonstra nitidamente que as experiências com as células embrionárias não sensibilizaram os acadêmicos suecos.

O tempo é sempre o senhor da verdade.

IVES GANDRA DA SILVA MARTINS, 77, advogado, é professor emérito da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra

Opinião São Paulo, domingo, 21 de outubro de 2012

Wednesday, April 11, 2012

Portal G1 prova que alguns jornalistas não tem cérebro


Leiam a manchete do G1 abaixo:


Sem entrar no mérito da questão de que se está legalizando o homicído no Brasil, é importante notar que o jornalista, se é que se pode chamar assim este rapaz ou moça, não entendeu absolutamente nada do que é a Anencefalia.

Diga-se de passagem o editor, que aprovou a manchete também não compreendeu. Será que eles tem cérebro?

Friday, March 2, 2012

A mulher em cargos públicos

Por Maria Teresa Serman

Em face de uma declaração que eufemisticamente classifico como infeliz, da recém nomeada ministra para políticas femininas, Eleonora Menicucci, de que legalizar o aborto é questão de saúde pública, pois evita mortes de gestantes devido a práticas ilegais, lembrei-me de uns trechos da entrevista concedida por S. Josemaria Escrivá a jornalistas de origem variada, eternizada no livro Questões Atuais do Cristianismo, que passo a reproduzir.

" A mulher que queira dedicar-se ativamente à direção dos assuntos públicos está obrigada a preparar-se convenientemente, a fim de que sua atuação na vida da comunidade seja responsável e positiva. Todo trabalho profissional exige uma formação prévia, e depois um esforço constante para melhorar essa preparação e acomodá-la às novas circunstâncias que apareçam. Essa exigência constitui um dever particularíssimo para os que aspiram a ocupar postos de direção na sociedade, pois são chamados também a um serviço muito importante, de que depende o bem estar de TODOS."( A ênfase é minha.)

Uma dirigente, principalmente por ser do sexo feminino, deve ter a necessária sensibilidade e competência para perceber que uma gestação, planejada ou não, atinge a mulher como um todo, seu corpo, sua personalidade, sua saúde, sim, física, mental, emocional e espiritual. Uma mulher grávida não é uma barriga prenhe, desculpem as palavras cruas. Não deixa de ser um indivíduo que, por maravilha da criação, abriga e alimenta em vários sentidos um ser que dela depende visceralmente, e mais, que é SEU FILHO. Nunca vai deixar de sê-lo, nem se ela infelizmente não aceitá-lo como tal. Mas não é ela, é outra vida, o que tampouco lhe permite descartá-lo.

Entendemos que muitas mulheres se veem desesperadas ao engravidarem em situações de risco, de pobreza extrema, de abandono. Há, porém, muitas saídas menos infelizes para ambos, mãe e filho, do que a morte. A vida não aceita ser destruída sem implicações indeléveis, mais do que no corpo, na alma de quem o faz, todos nós sabemos, conhecemos casos. O remorso é o pior castigo nesses casos, e só desejamos que essas mães voltem a confiar na misericórdia do Pai.

Continuamos com o texto: "Em virtude dos dons naturais que lhe são próprios, a mulher pode enriquecer muito a vida civil. Isso salta à vista, se nos detivermos no vasto campo da legislação familiar ou social. As qualidades femininas proporcionam a melhor garantia de que serão respeitados os autênticos valores humanos e cristãos, no momento de se tomarem medidas que de algum modo afetem a vida da família, o ambiente educativo, o futuro dos jovens."

Lamentavelmente, esses valores citados por S. Josemaria não têm tido a salvaguarda necessária quando se fala em políticas públicas atuais, e, principalmente, em critérios para ocupação de cargos na esfera pública. É urgente que se respeitem as exigências básicas para preenchimento destes, de não só uma ficha limpa, mas de comprovada competência moral e prática ilibada.

O argumento da nova ministra - nossa, como esse termo perdeu completamente o seu significado histórico e a sua importância de uns tempos pra cá! - é de que descriminar a prática abortiva protegerá a saúde das mulheres, suas vidas serão poupadas. Obviamente as vidas dos bebês abortados não preocupam à política, são acidentes de percurso, desastres que podem ser resolvidos. Ela se considera, ao que tudo indica, a ministra das mulheres adultas, não levando em consideração que outros representantes desse sexo podem estar entre os inocentes eliminados.

Não custa lembrar que a vida humana é de uma grandeza só, não importando o sexo, posição social, nível intelectual, origem geográfica. E saúde pública não é privilégio das mulheres de qualquer idade. Isso seria um sexismo às avessas, tão nefasto ou pior do aquele que as próprias mulheres sempre combateram.

Friday, December 17, 2010

Boa vontade=vontade boa

Por Maria Teresa Serman

Este texto me veio como um desagravo à infame declaração do governador do RJ, nos jornais de hoje.

Fala-se muito, neste tempo natalino, em boa-vontade. Estimulados pelo anúncio dos anjos aos pastores, em Belém da Judéia, quando nos nasceu o Salvador, gostamos de exibir essa "boa-vontade" nesse período, para depois submergi-la nos nossos afazeres e egoísmos o resto do ano.

Como disse S. Josemaria, "temos de agradecer a este Senhor que veio trazer a paz na terra aos homens de boa vontade, a todos os homens que querem unir a sua vontade à Vontade boa de Deus." Só Deus é bom e, portando, só Sua vontade é perfeita e santa. A nossa, por mais que lutemos, sofre os repuxos da concupiscência, da fome de saciar nossos desejos egocêntricos.

Essa constatação - não minha, mas da Santa Igreja - não deve nos amedrontar, é só para ficar de sobreaviso vigilante (aqui quanto mais redundância melhor) contra a arrogância de nos julgarmos safos, por qualquer motivo que seja, das tentações do eu.

É sempre tempo de esperança nos corações que desejam ser bons. É alentador saber que um menino indefeso pode mais do que um Herodes ambicioso e sanguinário. Ainda hoje, e até o fim dos tempos, uma criança nos traz o alento da inocência, do recomeço, da entrega total.
Benditas sejam as criancinhas que nascem diariamente, para renovar a boa vontade no mundo e neutralizar a infelicidade daqueles que não as querem! Estes nunca serão vitoriosos porque a vontade boa de Deus as deseja, acolhe e protege.

E podemos, com um "endeusamento bom", sermos seus protetores e assim sermos crianças também.

Tuesday, November 16, 2010

Proteção verdadeira

Por Rafael Carneiro Rocha

Apesar de quase todos os países economicamente desenvolvidos permitirem a prática do aborto e da ONU considerar isso como um direito humano fundamental, não podemos confundir normas políticas com senso de verdade. A opção pelo aborto sempre será uma violação absurda da liberdade das criaturas mais inocentes. Optar pelo aborto significa impedir uma criança de existir.

É preciso proteger as verdadeiras crianças, porque um dos graves problemas do mundo moderno é que as organizações de poder criam falsas crianças para serem protegidas.

De uma certa forma, todos nós somos um pouco falsas crianças aos olhos das organizações de saúde, dos planejadores estatais e de outras raças de poderosos. Quando as verdadeiras crianças deixam de existir, não estamos todos nós sujeitos aos poderosos que sofrem de algum tipo de gravidez psicológica? Não seria uma inversão como aquela em que, na ausência de uma criatura para ser protegida, sejam inventados fantasmas substitutos?

Recentemente, projetaram falsas crianças nos lutadores de boxe. A Associação Médica Mundial recomenda que a prática do boxe seja proibida.

Algumas das outras falsas crianças são os não fumantes, os comedores de sanduíches e os homossexuais – todos devidamente protegidos de substâncias tóxicas, calorias e piadas politicamente incorretas.

Eu não gosto que fumem perto de mim, não vou ao McDonald’s, nunca lutei boxe e não faço piadinhas sobre gays; mas nada disso me faz uma pessoa civicamente melhor.

Senso de civilidade é saber a quem proteger. Mas é necessário que saibamos quem, de fato, mais merece cuidados. Um marmanjo dum lutador de boxe precisa ser tratado como uma criança? Um gay que se irrita com uma piadinha precisa do apoio do Estado para se vingar de algum engraçadinho? Um obeso precisa ser alertado que comer sanduíches em excesso não é algo saudável? Uma pessoa que gosta de bares precisa denunciar os fumantes do estabelecimento para a polícia, só porque o Estado diz que por lá não se deve fumar?

Implicar com boxe, piadinhas, cigarros e sanduíches pode ter, de repente, alguma razão. Mas o mais razoável é sermos adultos. Porém, só nos tornaremos adultos quando soubermos encontrar as nossas crianças.

Friday, October 29, 2010

Dia 31 - A importância de não se omitir

A primeira eleição de que me lembro foi em 1982, tinha sete anos e fui com meu pai votar. Fiquei fascinado com a urna, vi meu pai ir a cabine, rezar uns segundos, escrever seu voto, dobrar e por na urna.

Confesso que do alto dos meus sete anos fiquei com inveja do poder que tinha meu pai de escolher quem ia nos governar. A solenidade do ato e a beleza da democracia comovem e formam as crianças. Em outras eleições foi minha mãe quem me levou. Sempre ficou este desejo de poder votar.

Estamos diante de uma encruzilhada em nossa nação e diante de um feriado. Tendo isto em conta penso que, respeitadas as circunstâncias de cada familia, é fundamental que os pais mostrem seu apreço pela democracia indo viajar apenas depois de votar. Atitudes como esta ficam gravadas no coração dos filhos, são lições que não podem ser transmitidas de outra forma.

Li este relato que vai abaixo na Internet e transcrevo aqui porque pode nos inspirar:
Meu pai passou por duas cirurgias contra câncer e disse que vai votar neste domingo: "Meu filho, sou contra o aborto, nem que seja a última coisa que faça em minha vida, nem que eu morra depois de apertar o confirma."


Confesso que o coração dizia para não deixar ele ir, mas com olhos mareados prometi levar.

-- Depoimento de um filho

Recomendo também a leitura da mensagem que o Santo Padre o Papa Bento XVI enviou hoje aos bispos do Maranhão e do Brasil: Aqui

Thursday, October 14, 2010

Boatos, fatos, o aborto, Dilma e os pingos nos is

Muito se tem falado do aborto nos últimos dias e sua relação com a campanha eleitoral deste ano para presidente. Quando propus escrever sobre este tema, houve neste blog uma certa resistência, puxa, vai falar de política?

Falar de política não é crime, embora eu reconheça que este blog é frequentado por pessoas de posições diversas e não seria justo estar aqui manifestando posições e tomando partido.

No entanto o tema do aborto é sério demais para ignorarmos e pediria ao leitor que visse o vídeo que vai abaixo e depois retornasse ao texto para terminarmos nossa reflexão.


A candidata a presidente da república Dilma Rousseff afirma com todas as letras que é favorável a descriminalização do aborto em todos os casos. Isto é muito sério pois ela defende que qualquer mulher tenha o direito de matar seu filho naquele que é o local que deveria ser o santuário da vida, o ventre materno.

Li hoje nos jornais que o partido da candidata Dilma cogita tirar a liberação do aborto do seu programa de governo, ora se vai tirar é porque estava lá. A própria candidata Dilma tem dito que uma campanha de boatos tem se formado contra ela na Internet. O vídeo acima não é um boato. É um fato que ocorreu em 2007 e que depois foi reafirmado pela atual candidata em 2009 numa entrevista para a revista Marie Claire.

Todos os que não desejamos o aborto no Brasil temos uma oportunidade única de mostrar que o povo brasileiro não tolera o aborto e que não é complacente com aqueles que com a mesma facilidade que tiram o aborto de seu programa de governo às vésperas da eleição, coloca-o novamente depois de eleita. Você pode ajudar divulgando o vídeo acima que é bastante eloquente.

Tuesday, September 28, 2010

Repudiar o aborto não é apenas tarefa de religiosos

Por Rafael Carneiro Rocha

Pelo meu lado fico estupefato que os laicos deixem aos crentes o privilégio e a honra de afirmar que não se deve matar”
Norberto Bobbio (1909-2004), filósofo político agnóstico, laicista e de esquerda* * *

O discurso a respeito do mal do aborto foi inicialmente levantado pela Igreja Católica e se encontra, atualmente, muito amparado por outras religiões. Deste modo, os abortistas, recorrendo à ideia de estado laico, dizem que a fé religiosa não deve influenciar a legislação. Mas o problema é que atentar para o que seja uma origem da vida, nos dias de hoje, demanda um conhecimento que já é alheio a dogmas ou a postulados de fé.

Hoje, acreditar que um embrião é um indivíduo com direitos demanda uma postura de conhecimento diferente daquela em que acreditamos, por exemplo, na Imaculada Concepção de Maria ou na Ressurreição de Jesus Cristo. O desenvolvimento técnico nos possibilita saber que existe no embrião toda a informação genética do indivíduo, como também nos permite visualizar, pelas ultrassonografias, uma pequena criança que vive no ventre materno desde as primeiras semanas de vida.

A causa a favor da vida também é um convite que se estende às pessoas que não têm fé religiosa. O exemplo do filósofo Norberto Bobbio, homem de esquerda e agnóstico, é interessante. Em 1981, num referendo que ocorreu na Itália, Bobbio se manifestou contrário ao aborto. Abaixo, trechos de uma entrevista dele ao jornal italiano Corriere della sera, que retirei de um blog português.

«Antes de mais, o direito fundamental do concebido, aquele direito a nascer sobre o qual, no meu entender, não se pode transigir. É o mesmo direito em nome do qual sou contrário à pena de morte. Pode falar-se de despenalização do aborto, mas não se pode ser moralmente indiferente perante o aborto».

«Diz Stuart Mill: “Sobre si mesmo, a sua mente e o seu corpo, o indivíduo é soberano”. Agora, as feministas dizem: “No meu corpo mando eu”. Pareceria uma perfeita aplicação deste princípio. Eu, pelo contrário, digo que é aberrante que abranja o aborto. O indivíduo é uno, singular. No caso do aborto há um “outro” no corpo da mulher. O suicida dispõe apenas da sua vida. Com o aborto está-se a dispor da vida de um outro».

Saturday, March 6, 2010

Li por aí - (6) - PNDH-3: FEMINISMO CONTRA A VIDA

Encontrei este texto, no BLOG amigo Tatarana e trascrevo para mostrar como o pensamento de muitas mulheres seguem um raciocínio incerto, por falta de boa informação.

By Tatarana
Outro dia estava eu conversando com uma colega de trabalho, que comemorava o fato de uma gestante ter garantido na Justiça o direito a pensão de alimentos para o filho desde a concepção. Aproveitei então para questioná-la (maliciosamente, reconheço!): Ora, se o pai da criança deve assumir a responsabilidade com os custos da sua criação desde a concepção, logo deverá ele decidir em conjunto sobre o seu destino, se o aborto fosse legal, correto? A esta pergunta, a minha colega, claudicante, não respondeu, talvez por imaginar (de maneira incoerente, é lógico) que, neste caso, a escolha caberia exclusivamente à mulher.

É neste sentido que prevê o Programa Nacional de Direitos Humanos – PNDH-3, onde consta que o estado deve apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres.

Em minha opinião, essa visão decorre de um mal entendido e de um problema recorrente nas feministas........ Já faz muito tempo que a ciência descobriu que a fecundação humana ocorre com a união do óvulo e o espermatozóide, completando-se os 46 cromossomos, sendo 23 do gameta masculino e 23 do gameta feminino.

Assim, a formação do zigoto conta com a colaboração igualitária do homem e da mulher. Deve ser visto como um resultado conjunto, e não algo que pertence ou que é parte biológica da mulher. Por outro lado, também a ciência demonstra que a fecundação dá origem a um novo ser, ontologicamente individual e autônomo em relação aos seus pais. E por estarmos falando de um ser humano, e, portanto, dotado de dignidade, deve ter a vida assegurada e protegida. Neste sentido deveria ter previsto o PNH-3, assegurando a vida desde a concepção, tal como se encontra previsto na Convenção Americana de Direitos Humanos ( Pacto de S. José da Costa Rica), a qual o Brasil é signatário, nestes termos:
“Artigo 4º – Direito à vida – 1. Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse “direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente”.

Thursday, October 29, 2009

Convocação Internacional pelos Direitos e pela Dignidade da Pessoa Humana e da Família

Transcrevo texto que recebi por email e peço que leiam com carinho e não deixem de participar.

Nós, cidadãos dos Estados membros da Organização das Nações Unidas, neste ano do 60.° aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada e proclamada pela Resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948,
Recordando que:
A Declaração Universal é um estandarte comum para todas as pessoas e todas as nações,
Tendo em conta que:
Os direitos humanos, a dignidade, a liberdade, a igualdade, a solidariedade e a justiça, constituem o patrimônio espiritual e moral sobre o qual se baseia a união das Nações,

Indicamos que deve-se dar a devida consideração a:

  • 1. O direito à vida de cada ser humano, da concepção até a morte natural, tendo cada criança o direito de ser concebida, nascida e educada no seio de uma família, baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher, sendo a família o grupo de unidade natural e fundamental da sociedade,
  • 2. O direito de cada criança de ser educada por seus pais, que têm a prioridade e o direito fundamental de escolher o tipo de educação que deve ser dada a seus filhos.
Por isso solicitamos:
A todos os governos interpretar de maneira apropriada a Declaração Universal dos Direitos Humanos, dado que:

  • Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. (Artigo 3)
  • Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. (Artigo 16)
  • A família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e têm o direito à proteção da sociedade e do Estado. (Artigo 16)
  • A maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistência especiais.
  • (Artigo 25)
  • Os pais têm a prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos. (Artigo 26)

A Catholic Family&Human Rights Institute, http://www.c-fam.org/campaigns/lid.7/default.asp, está recolhendo esta votação para apresentar na plenária da ONU a favor da vida, como vocês podem ler acima.

Precisam duplicar o número de votações. Por favor, se puder não deixe de votar e pedir votos. É muito importante.

Monday, August 17, 2009

3ª MARCHA NACIONAL DA CIDADANIA PELA VIDA

Vale a pena participar.
Quem estiver em Brasília não deixe de ir.
Esta será mais uma demonstração do povo brasileiro a favor da vida!

Monday, July 6, 2009

Perguntas e Respostas: Dra Mannoun Chimelli - Adolescentes - Como educar? (Parte 3)

As perguntas estarão apenas com as iniciais dos nomes, para deixar bem à vontade nossas amigas.
Todas as SEGUNDAS teremos as respostas da Dra Mannoum
Saber dizer Não:
1 - E.A. diz: Dra, por favor, me aconselhe, pois mudamos para Curitiba há 4 meses e meu filho de 17 anos, teve um ataque de tristeza e me implorou para voltar para Natal de onde viemos, dizendo que estava infeliz aqui e com saudades da namorada que namorava há 1 ano e meio.Depois de muito choro meu e dele, eu o deixei ir para morar com minha irmã, mas agora sofro muito pois acho que tomei a atitude errada, pois desde pequeno, toda vez que via ele chorar, eu fazia o que ele queria,sempre agi assim pois não suporto ver meu filho sofrer. Que devo fazer se acho que agi errado? Quero-o de volte. Estou sofrendo muito, apesar de ele estar bem já e sempre falar comigo, o lugar dele ao meu lado. Sinto como se tivesse perdido meu filho. Responda por favor, grata.
RESP: Olá B., faça o que seu bom senso está a sugerir e peça ao filho que venha para junto de vocês onde é realmente seu lugar.
Antes disto, reflita bem na sua atitude, para que não fale o coração, mas refletindo no que seja melhor para ele e não para você.
Considere que ele quis ir por se sentir infeliz longe da namorada.
Esta argumentação aos 17 anos faz sentido, mas é preciso que se ponderem bem os prós e os contras. Se ele sempre teve seus desejos atendidos através das lágrimas, reveja bem como tem sido sua atitude como mãe até hoje e como pretende agir doravante.
Não é verdade que o sofrimento faz parte da vida de todo o ser humano? Compete aos pais ajudar os filhos a suportar com fortaleza os pequenos desgostos do dia a dia, com um sorriso ainda que através das lágrimas se for o caso, para que se tornem adultos firmes que não se entreguem, não desanimem, nem se deprimam ao menor contratempo.
Anime-se você mesma, fortaleça suas decisões, prepare-se para ser mãe que sabe dizer não e porque com serenidade e então chame de volta o filho, explicando sua atitude. Não o chame porque tem saudade - faça-o ver a importância de viver em família, que seja grato à tia por acolhê-lo, mas que ele tem um lar e que se prepare bem para um dia ter condições de formar o seu próprio. Continuo a seu dispor - há muitas outras considerações que não cabem neste nosso contato, mas acredito que você mesma chegará a elas, com suas reflexões. Meu abraço, Mannoun

Qual é o limiar entre adolescente e adulto?
2 - A. S. diz: Dra Mannoun gostaria de saber se na adolescência final o adolescente já tem a mente de um adulto? Meu filho tem 18 anos e completa 19 este ano, mas ainda acho-o muito indeciso, com muitas dúvidas e manias de adolescente. Isso é normal? Quando deixa de ser normal?
RESP: Boa tarde! Olá, A., é muito delicado dizer quando começa e quando termina a Adolescência em termos de idade ou de prazos. A puberdade ( mudanças biológicas ) é bem mais precisa. Aos 18/19 anos em geral já se está bem mais para adulto, embora as características pessoais pesem bastante. Seu filho é único? Como tem sido seu modo de ser desde a infância, inúmeras questões necessitariam ser respondidas. Tenha calma, fique tranqüila, não se aflija, procure que seu filho tenha ocupações concretas, sem mimá-lo e sem deixar de dar atenção procurando ajudar nas dúvidas e orientá-lo a que busque conversar com adultos de confiança que esclareçam o que ele necessitar. Não seria normal se aos 18/19 anos ele ainda não soubesse (ao menos com certa clareza) qual o sentido a dar à sua vida, estudos, trabalho, metas, amizades, religião, etc. Fico a seu dispor, Mannoun

Ameaças de morte ou grito de alerta?
3 - L. diz: A minha filha vive ameaçando que quer morrer, como devo agir, eu fico sempre morrendo de medo e nem tenho mais coragem de deixá-la sozinha em casa.
RESP: Bom dia, L., precisaria receber de sua parte mais informações para poder dizer algo. Não sei a idade de sua filha, se é única ou se tem irmãos e qual a sua posição entre os irmãos, primogênita, segunda, terceira, qual a escolaridade.
Por quê? Pelo fato de que estes dados orientam quanto à atitude a ser tomada. Pode repassá-los para mim, por favor? Aí voltaremos ao assunto, ok? Enquanto isto se acalme e acalme-a, levando-a a uma consulta com o médico familiarizado com vocês e de sua confiança e - na presença dela- comente a situação. Meu abraço, Mannoun

Paixões dos jovens, passageiras?
4 - C. R. diz : Dra Mannoum, é verdade que um adolescente se apaixona até 70 vezes por mês? Isto é uma característica do adolescente?
RESP: Olá, C., não sei se são 70 às vezes em que um Adolescente se apaixona por mês, mas realmente, estão sempre apaixonados - o que é interessante e sinal de ser bem Adolescente... Faz parte, sim, da Adolescência e devemos aproveitar para direcionar bem e com Valores, sua afetividade, sua generosidade e capacidade de doação e solidariedade, encaminhando-os a - por exemplo- um trabalho voluntário em beneficio de outrem. Meu abraço, Mannoun

Como namorar?
5 - A. L. diz: Dra como podemos falar com nossos filhos sobre como agir nos namoros, sobre gravidez e sobre aborto? Esta tudo tão comum e natural entre eles e nos acham sempre caretas. Como vamos convencê-los de que devem se cuidar mesmo?
RESP: Senhor A. , tem razão ao expressar " que está tudo tão natural e comum entre eles " , mas eles esperam de nós, adultos, especialmente dos pais uma palavra clara e posições firmes, mesmo que nos achem " caretas ". Só acharão, mas o que desejam mesmo é que lhes sejam propostas metas concretas ainda que lhes sejam custosas e difíceis.
Assim sendo, reveja com sua esposa, quais os valores de sua família e depois, em unidade de corações e metas, conversem com os filhos. Um a Um, não em grupo. Olhos nos olhos, coração a coração, orientem de acordo com seus valores, que não sei quais são.
O senhor fala " em convencê-los a se cuidar " e para mim, cuidar é cultivar a dignidade do ser humano, respeitando-se a si mesmo e ao outro em qualquer circunstância, sabendo esperar, vendo no caminho do matrimônio a plenitude que vale a pena quando se deseja chegar a uma vida de entrega e de união.
O aborto sempre foi, é e será um crime- não importa a denominação com que o mascarem por aí. Espero ter levado uma resposta e fico às ordens, Mannoun

“Esperar ou não esperar, eis a questão!"
6 - F.M.B. diz: "Esperar ou não esperar, eis a questão!"
Sou mãe de 2 filhas adolescentes, 18 e 22 anos. Quando elas saem à noite, com amigos ou namorados, sempre espero elas chegarem em casa. O horário é previamente marcado, às vezes telefonam para prolongar a saída, mas o dia seguinte é dia de trabalho, de acordar cedo. A opinião de meu marido é que não esperemos. O que você acha?
RESP: Olá FMB, considerando que seus filhos já tenham recebido dos pais a orientação quanto ao modo de ser da família, você e seu marido podem combinar, por exemplo, esperar uma vez, outra não, quando a saída for prolongar-se mais do que o combinado.
Para os jovens, a noite começa quando os pais já se vão recolher e os compromissos do outro dia não serão adiados para mais tarde porque os filhos chegaram às tantas.
Volto a sugerir que alternem às vezes da espera e não espera e que combinem com os filhos as saídas para as sextas, sábados, véspera de feriados e excepcionalmente outras noites durante a semana. Que acha? Fico à disposição para pensarmos outras soluções. Um abraço, Mannoun

Saturday, June 20, 2009

A Lucas o que é de César - crônica do cotidiano


Por José Antonio Oliveira
Fabiana não sabia o que fazer com o envelope que estava em suas mãos. Olhou mais uma vez o resultado do exame, ainda lacrado. Antes de abrir, lembrou-se outra vez da cara que o namorado havia feito quando descobriu que ela estava grávida. Ele parecia estar vendo um fantasma. Ficou tão chocado com a novidade, que se despediu às pressas e nunca mais atendeu nem um telefonema. O maldito, pensava, tinha o tal “bina” no celular.
Uma vez, ligou de um orelhão para ele, e, quando ele reparou que era ela quem estava do outro lado da linha, desligou o celular e mandou a operadora trocar seu número. Foi a maior decepção da sua vida ter confiado tanto num homem e ele fazer esse papel de moleque. Depois de afastar as lembranças do namorado, Fabiana resolveu abrir o envelope, para ficar mais calma. Com certeza, tudo devia estar bem com o pequeno bebê, que já estava com 18 semanas. Sem muita pressa, abriu o envelope e foi direto ao ponto do laudo que interessava.

Naquele instante, era ela que parecia estar vendo um fantasma. Um não, uma legião tenebrosa de fantasmas assustadores trazendo consigo as palavras “feto anencéfalo”. Ficou repetindo consigo, em estado d
e choque: “feto anencéfalo”, “feto anencéfalo”, “feto anencéfalo”... E desabou num pranto. Não era possível! Devia haver um erro! Havia de estar errado! O neném tinha que ser lindo, gorducho, rosado, alegre, saudável, feliz... Não anencéfalo!
Correu até o banheiro, abriu o armário, pegou o Passiflorine e tomou uns comprimidos. Sua sorte era ser bastante sensível ao maracujá. Em meia hora já estava calma novamente. Muito triste, mas calma. Pegou o telefone e discou para o consultório do médico.
– Consultório do Dr. Queiroz...
– Por favor, aqui é Fabiana Silva, gostaria de saber se o Dr. Queiroz pode me atender hoje.
– Hoje? Ele só tem agora consulta para fevereiro do ano que vem.

– Fevereiro? Mas ainda estamos em dezembro!
– Isso mesmo, fevereiro. Você quer marcar?
– Olha só,
minha querida, isso é uma emergência! Eu preciso falar com ele hoje, nem que seja num encaixe de dez minutos entre duas consultas!
– Humpf (detesto quando me chamam de “minha querida”)... Vou falar com ele assim que terminar essa consulta. Me dê seu telefone.
– O telefone é 28... Ah, e tem também o celular, 82...

Passaram-se 20 minutos – os mais longos de sua vida – e, felizmente, a secretária telefonou dizendo que ela poderia ser atendida em duas horas. Fabiana não esperou nem um minuto, partiu para o ponto de ônibus para esperar as duas horas lá no consultório do Dr. Queiroz. Foi sua sorte. O trânsito estava terrível desde o túnel Santa Bárbara até a rua Pinheiro Machado. Havia um caminhão enguiçado bem em frente ao Palácio Guanabara. O tráfego estava em meia pista. Se tivesse se demorado mais um pouco em casa, não iria chegar a tempo no consultório, que ficava na Voluntários da Pátria.
Chegou ofegante ao consultório e entregou a carteirinha do plano de saúde para a secretária, que ainda estava de mau humor. Nem teve tempo de sentar e abrir uma revista e o Dr. Queiroz já estava saindo de seu consultório. Ele diss
e para que o aguardasse lá dentro enquanto ia buscar um FAX na recepção.

– Como está, Fabiana? – Perguntou o Dr. Queiroz, ao voltar para a sala. – Fez os exames que eu pedi?
– Pois é doutor, fiz e já tenho os resultados, gostaria que o senhor lesse, por favor.

O médico leu tudo sem esboçar nenhuma emoção. Só os olhos se mexiam no seu rosto. Nem uma expressão de susto, de tristeza, de surpresa... de nada! Depois de terminar, ele deixou os papéis em cima da mesa, encostou-se na cadeira e deixou escapar um longo e sonoro suspiro. Ele sabia que ela tinha cultura suficiente para entender o que estava escrito no laudo e foi diretamente ao assunto.

– Fabiana, você pode fazer outro exame, mas o que eu estou vendo aqui não deixa nenhuma sombra de dúvida que seu bebê é anencéfalo. Lamento.
– É, eu sei...

– Infelizmente, não há o que fazer para que essa criança consiga sobreviver, mas também não é possível precisar quanto tempo ela ficará viva depois de nascer.
– Eu posso interromper a gravidez?

– Abortar? Não aconselho.
– Não, não quero abortar, queria, “tipo”... fazer um parto para antecipar o nascimento.
– Sim, o que você quer é abortar.
– Não, já disse que não quero abortar... Ou melhor, quero abortar sim, afinal é o meu corpo, eu tenho que ter direito de decidir se eu quero ou não carregar uma criança morta na minha barriga. A minha cabeça já está entrando em parafuso por causa desse assunto.
– Veja bem, Fabiana, ele não está mo
rto ainda. Se nós o tirarmos daí hoje, aí sim ele vai morrer instantaneamente. Ele pode até não ter atividade cerebral, mas vai sobreviver um tempo, apesar de pequeno, depois que nascer. Pense que você o está servindo para ele viva esses poucos meses no seu ventre.
– Mas qual é a diferença de morrer hoje ou morrer daqui a quatro meses? Além do mais, eu vou sofrer por mais 20 ou 22 semanas sabendo que tenho uma criança quase morta aqui dentro de mim...
– Como é mesmo o nome que você escolheu para o menino?

– Como o senhor sabe que é menino?
– Dá para ver perfeitamente nessa ultra-sonografia. Mas, me diga, como ele vai se chamar?
– Er... Se fosse menina, eu ia chamar de Júlia. Se fosse menino, César.
– Como assim “ia” chamar?
– Bem, se eu pudesse, não teria essa criança.
– Bom, já que você quer tanto, você pode fazer seguinte: entrar com um
processo judicial pedindo a interrupção da gravidez. Existem casos como esse que já foram aprovados e o processo até que é bem simples, em comparação com outros processos na justiça do nosso país.
– Sério?!
– Sim, se você conseguir ganhar a causa, eles vão autorizar o procedimento de interrupção da gravid
ez, e tirar a criança aí de dentro.
– Mas, e depois, o que eles fazem com a criança?
– Depois jogam fora. Afinal de contas ainda não é uma pessoa e pode ser jogada fora.
– Mas jogam no lixo?
– Sim e não. Mas na prática é sim, mais ou menos isso.
– Mas eu queria enterrar meu filho. Não quero que ele vá para o lixo do hospital.
– Dificilmente eles vão te entregar a criança. Você pode até conseguir que te entreguem, mas não vai conseguir enterrá-lo, porque nem certidão de nascimento ele vai ter.
– Mas eles não podem jogar fora uma criança assim! Poderiam, pelo menos, doar os órgãos para outra criança recém-nascida.
– A anencefalia não impede a formação dos órgãos, mas, para poder doar os órgãos, eles precisam estar formados. Se ele ainda nem chegou na metade da gestação, não será possível doar os órgãos. Na verdade, não vai ter utilidade nenhuma para outra criança...
– Entendi... Bom, não quero tomar mais o seu tempo doutor. Sua próxima paciente já deve estar esperando há muito tempo. Eu te agradeço pela conversa e por me atender num dia tão atribulado.
– Disponha. Pense nisso tudo e tome sua decisão. Pense no César também.
Despediram-se, e Fabiana foi para casa pensando no que o Dr. Queiroz havia falado.

Alguns dias depois, telefonou para marcar uma outra consulta para fevereiro. O menino nasceu no dia 22 de abril do ano seguinte. Foi batizado no hospital com o nome de César Silva e lá mesmo recebeu sua certidão de nascimento. Viveu apenas um dia. Pouco tempo. No entanto, foi o suficiente para ele cumprir sua missão: sua mãe autorizou a doação dos órgãos logo em seguida, e seu coração continua batendo no peito do pequeno Lucas, que aguardava ansiosamente por uma doação.