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Friday, June 15, 2012

Conselhos para uma vida mais longa e melhor. (Sem Insônia e Stress)

Por  Agnes G. MilleyGostaria de partilhar com vocês uma experiência saudável.

Há alguns anos atrás, eu sofria de uma insônia incorrigível.  Foram muitas as tentativas para minimizar os efeitos devastadores da privação do sono. Meu médico, então, sugeriu que procurasse um neurologista. Obedeci prontamente e depois de uma estimulante conversa com o Dr. Sérgio S. Gemembauer, saí de seu consultório  não com uma relação de exames complicados a fazer, mas com uma lista de Bons Conselhos na memória. Chegando a casa, passei tudo que ouvi para o papel. Fiz cópias e distribuí os entre meus amigos. Agora tenho a oportunidade dá-los de presente para vocês.  Aqui vão eles:

•    Ter uma alimentação frugal.
•    Não beber água às refeições.
•    Beber 2 litros de água para hidratar o corpo.
•    Não beber mate, guaraná, chá preto, café, e nenhum refrigerante. São todos estimulantes.
•    Não comer chocolate.
•    Comer alimentos com pouca gordura e condimentos leves.
•    Tomar leite morno e banho morno antes de dormir.
•    Comer frutas calmantes:  maracujá, maçã, uva ....
•    Não fumar.
•    Beber pouco, ou melhor, não beber.
•    Ter atividades diversificadas, sem muita rotina.
•    Fazer exercícios físicos regularmente.
•    Não ver filmes de horror ou muito violentos.
•    Fazer sempre o prioritário e o possível. Não se preocupar com o que não é possível de se fazer.
•    Manter contato com a Natureza.
•    Ser alegre, ter amigos.

Fazer tudo para não deixar a adrenalina subir. Ela destrói as células. Além da alimentação inadequada e do fumo, o medo, a ansiedade, a raiva, o ódio fazem a adrenalina subir.

Devemos amar. A paz, a alegria, a tranquilidade, o amor produzem em nosso organismo  substâncias contrárias à adrenalina que combatem a dor, a doença. Tornamo-nos menos vulneráveis, mais protegidos e, portanto,mais saudáveis e mais felizes.

As más notícias, aliás, toda informação negativa deixa sua marca, mesmo que pareça a nós mesmos que não damos importância e que não nos faz mal algum. Ao longo dos anos essas gotas de veneno vão se acumulando e não deixam de se manifestar de alguma forma.

•    O repouso é necessário.
•    Cuidado com as coisas “naturais”. Veneno de cobra também é natural.
•    Nenhum remédio cura. Todos são paliativos. Até mesmo os antibióticos. Eles matam a germe, mas se as condições não mudam, outro germe vem e ataca de novo.
•    Os vírus sempre existiram. A humanidade é que está com o sistema imunológico baixo.
•    Muitas doenças podem ser curadas sem remédios, com mudança de hábitos.

Vivemos em um mundo estressante, em um país estressante, em uma cidade muito estressante. Se não podemos mudar as coisas, devemos mudar a nós,  com hábitos de vida saudáveis. 

Atualmente, conselhos como esses nos são dados com maior frequência,  mesmo através de programas de TV , jornais e revistas.  A maioria de nós sabe o que lhe faz mal, mas temos coragem e perseverança para seguir esses bons conselhos?

Aos poucos minha insônia foi me deixando. Hoje tenho apenas episódios esporádicos, quase sempre causados por altos níveis de adrenalina.  Conheço minha inimiga, tenho os meios para combatê-la, mas tenho também a consciência de que quando ela me derrota é ela que tem razão.

Estamos a poucos dias do Rio + 20. Paro, penso e me pergunto: de quantas maneiras podemos contribuir para a saúde do Planeta Terra cuidando da nossa  saúde e a de nossas famílias?  Podemos contribuir? Creio que sim.

Thursday, June 14, 2012

É bom saber – parar de chorar

Colaboração de Agnes Daniella Miley

ESTÍMULOS QUE DEVEM ESTAR PRESENTES DESDE O NASCIMENTO ATÉ O SEGUNDO MÊS:
Os estímulos são essenciais e quase sempre promovidos, mesmo quando os pais não percebem que assim estão procedendo. Ao oferecer um chocalho, está se aguçando a visão da criança, bem como estimulando a inteligência espacial. Ao conversar com ela, ao que tudo indica, desperta-se sua sensibilidade linguística, assim como uma música suave representa ferramenta para a audição e a inteligência musical.

Quando a criança não para de chorar experimente outros estímulos:
  • Segure a criança, deitando-a sobre o seu estomago ou peito para que ela ouça seus batimentos cardíacos e sinta a sua respiração. A criança lembra-se do tempo em que, no ventre materno ouvia e sentia esses sinais a toda hora.
  •  Sempre  que possível,  procure uma cadeira de balanço confortável. Sente-se com a criança no colo. Deixe-a ouvir as batidas do coração de adulto, embale-a. Fique assim com ela em um ambiente sereno, numa postura confortável.
  • Se estiver chateada ou irritada, peça a alguém para segurá-la. Sua inteligência interpessoal costuma reagir ao humor de quem está bem próximo delas.
  • Caso não seja um dia muito quente, envolva-a em uma manta aconchegante. Algumas crianças sentem-se mais seguras quando voltam ao ligeiro aperto  do ventre materno.
  • Não tenha receio de acalmá-la com uma chupeta. Sugar é uma necessidade biológica e intuitiva desde os primeiros dias de vida, e esse ato ocasiona prazer, tranquilidade e alegria.
  • Nunca se esqueça da temperatura ambiente. Faça-a sentir-se aquecida ou fresquinha. Mais fácil que mudar a temperatura da criança é mudar a  temperatura do quarto.
  • Cante sempre e jamais deixe de conversar serenamente com a criança. Providencie um som  contínuo ou rítmico que simule o compasso cardíaco.
  • Se o tempo estiver bom, tire a criança de casa, levando-a  para passear no carrinho ou no assento de segurança do carro. Ao que tudo indica, as crianças também gostam de passear em um Shopping Center, desde que não muito barulhento.
  • A criança é muito sensível ao cheiro da mãe. Portanto, se pedir a alguém que tome conta dela, empreste a essa pessoa um roupão ou um suéter já usado pó você.
Mais sobre estímulos:
““... os neurobiologistas defendem que cada uma das inteligências humanas possui sua “janela” e que os estímulos são sempre mais proveitosos quando promovidos no período em que essas “janelas” estão escancaradas. Considerando que essas janelas das inteligências vão se abrindo aos poucos e sem pressa, não há necessidade de que os pais acumulem tentativas de fazer com que as crianças aprendam tudo de uma só vez.
Nunca pense em estímulos como meio de apressar o desenvolvimento de uma criança. Estímulos são como alimentos e precisam ser dosados adequadamente. Jamais confunda a velocidade do desenvolvimento com a inteligência. “A rapidez apresentada no andar, sentar, ficar de pé ou correr é produto de heranças genéticas muitas vezes distantes e influência do meio ambiente, não podendo ser usada como elemento identificador de maior ou menor inteligência...”
TUDO ISSO E MUITO MAIS VOCÊ ENCONTRA EM: A CONSTRUÇÃO DO AFETO DO PROFESSOR Celso Antunes,  Augustus Editora, 1999

Wednesday, April 25, 2012

Depressão não é mau-humor!

Por Maria Teresa Serman

Aquela frase que se diz (ou dizia, não sei se saiu de moda) de vez em quando, para caracterizar um estado de espírito, "Hoje estou deprê!", indicando tristeza, nostalgia, sei lá mais o quê, certamente deve ter acostumado as pessoas a confundir um momento de desânimo com o estado clínico depressivo. Depressão é doença, não pode ser encarada como desesperança ou preguiça.

Os sintomas básicos da depressão inicialmente podem levar a própria pessoa a não perceber sua chegada. Sonolência, perda de apetite, desânimo, tristeza, todos esses passam despercebidos como coisas passageiras, como às vezes são realmente. Contudo, é preciso estar atento para não deixar ela se instalar, e procurar um profissional médico logo. Aí vem o preconceito de acharem que quem vai a um psiquiatra é "maluco". Esquecem que a mente pode padecer tanto ou mais do que o resto do corpo, do qual cuidamos escrupulosamente.

Para quem está em depressão, é desagradável e inútil ouvir os "estímulos" dos amigos e conhecidos, muito bem intencionados, mas prejudiciais. Pode-se fazer uma lista: "Não fica assim, você é tão alegre!"; "Levanta a cabeça, tenha esperança!", "Tenha pensamentos positivos que você vai se sentir melhor!"; "Sai de casa, vai pro shopping que você melhora!"; "Não se deixe abater, coragem!", e a lista é longa, até culminar na crueldade não intencional de diagnosticar o problema como falta de fé. Aí o discurso muda um pouco: "Você precisa rezar mais!", "Tenha fé que isso passa!" ou "Deus vai te curar, é só ter fé!"

Depressão é DOENÇA, repetimos, não vai embora por força de vontade, que, aliás é o que mais falta no caso, pensamento positivo, compras ou orações. Estas últimas ajudam muito, como sempre, mas Deus também cura por meio de médicos competentes e remédios bem prescritos.
Ela é uma doença democrática, não tem discriminação de sexo, idade ou situação social. Incapacita temporariamente, o que pode parecer, como já dissemos, preguiça ou tristeza somente. Pode ser visível na expressão ou jeito do doente, mas engana também, de modo que os outros não vejam e não acreditem. Não deve ser menosprezada em momento algum, pois essa negligência pode ser perigosa, e torna o mal mais difícil de combater e sua duração mais longa.

Hoje em dia há muitos e modernos remédios bastante eficazes no combate à depressão, que podem ser indicados e acompanhados por profissionais. O organismo leva um tempo, mais ou menos um mês, para metabolizá-los, e essa demora pode desestimular o paciente e os familiares, mas, sem trocadilho, é preciso ser paciente e esperar o resultado, que será bom, libertador. E colocar-se a cada momento de angústia nas mãos de Deus Pai, que é o melhor médico.

Wednesday, October 28, 2009

O cansaço e a vida cotidiana

Texto de Diego Ibañez Langlois
Chega-se cansado em casa. O cansaço é legítimo. O mau humor, não. Convém lembrar que o homem cansado é propenso ao mau gênio, já que tem as defesas baixas e os nervos destemperados.

O cansado tende ao hermetismo. Não é comunicativo.
É preciso dar ao cansado um tempo para decantar as fadigas e preocupações de um dia de trabalho. Deve-se permitir ao guerreiro deixar suas armas, desmontar e recompor-se.
Procura desfazer-se o quanto antes de sua mercadoria. Interrompe quando não deve, tem mais pressa quanto mais deve esperar. É a hora heróica dos pais.

O carinho dos filhos vale mais que o esgotamento.

Ao chegar em casa, nenhum pai pode abrir a porta e dizer: "Missão cumprida".
Se ele acha que a casa é o lugar das compensações egoístas, um pai de família se perdeu. A recompensa verdadeira é a de ver-se rodeado por afeto.

O carinho dos filhos não é um carinho abstrato, teórico. É tangível. Percebe-se. Toca-se.
Os olhos das crianças estão dizendo: "Seja meu pai. Tu és forte, mais forte que o cansaço".
Isolar-se dos filhos ao chegar em casa é dizer-lhes: "Vocês não me interessam".

Um pai sempre cansado ou que pede que o tratem como um homem cansado, é um pai enfermo. A casa não é uma clínica de repouso, onde se cuida religiosamente do silêncio para não atrapalhar os pacientes.

O lugar onde descansa o papai não é "zona de hospital", como tampouco a sala de estar deve ter o cartaz de "crianças jogando".

Quando os filhos são pequenos são como brinquedos do pai. Quando se está de bom humor, lhes dá corda. Quando o jogo cansa ou aborrece, lhes guarda ou lhes arquiva. Em muitos casos, a televisão serve, lamentavelmente, de arquivo.

Se os filhos são considerados um incômodo porque perturbam o descanso do pai, exige-se à mãe que os faça evaporar para que não criem problemas.

O guerreiro considera que já teve suficientes aborrecimentos em seu trabalho, ofício ou negócio.
Cultivar a vida familiar

A vida familiar deve ser cultivada, sob o risco de que se torne um campo abandonado.
Incrementa-se com a conversação, com as celebrações, com ritos familiares, com tradições, com uma linguagem que tem pontos de referência comuns.

Sem vida de família, passa-se do trabalho ao trabalho como por um túnel. Agradeçamos que a jornada se interrompa para estar com os que se ama.

O cansaço de uma jornada dura se recupera na vida em família. A graça do filho pequeno faz mudar a vista cansada. Em casa não nos aceitam por nossa eficácia nem por nosso rendimento: nos acolhem com carinho. E a vida em família é mais amável quando é enfrentada com amabilidade, quando não impacienta a avidez de um filho por contar suas coisas, a do outro que assalta com pedidos, a de um terceiro... O lar não é um monastério onde se ouve o silêncio. As crianças não são objetos imóveis que fazem parte da decoração. A casa não é casa de repouso para doentes dos nervos. O carinho torna amáveis até as interrupções.