Showing posts with label conflitos. Show all posts
Showing posts with label conflitos. Show all posts

Saturday, March 9, 2013

Li por aí - Quando a dor e a dúvida assolar, saiba que...ISSO TAMBÉM PASSA.

Achei muito bom e coloco aqui para dividir a mensagem com os amigos.
 
Certo dia um jovem percebeu a seguinte frase em um pergaminho pendurado aos pés da cama de seu avô: "ISSO TAMBÉM PASSA", e, com a curiosidade inerente a cada ser humano, resolveu perguntar:

Vovô, o que significa essa frase em cima de sua cama dizendo "ISSO TAMBÉM PASSA"?

E o seu avô sem titubear lhe responde: A vida nos prega muitas peças, que podem ser boas ou não tão boas assim, mas tudo significa aprendizado. 

Recebi esta mensagem de um anjo protetor, num desses momentos de dor em que quase perdi a fé. 

Ela é para que, todos os dias, antes de me levantar e de me deitar, possa ler e refletir; para que, quando tiver um problema, antes de me lamentar, eu possa me lembrar de que "ISSO TAMBÉM PASSA", e para quando estiver exaltado de alegria, que tenha moderação e possa encontrar o equilíbrio, pois:

"ISSO TAMBÉM PASSA". 

Tudo na vida é passageiro assim como a própria vida, tanto as tristezas como também as alegrias. Praticar a paciência e perseverar no bem e nas boas ações, ter simplicidade, fé e pensamentos positivos, mesmo perante as mais difíceis situações, é saber viver e fazer da nossa vida um constante aprendizado. 

É ter a consciência de que todas as pessoas erram, de que o ser humano ainda é um ser imperfeito em busca da perfeição e por isso ainda sofre, é saber que, se muitas vezes nos decepcionamos com pessoas, é porque esperamos mais do que elas estão preparadas para dar, dentro de seu contexto e grau de compreensão.  Desse modo, meu amigo, toda vez que olho para essa frase, meu coração se aquieta e a paz me invade, pois sei que "ISSO TAMBÉM PASSA".

Saúde, Paz e Benção
Diácono Claudino (Recebi por Email  e não tenho a fonte)

Sunday, October 7, 2012

Educar o coração - parte 3

 FACILITAR A PURIFICAÇÃO DO CORAÇÃO

Na constituição do homem, as paixões têm como finalidade facilitar a ação voluntária, mais do que desvanecê-la ou dificultá-la. «A perfeição moral consiste em que o homem não seja movido ao bem apenas pela sua vontade, mas também pelo seu apetite sensível de acordo com estas palavras do salmo: “O meu coração e a minha carne gritam de alegria para o Deus vivo” (Sl 84,3)»[5]. Por isso, não é conveniente querer suprimir ou “controlar” as paixões, como se fossem algo mau ou recusável. Embora o pecado original as tenha desordenado, não as desnaturalizou, nem as corrompeu de um modo absoluto e irreparável. É preciso orientar a emotividade de modo positivo, dirigindo-a para os bens verdadeiros: o amor a Deus e aos outros. Daí que os educadores, os pais em primeiro lugar, devam procurar que o educando, na medida do possível, desfrute fazendo o bem.

 Formar a afetividade requer, em primeiro lugar, facilitar que os filhos se conheçam, e que sintam, de um modo proporcional à realidade que despertou a sua sensibilidade. Trata-se de ajudar a superar, a transcender, aquele afeto até ver na sua justa medida a causa que o provocou. Talvez o resultado dessa reflexão seja a tentativa de influenciar positivamente para modificar tal causa; noutras ocasiões – a morte de um ser querido, uma doença grave – a realidade não se poderá mudar e será o momento de ensinar a aceitar os acontecimentos como vindos da mão de Deus, que nos ama como um Pai ao seu filho. Outras vezes, a propósito de uma irritação, de uma reação de medo, ou de uma antipatia, o pai ou a mãe podem falar com os filhos, ajudando-os a entender – na medida do possível – o motivo dessa sensação, de modo a poderem superá-la; assim, conhecer-se-ão melhor a si próprios e serão mais capazes de pôr o mundo dos afetos no seu lugar.

Além disso, os educadores podem preparar a criança ou o jovem para que reconheça – neles próprios e nos outros – um determinado sentimento. É preciso criar situações, como as histórias da literatura ou do cinema, através das quais seja possível aprender a dar respostas afetivas proporcionadas, que colaborem para modelar o mundo emocional do homem. Um relato interpela quem o vê, lê ou escuta e move os seus sentimentos numa determinada direção e acostuma-o a um determinado modo de olhar a realidade. Dependendo da idade – neste sentido, a influência pode ser maior quanto menor for a criança – uma história de aventuras, ou de “suspense”, ou então um relato romântico, podem contribuir para reforçar
os sentimentos adequados perante situações que objetivamente os merecem: indignação frente à injustiça, compaixão pelos desvalidos, admiração com respeito ao sacrifício, amor diante da beleza. Contribuirá, além disso, parar estimular o desejo de possuir esses sentimentos, porque são belos, fontes de perfeição e de nobreza.

 Bem orientado, o interesse pelas boas histórias também educa progressivamente o gosto estético e a capacidade de discriminar as que possuem qualidade. Isto fortalece o sentido crítico e é uma ajuda eficaz para prevenir a falta de tom humano, que por vezes degenera em vulgaridade e em descuido do pudor. Sobretudo nas sociedades do chamado primeiro mundo, generalizou-se um conceito de “espontaneidade” e “naturalidade” que com frequência é alheio ao decoro. Quem se habitua a esse tipo de ambientes – independente da idade – acaba por rebaixar a sua própria sensibilidade e animalizar (frivolamente) suas reações afetivas; os pais devem comunicar aos filhos uma atitude de recusa da vulgaridade, também quando não se fale de questões diretamente sensuais.

 De resto, convém recordar que a educação da afetividade não se identifica com a educação da sexualidade: esta é apenas uma parte do campo emocional. Mas, certamente, quando se conseguiu criar um ambiente de confiança na família será mais fácil que os pais falem com os filhos sobre a grandeza e o sentido do amor humano e lhes deem, pouco a pouco, desde pequenos, os recursos – através da educação dos sentimentos e das virtudes – para orientar adequadamente essa faceta da vida.

Wednesday, April 25, 2012

Depressão não é mau-humor!

Por Maria Teresa Serman

Aquela frase que se diz (ou dizia, não sei se saiu de moda) de vez em quando, para caracterizar um estado de espírito, "Hoje estou deprê!", indicando tristeza, nostalgia, sei lá mais o quê, certamente deve ter acostumado as pessoas a confundir um momento de desânimo com o estado clínico depressivo. Depressão é doença, não pode ser encarada como desesperança ou preguiça.

Os sintomas básicos da depressão inicialmente podem levar a própria pessoa a não perceber sua chegada. Sonolência, perda de apetite, desânimo, tristeza, todos esses passam despercebidos como coisas passageiras, como às vezes são realmente. Contudo, é preciso estar atento para não deixar ela se instalar, e procurar um profissional médico logo. Aí vem o preconceito de acharem que quem vai a um psiquiatra é "maluco". Esquecem que a mente pode padecer tanto ou mais do que o resto do corpo, do qual cuidamos escrupulosamente.

Para quem está em depressão, é desagradável e inútil ouvir os "estímulos" dos amigos e conhecidos, muito bem intencionados, mas prejudiciais. Pode-se fazer uma lista: "Não fica assim, você é tão alegre!"; "Levanta a cabeça, tenha esperança!", "Tenha pensamentos positivos que você vai se sentir melhor!"; "Sai de casa, vai pro shopping que você melhora!"; "Não se deixe abater, coragem!", e a lista é longa, até culminar na crueldade não intencional de diagnosticar o problema como falta de fé. Aí o discurso muda um pouco: "Você precisa rezar mais!", "Tenha fé que isso passa!" ou "Deus vai te curar, é só ter fé!"

Depressão é DOENÇA, repetimos, não vai embora por força de vontade, que, aliás é o que mais falta no caso, pensamento positivo, compras ou orações. Estas últimas ajudam muito, como sempre, mas Deus também cura por meio de médicos competentes e remédios bem prescritos.
Ela é uma doença democrática, não tem discriminação de sexo, idade ou situação social. Incapacita temporariamente, o que pode parecer, como já dissemos, preguiça ou tristeza somente. Pode ser visível na expressão ou jeito do doente, mas engana também, de modo que os outros não vejam e não acreditem. Não deve ser menosprezada em momento algum, pois essa negligência pode ser perigosa, e torna o mal mais difícil de combater e sua duração mais longa.

Hoje em dia há muitos e modernos remédios bastante eficazes no combate à depressão, que podem ser indicados e acompanhados por profissionais. O organismo leva um tempo, mais ou menos um mês, para metabolizá-los, e essa demora pode desestimular o paciente e os familiares, mas, sem trocadilho, é preciso ser paciente e esperar o resultado, que será bom, libertador. E colocar-se a cada momento de angústia nas mãos de Deus Pai, que é o melhor médico.

Wednesday, April 11, 2012

"Mãe que dobra o joelho, filho que permanece em pé!"

Por Maria Teresa Serman

Esta frase popular, que não conhecia, confesso, ouvi-a ontem, em uma palestra, e me ficou gravada, ecoando no meu coração, porque é muito verdadeira. Acredito, com provas práticas, que Deus ouve com especial benevolência as orações das mães e dos pais, embora o povo sempre ressalte mais o amor materno. O " dobrar o joelho", mais do que uma reverência física, indica uma postura de alma, um projeto de vida.

Que nós, pais, não nos esqueçamos de agradecer, para contrabalançar o que vivemos pedindo: juízo, saúde, felicidade. É conveniente aos ouvidos do Senhor e a opção mais completa pedirmos uma coisa- com poucas palavras, como o próprio Jesus recomendou, no evangelho, quando ensinou o pai nosso: rogarmos pela santidade de nossos filhos, o que engloba tudo. Por essa causa chorou e se mortificou Santa Mônica por seu filho Agostinho. Foi duplamente bem-sucedida: ele não só se converteu, como fez-se bispo, um dos mais insignes doutores da Igreja e santo de altar dos mais louvados; e alcançou ela a própria santificação. É muito interessante ler a vida dessa mãe dedicadíssima, exemplo e estímulo para todas nós, que estamos sempre "aborrecendo" Nosso Pai pelos que Ele nos concedeu. E convém também recordar as palavras elogiosas do filho santo a ela, louvando sua persistência e abnegação. Ditosas as mães cujos filhos assim as admiram!

Uma outra frase que anotei de ontem foi "É forte quem persevera no que deve fazer, segundo sua consciência.", que tem como autor S. Josemaria, nosso conhecido. Hoje em dia não é fácil perseverar seguindo a consciência, porque o mundo a quer calar, colocando em seu lugar as coisas mais disparatadas, e ainda, maleficamente, algumas essencialmente boas, como o amor de mãe. Amar os filhos, desejar e trabalhar por sua felicidade não significa abrir mão dos princípios morais, aceitando e, com frequência lamentável, incentivando seus descaminhos, com a desculpa do mesmo afeto. É dever dos pais, delegado por Deus e pela sociedade, orientar, aconselhar, corrigir e secundar suas tentativas de acerto, de voltar ao bom caminho. Perdoar os erros não é sinônimo de fantasiar o mal em bem, só porque SEU filho ou SUA filha o cometeu. Isso é sintoma de orgulho, pois projetamos nossa própria sensação de onipotência e perfeição neles. Essa atitude vem predominando de tal modo, que fabricou uma geração de pais permissivos e filhos tão desprovidos de formação que transformaram-se em verdadeiros seres irracionais.

Custa-nos o sangue, a alma, lágrimas e orações ver os filhos agirem como não deveriam e ter que mostrar-lhes isso, com carinho, mas firmeza. Não é fácil, ninguém gosta, mas É PRECISO. Disso depende a felicidade deles, o seu DESTINO ETERNO, e o nosso também. O mundo, a maioria, a moda, o relativismo, tudo isso não deve nos calar e afastar da nossa missão precípua de educadores com amor que temos, como genitores. Aceitar o inaceitável, vestir o mal de bem, não é coragem, sinceridade, modernidade, qualquer dessas expressões que foram cunhadas e são repetidas à exaustão, para convencer os incautos e ingênuos. O lobo é lobo, mesmo que vista pele de cordeiro e fale com voz mansa.

Com isso não se quer dizer que o amor deva diminuir, muito pelo contrário. Odeia-se o pecado, mas ama-se o pecador até o fim. A paixão e morte de Jesus Cristo, que contemplamos e meditamos mais intimamente na quaresma, afirma tal opção. Maior o amor, mais incondicional e paciente é; "não se irrita, tudo suporta", como afirmou S. Paulo em sua inesquecível carta aos coríntios sobre a caridade, o amor por excelência.

Quanto mais cedo e com sabedoria educarmos os filhos, mais teremos a evitar de tropeços graves no decorrer de suas vidas. Eles errarão, como nós, humanos que somos todos. Mas a firme condução dos pais, o seu exemplo, a sua oração, cala no coração de cada um, cria raízes, de modo a puxá-los de volta para o lar, físico ou espiritual, como aconteceu com o filho pródigo, que foi recebido com festa pelo pai que o esperava, sempre atento ao horizonte, confiante que ele voltaria.

Saturday, February 25, 2012

Que língua as mães falam?

Por Maria Teresa Serman

As mães veteranas, quer dizer, com mais tempo de experiência e filhos mais velhos, certamente entenderão o que vou expor, e talvez se vejam retratadas nas colocações. Afinal, é como se costuma dizer: os filhos são parecidos ( porque os seres humanos o são), "só muda o endereço".

Há horas, mais ainda, fases, em que parece que tudo se entende inversamente e o resultado é confusão e desacerto. Pequenos elogios ou atitudes sem intenção transformam-se em motivo de disputa e brigas. Nós, mães - não acho que os pais pisam o mesmo caminho tortuoso -, frequentemente somos mal interpretadas, os filhos encaram algumas coisas como competições e comparações.

Cada filho merece e espera atenção e amor individualizado e pessoal. De novo, como todos nós humanos. Arrisco dizer que até os animais são assim. Contudo, por mais que a gente se desdobre, acabamos escorregando nas diferenças e PIMBA! Eles interpretam do seu jeito.

Alguém me informe, por favor, se isso não acontece no seu caso, e me ensine como fazer melhor. Há trinta e um anos que venho sendo mãe, tentando acertar, mas ainda estou tateando. Graças a Deus tem o pai, exemplar, para ajudar. Aliás, alguns dos filhos fazem questão de dizer ou sugerir que ele é fantástico, os erros, claro, foram meus, em sua maioria (isso está implícito). Todavia, o resultado está sendo frutuoso e bom, apesar dos meus "embroglios".

Não quero dar a impressão de que meus filhos vivem reclamando. Os ciúmes e críticas são raros, mas sempre deixam um gosto de fracasso em mim, deve ser orgulho. Gostamos de pensar que tudo, TUDO mesmo que lhes acontece, é obra nossa, como somos vaidosos! Eles têm livre arbítrio e a Divina Providência para nos auxiliar. Então, podemos relaxar um pouco e aproveitar os frutos prazerosos cujas sementes plantamos, deixando de lado um pouco a infalibilidade que nos persegue. Quando forem pais e mães, verão o que é bom pra tosse, e como é bom ter filhos e amá-los incondicionalmente.

Wednesday, February 15, 2012

A palmada, o castigo e o direito.

Atualmente tudo virou bode expiatório e somos obrigados a cantar conforme a música, dentro das nossas famílias e nossos lares. Está havendo uma grande inversão de valores, porque o governo quer colocar sua mão onde jamais poderia alcançar: na família.

Uma família bem estruturada, com um pai, uma mãe, e filhos, tem graça de estado para formar bem seus membros. Explico aqui que essa graça é concedida por Deus Todo Poderoso, criador do céu e da terra, não é por qualquer um que se diga responsável por uma nação ou por uma localidade.

No caso citado no título, os pais tem o direito de agir com seus filhos, dentro dos limites do bom censo e da boa educação, como acharem melhor. O modo como vão corrigir seus filhos e educá-los, fará toda a diferença. Mas o importante é que o casal tenha uma conduta igual, coerente, diante dos filhos. E quando houver necessidade de punir que seja feito em comum acordo, para que a criança entenda o porquê da punição e onde errou.

Uma palmada bem dada, como diria uma médica amiga, no bumbum, pode tirar os futuros jovens de grandes enrascadas. A palmada é também uma forma de educar e de mostrar limites, quer queiram quer não. Cada criança, com seu temperamento, terá ou não necessidade deste contato mais próximo e direto de educação.

Quando colocamos um filho no mundo,passamos a ter deveres com a sociedade, e obrigações importantes para introduzir este novo ser no domínio público, num futuro próximo, para que sirva a mesma e sirva-se dela. Temos também o direito de fazê-los seres humanos bons do nosso modo.

Já temos muitos exemplos e várias estatísticas de filhos criados sem limites, sem castigos, sem educação e sabemos muito bem no que deu. Pessoas egoístas, sem caráter, sem virtudes humanas para viver em sociedade. Pena que o mundo esteja repleto deles. Mas não podemos nos entregar ao pessimismo e deixar as coisas como estão. Vamos lutar por nossos direitos, por podermos educar com a graça que recebemos de Deus e não com os limites impostos pelos homens.

Tuesday, November 30, 2010

E se os assaltos fossem permitidos?

Por Rafael Carneiro Rocha

A declaração recente do Papa Bento XVI sobre a possibilidade de uso de preservativos em determinadas situações como primeiro passo para um exercício responsável da sexualidade tem sido muito mal interpretada pela mídia e até mesmo por instituições como a OMS que chegou a elogiá-lo.

Não se trata de um “avanço” da Igreja, muito menos de uma mudança de pensamento, até porque o significado da sexualidade humana não muda. A Igreja sempre vai considerar a vida sexual a partir de sua beleza criativa e unitiva, como manifestação de amor entre homem e mulher unidos, numa só carne, pelo matrimônio. Fora da perspectiva matrimonial, a sexualidade não tem sentido, não tem beleza.

Quando o Papa afirma que o uso de preservativos entre pessoas promíscuas é um primeiro sinal de responsabilidade, ele não quer endossar a prática. Ele apenas compreende que o uso de preservativos pode ser, de alguma forma, moral.

Um roubo, por exemplo, é sempre imoral, mas imaginemos a seguinte situação. Uma quadrilha entra numa casa, rende os moradores, e inicia uma série de roubos. A mulher da casa percebe que os assaltantes levarão uma jóia de família, de significado especial. Então, ela suplica aos ladrões que não levem a jóia. Um dos assaltantes se sensibiliza com o apelo da mulher e pede para seus comparsas não levarem a jóia. Este assaltante “sensível”, mesmo cometendo a falta de roubar a casa, teve uma postura moral e, quem sabe, dali surgiu um primeiro passo para que ele abandone a vida do crime.

Se assaltos a residências fossem costumes que boa parte da sociedade compreendesse como “válidos”, a Igreja, naturalmente, discordaria. Ainda que argumentassem que os roubos evitam que as pessoas tenham fome, a Igreja viria algo de muito errado nestes desvios. Ainda que os roubos fossem legalizados, a Igreja chocaria a sociedade com a sua firmeza contrária à prática.

Mas, ainda que tudo isso fosse socialmente aceito, se perguntassem ao Papa Bento XVI o que a Igreja pensa da conduta de ladrões que preservam relíquias de família, o Sumo Pontífice se utilizaria do argumento de que este cuidado específico dos criminosos deve ser tomado, como primeiro passo de responsabilidade.

Saturday, October 16, 2010

MEDIAÇÃO – Grande Escola de Pacificação de Conflitos

Prof. Maria Heloisa Soares Cavalieri - Dra. Em Ciências de Educação

A Mediação de Conflitos é um processo voluntário no qual as partes escolhem um terceiro, neutro, que ajuda a restaurar o diálogo e facilita a negociação do conflito que se instaurou.

É neste sentido que Six (2001) afirma brilhantemente: “Acreditamos que a Mediação seja em primeiro plano vontade: uma vontade de abrir caminhos, de construir pontes...” Sem dúvida, sempre há naqueles que vão em busca da Mediação de Conflitos Familiares um desejo de conciliação, às vezes oculto, pouco perceptível, mas real. Há uma esperança de retorno, um desejo de que “tudo torne a ser como antes”. No entanto, na verdade, apesar da existência deste desejo latente, o casal não sabe mais o caminho desta conciliação, desconhece o que fazer e como estabelecer os alicerces desta ponte que poderá uni-los outra vez. A turbulência das emoções, os sentimentos negativos, conflitos sem resolver, talvez durante meses ou anos, embaçam e esfumam aquele relacionamento que já fora amigável e transparente.

É neste momento que deve surgir a figura do Mediador de Conflitos como um grande facilitador, como alguém que possui ferramentas, técnicas, e não só isto, também a sensibilidade, a arte de harmonizar, de encurtar distâncias, de quebrar barreiras.

O Mediador de Conflitos Familiares, este terceiro num litígio de família, sabe unir, harmonizar, pacificar, é um “construtor de pontes”, como afirma Six. Restaura as relações, foca no relacionamento mais do que nos fatos, reaproxima as partes. Ele, o Mediador de Conflitos Familiares, sabe “como”, tem o “know-how”, mas por outro lado, não conhece o motivo, as razões, o porquê daquela ruptura. As partes sim, se conhecem e conhecem de onde veio o conflito, quais as raízes da desarmonia, por que o conflito tomou aquelas proporções, o que o alimentou... E, é exatamente a soma destes “saberes” que torna possível a realização da tão almejada união.

O Mediador de Conflitos está fora daquela desavença e, portanto, tem completa isenção dos sentimentos perturbadores que ameaçam o diálogo entre as partes. Ele sabe fazer uma abordagem pacífica, ética, em um ambiente de informalidade, mais cheio de respeito e dignidade. Quando o Processo de Mediação de Conflitos Familiares se desenvolve o Mediador ouve, por que aprendeu a fazer uma escuta ativa, pensa, reflete e conclui, deduz. As partes observam a sua atitude, tem os olhos postos no seu comportamento que não acusa, confia, respeita e é justo. Fixam seus olhos nesta figura que encerra a grande esperança de que seus sonhos se tornem realidades no futuro e, aprendem, a sessão é verdadeiramente uma aprendizagem.

Logo, ao iniciar a sessão, o Mediador de Conflitos Familiares, recebe as partes com uma recepção amiga, faz uma acolhida cordial e, já desde este momento, o Mediador de Conflitos começa o seu papel de mestre. Ao longo do processo, ao perguntar, ao dialogar, ao fazer uma apreciação, em todo momento, ele é observado pelas partes que aprendem e, o Processo de Mediação de Conflitos já é de per si, uma escola de pacificação.

Mas, o Mediador de Conflitos Familiares apesar de ser de fato um grande Mestre, não ensina os caminhos, não aponta soluções, não mostra o futuro, até porque a proposta da Mediação de Conflitos é bem outra, é fazer com que as partes cheguem num consenso por si mesmas. Mas, além disto, o Mediador de Conflitos não tem estes dados, ele os desconhece. Ele mostra somente “como caminhar”. A trilha que as partes poderão seguir, as propostas a dois, as possibilidades de um retorno da felicidade conjugal deve ser descoberta e seguida pelo casal. Esta proposta é excelente porque, se por ventura houver reincidência, as partes estarão aptas a solucionar o novo conflito com suas próprias “ferramentas”, estarão prontas a solucionar as dificuldades que surgirem a dois, na intimidade do seu lar.

SaberOnline – Curso Online de Mediação de Conflitos e Mediação de Conflitos Familiares